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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Desilusão

 

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   Estive uns dias fora do país (peneirento) e, por isso, não tive tempo suficiente para escrever. Antes de ir, vi que a SIC preparava o regresso do "Gosto Disto!" e um novo programa chamado "Tudo Incluído". Estou completamente desiludido, talvez por culpa minha. Culpa minha porque achei que a SIC se tinha mexido e ia trazer novidades.

 

   Em primeiro lugar, pensei que o "Gosto Disto!" ia ter novos episódios, um novo cenário virtual, novos vídeos e que marcaria o regresso de César Mourão à televisão. Mesmo assim era pouco para uns dos horários mais competitivos da televisão portuguesa. Às 19h00, o canal de Carnaxide obtinha péssimos resultados com a novela brasileira "Novo Mundo".

 

   Em segundo lugar, pensei que o "Tudo Incluído" fosse a grande aposta para os domingos a partir de setembro. Um programa, sempre com o mesmo cenário, mas que a cada semana revivesse os icónicos programas da estação a propósito da comemoração dos seus 25 anos. 

 

   E o que é que a SIC preparou?

 

   Para as 19H00 retirou uma novela inédita, com maus resultados, e colocou no ar a repetição do "Gosto Disto!". Resultado? Não só não subiu nas audiências como nesta quarta-feira (07/06), por exemplo, teve a CMTV e a TV Globo, dois canais pagos, bem perto. Inpensável!

 

   Já o "Tudo Incluído", que estreia já este sábado (10/06), não é mais do que uma junção de vídeos dos grandes êxitos da SIC apresentados por Andreia Rodrigues.

 

   É tudo muito "poucochinho" para um canal que pretende ser líder de audiências.

 

   Repito. A SIC não é culpada pela minha desilusão. Eu é que ainda penso que o canal é aquele a que me habituei quando ainda era um criança.

 

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Final inteligente

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Salvador Sobral com Luísa Sobral - foto: Revista TV MAIS

 

   A RTP1 emitiu, no passado domingo, a final do "Festival da Canção 2017". 

 

   Numa transmissão em direto do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, foi um espétaculo extremamente inteligente e muito bem doseado.

 

   As escolhas para a apresentação, o cenário, o local, os convidados e a forma como inseriram as comemorações dos 60 anos da estação pública fizeram desta final, o melhor evento do ano na televisão portuguesa até agora.

 

   O público escolheu a canção dos "Viva La Diva". Contudo, a soma dos votos dos telespetadores com a votação do júri, ditou que a representante de Portugal no "Festival Eurovisão da Canção" fosse a música de Salvador Sobral, "Amar pelos dois".

 

   Ganhou a mais bonita letra do concurso. A única música capaz de atrair as rádios portuguesas e, talvez, a única capaz de se perpetuar. Não aprecio o estilo do interprete, mas não invalida a justiça da vitória.

 

   Não é, de todo, a canção mais "festivaleira" do concurso, mas está a destacar-se. Depois de conhecido o vencedor, as casas de apostas colocam Portugal na 8ª. posição nas preferências para a vitória  do certame internacional.

 

   Não posso deixar de destacar a excelente prestação de Catarina Furtado, de Sílvia Alberto e do extraordinário momento proporcionado pelo discurso de Júlio Isidro.

 

   O "Festival da Canção" foi acompanhado por uma média de 684 mil espetadores. A final foi o 10º. programa mais visto do dia, liderando apenas na última parte da emissão.

 

   Assim vale a pena. Parabéns RTP!

 

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De repente, já lidera

 

Três anos após o seu nascimento, a CMTV já não é um exclusivo MEO e consegue ser mais vista que a SIC Notícias.

 

O canal do grupo Cofina nasceu em março de 2013 e, nesse mês, registou uma audiência de 0,14% de share. Até setembro do ano seguinte não parou de crescer.

 

Já mais recentemente, conquistou a sua melhor audiência média em novembro de 2015 com 1,03 % de share. Em janeiro deste ano, passou a estar presente no pacote de canais da operadora NOS.

 

Depois das várias ameaças, a CMTV ultrapassou a RTP3, está acima da TVI24 por diversas vezes e chega mesmo a ganhar a liderança dos canais informativos que pertence à SIC Notícias

 

Até 16 de março, a média do canal é de 2,16% de share, superior ao share da TVI24 e da RTP3, segundo dados da empresa medidora de audiências, a CAEM, divulgados pelo jornal Correio da Manhã

 

Pelo menos uma das primordiais promessas o canal cumpre: está em todo o lado, mesmo que o interesse do conteúdo da notícia ou do direto seja descabido.

 

Do pouco que acompanho a CMTV, posso dizer que não é um melhor canal informativo do que qualquer um dos outros. É, sobretudo, menos profissional e mais virado para a notícia de "faca e alguidar" como o jornal em que se inspira.

 

Desde 21 de março, o canal emite a novela Escrava Isaura, a versão da Rede Record, exibida pela RTP em 2004. A CMTV entrou, portanto, noutro campeonato. Um canal informativo não emite novelas. Será difícil comparar os resultados desta estação com os da RTP3, por exemplo, que se dedica apenas e só à informação.

 

Nem tudo é mau neste canal. É obvio que existem boas reportagens ou uma boa cobertura de determinados assuntos.

 

Não sou fã, mas tiro-lhe o chapéu pelo que conseguiu em pouco tempo. E, já agora, parabéns pelo 3º. aniversário CMTV.

Dois anos de "Caixa"

 

Deixei, por esquecimento, passar em vão o segundo aniversário do blog. O A Caixa que já foi Mágica celebra, esta quinta-feira, dois anos e dois meses de vida.

 

 

 

 

São dois anos de experiência de quem, como já expliquei, estudou jornalismo e não conseguiu entrar na profissão. O blog é, todos os dias, uma verdadeira escola. Um prazer que me tem proporcionado grandes alegrias: os destaques no Sapo, os 235 "gosto" na página de Facebook, as entrevistas a figuras públicas, as partilhas de alguns post´s por essas mesmas figuras públicas e tantas outras situações. São pequenos gestos para alguns mas grandes vitórias para mim.

 

É o reconhecimento de um trabalho que faço por gosto.

 

A quem lê, a quem visita, a quem gosta, a quem comenta, a quem segue, a quem partilha... Muito Obrigado!

E se fosse outro?

 

 

Querida Júlia, programa das manhãs da SIC, prepara-se para comemorar o seu segundo ano de vida(a 15 de março). Neste momento a pergunta que se impõe é só uma: se não fosse Júlia Pinheiro, diretora de conteúdos do canal e apresentadora, o programa ainda estaria no ar? A resposta é também só uma: não!

 

Júlia sabia que a guerra pelas audiências matinais era uma tarefa difícil mas, até agora, em nenhuma das batalhas conseguiu levar a melhor sobre o rival Você na TV. É verdade que as audiências das manhãs e inícios de tarde vivem de ciclos. É preciso relembrar que Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira tiveram de penar durante muito tempo para vencer Fátima Lopes, então concorrente no horário, mas conseguiram.

 

O mesmo não se passa com Querida Júlia. Dois anos depois, o programa não descola e nem chega perto dos resultados do concorrente do quarto canal. Aliás, o programa deve estar taco-a-taco com os números do antecessor Companhia das Manhãs no qual a SIC fez inúmeras mexidas porque os resultados, obviamente, não lhe agradavam.

 

Nuno Graciano, que apresentou o último programa antes de Júlia o substituir, veio agora a público afirmar que não percebe como é que os programas da manhã e da tarde podem fazer resultados tão maus durante tanto tempo: "Enquanto estive na SIC, apenas por solidariedade com a entidade que me pagava, fiz silêncio. Agora pergunto, como é possível os programas da manhã e da tarde estarem com resultados miseráveis tanto tempo (os piores de sempre) e não se passar nada? Por muito menos se fizeram tantas trocas e baldrocas... Com tantos outros bons profissionais e amigos "emprateleirados" (...)", afirmou o apresentador.

 

Estes resultados demonstram ainda que Júlia Pinheiro poderá ter perdido alguma da sua popularidade. É que Ana Marques, e não desfazendo, consegue exatamente os mesmos números e, por vezes, até melhores que a colega quando a substitui. 

 

Uma coisa é certa, Júlia não vai nunca atirar a toalha ao chão e dar-se por vencida. O orgulho vai fazê-la continuar e só vai abandonar as manhãs se encontrar uma boa desculpa.

 

A solução seria: ou encontrar uma companhia que a ajude a tornar o programa mais dinâmico e divertido ou então dar lugar a outro ou outros e esperar que este ou estes consigam fazer aquilo que ela não conseguiu em dois anos.

20 anos

20 anos depois, a SIC está longe de ser o que era. A culpa não é só sua mas também dos tempos que, com a chegada da Internet, relegaram a televisão quase para segundo plano.

 

A SIC marcou, sobretudo, a minha geração, a geração de finais dos anos 80 e início dos anos 90. Como primeiro canal privado português e como bom canal que foi e que é, o canal de Carnaxide marcou muitas mais gerações que não só a minha.

 

Big Show SIC, Chuva de Estrelas, Roda dos Milhões, Agora ou Nunca, Furor, Buéréré, Não se esqueça da escova de dentes, Noites Marcianas, Médico de Família, A loja do Camilo, Camilo na Prisão, A minha família é uma animação, Torre de Babel, Rei do Gado, Explode Coração, A Viagem, Terra Nostra, Mulheres de Areia, A Indomada, Amo-te Teresa, Facas e Anjos. Programas, novelas e séries que muitos relembram com nostalgia.

 

O canal foi um caso sério de sucesso. Em 1995 ultrapassa a RTP nas audiências e é considerada fenómeno por ter sido o canal privado que mais depressa venceu um canal público. Foram anos e anos de hegemonia que terminaram com um único programa, que o canal rejeitou, e que a concorrência aproveitou. Big Brother pôs fim dos anos de ouro da SIC. A estação viveu momentos difíceis e, só este ano, conseguiu erguer-se.

 

Hoje lidera o horário nobre com novelas de produção nacional e as eternas brasileiras. Mas não chega. No total diário a TVI continua a vencer.

 

A SIC continua a ser um canal com virtudes: bons profissionais, boa informação, alguns bons programas, bons canais temáticos, bom serviço online, entre outras coisas.

 

Parabéns!

1 ano de "Caixa"

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A Caixa que já foi Mágica comemora, neste 12 de julho, um ano. Em 2011, eu, o único autor do blog, estava desempregado e tinha terminado uma licenciatura em Comunicação e Jornalismo alguns meses antes.

 

 

 

Precisava escrever para não perder a prática e precisa mostrar o meu trabalho ao público. O tema "televisão" foi escolhido por ser um assunto pelo qual sempre tive interesse e, por isso, seria mais difícil desistir da ideia de manter blog. Um anos depois, este trabalho tornou-se em muito mais do que aquilo que alguma vez pude imaginar.

 

O blog integrou uma reportagem do Diário de Notícias, foi parceiro da novela da SIC, Rosa Fogo, recebeu um template personalizado da equipa do SAPO e fez várias entrevistas exclusivas a figuras públicas como Pedro Granger, Herman José ou João Baião. Um ano depois, contam-se 205 post´s, 120 amigos na página do Facebook e cerca de 91 mil visitas.

 

O trabalho, às vezes o esforço e muitas vezes o prazer compensaram e os resultados estão à vista. Pode ser pouco, mas saber que alguém lê e gosta daquilo que escrevemos é uma grande recompensa. A Caixa que já foi Mágica vai continuar, tentando sempre ser melhor.

 

A quem lê, a quem visita, a quem gosta, a quem comenta, a quem segue...Obrigado!