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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Final espinhoso

Rosa Fogo chegou ao fim este sábado. A novela da SIC obteve, no derradeiro episódio, o seu melhor resultado de sempre e igualou o recorde de episódio mais visto de uma novela portuguesa no canal de Carnaxide, que pertencia ao último capitulo de Laços de Sangue.

 

1 milhão e cerca de 529 mil foi a média de espectadores que viram o final, final esse que foi o programa mais visto do dia. 

 

A história protagonizada por Cláudia Vieira e Ângelo Rodrigues começou com a estreia de Joaquim de Almeida em novelas e com espetaculares imagens gravadas na Argentina.

 

O elenco era realmente bom, com algumas estrelas recrutadas das produções da TVI. Rogério Samora e Helena Laureano encabeçam a lista. Rosa Fogo tinha a difícil tarefa de fazer esquecer Laços de Sangue. Até pode não o ter feito, mas em momento nenhum desiludiu. Os resultados foram sempre satisfatórios.

 

A história não era fantástica mas algumas boas interpretações serviram para a tornar mais apelativa. Nesta produção a SIC soube, sobretudo, inserir caras novas para que a novela ganha-se vários e importantes fôlegos.

 

O maior erro do canal foi, sem nunca o ter admitido, considerar Rosa Fogo como uma mera transição entre duas co-produções da TV Globo. Estar "entalada" entre a vencedora de um Emmy e um remake de um produto da emissora brasileira era uma missão espinhosa. Só por isso, Rosa Fogo merece aplausos.

 

Contudo, no site e na página da novela no Facebook "choveram" comentários depreciativos em relação ao final da história. Juntar, apenas no último capitulo, elementos de fantasia numa novela que em houve apenas uma ou duas situações fantasiosas foi um erro.