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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

TeleCarreira

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Que a RTP transmita um concerto de Tony Carreira ainda se admite. Podem haver mil e uma desculpas para se dizer que é serviço público. Agora que emita, com pompa e circunstância, a estreia do novo videoclip de Mickael Carreira no Telejornal, é ir longe de mais.

 

Foi o que aconteceu esta terça-feira. O canal do Estado reservou a segunda parte do seu principal serviço informativo para lançar, em primeira mão, um novo single de um cantor de música ligeira.

 

Não estou aqui a diminuir a música que Mickael canta, estou, isso sim, a criticar a RTP pela ideia. Um serviço informativo, ainda para mais um serviço informativo público, não deve nem pode fazê-lo. Não é um assunto relevante para a sociedade em geral.

 

Acrescento ainda que um jornal televisivo não é um programa de variedades e muito menos um local onde se possa fazer publicidade descarada. As intenções eram duas: por um lado conseguir promover um novo trabalho e, por outro, conseguir angariar o maior número de audiência possível.

 

O  tiro saiu pela culatra aos dois. Porquê? Porque se esqueceram que a TVI transmitia um jogo do Benfica enquanto que a SIC conseguia ficar com maior parte do público que não assistia ao futebol.

 

Relembro ainda que o agora ex-diretor de informação da RTP, Nuno Santos, anunciou recentemente que o Telejornal passaria a ter 45 minutos de duração. Foi uma boa e sensata opção mas que terá durado pouco. Neste mesmo dia o serviço noticioso contou com 60 minutos.

 

Um mal nunca vem só!