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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Pedrada no charco

 

 

Foi corajosa a aposta da SIC na série SAL. Corajosa porque é um estilo diferente do que já se fez em Portugal e corajosa também porque colocou essa mesma aposta no horário nobre.

 

 

 

João Manzarra, Rui Unas, Salvador Martinha e César Mourão juntaram-se para dar vida aos protagonistas que viajam para a ilha do Sal, em Cabo Verde, para gravar um filme.

 

A produção tem bons pormenores de fotografia porém, já me deparei com alguns erros bem visíveis de realização. Os atores fazem de si, ridicularizando-se a eles próprios. Há algumas boas piadas e outras tantas situações engraçadas. Ainda assim, parece-me que lhe falta ritmo, um melhor encadeamento dos acontecimentos e mais e melhor humor.

 

A SIC foi ousada. Este não é um produto de massas e, para um canal privado, isso faz toda a diferença.

 

Tiro-lhes o chapéu e dou-lhes os parabéns. Não é um produto genial mas é diferente.

 

Mesmo sendo transmitida a um sábado, dia em que sobretudo os jovens não estão em casa ainda para mais em pleno verão, a série tem conquistado mais público que o Sabadabadão, apresentado por João Baião e Júlia Pinheiro, embora venha a perder audiência a cada episódio.

 

Não deixa de ser interessante que uma grande aposta da SIC, com um apresentador recém-contratado, tenha menos público que esta série.

 

SAL não está magnificamente bem concretizada, nem chega a ser um bom produto de humor mas é um pedrado no charco.

 

Só por isso já valeu a pena.