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Até já!

por Tiago Lourenço, em 23.07.14

 

 

A "Caixa" vai de férias e regressa no final de agosto. Se for o seu caso tenha umas boas férias também.

Não se esqueça do A Caixa que já foi Mágica!

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publicado às 12:31

Público-Privado

por Tiago Lourenço, em 16.07.14

 

 

Não quero ser mais papista que o Papa mas as diferenças entre a RTP e os canais privados são cada vez menores. De manhã há um talk-show, de tarde há uma novela, um talk-show e um concurso e de noite, desde esta segunda-feira, há duas séries que mais parecem novelas.

 

 

 

Bem sei que o canal do Estado precisa de se atualizar, de chegar a outros públicos e de tornar a grelha de programação mais coerente e horizontal. Contudo, não me parece que para isso a RTP precise de se colar tanto àquilo que os canais privados fazem.

 

Se Bem-Vindos a Beirais até podia fazer sentido ao início da noite o mesmo não posso afirmar com a entrada de Água de Mar em cena. Como já referi, são duas novelas "mascaradas" de séries que dão trabalho a muita gente mas que também não trazem nada de novo ou diferente do resto da oferta àquela hora.

 

A juntar a isso temos ainda a aposta no The Voice Portugal aos domingos que, apesar de achar que também faz sentido e de que é um dos melhores programas de televisão dos últimos tempos, também não deixa de ser mais do mesmo.

 

Quem dirige a RTP está a entrar num caminho perigoso que pode voltar a trazer à baila a antiga questão do que é ou não serviço público. É certo que tudo o que de diferente o canal público apresenta é, na maioria das vezes, rejeitado pelos portugueses.

 

As audiências comprovam-no. Bem-Vindos a Beirais e The Voice Portugal, por exemplo, conseguem captar um número bem agradável de público, algo que não acontecia há vários anos.

 

Mesmo assim, a RTP não pode ser "escrava" das audiências e não se deve deixar levar por caminhos fáceis e tentadores.

 

A entrevista a Dolores Aveiro, mãe de Cristiano Ronaldo, em pleno horário nobre é um bom exemplo do que não deve acontecer.

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publicado às 04:31

Vira o disco...

por Tiago Lourenço, em 30.06.14

 

As principais televisões generalistas já anunciaram quais vão ser os programas de domingo à noite depois do verão e ele ainda mal começou.

 

The Voice Kids , Factor X 2 e Secret Story 5. Nenhuma novidade, portanto.

 

 

A RTP1 descobriu, com o programa de música, que também consegue ter uma palavra a dizer nas audiências de domingo. O The Voice Portugal quase triplicou os resultados que a estação fazia e consegue, várias vezes, ficar à frente da concorrência sobretudo da SIC.

 

A aposta neste formato mas com crianças é uma boa ideia. O público português gosta de ver e ouvir meninos e meninas a cantar. O único senão é que o The Voice vai ficar desgastado e regressar a ele no próximo ano será uma burrice e que pode até "matar" o talent-show de vez.

 

A SIC também volta a apostar num formato de sucesso, pelo menos nas primeiras emissões. O Factor X foi o único programa do canal de Carnaxide que conseguiu ser mais visto, em algumas emissões, que a Casa do Segredos da TVI. O formato vai ser alterado, provavelmente terá mais uma categoria, passando assim a quatro (raparigas, rapazes, + de 25 anos e grupos) como aconteceu na versão americana de 2014 que, por curiosidade, foi a última naquele país já que foi cancelado.

 

Podiam ter encontrado outro formato para encarar a concorrência mas preferiu jogar pelo seguro. Apesar do desgaste do programas de música graças ao The Voice Portugal e ao Rising Star, o que me parece ser certo é que, ainda assim, o Factor X pode garantir resultados agradáveis embora saibamos, eu e a própria SIC, que muito dificilmente vai chegar para destronar a TVI.

 

TVI essa que, de todos, é a que menos vai arriscar. Deu um realtivo descanso ao Secret Story, cerca de nove meses, e fá-lo regressar para a sua 5ª. edição. O canal de Queluz de Baixo já arriscou em Rising Star e não correu bem e a suas novelas ainda não estão a ganhar às da SIC, por isso, nada melhor do que um reality-show para alavancar toda a programação.

 

Apesar de uma ou outra alteração nos formatos teremos mais do mesmo até ao final deste ano.

 

A "luta" entre a RTP e a SIC poder vir a ser renhida mas, mais tarde ou mais cedo, a TVI vai ficar a vê-las ao longe.

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publicado às 02:59

Herman Total

por Tiago Lourenço, em 19.06.14

 

Esta quarta-feira segui o Verão Total da RTP1 durante quase toda a tarde. Não o fiz porque adoro o formato mas antes porque Herman José se estreou no daytime do canal público.

 

Sou suspeito, sou fã de quase tudo o que o humorista faz e, mais uma vez, fiquei colado ao ecrã algo que não aconteceria se fosse outro apresentador qualquer a lá estar mesmo que o local, os entrevistados e os cantores fossem os mesmos.

 

 

O Herman desconstrói qualquer conversa com o seu lado humorístico não deixando, contudo, de ser um bom entrevistador e de fazer as perguntas certas. Aquele Verão Total em Borba tinha tudo para ser uma programa pachorrento e não o foi graças à sua presença.

 

Foi uma estreia auspiciosa e que revela que, com mais algum treino, o humorista está preparado para assumir as tardes da RTP em setembro.

 

Colocando de lado esta minha satisfação, há algo em que tenho de ser sincero. Não sei se o público que geralmente vê os programas da manhã e das tardes da estação do Estado se identificam com a apresentação de Herman José. Esse público é envelhecido e de classes mais baixas e, apesar de saber que o apresentador dá cartas nos espectáculos ao vivo e com vários tipos de público, não me parece que o da RTP se identifique tanto com o Herman como com o José Carlos Malato, por exemplo.

 

A esta hora a que escrevo não sei como foram as audiências mas suponho que não se tenham alterado de forma significativa para o bom ou para o mau.

 

Ainda assim, isto mostra que a RTP quer alagar o seu espectro relativamente ao público que a segue e que se está a mexer para, no meio do mesmo, trazer algo de novo.

 

Eu gosto desta aposta e quem gosta do humorista agradece.

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publicado às 04:28

Oportunidade desperdiçada

por Tiago Lourenço, em 10.06.14

A SIC tinha tudo para voltar a vencer os domingos à noite. Tinha!

 

Só precisava de acertar no programa já que a TVI, com o Rising Star, tem as audiências mais baixas dos últimos anos e a RTP, apesar do bons resultados do The Voice Portugal, não consegue uma margem tão larga de espectadores para conseguir vencer.

 

Bastava então ao canal de Carnaxide escolher o formato certo e os domingos, que há anos lhe andam a fugir, apenas o Factor X conseguiu vencer nas primeira emissões, e a vitória estava no papo.

 

Escolheu um reality-show fraquinho. Já que era para descer o nível, ao menos que isso tivesse valido a pena. É verdade que O Poder do Amor subiu os resultados do antecedente Vale Tudo mas, mesmo com a concorrência a entregar os domingos de bandeja, as audiências não chegam para vencer. A Fremantle, produtora do programa, até contratou duas figuras polémicas, Gisela Serrano e Cátia Palhinha, mas não é suficiente.

 

O programa apresentado por Bárbara Guimarães é uma espécie de Peso Pesado mas com casais. Provas, jogos, apostas, intrigas, discussões e testemunhos. Só que tudo aquilo parece ser uma programa de segunda categoria além de soar demasiado a falso e manipulado. Os mais atentos podem constatar, por exemplo, que grande parte do estúdio é feito de retalhos do Peso Pesado, do Splash Celebridadese do Cante se Puder.

 

Bárbara Guimarães merecia mais que isto.

 

A SIC seguiu um caminho que não é o seu, tal como a TVI. Daqui podemos retirar uma lição: a primeira não consegue fazer bons reality-shows e a segunda não sabe fazer bons talent-shows.

 

Se as estações trocassem de programas seriam melhor conseguidos. Sim, porque bom nenhum deles é.

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publicado às 08:57

Um achado!

por Tiago Lourenço, em 31.05.14

 

 

O melhor programa de culinária português da atualidade é transmitido pelo 24 Kitchen e chama-se Prato do Dia 2. A minha afirmação não tem a ver com as receitas que são apresentadas, e não estou com isto a querer dizer que não são boas, mas sim com forma de como todo o programa é "servido".

 

 

 

 

 

A fotografia é bastante boa, a montagem também, aliando-se a isso o excelente cenário onde é filmado. Percebe-se que tudo ali é feito com pinças e isso é louvável num canal que não é generalista e que, portanto, não terá tanto dinheiro para investir.

 

Ainda assim, a cereja no topo do bolo é Filipa Gomes, "amante de cozinha" e apresentadora de serviço. Ela é como a Coca-Cola, passando a publicidade, "primeiro estranha-se e depois entranha-se". Além das suas qualidades na cozinha tem ainda a forte apetência para a comunicação. 

 

O à-vontade, a mensagem fácil, a espontaneidade e a alegria fazem dela um achado. Filipa, que venceu o casting para apresentar o formato, tem a capacidade de falar para as câmaras como se o estivesse a fazer em casa e a explicar as receitas como se o estivesse a fazer para amigos. 

 

Este Prato do Dia pode não ser perfeito, como nada na vida, mas é bastante bom e podia fazer parte de um qualquer canal generalista.

 

A Filipa Gomes que se prepare pois o 24 Kitchen é só o início. Não me admiro nada se a RTP, a SIC ou a TVI lhe começarem a fazer propostas.

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publicado às 01:49

Para onde foi a magia da TV?

por Tiago Lourenço, em 27.05.14
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Transportar um drama, um filme, um evento esportivo para uma caixa de madeira na sala de qualquer pessoa. Não se cobra nada por isso: basta que você tenha a caixa em casa. Parcela-se em mil vezes no cartão de crédito, todo mundo tem um aparelho televisor em casa.

É raro encontrar, na década de 2010, uma casa sem televisão. Mas é cada vez mais comum encontrar televisões que estão ligadas. Afinal, a produção das emissoras piorou? Provavelmente também não. O que ocorre é uma derrocada da televisão que começou em 1995.  Hoje em dia você pode fazer praticamente tudo no computador: desde participar de torneios de poker até pagar contas, apostar na loteria, falar com familiares em cidades distantes, conhecer pessoas novas, descobrir via facebook se uma paquera está namorando ou não e assistir a seus programas preferidos.

A world wide web começa a atacar

Até 1995 os computadores não eram tão “pessoais”. Salvo raríssimos casos – como o Macintosh – a maioria precisava de comandos que não eram tão fáceis de aprender (existiam até escolas de computação). Em 1995, o Windows 95 foi lançado -  e com ele tudo ficou mais intuitivo. Aos poucos,  as empresas de mídia começaram a abrir suas páginas na internet.

Aos poucos, também, a internet começou a absorver relações que ocorrem no mundo “real”. A primeira foram as conversas – as salas de bate-papo são criadas. Nelas, as pessoas conheciam outros com interesse comum (religião, esportes e etc). Essa primeira fase da internet dura até o final da década de 1990 – sem sequer ameaçar o poderio da televisão. Afinal de contas, o que era visto na televisão era visto apenas na televisão (e a grande maioria das interações humanas continuavam a serem feitas no mundo real).

 

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O primitivo Windows Media Player em 1995.

 

O ataque se consolida

A grande virada é quando a tecnologia começa a convergir para outras mídias. A partir do momento que se começa a produzir conteúdo exclusivo para a internet, abriu-se uma Caixa de Pandora que jamais seria fechada.

Vídeos exclusivos para a internet foram o primeiro passo. Depois, portais dedicados a assuntos de nicho – que não teriam espaço na televisão. O público se viu ante uma nova situação: não sou mais obrigado a ver o que me dão, porque a internet me dá de tudo. Por conseguinte, o paradigma muda em meados da década de 2000, então. O cenário anterior era o da Oferta. O cenário começa a ser o da Demanda.

YouChoose

O YouTube é o principal vilão da televisão. Teoricamente, pelas leis de direitos autoriais vigentes na maioria do mundo, um particular não poderia gravar um programa da TV e colocá-lo na internet sem a autorização expressa do produtor de conteúdo. Mas é óbvio que não é isso que acontece;

Existe um delay entre a postagem do vídeo e a derrubada dele por parte do YouTube. Nesse hiato, o público pode assistir o conteúdo sem pagar nada – e dando lucros a quem não produziu nada e só gravou.

Ante esse cenário, as grandes produtoras de entretenimento no mundo não tiveram outra opção nesse cenário ˜se não pode com o inimigo, junta-se a ele”. O primeiro passo foi a criação do canal Vevo – nele, metade do lucro de anúncios seria para o pool de gravadoras e metade para o Google (que à época já tinha comprado o YouTube).  Ao ver que o modelo deu certo, diversas emissoras começaram a licenciar seus programas para o YouTube – principalmente talk shows americanos. As grandes ligas esportivas americanas (NFL, NBA, NHL e MLB) fornecem atualmente pacotes pay per view com todos os jogos disponíveis ao telespectador por cerca de 200 dólares. O on demand entrou na moda.

 

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Em fevereiro de 2006 a rede americana NBC posta seu primeiro vídeo oficial no YouTube. Essa é considerada a primeira vez que conteúdo original da TV vai para o site hoje pertencente ao Google.

 

No final da década, diversas emissoras americanas já tinham seu conteúdo on demand disponíveis nos seus sites – séries, principalmente. Concomitantemente, os downloads piratas continuavam a existir (e o público não precisava mais assistir quando a emissora queria – mas, sim, quando ele queria).

O mundo real vira virtual

A partir do momento que as interações sociais são transportadas para o computador, a televisão começa a perder sua importância como veículo todo-poderoso. As cartas agora viraram e-mails – as pessoas não precisam se importar com a caligrafia (afinal, a letra será em Arial ou Times New Roman). Para pedir à esposa fazer um jantar diferente para si, não se liga mais: entra-se no whatsapp e manda-se uma mensagem.

Abre-se o Poker Stars e podes jogar poker com qualquer pessoa ao redor do mundo. Está perdido na rua? Agora você não para e pede informações a um estranho na rua. Abre o Waze e procura por meio do GPS. Está entediado e nenhum amigo está disponível? Skype.

Em suma: a televisão ficou de lado com as mil e uma possibilidades que as outras tecnologias (smartphones, tablets e computadores). Ainda é relevante? Sim. É porque as coisas acontecem primeiro na televisão – e porque, queira ou não, sua tela é maior.

 

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A guerra continua na segunda metade da década. Quem levará a melhor?

 

Em outras palavras, ainda há espaço para a televisão. Muito embora as mais pessimistas previsões digam que a internet – em suma YouTube e Netflix – irão engolir a televisão, os anunciantes continuam a olhar a tal caixa com bons olhos. Afinal de contas, o grande trunfo do Netflix é a ausência de anúncios – e no Youtube todo mundo pula os anúncios. E, afinal, você não vai assistir aos jogos da seleção portuguesa na Copa do Mundo sozinho em seu quarto olhando para a tela de um computador. Provavelmente irá assistir com uma televisão de 50 polegadas em sua sala com seus amigos. Por mais irônico que pareça, a televisão tornou-se um método eficaz de reunir os amigos e a família no mesmo ambiente – em meio a tantos NetFlixes e Whatappes.  

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publicado às 23:08

Estrela decadente

por Tiago Lourenço, em 17.05.14

 

Cada um é para o que nasce e a TVI não nasceu para fazer talent-shows. A estação de Queluz de Baixo faz reality-shows como ninguém mas, até hoje, ainda não conseguiu acertar quando se aventura em formatos como o de Rising Star.

 

 

Aí, RTP e SIC estão muito à frente, basta ver-se a segunda edição do The Voice Portugal ou a primeira de Factor X.

 

A TVI apostou num formato inovador. A ideia de o público votar em tempo real através de uma aplicação para smartphone ou tablet é boa o pior é que o programa não passa disso e para cerca de três hora de emissão não chega.

 

Leonor Poeiras e Pedro Teixeira são os apresentadores. Se ela está bem, depois depois do histerismo excessivo na emissão de apresentação, ele faz o que pode. O ator não está mal quando tem o teleponto mas, não sei porquê, colocaram-no a fazer entrevistas e, para isso, é preciso mais experiência.

 

O júri escolhido também deixa a desejar. Pedro Ribeiro é locutor de rádio, não é músico. Cuca Roseta não é tão popular como isso. Carlão sabe o que diz mas parece-me não estar à vontade. Só Rita Guerra é uma escolha acertada.

 

Mesmo assim, o pior não é tudo isto.

 

Quem é que faz o casting dos concorrentes?

 

A única muito boa cantora que passou por lá é isso mesmo, cantora profissional. De resto, alguma boas vozes mas não mais que isso. Há alguns concorrentes que, por mais voltas que dê, não consigo perceber como é que puderem chegar ali.

 

O canal deu ao Rising Star o seu cunho e tornou-o ainda mais desinteressante. Conversa e mais conversa, dramas, ligações familiares entre outros condimentos. Este programa não faz sentido na TVI e, aos poucos, e por lá estão a perceber isso.

 

As audiências não são alarmantes mas estão longe das que o canal conseguia antes deste formato. A liderança das noites de domingo podem estar em causa e isso não é bom, pelo menos para a TVI.

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publicado às 17:42

Febre de sábado à noite

por Tiago Lourenço, em 05.05.14

 

Durante muito tempo, entre os canais generalistas, apenas a RTP apostou em vários géneros de programas para os sábado à noite. SIC e TVI colocaram no ar as habituais novelas ou, no caso da primeira, programas de baixo custo como o Gosto Disto!.

 

 

Com esta opção o canal público conseguiu, com a maioria dos programas, ter mais espetadores neste dia do que durante a semana no horário nobre. A razão para a falta de apostas das privadas tem a ver com o facto de o sábado ter a noite menos nobre de todas as outras, ou seja, principalmente os jovens não estão em casa a ver televisão.

 

A TVI entendeu que, mesmo assim, podia fazer melhor e captar mais público. Pegou em Manuel Luís Goucha e em Masterchef, um formato internacional de grande sucesso, e conseguiu aquilo que queria. Captou público, publicidade e deixou a concorrência a uns bons milhares de espetadores de distância.

 

A SIC percebeu que não pode ir mais à luta com programas "engavetados" ou de vídeos que estão na Internet e escolheu o seu novo reforço, João Baião, para enfrentar a concorrência. A seu lado vai estar Júlia Pinheiro que, quanto a mim, devia estar antes no novo reality-show, Power Couple, em vez de Bárbara Guimarães. Juntos, Júlia e Baião, apresentam Sabadabadão. É um formato inglês que aposta no humor, jogos, apanhados e prémios.

 

Não sei se vai chegar para vencer o programa de culinária da TVI mas que a partir de 10 de maio as noites de sábado vão "aquecer", ai isso vão.

 

Com tudo isto perde ainda mais a RTP que com o Desafio Total, um programa bastante fraco, atinge os piores resultados dos últimos tempos.

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publicado às 04:53

Outra vez arroz?

por Tiago Lourenço, em 24.04.14

 

 

Já elogiei neste blog o programa The Voice Portugal da RTP. Já falei dos bons resultados que está a conseguir para o canal do Estado. Elogio a escolha do júri e a entrada de Vasco Palmeirim para a apresentação com Catarina Furtado.

 

 

 

Pensei bem e há algo que, no meio de tanta coisa boa, não me está a agradar. Já não é o primeiro nem o segundo concorrente que participa neste concurso que já teve sucesso noutros programas do género.

 

Na última emissão foi a vez de Rui Drumond, participante da primeira Operação Triunfo, voltar aos palcos da RTP. Por lá também já passaram Carlos Costa, de Ídolos 3, Mariana Bandhold, da Família Superstar e Factor X, e algumas outras caras não tão conhecidas mas que também já tentaram a sorte sobretudo em talent-shows da SIC.

 

Sou apologista de que todos merecemos uma segunda oportunidade mas, neste caso, não sei se me mantenho fiel aos meus ideais. Todos estes de quem falei já tiveram a sua oportunidade, já chegaram longe num concurso do género e já fazem da sua vida, à exceção de Mariana, a música.

 

Não estarão estas pessoas a tirar o lugar a outros talentos que nunca tiveram uma oportunidade? Estão! Embora a culpa não seja deles. As produções deste tipo de programas apregoam que andam à procura de novas vozes e, depois, levam algumas que já conhecemos.

 

Gostei de ouvir todos eles mas, como seguidor deste género de programas, já sei do que são capazes, ou seja, a mim, como a muitas outras pessoas, já não vão surpreender.

 

Além disso a concorrência passa a ser desleal. Estes concorrentes já adquiriram conhecimentos suficientes sobre o que é apetecível em televisão. Um caso flagrante disso mesmo é a vitória de Berg no Factor X da SIC.

 

Não estou, contudo, a insinuar que estas pessoas não possam estar lá. Estou antes a mostrar algum ressabiamento por saber que já tentei, sei que mereço, dizem-me que mereço e nunca tive uma hipótese.

 

Acredito que como eu existem por aí muitas vozes, muito melhores do que a minha, que já tentaram a sorte e nunca tiveram uma oportunidade de chegar a uma fase de escolha já em televisão.

 

Ter alguma desgraça na família ou na própria vida ajudava mas isso é outro assunto...

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publicado às 04:38





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