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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Estrela decadente

 

Cada um é para o que nasce e a TVI não nasceu para fazer talent-shows. A estação de Queluz de Baixo faz reality-shows como ninguém mas, até hoje, ainda não conseguiu acertar quando se aventura em formatos como o de Rising Star.

 

 

Aí, RTP e SIC estão muito à frente, basta ver-se a segunda edição do The Voice Portugal ou a primeira de Factor X.

 

A TVI apostou num formato inovador. A ideia de o público votar em tempo real através de uma aplicação para smartphone ou tablet é boa o pior é que o programa não passa disso e para cerca de três hora de emissão não chega.

 

Leonor Poeiras e Pedro Teixeira são os apresentadores. Se ela está bem, depois depois do histerismo excessivo na emissão de apresentação, ele faz o que pode. O ator não está mal quando tem o teleponto mas, não sei porquê, colocaram-no a fazer entrevistas e, para isso, é preciso mais experiência.

 

O júri escolhido também deixa a desejar. Pedro Ribeiro é locutor de rádio, não é músico. Cuca Roseta não é tão popular como isso. Carlão sabe o que diz mas parece-me não estar à vontade. Só Rita Guerra é uma escolha acertada.

 

Mesmo assim, o pior não é tudo isto.

 

Quem é que faz o casting dos concorrentes?

 

A única muito boa cantora que passou por lá é isso mesmo, cantora profissional. De resto, alguma boas vozes mas não mais que isso. Há alguns concorrentes que, por mais voltas que dê, não consigo perceber como é que puderem chegar ali.

 

O canal deu ao Rising Star o seu cunho e tornou-o ainda mais desinteressante. Conversa e mais conversa, dramas, ligações familiares entre outros condimentos. Este programa não faz sentido na TVI e, aos poucos, e por lá estão a perceber isso.

 

As audiências não são alarmantes mas estão longe das que o canal conseguia antes deste formato. A liderança das noites de domingo podem estar em causa e isso não é bom, pelo menos para a TVI.