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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

João Arroja em exclusivo: "Se voltasse atrás faria tudo igual!"

 

João Arroja é dispensado, sete meses depois de ser escolhido, por casting, para apresentar Curto Circuito na SIC Radical. A 18 de Abril de 2012 abandona o programa sem que as razões desse afastamento fossem conhecidas. Entretanto, o diretor do canal, Pedro Boucherie Mendes, afirma que o jovem “não evoluiu”. João Arroja explica a sua versão dos factos ao Perguntas na Caixa.

 

ACM.:Que razões lhe deu a produção do programa para o seu afastamento?
JA.:Essa pergunta já gerou alguma polémica, por isso, espero ser o mais sucinto possível sem criar más interpretações, como já aconteceu.
Infelizmente, pela informação que me passaram, uma das razões foi por não estar a corresponder às expectativas que pretendiam que atingisse, acrescentando que já tinha feito o suficiente e que deveria seguir novos caminhos.

ACM.:Já tinha percebido que o seu lugar podia estar em risco?
JA.:Tive os meus pressentimentos.

 

ACM.:Podia ter feito mais para que a pudesse continuar a assumir a apresentação do programa?
JA.:Se voltasse atrás faria tudo igual! Sempre dei o meu melhor, todos os dias, e apresentei todos os programas como se fossem o último. Fui verdadeiro.

Aquilo que viram de mim na televisão era eu na realidade. Por isso, estou de consciência limpa e tranquila e, pelos vistos, o feedback do público foi muito positivo. Já assisti à saída de outros apresentadores que não tiveram muito manifesto do público. Não me quero comparar com ninguém mas a manifestação do público, e de alguns fãs, fez-me sentir especial e acreditar mais em mim.

ACM.:Sente que o público está de acordo com esta decisão?
JA.:A maior parte julgo que não está! Os que estão são apenas aqueles que nunca criaram empatia comigo, como apresentador, mas isso é como em todo o lado.
Eu recebo diariamente dezenas de e-mails e mensagens no Facebook a perguntarem as razões da minha saída e, ao mesmo tempo, a darem-me apoio.
Para quem acompanhou o programa diariamente esteve à vista de todos. Bastou ver-se a “chuva” de comentários no Facebook do Curto Circuito, em direto, nos quais centenas e centenas questionavam, e ainda questionam, a justificação para a minha saída. Concluo, assim, que se o público estivesse de acordo com a decisão da minha saída não se manifestava de forma negativa.

ACM.:Fazer televisão continua a ser um desejo?
JA.:Claro que sim! Ainda há muito para fazer e aprender. Estou desejoso de começar num novo projecto televisivo, ando a trabalhar para isso. Se não for eu a fazer por mim, quem fará?! Se fizesse um implante mamário ou se metesse botox nos lábios, acho que nunca ficaria sexy o suficiente para pousar e ser exibido em todas as revistas nacionais de figuras públicas, por isso, o esforço para ser melhor e reconhecido é ainda maior.