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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

17
Ago12

Cláudio Ramos em exclusivo: “Já tive dois convites oficiais. Preferi manter-me na SIC!”

Tiago Lourenço

Tornou-se conhecido em Noites Marcianas na época de ouro da SIC. Passou pelo Big Brother Famosos, Olhó Vídeo e Rosa Choque, todos eles na TVI. Mais tarde regressa ao canal de Carnaxide onde permanece até hoje e quase sempre a comentar a vida dos famosos. Cláudio Ramos é a cara do Jornal Rosa no programa das manhãs, Querida Júlia. O comentador responde, em exclusivo, ao Perguntas na Caixa.

 

ACM.: Sente que o comentário à vida dos famosos vai continuar a ser o seu caminho ou gostava de fazer algo diferente?


CR.: Claro que gosto de coisas diferentes, mas lembro que já fiz mil coisas que não passam pelos famosos mas, de facto, este mundo ficou muito ligado ao meu nome. Não me preocupo com isso. Desde que os profissionais saibam que eu sei fazer outras coisas igualmente bem. Portugal é um lugar de rótulos. Mas acredito que com o tempo as pessoas entendam a diferença entre uma coisa e outra.

 

ACM.: Os seus comentários já lhe criaram inimizades no “mundo” da televisão?


CR.: Não. Nunca! Acho que com o tempo as pessoas perceberam que o inteligente é entrar no jogo, desde que ninguém fique prejudicado. Eu não sou dono da razão, não quero ser. Mas também não acordo de manhã a pensar “hoje vou chatear este”. Quero informar, entreter, acima de tudo isso. Tenho gente de quem não gosto e que não gosta de mim, mas isso acontece em todas as profissões. Os bons deixam marca. Chato é que nos fiquem indiferentes. Ninguém que trabalha neste meio gosta disso.

 

ACM.: Trabalhou durante anos com Fátima Lopes. Foi-lhe difícil a saída da apresentadora para a TVI?


CR.: Não, porque a Fátima é minha vizinha, vemo-nos muitas vezes e falamos, acima de tudo da nossa vida e família. Pouco de televisão. Se foi o melhor para ela, foi o melhor para mim. Soube quando todos souberam e respeitei a decisão. Era o que podia e devia fazer, nada mais.

 

ACM.: Recebeu convites para se mudar de canal?


CR.: Sim. Já tive gente a sondar e dois convites oficiais. Preferi manter-me na SIC.

 

ACM.: Quais são as principais diferenças de trabalhar com Fátima Lopes e Júlia Pinheiro?


CR.: A principal diferença é que além de apresentadora, a Júlia é minha directora. Eu sou um profissional, faço o melhor que sei para exceder as expectativas de quem confia em mim. Sou aplicado, profissional e tenho uma enorme capacidade de me encaixar nos projetos independentemente de quem os apresenta, mas não nego que importa ter cumplicidade a trabalhar e com uma e outra eu tenho isso. A Júlia conhece o meu trabalho desde a minha estreia. Estava sentada ao meu lado nas Noites Marcianas e depois na TVI. Sei que confia em mim, que fui uma escolha dela, tem a noção do meu crescimento porque acompanhou desde que 'nasci'. Isso para mim é importante.

 

ACM.: A televisão ainda é a “caixa mágica”?


CR.: Menos, mas ainda vai levando sonhos  a muitos lugares. Muitos, muitos, muitos...

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