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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Antes tarde que nunca

Júlia Pinheiro demorou cerca de três anos para perceber que Querida Júlia não tinha força suficiente para sequer chegar perto do líder das manhãs, Você na TV.

 

Durante muito tempo desculpou-se com a fidelidade do público naquele horário, com razão, mas sem admitir que não era só isso que estava mal. A apresentadora adotou uma postura que não era a sua: pouco divertida e pouco espontânea. De repente, a Júlia que o público adorava na TVI tinha mudado de canal e para pior.

 

Finalmente mexeu-se e, na primeira semana de fevereiro, estreou o Queridas Manhãs ao lado de João Paulo Rodrigues. Uma boa opção, quanto a mim. Na SIC não há ninguém indicado para o programa. Manzarra é demasiado novo e José Figueiras, com todo o respeito, já não cativa.

 

João Paulo Rodrigues saiu da TVI num dos momentos mais altos da sua carreira. Fez bem! Em Carnaxide vai ter oportunidades quem em Queluz de Baixo não ia ter. Tudo porque Cristina Ferreirae Manuel Luís Goucha são os principais rostos da TVI.

 

Em dupla, Júlia voltou a ser o que era. Em poucos dias os dois demonstram uma química que, em muitos casos, são precisos meses ou anos para se conseguir.

 

Também em quatro dias, Queridas Manhãs aproximou-se mais do Você na TV do que o Querida Júlia em três anos. Estava difícil de se perceber em Carnaxide que a alegria e a diversão da concorrência são o seu ponto forte e é com isso mesmo que se a tem de combater, ao invés de se utilizarem, em grande parte do tempo, histórias de faca e alguidar.

 

O programa das manhãs da SIC é melhor do que o anterior, até no estúdio, mas precisa de muito mais tempo para se afirmar e para tentar morder os calcanhares à concorrência.

 

A próxima semana será um bom barómetro. Não será fácil mas, pelo menos, estão num muito melhor caminho.

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