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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Erros e incoerências

Trinta minutos de Portugal no Coração, na RTP, sem espectadores, três resultados diferentes de audiências no domingo passado e atrasos nas entregas dos resultados são apenas alguns dos problemas ocorridos desde a entrada em vigor da nova medição de audiências em Portugal pela GFK

 

O canal público, depois de assinar um contrato que aceitava a GFK por cinco anos, tal como os outros canais, foi a primeira estação a protestar com o sistema de medição.

 

Agora, mais propriamente nesta quinta-feira, foi a vez da TVI chegar-se à frente e anunciar que não confia na empresa alemã e admite que já entrou em contacto com a Marktest, antiga empresa responsável pelo serviço, para encontrarem uma solução. 

 

A Comissão de Análise de Estudos dos Meios (CAEM), presidida por Luís Marques, e a Associação Portuguesa de Anunciantes (APAM) já fizeram saber que esta decisão, tomada pelo canal de Queluz de Baixo e apoiada pela estação do Estado, não faz sentido e, para bem dos mercados, não podem existir duas medições de audiências em vigor. A SIC juntou-se aos dois órgãos e crítica também esta posição.

 

A confusão está instalada e a resolução será difícil. Mas como pode toda esta situação ter corrido bem até aqui se quase tudo correu mal? 

 

A TVI pediu, em Agosto de 2010, uma auditoria aos resultados fornecidos pela Marktest e agora volta a estar interessada nos seus serviços. 

 

O presidente do órgão que regula toda esta situação é, nada mais, nada menos, que o diretor-geral da SIC

 

A GFK foi a empresa que, em concurso, mostrou piores condições de executar um bom trabalho, mas foi escolhida por ser a mais barata. A mesma empresa, que devia iniciar funções no início de 2012, iniciou-as apenas em Março e apresentou vários erros como os que foram descritos no início do post

 

São falhas e incoerências a mais. 

 

Agora que os erros foram cometidos a guerra rebentou e é bom que acabe depressa, correndo o risco de poucos ou nenhuns se salvarem.

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