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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Mudanças na RTP1

 

A RTP1 tem alterado, lentamente, a sua programação desde a chegada da nova direção de programas. Com melhores ou piores apostas, tem-se tornado num canal com mais nuances de serviço público mas também mais virada para o passado.

 

De entre as estreias dos últimos meses, destaco três pela positiva e quatro pela negativa:

 

 

Terapia - Uma excelente série portuguesa sobre um psicoterapeuta e os seus pacientes. Extremamente bem feita e com boas interpretações das quais destaco: Virgílio Castelo, Soraia Chaves e Nuno Lopes. Infelizmente, emitida todos os dias da semana por volta das 23H00, é completamente abafada pela concorrência. Chega, inclusive, a perder para programas de canais pagos. Um caso sério de injustiça.

 

 

The Big Picture - Já fazia falta um game-show de cultura geral após o Telejornal. Não é um extraordinário programa mas também não desilude. A escolha de Pedro Fernandes para apresentador foi boa. É preciso algum sangue novo no canal sem esquecer os mais "antigos". A aplicação interativa do formato não é nada de especial mas torna o programa mais atual. Esta semana alcançou os seus melhores resultados e tem ganho algum espaço no horário nobre.

 

 

DDT - Finalmente o regresso dos programas de humor à televisão portuguesa. Donos Disto Tudo junta alguns dos melhores nomes da comédia em Portugal. Não foge muito ao que foi o extinto Estado de Graça mas não deixa de ser um bom formato. Não posso deixar de destacar a estreia de Joana Pais. Tem proporcionado os melhores momentos sobretudo nas suas imitações de Cristina Ferreira e de Ana Malhoa. As audiências não são óptimas mas também não envergonham.

 

 

 

Nelo e Idália - Sou fã destes personagens criados por Herman José. Já vi e revi os vídeos dos tempos áureos da dupla e vibrei ao saber que iam voltar em formato série. Desiludi-me. Soa a série dos anos noventa em todos os aspetos sobretudo em termos de cenário. Parece sempre algo feito com pouco tempo e pouco cuidado. Os personagens criados à volta da dupla também não cativam e colocar Maria Rueff a fazer mais do que um personagem também não é boa ideia. Em termos de audiências é também uma desilusão. Estreou à sexta e mudou-se para as terças-feiras sempre com péssimos resultados.

 

 

13 -  " Treze é um talk-show semanal moderado por Sílvia Alberto, que conta sempre com a companhia de um painel de convidados que com ela irão elaborar e discutir um ranking sobre o tema em análise". Foi isto uma das novas apostas do canal. Cheguei a assistir a um ou dois programas . Se o tema fosse bom acabava por ser interessante o problema é que esses se esgotaram rapidamente. Chegou, partiu e poucos deram por ele.

 

 

Agora Escolha e Cartaz RTP - O primeiro já terminou e o segundo estreou recentemente. Dois formatos retirados do baú. Há coisas que deve ficar onde estão e, sobretudo o primeiro, deveria lá ter ficado ou então que tivesse regressado nos mesmo moldes sem momentos de humor forçados. Terminou sem glória. O Cartaz RTP marca o regresso de José Carlos Malato. É um programa que destaca a programação de todos os canais RTP. Nada de novo, nada de especial e nada de importante.

 

 

Animais Anónimos, The Voice Portugal e Got Talent Portugal são, também eles, bons programas. Contudo, são uma herança deixada pela antiga direção. As audiências da RTP1 mantêm-se mesmo com todas as alterações e apesar de estar, muito ligeiramente, mais "virada para o serviço público. Esta facto, não deixa de ser um bom pronuncio.

 

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