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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

08
Dez12

Pedro Boucherie Mendes em exclusivo: "Há cada vez mais canais, mais programas e mais gente a ver. Onde é que está a crise?"

Tiago Lourenço


Pedro Boucherie Mendes é o director dos canais temáticos do universo SIC. Em 2009 tornou-se conhecido do grande público pela participação como jurado no programa Ídolos. Ao currículo acrescenta a direção da revista FHM, a sub-direção da revista Maxmen, a direção de programas da Rádio Marginal e edição no Independente. A tudo isto juntam-se ainda os vários livros que escreveu. Atualmente, em conjunto com a direção de programas, tem um espaço na Antena 3 intitulado “Pedro e Inês”. Sem meias palavras responde ao Perguntas na Caixa.

 

 

 

ACM.:Os canais de Cabo têm vindo a ganhar cada vez mais público. Sendo director de programas de alguns deles, acredita que o futuro da televisão passa por aí?

PBM.:Não. O futuro da televisão está ligado à tecnologia e à circunstância de as gerações mais novas estarem a crescer sem afinidades com grelhas de programação. Isto é, eles vêem o que querem, como querem e onde querem. Os canais de Cabo serão mais uma forma que eles e toda a gente têm de consumir televisão.


ACM.:Está contente com os resultados audiométricos da SIC MULHER, SIC RADICAL e SIC K?


PBM.:Nunca estou contente, na medida em que queremos sempre mais. É uma resposta óbvia e, por isso, verdadeira.

ACM.:O sistema de medição de audiências da GFK é melhor do que o da Marktest?


PBM.:O outro esta ultrapassadíssimo porque nem sequer media muitos lares, quanto mais medir bem ou mal. Este está a ser afinado, mas não há sistemas perfeitos.

ACM.:As televisões generalistas têm, a médio/longo prazo, os dias contados?

 

PBM.:Pelo contrário. O seu orçamento, a sua força, o seu impacte, a sua notoriedade e a sua importância social, farão com que sejam cada vez mais importantes. As pessoas precisam e precisarão sempre de referências.

ACM.:A crise na televisão deve-se, sobretudo, à crise económica ou ao “boom” da Internet?

 

PBM.:Não há crise na televisão. Aliás a pergunta denota um raciocínio enviesado e míope de quem vê crise em tudo. Há cada vez mais canais, mais programas e mais gente a ver. Onde é que está a crise?

 

ACM.:A falta de dinheiro dos canais obriga-o a pensar melhor nas apostas que faz?

PBM.:Há sempre falta de dinheiro e sempre mais concorrência. Tudo isso e muito mais obriga a estejamos sempre atentos ao que andamos a fazer

ACM.:A segunda série do Programa do Aleixo é uma importante aposta da SIC RADICAL? O programa vai para o ar depois da meia-noite. Porquê a escolha deste horário tardio?


PBM.:O horário não é, infelizmente, tardio. Os portugueses vêem imensa televisão a essa hora. O programa repete noutros horários, além de que o público da série vai sobretudo vê-la nas gravações e quando pingar para a Internet. A RADICAL aposta e paga este tipo de programas também porque pretende que o canal continue associado ao pioneirismo e ao risco.

ACM.: “10% de talento e 90% de suor e lágrimas” foi a sua fórmula para chegar à direcção de programas dos canais por cabo do universo SIC?


PBM.:Não. Fui convidado e aceite.

ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?


PBM.:O que é que você acha?

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