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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Cristina confronta Maya em direto (com vídeo)

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Cristina Ferreira subiu, esta quarta-feira, ao palco do Casino Estoril para receber o prémio “Sexy 20”, da CMTV.

 

   No momento da entrega do prémio, a apresentadora da TVI fez uma piada sobre as afirmações que Maya tem feito sobre si.

 

   O momento ficou marcado por uma amena troca de galhardetes. Ainda assim, até aqui as palavras de ambas têm sido bem mais duras.

 

   Recorde-se que Maya afirmou que Cristina Ferreira foi vista nas suas férias em França com um homem "mistério". A colega de Manuel Luís Goucha desmentiu várias vezes tal afirmação gerando um mau estar entre as duas.

 

   Veja o momento que marcou a gala da CMTV:

 

 

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Pior a emenda

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   A SIC estreou a novela brasileira "Novo Mundo" em abril. No horário das 19H00, a estação de Carnaxide já era apenas a terceira estação preferida nas audiências.

 

   Com a chegada da história de época ficou ainda pior. Protagonizada por Isabelle Drummond e Chay Suede, "Novo Mundo" atirou a SIC para resultados miseráveis, abaixo até da audiência do programa das manhãs.

 

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   A solução encontrada foi colocar a produção da Globo para lá das 00H00 e fazer regressar o "Gosto Disto!", apresentado por Andreia Rodrigues e César Mourão. A repetição foi um desastre ainda maior. Chegou a perder para o último episódio de "A Escrava Isaura", da CMTV, e até mesmo a novela que antes ocupava o horário chegou a ter mais público.

 

 

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   A aposta ainda mais errada deu lugar, a semana passada, à reposição de "A Família Mata", que conta com Rita Blanco e José Pedro Gomes no elenco. Pouco ou nada mudou. A SIC continua em terceiro num horário importantíssimo. Cristina Ferreira e a TVI estão a léguas de distância e "O Preço Certo", da RTP1, também está longe.

 

   Ou na SIC andam a testar produtos para saber no que apostar em setembro ou então estão sem saber o que fazer. Não é com repetições que se sobem os resultados às 19H00. O "Jornal da Noite", por exemplo, já se recente nas audiências com estes péssimos antecedentes. A estação de Carnaxide tem de se mexer bem e depressa ou corre o risco de precisar de anos para recuperar a dignidade neste horário.

 

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Desilusão

 

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   Estive uns dias fora do país (peneirento) e, por isso, não tive tempo suficiente para escrever. Antes de ir, vi que a SIC preparava o regresso do "Gosto Disto!" e um novo programa chamado "Tudo Incluído". Estou completamente desiludido, talvez por culpa minha. Culpa minha porque achei que a SIC se tinha mexido e ia trazer novidades.

 

   Em primeiro lugar, pensei que o "Gosto Disto!" ia ter novos episódios, um novo cenário virtual, novos vídeos e que marcaria o regresso de César Mourão à televisão. Mesmo assim era pouco para uns dos horários mais competitivos da televisão portuguesa. Às 19h00, o canal de Carnaxide obtinha péssimos resultados com a novela brasileira "Novo Mundo".

 

   Em segundo lugar, pensei que o "Tudo Incluído" fosse a grande aposta para os domingos a partir de setembro. Um programa, sempre com o mesmo cenário, mas que a cada semana revivesse os icónicos programas da estação a propósito da comemoração dos seus 25 anos. 

 

   E o que é que a SIC preparou?

 

   Para as 19H00 retirou uma novela inédita, com maus resultados, e colocou no ar a repetição do "Gosto Disto!". Resultado? Não só não subiu nas audiências como nesta quarta-feira (07/06), por exemplo, teve a CMTV e a TV Globo, dois canais pagos, bem perto. Inpensável!

 

   Já o "Tudo Incluído", que estreia já este sábado (10/06), não é mais do que uma junção de vídeos dos grandes êxitos da SIC apresentados por Andreia Rodrigues.

 

   É tudo muito "poucochinho" para um canal que pretende ser líder de audiências.

 

   Repito. A SIC não é culpada pela minha desilusão. Eu é que ainda penso que o canal é aquele a que me habituei quando ainda era um criança.

 

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Ficha Técnica com Mariana Marques: "Não pretendo regressar à televisão tão cedo"

   

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   Mariana Marques foi uma mulher numa profissão dominada por homens. Aos 25 anos foi repórter de imagem na TVI e na CMTV. 

 

   A jovem de Marco de Canaveses fez da televisão a sua vida durante mais de três anos. Além dos dois canais de televisão, onde fez apenas trabalhos para a informação, passou ainda pelo Porto 24 e pelo Jornal de Notícias.

 

   Recentemente abandonou a profissão e mudou-se para Barcelona. Ao "Ficha Técnica", conta como vive uma mulher numa profissão na qual os homens estão em maioria. Fala ainda das dificuldades de um Repórter de imagem, da precariedade e revela que não pretende regressar à televisão se as condições se mantiverem como estão.

 

 

Mariana Marques

 

 

   A Caixa que já foi Mágica.: Porque é que deixou a televisão?

 

   Mariana Marques.: Deixei a televisão por causa da precariedade e da instabilidade relativamente ao futuro.

 

   ACQJFM.: Regressar à televisão faz parte dos seus planos?

 

   M.M.: Não, não pretendo regressar tão cedo. As condições teriam de mudar muito, algo que não me parece possível.

 

   ACQJFM.: Qual é o seu percurso profissional?

 

   M.M.: Comecei a estagiar no Jornal de Noticias. Depois fui para o Porto24 fazer reportagens sobre várias temáticas inerentes à cidade. Mudei-me para a CMTV até que recebi uma proposta da TVI, onde estive um ano e quatro meses. Agora estou em Barcelona.

 

   ACQJFM.: Além de, obviamente, captar imagem, o que é que faz um Repórter de imagem? 

 

   M.M.: A principal função do Repórter de imagem é contar a história ao telespetador através daquilo que filma. Para isso, quando está no terreno tem de criar uma sequencia mental da montagem final da reportagem. Ou seja, quando está no terreno tem de saber como vai contar a história. Todos os planos tem de estar relacionados para fazerem sentido a quem está a ver em casa.

 

   ACQJFM.: A ideia de que esta é uma profissão mais masculina é errada?

 

   M.M.: Nao é errada. Há poucas mulheres em Portugal a fazer jornalismo televisivo como repórter de imagem. Penso que se podem contar pelos dedos de uma mão. Ouvi sempre muitos comentários relacionados com isso: "muito bem, uma menina a fazer trabalho de homem" ou "isso é muito pesado para uma menina", coisas deste género

 

   ACQJFM.: Como é que uma mulher vive neste meio profissional? Alguma vez foi discriminada, profissionalmente, por ser mulher?

 

   M.M.: Sinto que unca fui discriminada. Sempre consegui fazer o meu trabalho.

 

   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades na sua profissão?

 

   M.M.: Sentia principalmente a nível físico. Uma mulher tem mais dificuldades de agilidade e mobilidade. Mas penso que tem um olhar mais sensível e criterioso, o que compensa.

 

   ACQJFM.: Ao longo dos anos as profissões da área têm sofrido alterações. Um profissional já não faz só uma coisa, exige-se polivalência. No seu caso, de que forma é que essa polivalência está patente?

 

   M.M.: Eu filmava e editava reportagem. Apenas isso. E é bom, gosto de ser eu a montar as minhas peças

 

    ACQJFM.: A crise nos meios de comunicação social afetou a sua profissão? De que forma?

 

   M.M.: Sim, afetou imenso. Recibos verdes, horas a mais por dia, trabalhar noites, madrugadas, por aí...

 

   ACQJFM.: Qual foi o momento mais difícil pelo qual passou no seu percurso profissional?

 

   M.M.: Momentos difíceis são todos os que se relacionem com mortes de pessoas. É sempre difícil para o jornalista.

 

   ACQJFM.: Profissionalmente, qual é o seu maior desejo?

 

   M.M.: Uma carreira internacional

 

   ACQJFM.: A televisão ainda é a caixa mágica?

 

   M.M.: Para trabalhar penso que não, já atrai poucas pessoas. Sobretudo os jovens que procuram melhores condições de vida, algo que o jornalismo não dá.

 

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Ficha Técnica com a "voz" da TVI: "Ganhei muito respeito pela minha voz"

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Ficha Técnica com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

  

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"Ficha Técnica" com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

 

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   Tiago Brochado é realizador, coordenador de produção e de régie na BTV. Está no canal do Sport Lisboa e Benfica há mais de três anos, depois de uma curta passagem pela CMTV. Ao currículo, junta ainda cerca de 7 anos na SportTV e outros 12 na SIC.

 

   Aos 37 anos, é um dos três profissionais destinados a realizar, para a televisão, as grandes partidas dos maiores clubes do futebol português. 

 

   Neste primeiro "Ficha Técnica", Tiago fala sobre o seu percurso profissional, as maiores dificuldades e as exigências de dirigir as câmaras num grande derby do futebol português.

 

   O realizador conta ainda que o momento mais difícil da carreira foi no dia em que Miklós Fehér, jogador do Benfica, morreu. Em 2004, Tiago trabalhava na SportTV e estava lá, atrás das câmaras.

 

   O profissional conta ainda como correu a passagem pela CMTV e o que faz no seu trabalho.

 

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     A Caixa que já foi Mágica.: Qual é o trabalho de um Realizador de televisão?

 

   Tiago Brochado.: O trabalho de um Realizador de televisão é coordenar e orientar uma equipa de profissionais na realização de um conteúdo televisivo, que pode ser de informação, entretenimento ou eventos. Também faz parte da preparação da sua produção, como por exemplo, fazer o plano de câmaras.

 

 

   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades no seu trabalho?

 

   T.B.: As maiores dificuldades são lidar com o imprevisto do direto, onde tudo pode acontecer: problemas técnicos, problemas com elementos da equipa ou outros fatores externos que não conseguimos controlar. Estes aspetos podem interferir negativamente na transmissão.

 

 

   ACQJFM.: A crise nos meios de comunicação afetou a profissão?

 

   T.B.: Não me posso queixar, tenho tido sempre trabalho e projetos interessantes. Não chamaria crise, mas sim evolução e mudança no meio audiovisual.  

 

 

   ACQJFM.: A realização em Portugal tem evoluído ao longo dos anos? De que forma?

 

   T.B.: Sim. Em Portugal as realizações de diversas transmissões têm evoluído e melhorado, apesar de fazermos “muito com pouco”. Conseguimos acompanhar a evolução a que se tem assistido na Europa, apesar de haver pouco investimento.

 

 

   ACQJFM.: Lembra-se da situação mais complicada pela qual passou durante o seu percurso profissional?

 

   T.B.: Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér, em 2004. Na altura, estava a fazer mistura de vídeo para a SportTV e o realizador, ao aperceber-se do que estava a acontecer, emocionou-se e saiu do carro de exteriores. Eu, bem como o resto da equipa, continuámos a emissão, por muito que nos custasse. Na altura, apesar de ainda não ser realizador, fui fazendo a gestão dos planos que eram transmitidos e tentei preservar ao máximo o jogador. Dar dignidade à transmissão mostrando apenas planos abertos.

 

 

   ACQJFM.: É Realizador dos jogos de futebol do Sport Lisboa e Benfica, para a BTV. Há diferenças entre realizar um derby ou qualquer outro jogo? Porquê?

 

   T.B.: Sim, há. Ao realizar um derby ou um clássico devemos ter um cuidado especial. São jogos em que há mais espectadores e hoje em dia os comentadores desportivos visionam o nosso trabalho "frame" a "frame". O nosso trabalho é avaliado com mais rigor neste tipo de jogos e a imparcialidade é sempre posta à prova por quem está a avaliar e a assistir. Neste momento, em Portugal, estes grandes jogos são feitos apenas por três realizadores: eu, o Juan Figueroa e o Gustavo Fonseca, da Media Luso.

 

 

   ACQJFM.: Numa partida de futebol há muitos pormenores e muitas situações imprevisíveis. De que forma é que se gere a quantidade de imagens que lhe chegam?

 

   T.B.: Gerir todas essas imagens vai um pouco da experiência de cada Realizador. Numa transmissão de um jogo gosto de mostrar o espectáculo do futebol, as pessoas que vão ao estádio, as crianças, mostrar lá para casa que a família pode ir ao futebol. Gosto de mostrar pequenas “estórias” que vão acontecendo no decorrer do jogo. 

 

 

   ACQJFM.: Já realizou galas, concertos do "Rock in Rio", programas de informação, entre outros? O que é que lhe falta fazer?

 

   T.B.: Em termos de transmissões em direto acho que já fiz um pouco de tudo. Gosto de fazer parte de novos projetos, fazer parte da criação ou renovação de canais de televisão.

 

 

   ACQJFM.: Se tivesse de escolher entre realizar uma gala ou um jogo de futebol, qual escolheria? Porquê?

 

   T.B.: Um jogo de futebol. Os jogos de futebol são mais imprevisíveis e a adrenalina sobe quando são grandes jogos. Não existe um guião ou ensaios como nas galas, tudo acontece naquele momento, temos de tomar decisões no imediato. 

 

 

   ACQJFM.: Na sua carreira, a permanência na Cofina, mais propriamente na CMTV, foi a que menos tempo durou (cerca de um ano e três meses). Houve algo que correu mal ou a missão foi cumprida?

 

   T.B.: Quando fui para a CMTV integrei uma equipa que criou um canal "do zero". Fiz parte da criação de toda a imagem de canal, contratei equipas, formei técnicos, formatei e fiz parte da criação de quase todos os programas. Tudo isto e muito mais, em apenas quatro meses. No entanto, depois da estreia, percebi que não estava enquadrado na filosofia da estação e percebi que não conseguiria concretizar algumas das ideias que tinha. Na altura, surgiu o convite da BTV e achei que não podia recusar, acabando por sair da CMTV. 

 

 

   ACQJFM.: Quais são as suas ambições, daqui para a frente, na BTV?

 

   T.B.: A BTV, nestes últimos 3 anos, tem mostrado que é um bom canal de desporto. A minha ambição daqui para a frente é continuar a crescer e mostrar que somos capazes de muito mais.

 

 

   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?

 

   T.B.: Acho que sempre será.

 

 

 

O logotipo do "Ficha Técnica" é da autoria do designer Marco Almeida.

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Programas de futebol? Conteúdo ZERO

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   Abordar este assunto é cuspir no prato que já me deu de comer. Contudo, há alguns anos que não como deste prato, e sei que uma das razões que me afastou foi esta loucura ridícula do futebol.

 

   Existem uma imensidão de modalidades desportivas em que os portugueses são bons: atletismo, automobilismo, motociclismo, judo, canoagem, ciclismo, e tantas outras. Mas o futebol move milhões – de euros – e isso conta muito mais para a imprensa. Não quero com isto culpar os responsáveis pelos meios de comunicação em Portugal, mas sim o público que consome notícias e dá audiência a estes programas de comentários.

 

   Há uns anos ninguém acreditaria que ser comentador de futebol ia ser uma profissão. Hoje, não só é uma profissão, como parece ser uma das formas mais eficazes de chegar ao público português.

 

   Vejamos o caso daquele comentador candidato à Câmara Municipal de Loures, pelo PSD. André Ventura ganhou notoriedade nos últimos tempos na CMTV e agora tenta a sua sorte nas autárquicas. Estes programas são típicos a fazer emergir pessoas do nada…e não me venham dizer que o André Ventura já era uma pessoa muito conhecida, porque eu nem sabia quem ele era, e o meu barómetro é que conta!

 

   O pior destes programas não são as pessoas que lá estão a comentar e que acham digno ganharem dinheiro a analisar…NADA. O pior destes programas é que, através deles, percebemos que o público português gosta de consumir coisas sem conteúdo. Gosta de consumir horas de televisão em que se avaliam lances de jogos até à exaustão e nunca se chega a uma conclusão.

 

   Porquê? Porque os critérios de arbitragem, apesar de estarem definidos, podem sempre ser interpretados de várias formas. Os lances podem ser vistos de ângulos diferentes, tanto pelo árbitro como pelo espectador, e até pelos atletas que estão em campo. Lógico que existem coisas óbvias, mas para isso não são precisos comentadores, só precisamos de olhos para ver que é falta.

 

   Juro que não entendo o fenómeno! Eu própria, às vezes, dou por mim a ver estes programas. A maior parte das vezes porque algum antigo colega os está a conduzir e o factor proximidade acaba por me fazer colar uns minutos ao ecrã. Contudo, sinto sempre que estou a ver uma coisa que não me adianta nada. Não quero que estes programas acabem, nem que o futebol seja uma modalidade esquecida. Só gostava de viver num país diferente, com pessoas que consumissem conteúdos com qualidade, e onde a televisão pudesse ser um meio de comunicação para aprendermos algo novo todos os dias.

 

   Tenho televisão no quarto e não a ligo há meses…o Netflix e o Youtube são a minha nova “Caixa Mágica”. Mas isso fica para a próxima crónica.

 

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De repente, já lidera

 

Três anos após o seu nascimento, a CMTV já não é um exclusivo MEO e consegue ser mais vista que a SIC Notícias.

 

O canal do grupo Cofina nasceu em março de 2013 e, nesse mês, registou uma audiência de 0,14% de share. Até setembro do ano seguinte não parou de crescer.

 

Já mais recentemente, conquistou a sua melhor audiência média em novembro de 2015 com 1,03 % de share. Em janeiro deste ano, passou a estar presente no pacote de canais da operadora NOS.

 

Depois das várias ameaças, a CMTV ultrapassou a RTP3, está acima da TVI24 por diversas vezes e chega mesmo a ganhar a liderança dos canais informativos que pertence à SIC Notícias

 

Até 16 de março, a média do canal é de 2,16% de share, superior ao share da TVI24 e da RTP3, segundo dados da empresa medidora de audiências, a CAEM, divulgados pelo jornal Correio da Manhã

 

Pelo menos uma das primordiais promessas o canal cumpre: está em todo o lado, mesmo que o interesse do conteúdo da notícia ou do direto seja descabido.

 

Do pouco que acompanho a CMTV, posso dizer que não é um melhor canal informativo do que qualquer um dos outros. É, sobretudo, menos profissional e mais virado para a notícia de "faca e alguidar" como o jornal em que se inspira.

 

Desde 21 de março, o canal emite a novela Escrava Isaura, a versão da Rede Record, exibida pela RTP em 2004. A CMTV entrou, portanto, noutro campeonato. Um canal informativo não emite novelas. Será difícil comparar os resultados desta estação com os da RTP3, por exemplo, que se dedica apenas e só à informação.

 

Nem tudo é mau neste canal. É obvio que existem boas reportagens ou uma boa cobertura de determinados assuntos.

 

Não sou fã, mas tiro-lhe o chapéu pelo que conseguiu em pouco tempo. E, já agora, parabéns pelo 3º. aniversário CMTV.

O melhor e o pior de 2014 - CABO

 

No melhor do Cabo de 2014 não posso deixar de realçar, goste-se ou não, a subida de audiências da CMTV. Chegou, em alguns períodos, a ultrapassar a líder SIC Notícias.

 

Um chamada de atenção ainda para o esforço dos canais para conseguir emitir séries pouco depois da estreia no Estados Unidos da América como é o caso de Walking Dead.

 

O último destaque vai para um programa de produção nacional. O Prato do Dia, do 24 Kitchen, é o melhor programa de culinária português da televisão atualmente muito por culpa de Filipa Gomes.

 

 

O destaque negativo vai para a SIC Caras. Sem nunca se perceber bem ao que veio, o canal tornou-se num antro de repetições e de produções espanholas.

 

O resultado é uma fraquíssima média de espetadores durante 2014. Cerca de 1800 espetadores diários é vergonhoso. 

 

 

 

Um feliz ano 2015 a todos os seguidores do A Caixa que já foi Mágica

Perna curta



Quero falar bem da Correio da Manhã TV mas não posso. Em três dias de emissão o amadorismo sobressaiu relativamente a tudo o resto: problemas de som, imagem, iluminação, voz-off e uma ou outra promessa que não foi cumprida. Por exemplo, Nuno Graciano, apresentador de Despertar CM, prometeu durante muito tempo que ia viajar pelo país num helicóptero e, até agora, ainda não saiu do estúdio onde está ao lado da colega Maya.


Eu sei que é tudo muito recente, que devia dar o desconto a um projeto novo e que este precisa de ser oleado para estar em perfeitas condições. Só que a CMTV foi sempre apresentada como a nova estação do Cabo que ia mostrar "o país como nunca o tínhamos visto", o canal que queria e quer liderar em apenas três, o canal que contratou caras de outros canais, o canal que ia "fazer a diferença". Nunca houve uma palavra de contenção, não houve ninguém, com discernimento, que assumisse que este era um grande projeto mas que precisa de tempo para ser aquilo que querem que seja.


O passo que anunciaram é bem maior que a perna que têm. Contrataram meia dúzia de caras conhecidas, e bem, mas esqueceram-se de que televisão não se faz só com quem está à frente da câmara mas também com quem está por detrás dela. Esse parece-me o grande erro desta CMTV.


A primeira impressão que está a deixar ao público é péssima. Precisa de melhorar muito para fazer esquecer estes primeiros dias e ainda mais se quiser ser líder dentro de três anos.


Mesmo assim, nem tudo é mau. Exemplo disso é o programa Médico de Família, o único com público em estúdio, onde o apresentador e médico, Diogo Medina, está bastante bem, tal como o programa, relativamente a tudo o resto.


A ideia global desta nova televisão é boa mas precisa de ser muito trabalhada e melhorada.

 

Nota: No dia de estreia, a CMTV ficou de fora dos 25 canais mais vistos e no segundo dia de transmissão ficou-se pelo 39º. lugar.