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É o Q?

por Tiago Lourenço, em 16.04.14

A SIC Radical foi, em tempos, um canal onde se arriscava. Arriscavam em novos formatos ou novas caras sem medo do ridículo. Graças a isso, foram descobertos talentos ou formatos que hoje são indispensáveis aos canais generalistas.

 

João Manzarra, Rui Unas, Gato Fedorento, Bruno Nogueira ou Fernando Alvim nasceram ou cimentaram as suas carreira neste canal Cabo. Hoje em dia isso já não acontece.

 

A Radical tornou-se num antro de formatos estrangeiros.

 

O canais Cabo serviram para experimentar coisas novas mas a concorrência e a importância das audiências passou a falar mais alto. Se por um lado temos cada vez mais e melhores canais, também não é menos verdade que estes já começam a ter pouca margem de manobra para se poderem dar ao luxo de fazer experimentações.

 

Contudo, salva-se o Canal Q.

 

Criado pela agência criativa e humorística Produções Fictícias, é 100% nacional. É o único que arrisca em novos formatos e em novas caras. Infelizmente, não tem tido o reconhecimento que merece.

 

Se se mantiver como está ou melhorar é louvável.

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publicado às 14:54

Domingo à noite

por Tiago Lourenço, em 07.04.14

 

Os domingos à noite deixaram de ser os mesmos. A RTP apostou forte em The Voice Portugal. Dilvogou-o bem, escolheu um bom painel de jurados e os resultados apareceram. Só o futebol conseguiu mais público a um domingo à noite para o canal nos últimos anos.

 

 

Com estes resultados a estação do Estado finalmente foi a jogo. Pode dizer-se que apresenta o mesmo género de programa das privadas mas o que é certo é que o público reagiu bem e esta nova edição do talent-show, pelo menos pelos dois primeiro programas, merece.

 

Daqui para a frente, se o resultados se mantiverem, SIC e TVI vão ter muito em que pensar.

 

O canal de Carnaxide ainda não anunciou o que vai substituir Vale Tudo, que já deu o que tinha a dar. De emissão para emissão as audiências descem. Se a nova aposta for boa, pode ter a hipótese de voltar a vencer neste dia, algo que não acontece desdes os primeiros programa de Factor X.

 

É que a TVI, depois de A Tua Cara Não Me É Estranha: Kids, que também teve dificuldades frente à estreia da RTP, vai aventurar-se com o Rising Star. O formato que fez sucesso em Israel, nacionalidade do programa, é diferente daquilo que a estação de Queluz tem apresentado. Além disso, vais apostar numa nova dupla, Leonor Poeiras e Pedro Teixeira, e o programa vai ainda trazer a inovação de ser o público a escolher os concorrentes através do voto pelas redes sociais. Pode ser um grande sucesso ou, pelo contrário, colocar a TVI em maus lençóis.

 

Dependendo da aposta da SIC, parece-me que é a RTP quem vai ter mais a lucrar com a opção do quarto canal.

 

Enquanto a concorrência entre os canais generalistas se mantiver neste patamar, quem ganha é o espectador.

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publicado às 19:26

Excitante Bairro

por Tiago Lourenço, em 02.04.14

Há muito tempo que não seguia qualquer tipo de ficção portuguesa na TVI. Em muitos anos vi uma ou outro primeiro episódio de uma qualquer novela ou série e não mais do que isso. Nada me cativou. As histórias e os atores são quase sempre as mesmas e os mesmos. A ficção nacional do canal de Queluz, líder durante muitos anos, entrou numa crise de ideias e novidades e isso custou a liderança destes produtos.

 

 

A série O Bairro, engavetada há mais de um ano, estreou na passada semana depois das duas principais novelas. Por me parece algo diferente, decidi ver pelo menos o primeiro episódio.

 

Finalmente a minha atenção foi captada. Esta série é diferente de tudo o que a estação já fez. Começando pela história escrita por um autor que não costuma trabalhar para a TVI, Francisco Moita Flores.

 

O Bairro é um trabalho de qualidade superior e conta a história de um bairro onde o crime, o tráfico de droga e o roubo fazem parte do dia-a-dia. A interpretação dos atores, os tema abordados, a forma como são aborados, os diálogos, a imagem e até a realização.

 

Esta produção é tão diferente do que é habitualmente apresentado pela TVI que, muito provavelmente, é a produção com piores audiências desde que a ficção do canal se tornou líder.

 

Protagonizada por Maria João Bastos, que faz um bom papel, a série tem menos público que o programa das manhãs, Você na TV. Esta produção tem o carimbo da TVI mas parece-se muito com algo que a RTP ou a SIC podiam apresentar.

 

As audiências são a prova de que nem sempre os resultados demonstram a qualidade de um produto.

 

O Bairro é uma lufada de ar fresco e um sinal claro de que ainda se faz boa televisão em Portugal.

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publicado às 12:23

De volta a casa

por Tiago Lourenço, em 18.03.14
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Dou início a uma parceira entre a Caixa que já foi Mágica e o Portal dos Programas com crónicas quinzenais sobre a televisão portuguesa.

tema de estreia é o regresso de José Eduardo Moniz à TVI.

Espero que goste e que continue a acompanhar.

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publicado às 21:36

Festival sem canção

por Tiago Lourenço, em 17.03.14

 

 

 

 

O único comentário que vou tecer sobre a música que venceu o Festival da Canção de 2014 é este: é do pior que já ouvi!

 

 

 

 

A RTP devia ter mais respeito por algo que faz ainda parte da cultura e do imaginário dos portugueses. Colocar um espétaculo do género no Convento do Beato onde a a acústica era tão boa que nem a letra das músicas se conseguia perceber é algo impensável. Escolher um sistema de voto que difere da semifinal para a final também não foi grande ideia.

 

Não quero insinuar nada mas se nas redes sociais, nos grupos de fãs e nos sites da especialidade a favorita foi a canção de Catarina Pereira, segunda classificada, como é que vence outra música que é achincalhada pela maioria? Afinal quem é que votou naquelas noites? Um investimento feito por Emanuel, autor da canção vencedora, em telefonemas?

 

É uma das explicações porque por outro lado prefiro não entrar. Se foi um investimento do cantor não o culpo. O sistema de votos escolhido pelo canal público é que não podia, de forma alguma, ser aquele.

 

As audiências foram fracas, apesar de terem estado ligeiramente acima do que a RTP faz habitualmente ao sábado naquele horário.

 

Se o festival fosse algo que estivesse morto não existiam tantos comentários ou piadas por aí, mesmo que depreciativos. Até Ricardo Araújo Pereira dedicou uma Mixórdia de Temáticas a este assunto. 

 

Gosto do Festival da Canção e ainda acredito que faça sentido na televisão de hoje mas o certame tem de voltar a tornar-se importante ao ponto de os grandes artistas portugueses se quererem envolver nele como outrora.

 

Como é que isso pode acontecer? Não sei! Quem o concebeu neste últimos anos que pense nisso ou então que dêem o lugar a outros. O que não era mal pensado!

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publicado às 17:22

Cinco minutos

por Tiago Lourenço, em 11.03.14

Ricardo Araújo Pereira está de regresso aos canais generalista só que, desta feita, à TVI. É supreendente este regresso mas não tão surpreendente que este seja no canal de Queluz de Baixo.

 

O humorista está na TVI24, no programa Governo Sombra numa parceria com a TSF, mas também está todos os dias na Rádio Comercial, que pertence ao mesmo grupo da TVI, com a Mixórdia de Temáticas.

 

O que Araújo Pereira vai começar a fazer em abril não é muito diferente daquilo que faz na Comercial. Cinco minutos, de segunda a sexta, a comentar temas da atualidade com o humor que o caracteriza logo após o Jornal das 8.

 

Estes cinco minutos não vão fazer com que a TVI recupere a liderança total do horário nobre, nem são cinco minutos que vão fazer com que média geral diária do canal vá subir mas vão fazer algo importante.

 

O público que segue o humorista, e que é muito, é diferente daquele que segue a estação, ou seja, com este escasso tempo de antena é possível trazer público que o canal não tem. Também pode ajudar o Jornal das 8 a subir nas audiências com o efeito de espera e estes cinco minutos podem ainda dar um bom lead-in, ou seja, deixar espetadores sintonizados para o programa que se segue.

 

Para já os indícios são bons. Em poucas horas Melhor que Falecer, nome do programa, conseguiu um impressionante número de cerca de 13 mil "likes" na sua página de Facebook.  Dar que falar já conseguiu e, pelo menos no início, os resultados devem ser bastante animadores.

 

A TVI continua a mostrar que não quer perder a liderança e a mostrar que é capaz de surpreender e de trazer novidades.

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publicado às 03:37

Trocas e baldrocas

por Tiago Lourenço, em 09.03.14

Esta foi uma semana cheia de novidades. A maior delas, e que acarreta outras duas, é a ida de João Baião para a SIC. Esta possibilidade já corre na imprensa há algum tempo mas a revista Notícias TV, que não costuma falhar, deu como certo o regresso do apresentador ao seu antigo canal já em abril.

 

Entretanto, na gala de aniversário da RTP, Baião disse qualquer coisa como: "já me encontraram substituto mas eu ainda aqui estou". Uma frase que não é a de quem está de saída.

 

Tornando-se essa possibilidade numa certeza, é uma boa jogada do canal de Carnaxide. A SIC não tem apresentadores suficientes para assegurar duplas no daytime. Foram buscar João Paulo Rodrigues por isso mesmo. Existe José Figueiras que, embora seja bom comunicador, já pouco cativa e João Manzarra não serve para estes horários.

 

João Baião é uma figura popular em todo o sentido da palavra. Popular porque se tornou um ícone desde o saudoso Big Show SIC e popular porque agrada ao público mais velho. Se for para as tardes do canal, vai bem. É necessário refrescar e alegrar um horário e Conceição Lino, com o Boa Tarde, não está a dar conta do recado.

 

Por sua vez, a RTP, fica com dois problema em mãos. Perde um dos seus principais rostos e fica com a Praça da Alegria sem um membro da dupla. A opção é, segundo consta, recrutar Jorge Gabriel para formar par com Tânia Ribas de Oliveira. Não me parece o mais correto. Que Jorge regresse mas com Sónia Araújo que estavam lá bem. Só que Jorge Gabriel está no lugar de José Carlos Malato que deixou de vez a condução do Portugal no Coração.

 

Por isso, também a Notícias TV, avança que Herman José é uma hipótese. O humorista também já afirmou que, se for essa a vontade da direção, que o fará. Quanto a mim, é uma boa ideia. Herman é um grande humorista mas também um grande conversador. É, muito provavelmente, um dos melhores a fazer talk-show em Portugal e seria também uma lufada de ar fresco no canal público que precisa de terminar com o enfadonho Portugal no Coração.

 

Ainda assim, Herman não pode ir sozinho. Que leve consigo, aí sim, Tânia Ribas de Oliveira que já demonstrou ter uma grande cumplicidade com o humorista sempre que este é convidado num dos seus programas.

 

Tudo isto são "ses". Tudo isto são trocas e baldrocas de uma televisão portuguesa que não tem figuras masculinas suficientes enquanto tem "criado" apresentadoras a rodos.

 

A ver vamos como serão os próximos meses.

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publicado às 03:50

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publicado às 14:43

A conquista do campo

por Tiago Lourenço, em 23.02.14

 

 Diogo sofre um ataque cardíaco e decide mudar-se da cidade para uma aldeia. Este é o ponto de partida de Bem-Vindos a Beirais.

 

 

 

 

A série das noites da RTP tem conquistado público de dia para dia e, no início de fevereiro, tem conseguido os seus melhores resultados, quase na barreira do milhão de espectadores, algo que o canal público não conseguia conquistar há muitos meses, ou anos, pelo menos de forma sistemática.

 

Beirais não é nenhuma grande série e não precisa de o ser. Mostra uma realidade que muitos citadinos não conhecem. A vida nas aldeias não é tão pacata ou tão retrógrada como muitos podem pensar. Digo com conhecimento de causa porque sempre vivi numa.

 

Provavelmente, poucos conhecem a realidade, por exemplo, do associativismo no meio rural. Nessas associações criam-se infra-estruturas e festas anuais capazes de "chamar" publico às centenas, apenas com o trabalho não remunerado de algumas pessoas. Fazem-no por amor à terra e isso chega-lhes.

 

Pode também dizer-se que uma série, que é praticamente uma novela, é algo que as televisões privadas já dão ao público. É verdade mas não isso que o público quer?

 

É! E porque é que a RTP não pode dar ao público o que ele quer e não programas que, culturalmente, até podem ser importantes mas que não têm público?

 

Sou um critico de muito daquilo que a televisão do Estado faz mas veja-se o horário nobre da estação: uma série, um programa de perguntas de cultura geral e um talk-show. Não é diferente das três novelas que SIC e TVI transmitem?

 

Quanto à série em si, como já afirmei, não é nenhum grande produto mas a simplicidade faz dela algo apetecível para o público mais velho. Isto também porque tem no elenco atores que, vá-se lá saber porquê, têm estado fora do ecrã como: Noémia Costa, Luís Aleluia ou Miguel Dias.

 

Bem-Vindos a Beirais vai na segunda temporada e a terceira estreia brevemente. A RTP tem aqui um produto de relativo sucesso e, até que deixe de o ser, não vai abdicar dele. Podia ser pior.

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publicado às 18:25

Alta estupidez

por Tiago Lourenço, em 11.02.14

Vou escrever sobre uma entrevista que está a gerar polémica nas redes sociais nos últimos dias mas não sem antes contextualizar um pouco.

 

Carlos Dias da Silva, jornalista, foi durante 13 anos figura da SIC.

 

 

 

Foi repórter em Mundo VIP e coordenador de programas como Êxtase ou Cinco Estrelas. Em 2005 foi dispensado pelo diretor do canal de então, Francisco Penim.

 

O jornalista não mais voltou à televisão mas manteve-se como crítico televisivo em várias publicações. Numa das suas crónicas, em 2011, afirmou que recusou um convite da TVI porque "voltar só por voltar, não", disse.

 

O ex-coordenador regressou aos ecrãs recentemente na Benfica TV. Na estação, apresenta Alta Fidelidade, que não é mais do que uma cópia muito "rasca" doAlta Definição da SIC. Podiam pelo menos ter encontrado um nome diferente e melhor mas não se deram a esse trabalho. Nem sequer questiono aqui a cópia do formato porque isso é o que há mais. O que podia ser era bem feito, só que não é.

 

Vou então ao que interessa. Carlos Dias da Silva, numa das emissões do programa, entrevistou Sílvio, jogador do Sport Lisboa e Benfica, e fez-lhe a pergunta mais hedionda, descabida, ridícula e todos os maus adjetivos que possam existir.

 

"Trocavas a tua carreira pela vida do teu pai?". Há perguntas que não se devem fazer e outras que não se podem fazer. Esta pertence àquelas que não se podem fazer seja por um novato ou por alguém experiente como Carlos Dias da Silva.

 

Um homem que critica muito do que se faz em televisão demonstrou uma tremenda falta de profissionalismo, noção, sensibilidade e terá de trabalhar muito para voltar a ter algum tipo de consideração por parte do público que o possa ler ou vêr.

 

Depois de tanto tempo fora dos ecrãs, se voltou para isto, mais valia ter ficado onde estava...longe deles! 

 

Veja o vídeo com o excerto da entrevista:

 

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publicado às 03:59




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