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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Oportunidade desperdiçada

A SIC tinha tudo para voltar a vencer os domingos à noite. Tinha!

 

Só precisava de acertar no programa já que a TVI, com o Rising Star, tem as audiências mais baixas dos últimos anos e a RTP, apesar do bons resultados do The Voice Portugal, não consegue uma margem tão larga de espectadores para conseguir vencer.

 

Bastava então ao canal de Carnaxide escolher o formato certo e os domingos, que há anos lhe andam a fugir, apenas o Factor X conseguiu vencer nas primeira emissões, e a vitória estava no papo.

 

Escolheu um reality-show fraquinho. Já que era para descer o nível, ao menos que isso tivesse valido a pena. É verdade que O Poder do Amor subiu os resultados do antecedente Vale Tudo mas, mesmo com a concorrência a entregar os domingos de bandeja, as audiências não chegam para vencer. A Fremantle, produtora do programa, até contratou duas figuras polémicas, Gisela Serrano e Cátia Palhinha, mas não é suficiente.

 

O programa apresentado por Bárbara Guimarães é uma espécie de Peso Pesado mas com casais. Provas, jogos, apostas, intrigas, discussões e testemunhos. Só que tudo aquilo parece ser uma programa de segunda categoria além de soar demasiado a falso e manipulado. Os mais atentos podem constatar, por exemplo, que grande parte do estúdio é feito de retalhos do Peso Pesado, do Splash Celebridadese do Cante se Puder.

 

Bárbara Guimarães merecia mais que isto.

 

A SIC seguiu um caminho que não é o seu, tal como a TVI. Daqui podemos retirar uma lição: a primeira não consegue fazer bons reality-shows e a segunda não sabe fazer bons talent-shows.

 

Se as estações trocassem de programas seriam melhor conseguidos. Sim, porque bom nenhum deles é.