

Este ano nenhum dos canais generalista portugueses adquiriu os direitos de transmissão da Liga Portuguesa de Futebol. SIC e TVI preferiram investir em competições internacionais onde estão/estiveram presentes equipas portuguesas.
O canal de Carnaxide detém os direitos televisivos da Liga Europa e a TVI os da Liga dos Campeões. Ambas as competições geram um interesse no público muito grande, as audiências são prova disso e o retorno económico que os canais conseguem com publicidade é bastante compensatório. Mas também nestas compras é necessário ter-se sorte.
O investimento feito pela TVI foi maior que aquele que foi feito pela SIC mas, por azar, nenhuma das equipas portuguesas foi muito além na Liga dos Campeões. O que salvou a estação de Queluz de Baixo foram os jogos do Real Madrid.
Por menos a SIC fez a festa. A sorte esteve do seu lado e o Benfica, o clube de futebol que maiores audiências dá às televisões, chegou à final da Liga Europa. Os números não enganam e a segunda mão da semifinal jogada entre o clube da Luz e o Fenerbahçe tornou-se no programa mais visto do ano.
Agora, a final está próxima e aguarda-se um resultado ainda mais estrondoso nesse jogo. Vai ser, sem dúvida nenhuma, o novo recorde do ano em termos de audiências e, sem saber o que vem aí até ao final do ano, será muito, mas muito difícil bater esse mesmo resultado.
A sorte esteve do lado da SIC, para o ano logo se vê.

Mundo ao Contrário é a mais recente novela da TVI. Estreada a um domingo, a nova produção do canal, foi líder de audiências. Com um bom primeiro episódio, Mundo ao Contrário é um produto algo diferente do que tem sido apresentado pelo canal de Queluz de Baixo. Uma novela mais ágil, mais "adulta", mais provocante e que marca o regresso do excelente Diogo Infante às novelas.
A TVI, diria que pela primeira vez, não empurrou a novela que já estava em antena, Destinos Cruzados, para um horário mais tardio. Deixou tudo como estava e colocou a história protagonizada por Margarida Marinho por volta das 23H00.
Só que nesse mesmo horário está a melhor novela do milénio do país irmão, Avenida Brasil. As audiências que a produção brasileira consegue para a SIC são muito boas, as melhores de um produto brasileiro desde Páginas da Vida em 2006, excluindo o remake de Gabriela.
Mundo ao Contrário liderou na estreia mas o sol foi de pouca dura. A vingança de Nina contra Carminha não dá espaço à novela da TVI para brilhar e o número de espectadores tem caído a pique.
Neste momento, a televisão portuguesa vive um ciclo no qual a SIC é dona e senhora do horário nobre, fruto de bons produtos, portugueses e brasileiros, e de dois ou três tiros ao lado da TVI.
Resta-lhe correr atrás do prejuízo, melhorando a sua ficção, que demonstrou uma grande perda de qualidade de algum tempo a esta parte, e esperar que a concorrência cometa erros.

Nem o jogo entre Benfica e Sporting abalou a estreia de Big Brother VIP na TVI. A primeira gala rendeu ao canal uma média de 1 milhão 983 mil espectadores, atirando o concorrente Vale Tudo para a o 9º. lugar da tabela dos mais vistos com o pior resultado de sempre. Quase 5 em 10 pessoas que assistiam televisão àquela hora estavam a ver o reality-show.
Quanto ao programa em si, a primeira gala foi igual a tantas outras, não trouxe qualquer tipo de novidade. Mostrou foi uma versão do Big Brother bem ao estilo de Secret Story. Nem a música característica dos programas passados sobreviveu.
Contudo, a TVI deu um golpe de mestre. Separar a casa em duas, uma zona "rica" e uma zona "pobre", foi uma boa ideia e que trouxe o fator novidade. Relembro que, supostamente, a SIC estava tentada a adaptar Mundos Opuestos que é, nada mais nada menos, que aquilo que o canal 4 apresentou agora. Antecipou-se assim e estragou o planos da concorrência.
Os VIP escolhidos não o são mas foi sempre assim. Uns são conhecidos e outros "semi-conhecidos" que procuram relançar-se no mundo da fama.
Teresa Guilherme esteve igual a si mesma talvez, em certos momentos, demasiado brejeira.
Este Big Brother VIP vai dar um novo fôlego à TVI. Vai apagar o Vale Tudo da SIC e, nos primeiros dias, vai dificultar os excelentes resultados que Dancin´Days tem conseguido alcançar e ultrapassá-los. De resto, ao domingo está ganho, durante a semana o VIP´s vão ter mais dificuldades.

O quarto Selo de Qualidade vai, pela primeira vez, para uma pessoa. Cabe à atriz Soraia Chaves esta estreia.
A co-protagonista de Dancin´Days não tem sido desvalorizada mas, sobretudo, pouco valorizada. Soraia foi, durante muito tempo, conhecida como a mulher que se despia nos filmes portugueses. Ela é mais que isso. Muito provavelmente é uma das melhores atrizes da sua geração.
A SIC levou tempo a perceber que estava ali uma boa aposta. Durante algum tempo manteve um contrato de exclusividade com atriz e raramente usufruiu dos seus serviços. Regressou ao canal em 2012 pela porta grande, na novela mais vista pelos portugueses, e não desiludiu.
Soraia Chaves não se presta a muitas entrevistas, talvez por isso passe mais despercebida.
Em suma, merece aplausos e, pelo menos, mais reconhecimento.

São os vídeos do momento. Dias Ferreira abandonou, em direto, o programa O Dia Seguinte da SIC Notícias, depois de discutir com outro colega comentador e o jornalista Paulo Garcia. Em meados dos anos 90, na RTP, o sportinguista tinha vivido uma situação idêntica.
Já Diogo Morgado continua a fazer furor depois de ter interpretado Jesus Cristo na série norte-americana do canal História. O humorista Stephen Colbert brincou com a participação do português nesta produção afirmando que Diogo é "demasiado bom" para o papel de Jesus.
Júlia Pinheiro também viveu uma situação insólita por estes dias. No programa Querida Júlia, a apresentadora queria falar ao telefone com o Presidente do Paços de Ferreira mas quem atendeu foi outra pessoa.
Veja os vídeos:

Foi um dos assuntos mais abordados no domingo de Páscoa nas redes sociais. A presença de Diogo Morgado na série norte-americana, A Bíblia, emitida pela SIC, deu que falar e pelas melhores razões.
O ator português vestiu a pele de Jesus Cristo na produção mais vista de sempre nos Estado Unidos da América, em canais por Cabo. Foi elogiado por muitos e, obviamente, criticado por outros.
Diogo Morgado é um profissional bastante requisitado mas nunca foi um grande ator. Não quero com isto dizer que alguma vez tenha sido mau. Talvez o facto de fazer sempre o mesmo tipo de papéis, o de bom da fita, o obriguem a não conseguir mudar o estilo de representação. Sempre as mesma expressões faciais, sempre a mesma forma de atuar. Talvez em Vingança, atualmente em re-exibição na SIC, tenha conseguido mostrar algo de novo, também porque o papel assim o exigia.
Agora, em A Bíblia, produção do canal História, surpreendeu pela positiva. Foi um exímio Jesus Cristo e merece aplausos. É também de louvar o facto de ter conseguido o principal papel numa série norte-americana, apesar de não ser uma grande produção (nota-se pelos efeitos especiais, cenários, guarda-roupa, entre outros pormenores).
O público português gostou e prova disso são as audiências fenomenais que a série rendeu ao canal de Carnaxide.
Depois de Daniela Ruah, Joaquim de Almeida e Maria de Medeiros, Diogo Morgado mostrou, sobretudo ao portugueses, que conseguimos ser tão bons ou melhores que qualquer outro estrangeiro. Parabéns Diogo!

A RTP volta a surpreender e, mais uma vez, pela negativa. A notícia é recente e dá conta da compra por parte do canal do Estado de uma novela angolana para ser emitida no horário de almoço.
Até aqui tudo bem. É uma novidade, é falada em português e produzida num país com óbvias ligações a Portugal. Todos estes argumentos são fracos perante aquilo que está para chegar aos ecrãs nacionais a partir de oito de abril.
O Preço da Ambição é a nome escolhido para a exibição portuguesa mas que, no original, se chama Windeck. A novela história acontece em Luanda e está centrada no dia-a-dia da revista Divo onde "o glamour se mistura com ambição".
Para se perceber a qualidade do produto em questão, basta assistir-se a algumas promoções ou até os episódios que e estão disponíveis no Youtube.
Por exemplo, a qualidade da maioria do atores é quase inenarrável, já para não falar de tudo o resto que "tresanda" a amador.
É mais um tiro ao lado desta RTP que, na voz do seu diretor de programas, Hugo Andrade, prometeu terminar com as novelas no horário pós Jornal da Tarde. Promessa que, repito, nunca chegou realmente a acontecer. Pior ainda é quando as opções são, de escolha, para escolha, piores.

Benfica X Chelsea, Entrega do Troféu, Dancin´ Days, Avenida Brasil e Big Brother VIP são os cinco programas mais vistos de quarta-feira
Fonte: Zapping-tv/CAEM
