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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

30
Dez15

As escolhas de 2015

Tiago Lourenço

2015 foi um ano muito pobre na televisão portuguesa. Os três principais canais generalistas estão em crise económica mas, sobretudo, em crise de ideias. Ao que tudo indica, 2016 não será melhor. São estas as minhas escolhas para o melhor e pior de RTP1, SIC e TVI:

 

 

Pelo segundo ano consecutivo, o The Voice Portugal é o meu programa de eleição do canal do Estado. Superou-se a si mesmo e trouxe-nos a melhor das edições. A qualidade falou por si e, em média, venceu o horário nobre de domingo desde que estreou.

 

 

 

O lado negativo deste ano que termina foram, sem dúvida, as trocas e baldrocas da anterior e atual direções. Entre regressos, remodelações e novas apostas pouco ou nada se salvou. Recordo o fracasso que foi o regresso do Agora Escolha, com Marta Leite Castro, as más remodelações no 5 para a Meia Noite e a mudança do Só Visto para o Sociedade Recreativa só porque sim. 

 

 

 

 

Na SIC, não posso deixar de destacar a lufada de ar fresco que foi Som de Cristal, de Bruno Nogueira. Diferente, divertido, mas respeitando os artistas de música ligeira portuguesa. Venceu as novelas da TVI no primeiro programa com Quim Barreiros e manteve resultados bastante animadores. Mesmo assim não chegou e foi atirado para depois da meia noite nos últimos episódios.

 

 

 

 

 

Pela negativa, escolho a novela Poderosas. Acharam na SIC que era a altura ideal para criar um novo horário de ficção nacional embalados com o sucesso de Mar Salgado.  Empurraram as novelas brasileiras, que estavam novamente nos bons olhos dos portugueses, para segundo ou terceiro plano e os resultados estão à vista. É preciso mais do que um bom elenco para se fazer um sucesso. Não é uma boa novela e só no início conseguiu resultados aceitáveis. Agora é um mono no horário nobre. Destaque ainda para a inenarrável personagem de Rogério Samora. Péssimo!

 

 

 

A Única Mulher é a minha escolha positiva para a TVI. Não impôs a Mar Salgado mas devolveu a liderança do horário nobre ao canal de Queluz com a estreia de Coração D´Ouro na concorrência. O "dedo" de José Eduardo Moniz funcionou e é inegável que esta é realmente uma boa novela e inovadora no tema. 

 

 

 

A Quinta é um fracasso em toda a linha. Não me lembro de não ter um pingo de interesse num reality-show do género da TVI. Maus concorrentes, mau cenário para as galas e as ideias do costume. A tudo isso, junta-se também o desvirtuar de um típico programa do género. Concorrentes que entram a meio, concorrentes que são expulsos e voltam a entrar, visitas de familiares, telefonemas e mais um sem fim de parvoíces. Já se esqueceram que o que tinha piada eram as relações de pessoas que estão fechadas durante três meses sem contato com o exterior? Os resultados estão à vista. Uma desilusão nas audiências que tem dificuldades em vencer a RTP1 aos domingos à noite.

 

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