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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Notícias em segunda mão

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É sabido que julho e agosto são, preferencialmente, os meses de férias dos portugueses e, por isso, o país está em "banho-maria". Graças a esse facto, o número de notícias diminui consideravelmente.

 

Se virmos os jornais televisivos portugueses podemos perceber isso. As reportagens que são emitidas à tarde, são emitidas também à noite e as da noite são emitidas na tarde do dia seguinte.

 

O problema é que não são apenas umas ou duas, aliás são bem mais que isso. As televisões portuguesas habituaram-se a esticar os seus telejornais. Se isso é difícil de o fazer em "época alta" de informação, imagine-se fazê-lo em pleno verão. Mas nem por isso os diretores de programas os encurtam.

 

Porquê? Porque, apesar de tudo, um telejornal é um produto bem mais barato do que muitos programas de entretenimento ou ficção que possam serem colocados no ar.

 

Trinta minutos chegavam para que qualquer jornal, seja da RTP, SIC ou TVI, informa-se de tudo o que se passa no país ou no mundo. Ao contrário disso, enche-se os informativos com reportagens fúteis ou repetidas, por vezes, mais do que uma vez.

 

Como hoje em dia a "crise" serve de desculpa para tudo, deve ser essa a resposta dos diretores informativos.