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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

29
Mai17

Taça de Portugal lidera e Ljubomir bate recorde

Tiago Lourenço

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A final da Taça de Portugal liderou as audiências deste domingo e o "Pesadelo na Cozinha" teve a sua emissão mais vista.

 

 

   O jogo entre o SL Benfica e o Vitória de Guimarães, na final da Taça de Portugal de futebol, registou uma audiência de 18,8% e 47,1% de quota média de mercado.

 

   A partida, mesmo emitida durante a tarde, não deu hipótese à concorrência e foi o programa mais visto de domingo ao garantir uma média de 1 milhão e 821 mil espetadores. 

 

   Por sua vez, o "Pesadelo na Cozinha" marcou o seu melhor resultado desde a estreia. Com 17,2% de rating e 35,8% de quota de mercado, o programa da TVI registou uma média de 1 milhão e 670 mil espetadores.

 

   No mesmo horário, a final do "Got Talent Portugal" conseguiu um dos melhores resultados da temporada, mas não foi além dos 945,400 espetadores em média.

 

   Bem longe esteve o "Just Duet" da SIC. O talent-show ainda não se conseguiu impor nas audiências e ficou-se pelos 424,500 espetadores em média.

 

   A RTP1 garantiu a liderança nas audiências de domingo, seguida da TVI e só depois da SIC.

 

 

Dados de audiência Total Dia (Live+VOSDAL) para 28 de maio de 2017. Os números apresentados são da responsabilidade da GfK/CAEM.

 

Lê também:

 

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Ficha Técnica com Mariana Marques: "Não pretendo regressar à televisão tão cedo"

 

 

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12
Mai17

Salvador "faz batota" e já é favorito à vitória

Tiago Lourenço

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Portugal subiu, esta sexta-feira, ao primeiro lugar nas preferências dos apostadores para vencer o Festival Eurovisão da Canção.

 

 

   No site eurovisionworld.com, que faz a média de várias casas de apostas, Portugal estava desde 6 maio no segundo lugar do pódio para vencer o Festival deste ano. Esta sexta-feira, destronou a Itália do primeiro lugar, canção que ocupava esse posto desde 18 de fevereiro deste ano.

 

   Também o Google, através do Google News Lab, mediu as pesquisas, no seu motor de busca, para analisar as hipóteses de cada país na corrida à vitória no certame musical. A canção portuguesa "Amar Pelos Dois", tornou-se na participação mais pesquisada, deixando a Austrália em segundo lugar por larga margem.

 

   A imprensa portuguesa e internacional estão a lançar cada vez mais notícias acerca da participação de Salvador Sobral no Festival. Numa crónica sobre a primeira semi-final, o jornal "The Telegraph", afirma que Portugal seria um justo vencedor, apesar de fazer "batota". Pode ler-se: "Mandar uma canção artística e muito bem-feita à Eurovisão é, do ponto de vista técnico, fazer batota", afirmou a jornalista da publicação britânica.

 

   Por cá, o Sport Lisboa e Benfica, que pode vencer o campeonato português de futebol também no sábado, surpreendeu ao apelar ao voto em Salvador Sobral, nas redes sociais.

 

 

   Portugal sobe ao palco este sábado, 13 de maio, e é a 11ª. canção a apresentar-se num total de 25.

 

Artigos relacionados:

Salvador dá minuto mais visto do dia à RTP

Salvador a caminho da vitória - "13 Reasons Why"

Milagre de 13 de maio

A concorrência de Salvador

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08
Mai17

Salvador a caminho da vitória - "13 Reasons Why"

Tiago Lourenço

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Salvador Sobral sobe hoje ao palco da Eurovisão para representar Portugal.

 

 

   Terça-feira é o primeiro grande dia para "Amar Pelos Dois" (vê o último ensaio). A música que representa Portugal no Festival Eurovisão da Canção de 2017 é a nona a apresentar-se na primeira semi-final. 

 

   Salvador Sobral, o interprete, é um dos grandes favoritos à vitória da final do próximo sábado.

 

   Há 13 razões, numa clara inspiração numa das séries mais badaladas do momento, "13 Reasons Why" (Por 13 razões), para Portugal vencer o certame pela primeira vez.

 

   Umas são mais plausíveis que outras, mas não deixam de ser razões.

 

   Conhece a lista:

 

   1º. Conchita Wurst, vencedora do Festival em 2014, e uma das mais badaladas vencedoras até aos dias de hoje, elogiou a música do representante português através do Twitter;

 

   2º. Nunca uma canção portuguesa tinha estado no segundo lugar das preferências dos apostadores para vencer o Festival;

 

   3º. As melhores posições que Portugal conseguiu no concurso foram conseguidas com músicas cantadas em português. "Amar pelos dois" é cantada integralmente na língua de Camões;

 

   4º. A doença cardíaca de Salvador Sobral é um tema que marca a sua participação. Seja em que país for, todos adoram um bom drama;

 

   5º. Loreen, vencedora em 2012, foi participante do programa "Ídolos", não tinha televisão e nunca tinha visto o festival. Salvador também ficou conhecido no mesmo formato e afirmou, em entrevista à RTP1, que não vê televisão nem segue o espetáculo anual;

 

   6º. A grande final é no dia 13 de maio. Nessa data comemoram-se os 100 anos das supostas aparições de Fátima. A vitória de Portugal na Eurovisão seria um novo milagre. No mesmo dia, o Sport Lisboa e Benfica poderá torna-se novamente campeão nacional de futebol. Portugal manteria, assim, a tradição de ser o país do "fado, de Fátima e do futebol";

 

Lê também:

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Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

 

   7º. A comunicação social internacional está rendida a "Amar Pelos Dois" como nunca antes tínhamos visto. O jornal inglês "Metro" escreveu que "o mundo está a apaixonar-se pelo melhor candidato português de sempre", referindo-se ao jovem de 27 anos;

 

   8º. Além da comunicação social internacional, também a portuguesa está interessada na participação nacional como há muitos anos não estava ou, provavelmente, como nunca esteve. Todos os dias há novas notícias sobre tudo o que envolve o país na Eurovisão;

 

   9º. Se as pesquisas no motor de busca "Google" contassem, a canção portuguesa arrecadaria, pelo menos, o 5º. lugar;

 

   10º. Mesmo com Luísa Sobral, irmã de Salvador, a assumir os dois primeiro ensaios, Portugal subiu posições nas casas de apostas e encurtou a distância para a Itália, que está em primeiro lugar;

 

   11º. Na "red carpet", Salvador Sobral foi o penúltimo a desfilar. Segundo o ditado: " Os últimos são os primeiros".

 

   12º. O penteado do cantor e músico é igual ao de Éder. O jogador marcou o golo que deu a vitória à seleção portuguesa no Europeu de futebol em 2016.

 

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   13º. Pela primeira vez, desde 1964, os portugueses acreditam que o país pode ganhar o Festival Eurovisão da Canção. Também, em muitos anos, sentem orgulho no representante e na música escolhida. Quando nos unimos, juntamos e mostramos que temos orgulho em ser aquilo que somos, ninguém nos bate.

 

   

   Portugal sobe ao palco hoje, depois das 20h00, para tentar apurar-se para a final do próximo sábado.

   A RTP1 vai transmitir o certame em direto nos dois dias.

 

Artigos relacionados:

"Milagre de 13 de maio";

"A concorrência de Salvador";

"Final Inteligente".

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 Atualização: (09-05-2017 às 13H13)

04
Mai17

"Ficha Técnica" com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

Tiago Lourenço

 

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   Tiago Brochado é realizador, coordenador de produção e de régie na BTV. Está no canal do Sport Lisboa e Benfica há mais de três anos, depois de uma curta passagem pela CMTV. Ao currículo, junta ainda cerca de 7 anos na SportTV e outros 12 na SIC.

 

   Aos 37 anos, é um dos três profissionais destinados a realizar, para a televisão, as grandes partidas dos maiores clubes do futebol português. 

 

   Neste primeiro "Ficha Técnica", Tiago fala sobre o seu percurso profissional, as maiores dificuldades e as exigências de dirigir as câmaras num grande derby do futebol português.

 

   O realizador conta ainda que o momento mais difícil da carreira foi no dia em que Miklós Fehér, jogador do Benfica, morreu. Em 2004, Tiago trabalhava na SportTV e estava lá, atrás das câmaras.

 

   O profissional conta ainda como correu a passagem pela CMTV e o que faz no seu trabalho.

 

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     A Caixa que já foi Mágica.: Qual é o trabalho de um Realizador de televisão?

 

   Tiago Brochado.: O trabalho de um Realizador de televisão é coordenar e orientar uma equipa de profissionais na realização de um conteúdo televisivo, que pode ser de informação, entretenimento ou eventos. Também faz parte da preparação da sua produção, como por exemplo, fazer o plano de câmaras.

 

 

   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades no seu trabalho?

 

   T.B.: As maiores dificuldades são lidar com o imprevisto do direto, onde tudo pode acontecer: problemas técnicos, problemas com elementos da equipa ou outros fatores externos que não conseguimos controlar. Estes aspetos podem interferir negativamente na transmissão.

 

 

   ACQJFM.: A crise nos meios de comunicação afetou a profissão?

 

   T.B.: Não me posso queixar, tenho tido sempre trabalho e projetos interessantes. Não chamaria crise, mas sim evolução e mudança no meio audiovisual.  

 

 

   ACQJFM.: A realização em Portugal tem evoluído ao longo dos anos? De que forma?

 

   T.B.: Sim. Em Portugal as realizações de diversas transmissões têm evoluído e melhorado, apesar de fazermos “muito com pouco”. Conseguimos acompanhar a evolução a que se tem assistido na Europa, apesar de haver pouco investimento.

 

 

   ACQJFM.: Lembra-se da situação mais complicada pela qual passou durante o seu percurso profissional?

 

   T.B.: Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér, em 2004. Na altura, estava a fazer mistura de vídeo para a SportTV e o realizador, ao aperceber-se do que estava a acontecer, emocionou-se e saiu do carro de exteriores. Eu, bem como o resto da equipa, continuámos a emissão, por muito que nos custasse. Na altura, apesar de ainda não ser realizador, fui fazendo a gestão dos planos que eram transmitidos e tentei preservar ao máximo o jogador. Dar dignidade à transmissão mostrando apenas planos abertos.

 

 

   ACQJFM.: É Realizador dos jogos de futebol do Sport Lisboa e Benfica, para a BTV. Há diferenças entre realizar um derby ou qualquer outro jogo? Porquê?

 

   T.B.: Sim, há. Ao realizar um derby ou um clássico devemos ter um cuidado especial. São jogos em que há mais espectadores e hoje em dia os comentadores desportivos visionam o nosso trabalho "frame" a "frame". O nosso trabalho é avaliado com mais rigor neste tipo de jogos e a imparcialidade é sempre posta à prova por quem está a avaliar e a assistir. Neste momento, em Portugal, estes grandes jogos são feitos apenas por três realizadores: eu, o Juan Figueroa e o Gustavo Fonseca, da Media Luso.

 

 

   ACQJFM.: Numa partida de futebol há muitos pormenores e muitas situações imprevisíveis. De que forma é que se gere a quantidade de imagens que lhe chegam?

 

   T.B.: Gerir todas essas imagens vai um pouco da experiência de cada Realizador. Numa transmissão de um jogo gosto de mostrar o espectáculo do futebol, as pessoas que vão ao estádio, as crianças, mostrar lá para casa que a família pode ir ao futebol. Gosto de mostrar pequenas “estórias” que vão acontecendo no decorrer do jogo. 

 

 

   ACQJFM.: Já realizou galas, concertos do "Rock in Rio", programas de informação, entre outros? O que é que lhe falta fazer?

 

   T.B.: Em termos de transmissões em direto acho que já fiz um pouco de tudo. Gosto de fazer parte de novos projetos, fazer parte da criação ou renovação de canais de televisão.

 

 

   ACQJFM.: Se tivesse de escolher entre realizar uma gala ou um jogo de futebol, qual escolheria? Porquê?

 

   T.B.: Um jogo de futebol. Os jogos de futebol são mais imprevisíveis e a adrenalina sobe quando são grandes jogos. Não existe um guião ou ensaios como nas galas, tudo acontece naquele momento, temos de tomar decisões no imediato. 

 

 

   ACQJFM.: Na sua carreira, a permanência na Cofina, mais propriamente na CMTV, foi a que menos tempo durou (cerca de um ano e três meses). Houve algo que correu mal ou a missão foi cumprida?

 

   T.B.: Quando fui para a CMTV integrei uma equipa que criou um canal "do zero". Fiz parte da criação de toda a imagem de canal, contratei equipas, formei técnicos, formatei e fiz parte da criação de quase todos os programas. Tudo isto e muito mais, em apenas quatro meses. No entanto, depois da estreia, percebi que não estava enquadrado na filosofia da estação e percebi que não conseguiria concretizar algumas das ideias que tinha. Na altura, surgiu o convite da BTV e achei que não podia recusar, acabando por sair da CMTV. 

 

 

   ACQJFM.: Quais são as suas ambições, daqui para a frente, na BTV?

 

   T.B.: A BTV, nestes últimos 3 anos, tem mostrado que é um bom canal de desporto. A minha ambição daqui para a frente é continuar a crescer e mostrar que somos capazes de muito mais.

 

 

   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?

 

   T.B.: Acho que sempre será.

 

 

 

O logotipo do "Ficha Técnica" é da autoria do designer Marco Almeida.

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03
Mai17

"Ficha Técnica - Dar rosto aos nomes" estreia amanhã

Tiago Lourenço

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   "Ficha Técnica" é a nova rubrica do "A Caixa que já foi Mágica". A televisão faz parte das nossas vidas e, apesar de a Internet lhe roubado espaço, todos nós, muito ou pouco, damos atenção ao que nela se passa.

 

   Conhecemos os rostos que aparecem à frente das câmaras, sejam eles apresentadores, jornalistas, atores, comentadores, entre outros. Ainda assim, não conhecemos aqueles que estão por trás delas. São muitos, com as mais variadas profissões, mas todos com a missão de fazer chegar o melhor ao nosso ecrã. Para nós, espetadores, não passam de nomes. Os nomes que passam a "correr" na ficha técnica no final de cada programa. 

 

   Neste novo espaço, os nomes vão passar a ter rosto. Será um espaço de entrevista àqueles que fazem televisão e uma interessante viagem pelos bastidores.

 

   Tiago Brochado, realizador de televisão da BTV, é o primeiro rosto do "Ficha Técnica". Em entrevista, revela que o momento mais difícil da carreira foi gerir as emoções no jogo em que Miklós Fehér, jogador do Sport Lisboa e Benfica, morreu. Tiago estava lá, atrás da câmaras.

 

 

O logotipo do "Ficha Técnica" é da autoria do designer Marco Almeida.

 

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11
Jan17

Vingança de nariz postiço

Tiago Lourenço

   

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   "Ouro Verde" estreou no domingo, na TVI. Segui todo o primeiro episódio com muita atenção, segui parte do segundo com alguma atenção e vi pouco ou nada do terceiro, com ainda menos atenção.

 

   Confesso, não sou grande admirador de novelas portuguesas. Não tenho nada contra, só não ligo. Apesar de não ter visto assim tanto desta nova produção, consegui tirar as minhas conclusões.

 

   É uma boa novela, com uma boa história e bem contada, pelo menos até agora. Tem um elenco português bastante bom e um elenco brasileiro igualmente competente, aliás, a grande maioria dos atores brasileiros já trabalhou na TV Globo o que, por si só, já é um sinal de qualidade.

 

   Como nem tudo o que luz é ouro, já dizia o ditado, há algumas coisas que me desagradam. Provavelmente é um problema meu, mas eu não consigo concentrar-me em mais nada a não ser no nariz postiço do Diogo Morgado. Por favor, não dava mesmo para se fazer algo melhor ou desistir da ideia?

 

   Por falar em Diogo Morgado, a sua contratação por parte da TVI foi uma jogada de mestre. Vi duas entrevistas do ator e, obviamente, vendeu bem o peixe. Elogiou tudo na novela, com especial enfoque na história.

 

   Realmente tenho de começar a acreditar em quem afirma que já se inventou tudo em televisão. É que "Ouro Verde", pelo menos a história principal, já foi feita por Diogo Morgado em 2007, na SIC.

 

   Em "Vingança", Diogo Morgado perdeu a família, foi para outro país, conheceu alguém rico de quem se tornou amigo. Esse amigo morreu e deixou-lhe a fortuna que foi usada para se vingar de quem lhe fez mal.

 

   E o que está o "hot Jesus" a fazer em 2016 na TVI? Exatamente o mesmo que em 2007!

 

   "Ouro Verde" está a correr bem. É o programa mais visto desde o dia em que estreou. Aproveitou a fragilidade de "Amor Maior", que não recuperou o público perdido com a exibição de "Coração D´Ouro", e chegou mesmo a vencer o jogo do Benfica emitido pela RTP1.

 

   Talvez esteja em estado de graça, ou não...

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02
Out16

"Paga para ver" - O que veem os portugueses na televisão paga?

Tiago Lourenço

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   Três em quatro lares portugueses têm serviços de televisão paga, segundo dados do mais recente Barómetro de Telecomunicações da Marktest.

 

   A verdade é que, cada vez mais, se lê e se ouve que os portugueses estão a alterar os seus hábitos televisivos. Que veem mais séries ou mais filmes, preterindo as novelas. Que já começam a preferir os canais pagos em relação aos canais de sinal aberto. 

 

   Talvez esteja tudo certo, ou talvez não. Sabes o que é que os portugueses pagam para ver?

 

   De 12 a 25 de setembro, novelas, filmes, desenhos animados, debates futebolísticos e uma partida de Hóquei em Patins foram os programas com maior destaque a entrar num conjunto de 20 mais vistos.

  

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   O filme "Os Mercenários 2", emitido pelo canal Hollywood, foi líder de audiências na semana de 12 a 18 de setembro e o jogo de Hóquei em Patins disputado entre o SL Benfica e o FC Porto, emitido pela TVI24, alcançou o pódio na semana seguinte.

 

 

 

   As novelas são também líderes na televisão paga. "Os Dez Mandamentos - Nova Temporada", da TV Record, e "A Escrava Isaura", da mesma televisão mas emitida p´la CMTV, são as mais vistas em Portugal. A repetição de "Morangos com Açucar III", no Panda Biggs, e "Êta Mundo Bom!", da Globo também figuram no "top".

 

 

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   Os debates sobre futebol também não ficam de fora. "Prolongamento" e "Mais Bastidores", da TVI24, juntam-se ao "Play-Off" e ao "Dia Seguinte" da SIC Notícias no segmento dos mais vistos.

 

 

   

   O Panda é dono e senhor dos "Top 20" semana após semana. É o canal que mais programas coloca no ranking. Entre eles destacam-se os seguintes: "Patrulha Pata", "Ruca", "Dora e os amigos na cidade", "Masha e o Urso", entre outros. Na secção dos desenhos animados, o Disney Junior e o Disney Channel também conseguem figurar na lista.

 

   Em duas semanas, nas contas dos mais vistos da televisão paga, não há séries, não há talent ou reality-show´s, não há culinária, não há noticiários, não há documentários e filmes apenas três.

 

   Os hábitos televisivos dos portugueses estão assim tão diferentes? Acho que não!

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14
Abr16

Benfica dá pico de 3 milhões à RTP

Tiago Lourenço

 

O jogo entre os encarnados e o Bayern Munique foi o programa mais visto desta quarta-feira.

 

 

A partida a contar para os quartos-de-final da Liga dos Campeões entre o SL Benfica e o Bayern Munique foi visto, em média, por cerca de 2 milhões e 500 mil espetadores.

 

Metade das pessoas que viram televisão entre as 19H30 e as 21H30 estavam ligados à RTP1. O minuto mais visto rendeu ao canal público cerca de 3 milhões de espetadores já bem perto do final da partida.

 

A Única Mulher, TVI, Coração D´Ouro, SIC, Santa Bárbara, TVI e Liga do Campeões: Flash e Golos, RTP1, completam o top dos programas mais vistos de quarta-feira.

 

A RTP1 venceu o dia relativamente aos canais em sinal aberto, seguida da TVI e da SIC, por esta ordem.

 

 

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05
Dez14

Liga dos Milhões

Tiago Lourenço

 

A RTP comprou os direitos de transmissão da Liga do Campeões para os próximos três anos (2015-2018), ao que tudo indica, por 15 milhões de euros. Esta compra levou à destituição da administração do canal público.

 

 

A administração defende-se com o facto de não ter incorrido em custos extraordinários para a aquisição do direitos de transmissão e relembra ainda que esta aquisição está prevista no contrato de concessão da RTP.

 

A ERC, Entidade Reguladora da Comunicação, deu razão à administração da estação.

 

Quanto a mim tudo isto não passa de "politiquices" e, se não tiverem mesmo havido custos extraordinários para esta compra e se isso não colocar em causa a qualidade da restante grelha, o Governo errou.

 

Contudo, no meio de tudo isto, o que mais me chateia é o facto de se investirem milhões numa competição onde as equipas portuguesas estão presentes durante pouco tempo, salvo raras excepções. Enquanto que nenhum canal aberto, seja ele público ou privado, adquiriu os direitos de transmissão de competições portuguesas como o Campeonato nacional de futebol ou a Taça de Portugal.

 

É verdade que os jogos da Liga do Campeões têm audiências que nenhum outro programa no nosso país consegue. Ainda assim, parece-me mais lógico para uma estação de serviço público transmitir jogos de uma liga do país do que de uma liga internacional onde os três grandes, como já referi, raramente fazem carreira.

 

Além do SL Benfica, do FC Porto ou do Sporting CP, apenas os jogos do Real Madrid, onde joga Cristiano Ronaldo, ou os jogos do Chelsea, onde treina José Mourinho, conseguem audiências dignas de registo.

 

Pode parecer patriotismo a mais mas preferia que a RTP tivesse gasto 15 milhões de euros na Liga Portuguesa do que na Liga do Campeões.

11
Fev14

Alta estupidez

Tiago Lourenço

Vou escrever sobre uma entrevista que está a gerar polémica nas redes sociais nos últimos dias mas não sem antes contextualizar um pouco.

 

Carlos Dias da Silva, jornalista, foi durante 13 anos figura da SIC.

 

 

 

Foi repórter em Mundo VIP e coordenador de programas como Êxtase ou Cinco Estrelas. Em 2005 foi dispensado pelo diretor do canal de então, Francisco Penim.

 

O jornalista não mais voltou à televisão mas manteve-se como crítico televisivo em várias publicações. Numa das suas crónicas, em 2011, afirmou que recusou um convite da TVI porque "voltar só por voltar, não", disse.

 

O ex-coordenador regressou aos ecrãs recentemente na Benfica TV. Na estação, apresenta Alta Fidelidade, que não é mais do que uma cópia muito "rasca" doAlta Definição da SIC. Podiam pelo menos ter encontrado um nome diferente e melhor mas não se deram a esse trabalho. Nem sequer questiono aqui a cópia do formato porque isso é o que há mais. O que podia ser era bem feito, só que não é.

 

Vou então ao que interessa. Carlos Dias da Silva, numa das emissões do programa, entrevistou Sílvio, jogador do Sport Lisboa e Benfica, e fez-lhe a pergunta mais hedionda, descabida, ridícula e todos os maus adjetivos que possam existir.

 

"Trocavas a tua carreira pela vida do teu pai?". Há perguntas que não se devem fazer e outras que não se podem fazer. Esta pertence àquelas que não se podem fazer seja por um novato ou por alguém experiente como Carlos Dias da Silva.

 

Um homem que critica muito do que se faz em televisão demonstrou uma tremenda falta de profissionalismo, noção, sensibilidade e terá de trabalhar muito para voltar a ter algum tipo de consideração por parte do público que o possa ler ou vêr.

 

Depois de tanto tempo fora dos ecrãs, se voltou para isto, mais valia ter ficado onde estava...longe deles! 

 

Veja o vídeo com o excerto da entrevista:

 

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Audiências - TOP 5

As audiências voltam a ser atualizadas em setembro.

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