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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

O país das novelas também sabe fazer séries

 

 

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   Terminou esta semana a melhor série portuguesa dos últimos anos. "Madre Paula", transmitida pela RTP1, contou a história de uma freira do Convento de Odivelas que se apaixonou pelo rei de Portugal e o rei por ela.

 

   A série realizada pela "Vende-se Filmes", e escrita por Patrícia Muller, foi e é uma pedrada no charco. Esta é prova de que no país da novelas também é possível fazer-se outros tipos de ficção, de época neste caso, com um elevado nível de excelência.

 

   Os ingredientes estavam lá todos: excelentes interpretações de Joana Ribeiro (Madre Paula), Paulo Pires (D. João V) e de Sandra Faleiro (Rainha Maria Ana); um guarda roupa incrível e uma história carregada de temas tabu como a homossexualidade, a homossexualidade na igreja, as relações sexuais entre freiras e nobres, teorias da conspiração, violência e até humor. Provavelmente, não precisava de ser tão atrevida nas cenas de caráter sexual, podendo assim passar num horário menos tardio.

 

   "Madre Paula" não subiu as audiências da RTP1 às quartas-feiras à noite, mas também não as fez descer. Amigos meus, na casa dos 20 anos, disseram-me que seguiram esta série. Para a estação do Estado é uma vitória conseguir captar público mais jovem.

 

   Que o dinheiro dos contribuintes seja utilizado para trabalhos como este. Assim, podemos estar todos descansados. 

 

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