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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

O que aí vem

Os canais generalistas portugueses já meteram as cartas na mesa quanto às principais apostas para o início de 2014.

 

 A RTP escolheu uma segunda série de A Voz de Portugal que, devido a mudanças de produtora, passa a denominar-se The Voice - Portugal. Fica em linha com as versões internacionais do concurso, embora prefira o nome da primeira série.

 

Depois de Factor X, não me parece que esta seja uma boa escolha. The Voice é igualmente um bom formato mas idêntico ao da SIC, ou seja, já existe um certo desgaste se bem que, comparativamente, e sobretudo na fase das galas, o programa da RTP 10 a 0 à concorrência, isto se tiver a mesma qualidade da anterior série.

 

Catarina Furtado volta a ser a escolhida para apresentar o programa que deve ocupar os sábados à noite. Os resultados não devem fugir muito dos de 2012, o que quer dizer que não vão permitir aproximarem-se do primeiro lugar no horário mas também não vão piorar os valores que a RTP já faz.

 

A SIC escolheu também um regresso. João Manzarra não vai descansar a imagem e vai regressar com o Vale Tudo. Foi um dos melhores e mais divertidos formatos de 2013 que, na época, conseguiu audiências satisfatórias frente à TVI. Algo que a SIC não conseguia desde o primeiro Peso Pesado.

 

Gosto deste regresso, embora seja necessário substituir alguns concorrentes e manter o César Mourão ou o Rui Unas, por exemplo. Não que fosse um grande chamariz de audiência mas, para meu gosto pessoal, gostava de ver Herman José no lote de concorrentes. Não é impossível mas será difícil que este aceite ou que SIC consiga pagar.

 

A TVI também aposta em regressos. Masterchef muda-se da RTP para o canal de Queluz e Manuel Luís Goucha vai ser o anfitrião e também jurado. Ainda não se sabe qual será o dia de exibição mas parece-me que terá sucesso.

 

A certeza para os domingos é A Tua Cara Não Me É Estranha com antigos concorrentes em dupla com crianças. Não é a ideia mais genial do mundo o que não quer dizer que não vá funcionar. Pelo contrário. Esta nova versão do concurso de imitações vai ser, sem dúvida alguma, o vencedor das noites dominicais.

 

Pelo menos o início de 2014 não vai trazer nada de novo. Ainda assim, o que aí vem não é assim tão mau.

Mais SIC, as mesmas CARAS

O grupo Impresa agarrou numa das suas publicações mais vendidas e associou-o ao seu canal de televisão. Assim, a 6 de dezembro, nasce a SIC CARAS num exclusivo da distribuidora ZON.

 

Um novo canal de televisão, em tempo de crise, é sempre bem-vindo sobretudo se tiver qualidade. É mais uma janela que se abre para oportunidades de trabalho por poucas que possam ser.

 

Com certeza que esta novidade foi bem pensada mas existe uma dúvida que me assola depois de saber quais os programas que vão fazer parte da sua espinha dorsal.

 

A dúvida é esta: SIC CARAS e SIC MULHER não serão demasiado idênticas para, em vez de conquistarem um maior número de espectadores, apenas os dividirem?

 

E a resposta, a meu ver, é esta: sim!

 

O público-alvo é exatamente o mesmo e isso, parece-me, vai criar uma divisão nos telespectadores. Ou seja, em vez de conseguirem mais público para um canal e conseguirem mais dinheiro de publicidade, vão dividir a que já têm por dois mas com mais custos envolvidos.

 

The Voice, versão original de A Voz de Portugal, The Nate Berkus Show, Martha Stewart Show, Fama Show ou Alta Definição são programas que cabiam perfeitamente no canal feminino do grupo SIC. Aliás, estes três últimos já lá estiveram. Passadeira Vermelha, por sua vezé o principal programa do canal e vai ter a produção da Fremantle.  

 

Claro que tudo isto são suposições e é preciso esperar para ver o que acontece nos próximos meses.

 

De qualquer das formas a ideia é de aplaudir e com o resto os senhores que gastam ou recebem o dinheiro que se preocupem. 

TOP TV – O melhor e o pior da televisão portuguesa

O TOP TV está de regresso depois de uma breve pausa. Apesar de ano ser novo, o objetivo da cronica mantém-se…destacar o melhor e o pior de tudo aquilo que acontece na televisão portuguesa. Leia aqui!

TOP TV - O melhor e o pior da televisão portuguesa

Esta semana o TOP TV trás uma novidade. Em vez de apenas um destaque positivo, serão feitos dois. O melhor e o pior da televisão portuguesa está aqui!

Curtas e Boas

 

 

Parece que a homenagem a Angélico Vieira que estava, supostamente, a ser preparada pela TVI não vai avançar. Felizmente uma decisão sensata e com sentido. Emitir uma gala de homenagem a Angélico, seria algo completamente despropositado.

 

 

O Elo Mais Fraco da RTP1 vai ter segunda edição. Os resultados têm subido muito timidamente. Tímidas são também as melhoras de Pedro Granger na apresentação do formato, ainda assim, estão lá. É uma decisão normal e esperada.

 

 

A Voz de Portugal, programa de talentos musicais também do canal público, tem feito resultados até bastante agradáveis. Mas é estranho ver que, em dois programas já emitidos, existem pelo menos 4 ou 5 candidatos que participaram e chegaram longe no programa Ídolos da SIC. Uma segunda oportunidade que é dada, mas que retira o lugar aos que nunca tiveram nenhuma.

Boa Voz

A Voz de Portugal estreou no passado sábado na RTP1. Os sábados são, desde há muito tempo, as noites escolhidas pelo canal para mostrar a sua maior aposta no entretenimento de cada ano. 

 

Sendo uma noite de fim-de-semana, obviamente, é um dia em que as televisões têm uma queda no número de espectadores, especialmente à noite. 

 

Os responsáveis da estação escolheram então o data de 29 de Outubro e o programa teve de começar depois das 22H00 devido ao futebol na TVI

 

O resultado foi bem melhor do que aquilo que se previa. Foi o programa mais visto do dia com 7.8% de rating e 23.7% de share, ultrapassando, por larga margem, por exemplo, Rosa Fogo, a novela da SIC.

 

A Voz de Portugal é apresentado por Catarina Furtado que está igual a si mesma, sem nenhuma novidade a apontar. O formato é um dos melhores criados, nos últimos anos, relativamente aos concursos de procura de cantores. 

 

Os mentores, em substituição dos jurados, foram muito bem escolhidos e, finalmente, existe um grupo de pessoas que percebe de música. São eles: Paulo Gonzo, Rui Reininho, Anjos e Mia Rose.

 

Ainda assim, existem alguns defeitos a apontar. O início começou mal, com Catarina Furtado a explicar o funcionamento do concurso com um fundo virtual de bradar aos céus. 

 

Os problemas de som, especialmente quando as famílias dos candidatos assistem às provas, são inadmissíveis. Há também algo que faz alguma confusão. 

 

Num sem número de candidatos houve apenas uma que cantou em português. Gerou-se uma aversão a música cantada na nossa língua neste tipo de programas que é difícil de perceber. 

 

É pena! Vamos ter uma voz de Portugal que, provavelmente, não canta em português.

...

Os três principais canais generalistas estão a uma semana de mostrar aos portugueses...mais do mesmo! 

 

A RTP aposta na informação, e bem, em a Voz de Portugal, uma novidade que estreia mais tarde, na segunda série de Pai à Força e numa nova edição de O Elo Mais Fraco

 

A SIC aposta em mais uma novela, Rosa Fogo, e no já conhecido Peso Pesado

 

A TVI, por sua vez, escolheu Secret Story - A Casa dos Segredos

 

A nova temporada televisiva está, assim, repleta de falsas novidades. Mudam-se os apresentadores e os concorrentes, mudam-se os actores, muda-se a história e está pronta a receita. 

 

É interessante pensar que existem tantos formatos internacionais que podem ser utilizados, tantos concursos, tantos reality-shows, tantas séries e os canais portugueses limitam-se a utilizar a fórmula do costume. 

 

Ainda assim, qualquer uma destas apostas são boas em termos de resultados e de qualidade. A qualidade aqui no sentido de serem programas ou ficção bem feitos e não, nalguns casos, de serem bons programas.