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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

17
Dez12

João Moleira em exclusivo: "Acordo todos os dias às 3 da manhã. Isso não é fácil."

Tiago Lourenço



João Moleira é o rosto das manhãs informativas da SIC e SIC Notícias há vários anos. Está no canal de informação desde o início, depois de ter iniciado a carreira na rádio e na impressa escrita. Foi ainda professor na Universidade Independente durante dois anos. Ao Perguntas na Caixa responde sobre a sua vida enquanto jornalista e o seu trabalho como pivô na Edição da Manhã.

 


ACM.: Começou por fazer rádio, atualmente faz televisão. Tem preferência por alguma das duas?


JM.: Hoje sinto-me mais confortável a fazer televisão, mas continuo a gostar muito de rádio, embora não faça há 15 anos. São meios diferentes, mas com pontos em comum. Por exemplo, uma passagem pela rádio facilita na integração na televisão, porque a informação no momento, o directo, a pressão das horas, a comunicação oral, são os aspectos determinantes.


ACM.: Ser pivô é o trabalho que mais lhe agrada em televisão?

 

JM.: Não sei dizer se é o que mais gosto, mas é aquele que me foi destinado desde que aqui cheguei. É um trabalho que abrange várias áreas do jornalismo e faz-nos inteirar das mais variadas matérias e géneros. É um trabalho completo, agora não é mais nobre por isso. Há outras funções no jornalismo que são tão ou mais importantes e que gostaria de desempenhar.

 

ACM.: Está na SIC Notícias desde o início do canal. Há muitas mudanças 11 anos depois?


JM.: São quase 12 anos. Naturalmente que há mudanças. Mal seria se ao fim de tanto tempo as coisas não evoluíssem. Estamos naturalmente mais maduros, mais experientes e isso nota-se no canal. Haverá sempre aspectos a melhorar, mas continuamos a cumprir o objectivo de informar bem os portugueses.

 

ACM.: Quais as dificuldades de apresentar um informativo de madrugada?


JM.: Acordo todos os dias às 3 da manhã. Isso não é fácil. De qualquer forma, uma vez levantado, esquece-se a hora e começa-se a trabalhar. Um programa a esta hora tem o aliciante de ser o primeiro contato do espectador com a televisão naquele dia e há que criar impacto, empatia, simpatia, além de deixar informados quem nos vê.

 

Como se prepara a Edição da Manhã?


JM.: Começo a preparar na véspera em casa, principalmente se já sei quem vão ser os meus convidados na manhã seguinte. Depois, de madrugada, leio todos os jornais, vejo o que se passa nas agências, escrevo os textos que vou ler e tento estar atento a tudo o que se vai passando, mesmo quando a edição já está no ar.

 

ACM.: Recentemente a TVI 24 venceu, pela primeira vez, a SIC Notícias. Mérito da concorrência ou demérito da SIC?


JM.: Foi a escolha da maioria dos espectadores nesse dia, em particular. E os espectadores são sempre soberanos. Não sei o dia em que isso aconteceu, nem com que acontecimento, mas a verdade é que nos dias seguintes as audiências voltaram ao "normal".


ACM.: Preocupa-se com as audiências?


JM.: Naturalmente que consulto as audiências, mas não podem ser uma obsessão. Isso condicionaria o nosso trabalho. São um referencial importante, apenas isso.


A televisão ainda é a “caixa mágica”?


JM.: Terá perdido a importância de outros tempos, com o aparecimento de novas formas de comunicação, mas continua a ser a "caixa mágica". Pelo menos muita gente ainda a vê assim.

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