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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

16
Jun17

Recordar o quê?

Tiago Lourenço

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   Vou escrever-vos um texto curtinho do alto da minha "ponte". Sim, esta sexta-feira estou de folga. E estou, mais uma vez, muito mal impressionado com a SIC. É que se a burrice pagasse imposto havia alguém por lá muito pobre.

 

    "Tudo Incluído" é um novo programa emitido aos sábados à noite. No ano em que o canal comemora os 25 anos de existência, revivem-se ali os formatos de sucesso da estação. Na estreia, a nostalgia envolveu-me ao recordar o mítico "Big Show SIC". Nos anos 90 era tudo mais genuíno. Vivia-se sem "medo do ridículo" e talvez fosse um Portugal menos de fachada. Sim, porque o Portugal de hoje não é assim tão diferente daquele que ali se viu.

 

   Mas estou a escrever para vos informar que o próximo programa não vai trazer imagens de um "Ponto De Encontro", de um "Ai Os Homens", de um "Chuva de Estrelas", de um "Não Se Esqueça Da Escova De Dentes" ou, quem sabe, de um "Perdoa-me". O próximo "Tudo Incluído" vai centra-se no antiquíssimo "Vale Tudo". Um formato que foi originalmente exibido em 2013/14 e que foi reposto em 2016.

 

   Preciso escrever mais alguma coisa? Acho que não!

 

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09
Mar14

Trocas e baldrocas

Tiago Lourenço

Esta foi uma semana cheia de novidades. A maior delas, e que acarreta outras duas, é a ida de João Baião para a SIC. Esta possibilidade já corre na imprensa há algum tempo mas a revista Notícias TV, que não costuma falhar, deu como certo o regresso do apresentador ao seu antigo canal já em abril.

 

Entretanto, na gala de aniversário da RTP, Baião disse qualquer coisa como: "já me encontraram substituto mas eu ainda aqui estou". Uma frase que não é a de quem está de saída.

 

Tornando-se essa possibilidade numa certeza, é uma boa jogada do canal de Carnaxide. A SIC não tem apresentadores suficientes para assegurar duplas no daytime. Foram buscar João Paulo Rodrigues por isso mesmo. Existe José Figueiras que, embora seja bom comunicador, já pouco cativa e João Manzarra não serve para estes horários.

 

João Baião é uma figura popular em todo o sentido da palavra. Popular porque se tornou um ícone desde o saudoso Big Show SIC e popular porque agrada ao público mais velho. Se for para as tardes do canal, vai bem. É necessário refrescar e alegrar um horário e Conceição Lino, com o Boa Tarde, não está a dar conta do recado.

 

Por sua vez, a RTP, fica com dois problema em mãos. Perde um dos seus principais rostos e fica com a Praça da Alegria sem um membro da dupla. A opção é, segundo consta, recrutar Jorge Gabriel para formar par com Tânia Ribas de Oliveira. Não me parece o mais correto. Que Jorge regresse mas com Sónia Araújo que estavam lá bem. Só que Jorge Gabriel está no lugar de José Carlos Malato que deixou de vez a condução do Portugal no Coração.

 

Por isso, também a Notícias TV, avança que Herman José é uma hipótese. O humorista também já afirmou que, se for essa a vontade da direção, que o fará. Quanto a mim, é uma boa ideia. Herman é um grande humorista mas também um grande conversador. É, muito provavelmente, um dos melhores a fazer talk-show em Portugal e seria também uma lufada de ar fresco no canal público que precisa de terminar com o enfadonho Portugal no Coração.

 

Ainda assim, Herman não pode ir sozinho. Que leve consigo, aí sim, Tânia Ribas de Oliveira que já demonstrou ter uma grande cumplicidade com o humorista sempre que este é convidado num dos seus programas.

 

Tudo isto são "ses". Tudo isto são trocas e baldrocas de uma televisão portuguesa que não tem figuras masculinas suficientes enquanto tem "criado" apresentadoras a rodos.

 

A ver vamos como serão os próximos meses.

06
Out12

20 anos

Tiago Lourenço

20 anos depois, a SIC está longe de ser o que era. A culpa não é só sua mas também dos tempos que, com a chegada da Internet, relegaram a televisão quase para segundo plano.

 

A SIC marcou, sobretudo, a minha geração, a geração de finais dos anos 80 e início dos anos 90. Como primeiro canal privado português e como bom canal que foi e que é, o canal de Carnaxide marcou muitas mais gerações que não só a minha.

 

Big Show SIC, Chuva de Estrelas, Roda dos Milhões, Agora ou Nunca, Furor, Buéréré, Não se esqueça da escova de dentes, Noites Marcianas, Médico de Família, A loja do Camilo, Camilo na Prisão, A minha família é uma animação, Torre de Babel, Rei do Gado, Explode Coração, A Viagem, Terra Nostra, Mulheres de Areia, A Indomada, Amo-te Teresa, Facas e Anjos. Programas, novelas e séries que muitos relembram com nostalgia.

 

O canal foi um caso sério de sucesso. Em 1995 ultrapassa a RTP nas audiências e é considerada fenómeno por ter sido o canal privado que mais depressa venceu um canal público. Foram anos e anos de hegemonia que terminaram com um único programa, que o canal rejeitou, e que a concorrência aproveitou. Big Brother pôs fim dos anos de ouro da SIC. A estação viveu momentos difíceis e, só este ano, conseguiu erguer-se.

 

Hoje lidera o horário nobre com novelas de produção nacional e as eternas brasileiras. Mas não chega. No total diário a TVI continua a vencer.

 

A SIC continua a ser um canal com virtudes: bons profissionais, boa informação, alguns bons programas, bons canais temáticos, bom serviço online, entre outras coisas.

 

Parabéns!

24
Jun12

Regresso ao passado

Tiago Lourenço

As televisões de todo o mundo estão a regressar ao passado. A aposta em produtos renovados do que já se fez lá atrás parece ser a nova fórmula encontrada.

 

Nos Estados Unidos da América isso está a acontecer, por exemplo, com Dallas. A TV Globo, do Brasil, está a apostar em nova versões de histórias antigas como o Astro, que estreia a dois de julho na SIC ou Gabriela, a primeira novela a passar em Portugal.

 

Por cá, as coisas parecem não ser diferentes e é a TVI que o está a fazer com mais fervor. Primeiro, apresentou A Tua Cara não me é Estranha. Este formato não é mais do que um saudoso Chuva da Estrelas, da concorrência, mas com famosos. As imitações valeram e muito ao canal de Queluz.

 

Agora, e já no próximo sábado à tarde, estreia Não há bela sem João. Se há uns anos o terceiro canal brindava os espectador com Big Show SIC, chega a vez da TVI pegar na mesma fórmula.

 

Este novo programa conta com a apresentação de Marisa Cruz e de João Paulo Rodrigues, vencedor da primeira edição de A Tua Cara não me é Estranha. A eles juntam-se Cátia Palhinha, concorrente da segunda edição de Secret Story, e o colega do Telerural de João Paulo.

 

Parece-me que José Fragoso, diretor de programas, pensou bem. Esta é uma boa aposta e pode trazer bons frutos ao canal. Contudo, é pena que a estação continue a colocar na prateleira Iva Domingues, que podia ser um nome mais indicado do que o de Mariza Cruz.

 

É a TVI a chegar-se à frente e a utilizar o que já fez sucesso na SIC. Faz bem! Quando uns não querem estão outros desejosos.

10
Mai12

João Baião em exclusivo: “As propostas de mudança são sempre bem-vindas”

Tiago Lourenço

 

João Baião é o mais enérgico apresentador da televisão portuguesa. Começa a vida artística no teatro mas, só depois, entra para a televisão e logo pela porta grande. Emídio Rangel convida-o para apresentar Big Show SIC, que acaba por se tornar no maior sucesso de Baião e um dos programas mais conhecidos da televisão portuguesa. Em meados do ano 2000, o apresentador deixa o canal de Carnaxide e ingressa na RTP1 onde o sucesso esteve longe daquilo que tinha alcançado no canal anterior. Atualmente, e já há cinco anos, divide o palco de Portugal no Coração com Tânia Ribas de Oliveira, também no canal público. João Baião, em exclusivo, responde ao Perguntas na Caixa.


ACM.:Portugal no Coração foi um dos programas no qual se registou uma das várias falhas do novo sistema de medição da GFK. Preocupa-se com as audiências?

JB.:Para mim o publico é o objectivo máximo do meu trabalho, quer no teatro quer na televisão, é ele a entidade máxima e, por isso, tenho o maior respeito pelo público. Nesse sentido, obviamente, que quantas mais pessoas seguirem o meu trabalho maior satisfação tenho. As audiências têm uma grande importância, não no sentido técnico, até porque os recentes números deram alguns períodos do programa com zero espectadores, o que é muito pouco provável ou mesmo impossível. Para mim o importante é que a mensagem, seja ela qual for, chegue ao maior número de pessoas.

ACM.:Portugal no Coração é diferente dos talk-shows das televisões privadas?

JB.:É um programa que aborda a vida de uma forma positiva e otimista, não sei se é diferente ou não. Mostramos casos de superação de doença para incentivar pessoas que estejam a passar pela mesma situação, damos visibilidade a Centros de Dia e Associações que apoiam pessoas com deficiência para mostrar o excelente trabalho que desenvolvem. Abrimos o palco a novos projetos musicais, mostramos casos felizes de empreendedorismo, revelamos novas vozes do fado, abrimos a "janela" ao que acontece por todo o país a nível artístico, cultural e desportivo, entre outros. Tudo isto numa perspectiva de mostrar as nossas capacidades e o nosso valor.

ACM.:A relação com Tânia Ribas de Oliveira foi fácil desde o início?

JB.:A relação com a minha querida Tânia, que se tornou numa grande amiga, foi uma colagem imediata de duas personalidades que se completam, de duas pessoas diferentes que quase se fundem numa só. Amo a Tânia, ela é uma profissional de mão cheia.

ACM.:Trabalhar em dupla torna a tarefa da apresentação mais complicada?

JB.:Tornou-se, para mim, uma experiência nova mas muito estimulante. Obriga-nos a uma disciplina e a uma atenção permanente. É preciso saber olhar nos olhos da companheira. É preciso contracenar, elemento fundamental no teatro, e que tento transportar para o trabalho em televisão. Quando se tem como parte da dupla uma amiga, o trabalho fica muito facilitado.

ACM.:Qual foi o momento mais difícil da sua carreira televisiva?

JB.:Eu tenho tido a felicidade de trabalhar com excelentes profissionais e com ótimas equipas o que tornou os momentos mais difíceis numa grande ligeireza. Apesar dos nervos, da ansiedade e da procura de fazer sempre o melhor, nunca tive assim um momento difícil. Percalços acontecem sempre, contrariedades também mas, quando a entrega é total, tudo se ultrapassa.


ACM.:O que o faz perder a energia que transmite sempre que está em estúdio?

JB.:Às vezes as fragilidades de algumas pessoas que têm sido postas à prova pela vida, passando por situações absolutamente dramáticas, tiram-me a energia. Esse é o grande desafio: o de tentar dar a volta ao estado de espírito e catapultar a minha energia em prol dos outros.


ACM.:Que tipo de proposta o faria mudar de canal?

JB.:As propostas de mudança são sempre bem-vindas, para crescer, mas estou a adorar o trabalho que tenho vindo a desenvolver ao logo dos quase cinco anos no Portugal no Coração, ao lado da Tânia.

ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?

JB.:A televisão será sempre, para mim, a "caixa mágica". As pessoas procuram nela muitas emoções, companhia, divertimento, prazer, alegria e, se não houver magia ou espectáculo, é como olhar para uma parede de cimento.

17
Out11

Desenterrar o passado

Tiago Lourenço

A revista de televisão do Diário de Notícias, depois de falar com uma fonte da SIC, revelou que Júlia Pinheiro, directora de conteúdos do canal, quer o regresso de Big Show Sic

 

A mesma fonte revela que Júlia pretende recuperar a proximidade que a televisão de Pinto Balsemão tinha nos anos 90

 

Sinceramente é difícil comentar esta suposta decisão. Será o passado o melhor caminho para o futuro? 

 

Big Show Sic foi um dos programas de maior de sucesso na televisão portuguesa, mas teve o seu tempo. 

 

João Baião já não está no canal, o macaco Adriano, muito provavelmente, já não faria sentido, entra muitas outras coisas que tornaram este programa um sucesso. 

 

A ideia de fazer algo do género nas tardes de sábado até é boa, mas o regresso do Big Show tem de ser algo muito bem pensado e remodelado, correndo-se o risco de se tornar num desastre de audiências. 

 

A SIC está a ir pelo caminho mais fácil. Utilizar o nome de um sucesso para chamar a atenção de um novo programa. É livre de fazê-lo e poderá até correr bem, mas se correr mal estraga-se o nome de um sucesso antigo.

 

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06
Out11

Parabéns!

Tiago Lourenço

A 6 de Outubro de 1992 nascia um dos mais importantes e inovadores projectos portugueses. A SIC (Sociedade Independente de Comunicação) foi o primeiro canal privado de televisão em Portugal

 

Alberta Marques Fernandes, hoje na RTP, abria a emissão. A partir daí o novo canal mostrou inovação, novos rostos e tornou-se líder apenas em 3 anos. 

 

Em 1995 a SIC ultrapassou, pela primeira vez, a RTP. Até 2005 manteve-se líder, até perder essa mesma liderança para a TVI.

 

Esta quinta-feira o canal de Carnaxide comemora 19 anos e está de parabéns. 

 

Jorge Gabriel, Bárbara Guimarães, Júlia Pinheiro, Fátima Lopes, José Figueiras, Catarina Furtado ou João Baião, são alguns dos profissionais que cresceram no canal. 

 

Big Show SIC, Agora ou Nunca, Ponto de Encontro, Médico de Família, Não se esqueça da escova de dentes, Ai os homens, Juiz Decide, Noite da má língua ou Chuva de Estrelas foram alguns dos grandes sucessos da SIC

 

Hoje o canal luta por alcançar os bons resultados e ultrapassar a rival TVI. Não tem sido fácil, também porque muitos erros têm sido cometidos. 

 

Contudo, venha o que vier, a SIC, envolvendo as "filhas" SIC Notícias, SIC Mulher, SIC Radical e SIC K, tem uma história que muito dificilmente será esquecida. Parabéns!

 

Informação adicional: A SIC foi a primeira estação, a nível mundial, a alcançar a liderança de audiências em tão pouco tempo.

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