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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

E se fosse outro?

 

 

Querida Júlia, programa das manhãs da SIC, prepara-se para comemorar o seu segundo ano de vida(a 15 de março). Neste momento a pergunta que se impõe é só uma: se não fosse Júlia Pinheiro, diretora de conteúdos do canal e apresentadora, o programa ainda estaria no ar? A resposta é também só uma: não!

 

Júlia sabia que a guerra pelas audiências matinais era uma tarefa difícil mas, até agora, em nenhuma das batalhas conseguiu levar a melhor sobre o rival Você na TV. É verdade que as audiências das manhãs e inícios de tarde vivem de ciclos. É preciso relembrar que Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira tiveram de penar durante muito tempo para vencer Fátima Lopes, então concorrente no horário, mas conseguiram.

 

O mesmo não se passa com Querida Júlia. Dois anos depois, o programa não descola e nem chega perto dos resultados do concorrente do quarto canal. Aliás, o programa deve estar taco-a-taco com os números do antecessor Companhia das Manhãs no qual a SIC fez inúmeras mexidas porque os resultados, obviamente, não lhe agradavam.

 

Nuno Graciano, que apresentou o último programa antes de Júlia o substituir, veio agora a público afirmar que não percebe como é que os programas da manhã e da tarde podem fazer resultados tão maus durante tanto tempo: "Enquanto estive na SIC, apenas por solidariedade com a entidade que me pagava, fiz silêncio. Agora pergunto, como é possível os programas da manhã e da tarde estarem com resultados miseráveis tanto tempo (os piores de sempre) e não se passar nada? Por muito menos se fizeram tantas trocas e baldrocas... Com tantos outros bons profissionais e amigos "emprateleirados" (...)", afirmou o apresentador.

 

Estes resultados demonstram ainda que Júlia Pinheiro poderá ter perdido alguma da sua popularidade. É que Ana Marques, e não desfazendo, consegue exatamente os mesmos números e, por vezes, até melhores que a colega quando a substitui. 

 

Uma coisa é certa, Júlia não vai nunca atirar a toalha ao chão e dar-se por vencida. O orgulho vai fazê-la continuar e só vai abandonar as manhãs se encontrar uma boa desculpa.

 

A solução seria: ou encontrar uma companhia que a ajude a tornar o programa mais dinâmico e divertido ou então dar lugar a outro ou outros e esperar que este ou estes consigam fazer aquilo que ela não conseguiu em dois anos.