Eládio Clímaco deu uma grande entrevista, na semana passada, à revista Notícias TV, onde fez duras críticas a Pedro Granger como apresentador do Festival da Canção, dizendo que este "é um erro de casting". Entretanto, o ator garantiu que essa afirmação é falsa, depois de ter conversado com o eterno apresentador dos Jogos sem Fronteiras que, por sua vez, desmente agora o que foi escrito ao A Caixa que já foi Mágica.

Eládio Clímaco desmentiu, em poucas mas esclarecedoras palavras, aquilo que supostamente afirmou à Notícias TV: "Só podia falar bem do Pedro! A reprodução da entrevista é que vai para o sensacionalismo, como sempre...", disse o apresentador que já anunciou a reforma.
Por sua vez, o editor da publicação garantiu que tudo o que foi escrito é verdade: " A jornalista tem a gravação da entrevista e tudo foi reproduzido como Eládio Clímaco disse" acrescentado que "A Notícias TV, que pertence a dois jornais sérios, Diário de Notícias e Jornal de Notícias, não deturpa o que os seus entrevistados dizem", afirmou um dos responsáveis pela revista.
Recorde-se que Eládio Clímaco falou de vários temas, entre eles o Festival da Canção deste ano. Na entrevista o apresentador elogiou a postura de Sílvia Alberto e fez críticas a Pedro Granger: "Ultimamente tenho visto a Sílvia Alberto apresentar bem" e acrescenta "O Pedro é um miúdo que acho que tem valor para muitas coisas mas, talvez, não seja a pessoa certa para ser apresentador do festival".
Mas vai mais longe, afirmando que o ator foi uma má escolha da RTP: "Ele é um erro de casting. Não podia apresentar aquilo. Não podia ainda. Teríamos de lhe dar mais tempo", concluiu Eládio.
Também Pedro Granger admitiu ter conversado com o antigo locutor do festival e que este lhe desmentiu o que foi escrito pela Notícias TV.
Duas versões da mesma história a poucos dias do apresentador de O Elo Mais Fraco se estrear como comentador do Festival Eurovisão da Canção.

Com Amor se Paga é o programa das noites de sábado da RTP. Apresentado por Catarina Furtado esta aposta tem, como principal objetivo, homenagear pessoas desconhecidas ou figuras públicas, a pedido de outras, isto no primeiro caso. A direção de programas do canal público não se deu ao trabalho de pensar em algo melhor.
"Com Amor" é uma espécie de programa da manhã mas em maior escala. Histórias de puxar a lágrima, conversa, surpresas e "prendinhas" para os homenageados é tudo o que a RTP tem para dar. As histórias até nem são más e o estúdio é bem melhor do que aquilo que o programa merece. Já a edição deixa a desejar, com cortes abruptos de algumas partes.
Este reduto de homenagens até seria uma boa ideia, se estivéssemos nos anos 90. Para 2012 é pouco, muito pouco!
A falta de dinheiro não pode ser desculpa para tudo. É possível fazer-se melhor com o mesmo ou menos dinheiro que aquele que é gasto neste formato.
O programa tem péssimos resultados e, se a estação do estado não se deve preocupar com audiências, pelo menos que se preocupe em dar ao público algo diferente e não o mesmo que dá todos os dias de semana, de manhã e de tarde, na Praça da Alegria e Portugal no Coração.

João Baião é o mais enérgico apresentador da televisão portuguesa. Começa a vida artística no teatro mas, só depois, entra para a televisão e logo pela porta grande. Emídio Rangel convida-o para apresentar Big Show SIC, que acaba por se tornar no maior sucesso de Baião e um dos programas mais conhecidos da televisão portuguesa. Em meados do ano 2000, o apresentador deixa o canal de Carnaxide e ingressa na RTP1 onde o sucesso esteve longe daquilo que tinha alcançado no canal anterior. Atualmente, e já há cinco anos, divide o palco de Portugal no Coração com Tânia Ribas de Oliveira, também no canal público. João Baião, em exclusivo, responde ao Perguntas na Caixa.

ACM.:Portugal no Coração foi um dos programas no qual se registou uma das várias falhas do novo sistema de medição da GFK. Preocupa-se com as audiências?
JB.:Para mim o publico é o objectivo máximo do meu trabalho, quer no teatro quer na televisão, é ele a entidade máxima e, por isso, tenho o maior respeito pelo público. Nesse sentido, obviamente, que quantas mais pessoas seguirem o meu trabalho maior satisfação tenho. As audiências têm uma grande importância, não no sentido técnico, até porque os recentes números deram alguns períodos do programa com zero espectadores, o que é muito pouco provável ou mesmo impossível. Para mim o importante é que a mensagem, seja ela qual for, chegue ao maior número de pessoas.
ACM.:Portugal no Coração é diferente dos talk-shows das televisões privadas?
JB.:É um programa que aborda a vida de uma forma positiva e otimista, não sei se é diferente ou não. Mostramos casos de superação de doença para incentivar pessoas que estejam a passar pela mesma situação, damos visibilidade a Centros de Dia e Associações que apoiam pessoas com deficiência para mostrar o excelente trabalho que desenvolvem. Abrimos o palco a novos projetos musicais, mostramos casos felizes de empreendedorismo, revelamos novas vozes do fado, abrimos a "janela" ao que acontece por todo o país a nível artístico, cultural e desportivo, entre outros. Tudo isto numa perspectiva de mostrar as nossas capacidades e o nosso valor.
ACM.:A relação com Tânia Ribas de Oliveira foi fácil desde o início?
JB.:A relação com a minha querida Tânia, que se tornou numa grande amiga, foi uma colagem imediata de duas personalidades que se completam, de duas pessoas diferentes que quase se fundem numa só. Amo a Tânia, ela é uma profissional de mão cheia.
ACM.:Trabalhar em dupla torna a tarefa da apresentação mais complicada?
JB.:Tornou-se, para mim, uma experiência nova mas muito estimulante. Obriga-nos a uma disciplina e a uma atenção permanente. É preciso saber olhar nos olhos da companheira. É preciso contracenar, elemento fundamental no teatro, e que tento transportar para o trabalho em televisão. Quando se tem como parte da dupla uma amiga, o trabalho fica muito facilitado.
ACM.:Qual foi o momento mais difícil da sua carreira televisiva?
JB.:Eu tenho tido a felicidade de trabalhar com excelentes profissionais e com ótimas equipas o que tornou os momentos mais difíceis numa grande ligeireza. Apesar dos nervos, da ansiedade e da procura de fazer sempre o melhor, nunca tive assim um momento difícil. Percalços acontecem sempre, contrariedades também mas, quando a entrega é total, tudo se ultrapassa.
ACM.:O que o faz perder a energia que transmite sempre que está em estúdio?
JB.:Às vezes as fragilidades de algumas pessoas que têm sido postas à prova pela vida, passando por situações absolutamente dramáticas, tiram-me a energia. Esse é o grande desafio: o de tentar dar a volta ao estado de espírito e catapultar a minha energia em prol dos outros.
ACM.:Que tipo de proposta o faria mudar de canal?
JB.:As propostas de mudança são sempre bem-vindas, para crescer, mas estou a adorar o trabalho que tenho vindo a desenvolver ao logo dos quase cinco anos no Portugal no Coração, ao lado da Tânia.
ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?
JB.:A televisão será sempre, para mim, a "caixa mágica". As pessoas procuram nela muitas emoções, companhia, divertimento, prazer, alegria e, se não houver magia ou espectáculo, é como olhar para uma parede de cimento.

A dois de maio, no Jornal das 8 da TVI, José Alberto Carvalho apresentou as audiências do mês anterior.
Mostrar resultados audiométricos ou informar que se é líder pode ser presunção, mas cada um é livre de o fazer.
O que não me parece correto é que se continuem a apresentar resultados captados pela Marktest, empresa que deixou de o fazer oficialmente no final de fevereiro, dando lugar à GFK que iniciou funções em março deste ano.
Apreciando bem, o que foi noticiado pela TVI, não tem qualquer valor, já que foram apenas apresentados os resultados da empresa que já não está no ativo.
Foram divulgados ao público números que não valem para outros canais e anunciantes.
Como se tudo isso não bastasse, há ainda outra situação a apontar. Durante meses a fio a Marktest publicou audiências que davam a vitória, em quase todos os dias, aos serviços informativos da RTP1. O Telejornal era, quase sempre, o noticiário mais visto e o Jornal da Tarde, pelo menos durante os dias úteis, era também líder.
Com a entrada da GFK, as posições alteraram-se e, de primeiro, a informação do canal público caiu para o último lugar.
A RTP reclamou, a TVI renunciou e a SIC apoiou a GFK. Agora, cerca de dois meses depois, o quarto canal dá a conhecer as audiências da Marktest que colocam a sua informação em primeiro e a do canal do estado em último, atrás da estação de Carnaxide.
Sem mais nem menos, os resultados, que eram criticados por serem demasiado diferentes dos anteriores, passaram, agora, a ser demasiado idênticos, pelo menos neste caso. Um situação que causa alguma, senão muita, estranheza.
A tenda está montada e o público preparado para o espetáculo. Resta saber quem é que vai fazer figura de palhaço no circo em que toda esta situação se tornou.

Aos 32 anos Pedro Granger conta já com uma longa carreira na representação e apresentação de programas de televisão. Nos últimos anos esteve ligado à ficção e entretenimento da TVI mas, em 2011, protagonizou uma das grandes surpresas do mercado de transferências televisivo. Quando se especulava que pudesse mudar-se para a SIC, o ator surpreende e torna-se no apresentador da 3ª. edição de O Elo Mais Fraco na RTP. A 22 de maio vai fazer, pela primeira vez, os comentários ao Festival Eurovisão da Canção mas antes, responde ao Perguntas na Caixa.

ACM.: Como está a ser a experiência de comentar o Festival Eurovisão da Canção a poucos dias de partir para o Azerbeijão, país onde se realiza este ano o certame?
PG.:Comentar e fazer quase trinta reportagens para vários programas da RTP! Está a ser uma experiência ótima. Dá mais trabalho do que pensei, mas tem sido muito divertido. Para já estive a escrever os textos, a fazer pesquisas dos vários países e artistas a concurso, as canções que vão cantar, dados estatísticos de votações, curiosidades e a história do Azerbeijão e concretamente de Baku (capital do país).
ACM.:Tem algum país preferido neste Festival?
PG.:Vários e por razões diferentes. Tal como no ano passado, porque mandam os mesmo artistas outra vez como os Jedward. Acho graça à Irlanda, a Eslovénia tem uma música forte, à semelhança da Sérvia, Espanha apresenta uma voz poderosíssima, a Itália uma música muito cool, a Alemanha uma música muito boa composta pelo Jamie Cullum e a Islândia também tem uma música muito forte.
ACM.:Eládio Clímaco confidenciou a este blog que nunca acreditou que Portugal pudesse vencer a Eurovisão nos anos em que comentou. Enquanto espectador, alguma vez acreditou na vitória?
PG.:Gosto muito do Eládio, aliás, convidei-o e fomos almoçar à duas semanas. Estive a ouvi-lo falar das várias experiências “eurovisivas” que teve. Acho que devemos aprender com os mais velhos e com quem tem mais experiência que nós. O Eládio é o “Homem Eurovisão”. Quanto ao facto de um dia podermos ganhar ou não: é cada vez mais difícil porque os países do leste europeu são muitos e muito unidos entre si a votar, mas acredito que com vontade tudo se consegue.
ACM.:As gravações de O Elo Mais Fraco já terminaram. Depois do Festival, o que vai fazer profissionalmente?
PG.:Agora, para o Verão, tenho uma projeto de cinema, umas galas para apresentar e dobragens de um filme de animação. Para o fim do Verão talvez volte à televisão.
ACM.:Prefere a representação ou a apresentação de programas?
PG.:Prefiro fazer bons projetos sejam eles em que áreas forem. Sou ator e apresentador, gosto muito das duas coisas. Já houve projetos de ficção que adorei fazer e outros que nem por isso. O mesmo se passou com projetos de apresentação.
ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?
PG.:Claro que sim! Cada vez mais. São tantas as possibilidades e escolhas hoje em dia; são tantas as histórias paralelas em torno dela: como o controlo da informação, disparates da nova medição de audiências, esquemas de compras e vendas. Nunca foi tão mágica. Esra preciso ser um verdadeira Harry Potter para saber verdadeiramente com esta “caixa” que pode ser maravilhosa, já foi mais do que hoje em dia, e que mudou o mundo.

Eládio Clímaco entrou para a RTP em 1972 e aí fez uma carreira de sucesso. Foi o apresentador do mítico Jogos sem Fronteiras e a voz dos comentários do Festival Eurovisão da Canção. Em abril deste ano anuncia a reforma e responde, em exclusivo, ao Perguntas na Caixa.

ACM.:Depois da reforma continua a fazer televisão ou deixa de vez o pequeno ecrã?
EC.:Se me quiserem, obviamente, que nunca deixarei a televisão até me sentir com capacidades.
ACM.:Foi sempre uma cara da RTP. Nunca surgiram convites da concorrência?
EC.:Sempre fiz constar, em todas as entrevistas que dei, a minha muita fidelidade à RTP.
ACM.:Houve algum programa que gostaria de ter apresentado e não o pôde fazer?
EC.:Suponho que percorri toda a gama de programas sem sentir falta de algum em especial.
ACM.:Alguma vez acreditou que Portugal pudesse vencer o Festival Eurovisão da Canção?
EC.:Não. De facto, nos anos em que comentei a Eurovisão, nunca vi a mais remota possibilidade de vencermos.
ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?
EC.:Apesar de tudo acho que sim.
Depois de Eládio Clímaco e Herman José, não perca o exclusivo com Pedro Granger. Leia aqui: "Para o fim do Verão talvez volta à televisão"

Herman José é, por muitos, considerado o grande artista português. Recentemente o seu programa na RTP1, Herman 2012, venceu o prémio da revista TV7 DIAS para melhor talk-show. O ator, apresentador e cantor, responde em rigoroso exclusivo ao Perguntas na Caixa.

ACM:A que sabe o prémio da TV7 DIAS conquistado por Herman 2012?
HJ:Qualquer reconhecimento tem um paladar doce, mas não são os prémios que me movem, antes a certeza de que estou a dar o meu melhor e a servir o publico que me estima.
ACM:Está satisfeito com o seu programa ou gostava que a RTP apostasse em si para outro projeto ?
HJ:Nesta fase acho que estou a fazer o programa certo no sítio certo.
ACM:A RTP foi o canal de televisão mais prejudicado com a nova medição de audiências da GFK. Acredita nestes resultados?
HJ:Adorava poder respeitar os resultados da audiometria, e acredito que o mercado publicitário também. Esta é uma situação indefinida que urge resolver, e que gere um mercado de muitos milhões de Euros.
ACM:Que programas vê, atualmente, nos canais generalistas portugueses?
HJ:Os meus, as notícias e o Estado de Graça que tem parte do meu ADN.
ACM:Ter ido para a SIC foi o seu maior erro profissional?
Devia ter tido a coragem de sair assim que me acabaram com o Hermansic, que foi um grande programa. Ter ficado mais dois anos foi um erro que quase me foi fatal.
ACM:Para si, a televisão continua a ter a mesma magia que tinha na época de Herman Enciclopédia, por exemplo?
HJ:Digamos que a magia encontro-a hoje em dia nos espectáculos ao vivo. A televisão voltou a ser para mim o que era nos anos oitenta: um excelente complemento e um óptimo veiculo de promoção da nossa arte.

Na edição da última semana de Abril de uma conhecida revista de televisão, TVGUIA, o chefe de redação e um comentador, escreveram sobre João Manzarra.
O primeiro, Paulo Abreu, afirma que o apresentador, na sua terceira edição de Ídolos, "raramente faz a diferença". Acrescenta ainda que Manzarra precisa de trabalhar no "duro e inovar", para conseguir conseguir ser uma apresentador à "séria" como "Goucha, Malato ou Jorge Gabriel".
Já o comentador de televisão e antigo repórter de entretenimento da SIC, Carlos Dias da Silva, diz que espera mais do que "aquele ar de contentinho que tem quase sempre(...) é preciso evoluir, senão...".
O jovem abandonou a SIC Radical e tornou-se no mais promissor apresentador de televisão da atualidade, o pior é que muitos quiseram colocá-lo num pedestal e aumentar o seu valor como se não tivesse ainda um longo caminho pela frente. João não pode ser, sequer, comparado a Manuel Luís Goucha, José Carlos Malato ou a Jorge Gabriel.
A idade que tem não lhe permite, ainda, ter um registo diferente daquele que coloca em prática e, é por isso, que os desafios que lhe são entregues são sempre, ou quase sempre, programas mais leves e divertidos.
Como pode Manzarra evoluir se o que se pede, em Ídolos, por exemplo, é o registo que sempre teve? Este mesmo registo não deixa lugar a grandes inovações ou mudanças de atitude.
Uma das tarefas mais difíceis que o apresentador teve, e que provavelmente poucos se aperceberam, foi a segunda edição de Chamar a Música, anteriormente apresentada pelo inigualável Herman José. Fazer esquecer o "grande artista" era difícil e ele fê-lo melhor que ninguém.
Quando João Manzarra tiver outro desafio que não o estilo de formatos que tem apresentado, aí sim, terá de evoluir; quando começarem as galas em direto do programa de música do canal de Carnaxide, aí sim, terá de mostrar que trabalhou para melhorar.
Enquanto isso, não passa de uma promessa da apresentação e só desilude quem acreditou que este fosse já um grande apresentador.
Post corrigido às 17H41 - 28/04/2012

A RTP recebe dinheiro dos contribuintes, não recebe?
A RTP recebe dinheiro pela publicidade que imite, não recebe?
A RTP deve prestar serviço público e ser uma alternativa aos canais privados, não deve?
Então porque é que todos os dias, de madrugada, são exibidas cerca de duas horas de televendas?
É difícil aceitar que se pague por um serviço que nos dá o mesmo que os outros ou pior ainda. Que a TVI ou SIC o façam é lá com eles já que são canais privados. Pelo contrário, a RTP, e refiro-me ao primeiro canal, não deve tomar este tipo de escolhas. Se já são muitos aqueles que notam poucas diferenças entre público e privado, com este caso, a diferenças tornam-se ainda menores.
Não é de estranhar que os canais por cabo tenham cada vez mais seguidores visto que, eles sim, são uma alternativa ao resto, o que não quer dizer que a RTP se tenha de desleixar a este ponto. A não ser que os dirigentes da estação acreditem que a venda de produtos, muitos deles enganadores , seja um bom serviço prestado ao público mas, tendo em conta que esses mesmo dirigentes colocam novelas brasileiras e de baixa qualidade na grelha do canal, tudo é possível.
Esta não é a RTP que faz falta ao espectador e talvez seja mesmo isso que interessa. Assim, o processo de privatização torna-se mais fácil.

Floribella, perdão, Luciana Abreu foi um dos maiores fenómenos televisivos dos últimos anos, quando se tornou na protagonista da novela infanto/juvenil da SIC com o mesmo nome.
A figura da então atriz, misturou-se com a da personagem e ainda hoje é complicado dissociar Luciana de Flor. A série terminou e a cantora não soube e não conseguiu afastar-se da imagem que tinha.
Participou em Dança Comigo na RTP, fez o programa da Lucy na SIC, que durou pouco tempo, participou em Perfeito Coração, num papel de menina inocente, foi concorrente ao Festival da Canção, fez parte do elenco de O Último a Sair na estação pública e agora volta ao estrelato através de A Tua Cara não me é Estranha, na TVI.
Em todo este percurso, "Lucy" tornou-se numa figura, para muitos, irritante e "gozável". Colocou implantes de silicone ainda na fase Floribella, expôs, da pior maneira, a vida nas revistas e tomou atitudes que não foram boas para a sua carreira.
Agora, na TVI, tem a oportunidade de ouro de voltar às luzes da ribalta e pela porta grande, naquilo em que é incrivelmente boa, a cantar. Luciana Abreu pode ser tudo o que quiserem, mas será sempre uma das melhores vozes femininas portuguesas e é esse o caminho que deve seguir.
O sucesso regressou e Luciana foi trending topic no Twitter na noite da segunda gala do programa de imitações, que é como quem diz, a atriz foi um dos assuntos mais comentados mundialmente numa das redes sociais com maior número de utilizadores.
Geralmente não existem duas oportunidades tão boas para uma só pessoa, Floribella e A Tua Cara não me é Estranha.
A TVI jogou bem e tem agora a figura que lhe faltava. Não deve tardar muito para a cantora se tornar exclusiva do canal de Queluz e isso será opção menos certo para Luciana.
A música de qualidade deveria passar a ser o seu bastião. Ao assinar um contrato de exclusividade corre o risco de voltar a cair nos mesmo erros. Luciana Abreu tem de cantar mais em palco e falar menos para a comunicação social.
Uma cantora como ela não deve ser desperdiçada por má gestão de carreira.
Louco Amor, Doce Tentação, Gosto Disto!, Jornal da Noite e Jornal das 8 são os 5 programas mais vistos de quarta-feira.
Fonte: CAEM
