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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Excitante Bairro

Há muito tempo que não seguia qualquer tipo de ficção portuguesa na TVI. Em muitos anos vi uma ou outro primeiro episódio de uma qualquer novela ou série e não mais do que isso. Nada me cativou. As histórias e os atores são quase sempre as mesmas e os mesmos. A ficção nacional do canal de Queluz, líder durante muitos anos, entrou numa crise de ideias e novidades e isso custou a liderança destes produtos.

 

 

A série O Bairro, engavetada há mais de um ano, estreou na passada semana depois das duas principais novelas. Por me parece algo diferente, decidi ver pelo menos o primeiro episódio.

 

Finalmente a minha atenção foi captada. Esta série é diferente de tudo o que a estação já fez. Começando pela história escrita por um autor que não costuma trabalhar para a TVI, Francisco Moita Flores.

 

O Bairro é um trabalho de qualidade superior e conta a história de um bairro onde o crime, o tráfico de droga e o roubo fazem parte do dia-a-dia. A interpretação dos atores, os tema abordados, a forma como são aborados, os diálogos, a imagem e até a realização.

 

Esta produção é tão diferente do que é habitualmente apresentado pela TVI que, muito provavelmente, é a produção com piores audiências desde que a ficção do canal se tornou líder.

 

Protagonizada por Maria João Bastos, que faz um bom papel, a série tem menos público que o programa das manhãs, Você na TV. Esta produção tem o carimbo da TVI mas parece-se muito com algo que a RTP ou a SIC podiam apresentar.

 

As audiências são a prova de que nem sempre os resultados demonstram a qualidade de um produto.

 

O Bairro é uma lufada de ar fresco e um sinal claro de que ainda se faz boa televisão em Portugal.