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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Novo com cheiro a velho

A RTP estreou uma nova grelha e, com ela, renovou a Praça da Alegria e o Portugal no Coração.

 

Não vi a emissão completa de cada um deles mas, felizmente, as novas tecnologias permitiram-me rebobinar as vezes que quis para melhor apreciar cada um dos programas. Ao vê-los, senti-me novamente no início de 2000.

 

O programa da manhã tem um estúdio que mete dó. A mim parece-me antiquado, no sentido em que me transporta para os cenários de dos fins da década de 90 e início do novo século.

 

As desilusões não ficam por aqui. De meia em meia hora, uma jornalista em estúdio atualiza a informação do dia. Ridículo e desnecessário numa altura em que cada vez mais pessoas tem acesso aos canais de notícias e à Internet e sei bem que o público destes programas são pessoas mais velhas, sobretudo dos programas da RTP. Até podiam atualizar a informação, mas de meia em meia hora é demasiado.

 

Depois, foram buscar um comediante de segunda linha para estar constantemente no ar a mostrar o que é escrito pelo público através das redes sociais. Relembro que o canal rescindiu contratos com profissionais que estiveram no ar até há bem pouco tempo.

 

Salva-se a dupla de apresentadores. Tânia Ribas de Oliveira e João Baião rivalizam com Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira como a melhor dupla de apresentadores da atualidade.

 

Nas tardes, e mais uma vez, mudou-se para pior. Marta Leite Castro não é boa naquilo que faz. A dupla com José Carlos Malato é fraca e torna o programa enfadonho.

 

O estúdio é também ele um erro. Aponto o maior deles: existem televisões plasma colocadas à frente da cara do público (ao minuto 00:31 pode ver este pormenor ou nesta imagem). Quem vê de casa vê apenas as pernas e quem está presente em estúdio não vê nada, ou pelo menos é essa a ideia que dá. De resto, os conteúdos são os mesmos de sempre.

 

Esta nova RTP cheira a velho, sobretudo relativamente a esta nova versão dos talk-shows do canal. Com isto o canal do Estado, nestes dois primeiros dias de mudança, perdeu ainda mais audiência. Mudar é bom! Para pior é desnecessário!

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