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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

16
Jun17

Recordar o quê?

Tiago Lourenço

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   Vou escrever-vos um texto curtinho do alto da minha "ponte". Sim, esta sexta-feira estou de folga. E estou, mais uma vez, muito mal impressionado com a SIC. É que se a burrice pagasse imposto havia alguém por lá muito pobre.

 

    "Tudo Incluído" é um novo programa emitido aos sábados à noite. No ano em que o canal comemora os 25 anos de existência, revivem-se ali os formatos de sucesso da estação. Na estreia, a nostalgia envolveu-me ao recordar o mítico "Big Show SIC". Nos anos 90 era tudo mais genuíno. Vivia-se sem "medo do ridículo" e talvez fosse um Portugal menos de fachada. Sim, porque o Portugal de hoje não é assim tão diferente daquele que ali se viu.

 

   Mas estou a escrever para vos informar que o próximo programa não vai trazer imagens de um "Ponto De Encontro", de um "Ai Os Homens", de um "Chuva de Estrelas", de um "Não Se Esqueça Da Escova De Dentes" ou, quem sabe, de um "Perdoa-me". O próximo "Tudo Incluído" vai centra-se no antiquíssimo "Vale Tudo". Um formato que foi originalmente exibido em 2013/14 e que foi reposto em 2016.

 

   Preciso escrever mais alguma coisa? Acho que não!

 

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06
Nov16

Lembras-te disto?

Tiago Lourenço

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   Foi o primeiro programa de imitações a ter sucesso em Portugal. Surgiu na SIC, a 1 de outubro de 1993 e tornou-se no primeiro formato do canal de Carnaxide a liderar as audiências.

 

   "Chuva de Estrelas". Lembras-te disto?

 

 

   O programa de imitações era uma adaptação do holandês "The Sound Mix Show", estreado em 1985. Em Portugal, foi uma das grandes apostas da recém-nascida SIC para superar a RTP1 nas audiências e uma forma de fazer frente ao "Festival da Canção". Conseguiu!

 

   Apresentado por Catarina Furtado de 1993 a 1994, o "Chuva de Estrelas" foi um enorme sucesso. A fórmula era simples: os concorrentes tinham de fazer a melhor imitação possível dos seus ídolos da música. Na final, era escolhida a melhor que, mais tarde, representava o país na final internacional.

 

 

   A "namoradinha de Portugal", como ficou conhecida Catarina Furtado, deu lugar a José Nuno Martins na apresentação que manteve o lugar apenas durante um ano. Bárbara Guimarães estreou-se então no entretenimento e ficou à frente do formato de 1997 a 1999.

 

 

   Vários participantes fazem ainda hoje parte do panorama musical português. Sara Tavares e João Pedro Pais são os nomes mais sonantes. A primeira imitou Whitney Houston e venceu a edição de estreia do programa, em 1993, e o cantor ficou em segundo lugar, em 1994/1995, com uma imitação dos Delfins.

 

 

   Inês Santos impressionou em 1994 quando rapou o cabelo para imitar Sinead O' Connor, acabando por vencer nesse ano. Carlos Bruno, em 1998, imitou os REM e venceu a final europeia.

 

 

   Pelo júri passaram nomes como Simone de Oliveira, Paco Bandeira, Lena D'Água, Rita Guerra, Rita Ribeiro ou Miguel Ângelo. 

 

   A última edição do "Chuva de Estrelas" foi para o ar em 2000. 

 

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06
Out12

20 anos

Tiago Lourenço

20 anos depois, a SIC está longe de ser o que era. A culpa não é só sua mas também dos tempos que, com a chegada da Internet, relegaram a televisão quase para segundo plano.

 

A SIC marcou, sobretudo, a minha geração, a geração de finais dos anos 80 e início dos anos 90. Como primeiro canal privado português e como bom canal que foi e que é, o canal de Carnaxide marcou muitas mais gerações que não só a minha.

 

Big Show SIC, Chuva de Estrelas, Roda dos Milhões, Agora ou Nunca, Furor, Buéréré, Não se esqueça da escova de dentes, Noites Marcianas, Médico de Família, A loja do Camilo, Camilo na Prisão, A minha família é uma animação, Torre de Babel, Rei do Gado, Explode Coração, A Viagem, Terra Nostra, Mulheres de Areia, A Indomada, Amo-te Teresa, Facas e Anjos. Programas, novelas e séries que muitos relembram com nostalgia.

 

O canal foi um caso sério de sucesso. Em 1995 ultrapassa a RTP nas audiências e é considerada fenómeno por ter sido o canal privado que mais depressa venceu um canal público. Foram anos e anos de hegemonia que terminaram com um único programa, que o canal rejeitou, e que a concorrência aproveitou. Big Brother pôs fim dos anos de ouro da SIC. A estação viveu momentos difíceis e, só este ano, conseguiu erguer-se.

 

Hoje lidera o horário nobre com novelas de produção nacional e as eternas brasileiras. Mas não chega. No total diário a TVI continua a vencer.

 

A SIC continua a ser um canal com virtudes: bons profissionais, boa informação, alguns bons programas, bons canais temáticos, bom serviço online, entre outras coisas.

 

Parabéns!

24
Jun12

Regresso ao passado

Tiago Lourenço

As televisões de todo o mundo estão a regressar ao passado. A aposta em produtos renovados do que já se fez lá atrás parece ser a nova fórmula encontrada.

 

Nos Estados Unidos da América isso está a acontecer, por exemplo, com Dallas. A TV Globo, do Brasil, está a apostar em nova versões de histórias antigas como o Astro, que estreia a dois de julho na SIC ou Gabriela, a primeira novela a passar em Portugal.

 

Por cá, as coisas parecem não ser diferentes e é a TVI que o está a fazer com mais fervor. Primeiro, apresentou A Tua Cara não me é Estranha. Este formato não é mais do que um saudoso Chuva da Estrelas, da concorrência, mas com famosos. As imitações valeram e muito ao canal de Queluz.

 

Agora, e já no próximo sábado à tarde, estreia Não há bela sem João. Se há uns anos o terceiro canal brindava os espectador com Big Show SIC, chega a vez da TVI pegar na mesma fórmula.

 

Este novo programa conta com a apresentação de Marisa Cruz e de João Paulo Rodrigues, vencedor da primeira edição de A Tua Cara não me é Estranha. A eles juntam-se Cátia Palhinha, concorrente da segunda edição de Secret Story, e o colega do Telerural de João Paulo.

 

Parece-me que José Fragoso, diretor de programas, pensou bem. Esta é uma boa aposta e pode trazer bons frutos ao canal. Contudo, é pena que a estação continue a colocar na prateleira Iva Domingues, que podia ser um nome mais indicado do que o de Mariza Cruz.

 

É a TVI a chegar-se à frente e a utilizar o que já fez sucesso na SIC. Faz bem! Quando uns não querem estão outros desejosos.

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