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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

01
Set13

Diário de um candidato (Factor X)

Tiago Lourenço

Parti de Torres Vedras com destino ao Teatro Camões, em Lisboa, e com o objectivo de participar no segundo dia de casting do novo programa de música da SIC, Factor X.

 

Cheguei ao Parque das Nações com o relógio a marcar pouco mais de 3h00. Junto ao local das audições estavam já cerca de 20 pessoas, acompanhantes e candidatos, a formar fila para a manhã que tardava em chegar. No teatro estava ainda a produção com os últimos candidatos do dia anterior. Já na fila de espera, juntamente com dois amigos que me acompanharam e a quem muito agradeço, lutávamos, eu, eles e os restantes, contra o tédio e o sono. Conversávamos, riamos e o relógio, teimoso, não andava.

 

Finalmente o Sol começou a espreitar por detrás da ponte Vasco da Gama e proporcionou-nos um bonito espetáculo que não foi mais do que o seu nascer. Às 7H00, hora marcada para o início da abertura das portas, nada se passava, apenas mais candidatos a chegar a conta gotas.

 

Algum tempo mais tarde, a produção preparou o evento colocando bandeiras com o logótipo do programa e fontes de água em vários pontos do local. As primeiras imagens foram captadas por volta das 9H00 com entrevistas a alguns candidatos, entrevistas essas em que também participei mas mais tarde.

 

Provavelmente o único animador de programas conhecido pelo público, "Betão", "pegou" então  nas dezenas de pessoas que lá estavam e deu-se iníco à filmagem das típicas imagens dos concorrentes a gritarem o nome do programa, a baterem palmas ou a acenarem com os braços no ar. Quando o calor já se fazia sentir chegou João Manzarra que, com Bárbara Guimarães, forma a dupla de apresentadores. Simpático, alegre mas com ar cansado, Manzarra gravou alguns textos junto aos concorrentes.

 

O relógio já passava das 11H00 quando o primeiro grupo de candidatos foi chamado e eu fazia parte dele. Tirámos uma foto junto de um "X" gigante e fomos encaminhados para as mesas do check-in. Fizemos a inscrição e foram-nos colocados os números de candidatos.

 

Subimos ao terceiro andar do Teatro Camões, onde já estavam os nossos acompanhantes, e aí esperámos, mais uma vez. O sono e o cansaço faziam-se sentir mais do que nunca mas os nervos e a ansiedade não deixavam espaço para o esmorecimento. Na sala afinavam-se as vozes, treinavam-se as músicas e davam-se os últimos retoques na imagem.

 

Fomos então chamados por volta das 12h00. Seguimos com um dos membros da produção da Fremantle, simpáticos e acessíveis, passámos por corredores, escadas e portas até que chegámos a mais um local de espera.

 

Chamados um a um, chegou então a derradeira etapa. Bati a uma porta branca e entrei numa sala pequena onde estavam duas pessoas, um homem e uma mulher. Entreguei a minha pen drive onde tinha os instrumentais das músicas, respondi a quatro ou cinco perguntas e cantei. Controlar os nervos não foi fácil naquela situação. Eram quatro paredes que minuto a minuto pareciam mais pequenas e a isso juntava-se o olhar incógnito mas stressante daquelas duas pessoas que estavam a escassos metros de mim. Cantadas duas músicas, sensivelmente até ao refrão inclusive, ouvi um simples mas agradável: "muito bem Tiago!". Informaram-me depois que tenho de esperar duas semanas para saber se passo à fase seguinte.

 

Nas conversas de corredor ouvi que só quem não servia mesmo recebia a informação de que não valia a pena esperar por um contacto mas também me apercebi de que alguns candidatos seguiam para entrevistas e para outras salas.

 

Saí da capital já depois das 14H00, de rastos, porque a ansiedade e o trabalho não me deram grandes horas de sono nos dias anteriores.

 

Regressei a casa numa completa incógnita mas com a esperança de poder vir a ser contactado.

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