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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

28
Jun17

Mais de 2 milhões estiveram "Juntos Por Todos"

Tiago Lourenço

 

 

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A emissão conjuta entre RTP1, SIC e TVI rendeu ao "Juntos Por Todos", esta terça-feira, mais de 2 milhões e 700 mil espetadores.

 

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   A TVI foi o canal preferido pelos portugueses para seguir a emissão do evento de ajuda às vítimas dos incêndios em Pedrogão Grande. Embora os três canais generalistas partilhassem a transmissão, cada um escolheu as suas caras para comentar o concerto e o ambiente no MEO Arena.

 

   A estação de Queluz de Baixo registou 13,3% de audiência média e 31,3% de quota de mercado. Estes valores correspondem a 1 milhão e 287 mil espectadores. 

 

   A SIC foi a segunda escolha dos portugueses. "Juntos Por Todos" registou cerca 808 mil espetadores em média. O valor foi de 8,3% de rating e 19,7% de quota média de mercado.

 

   A RTP1 foi a terceira escolha no horário nobre de ontem. O evento registou 7,2 % de rating e 16,8% de share. Este valor  significa que mais de 692 mil espetadores estiveram ligados ao canal público.

 

   A estes números das televisões somam-se ainda aqueles que seguiram a emissão pelas rádios nacionais ou pela Internet.

 

Lê também um breve comentário sobre o espetáculo:

Que se faça poucas vezes, mas que se faça as vezes necessárias

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Dados de audiência Total Dia (Live+VOSDAL) para 27 de junho de 2017. Os números apresentados são da responsabilidade da GfK/CAEM.

 

 

 

 

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26
Jun17

"Juntos Por Todos"

Tiago Lourenço

   

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   Esta terça-feira (27/06), a RTP1, a SIC e a TVI emitem um concerto de homenagem às vítimas dos fogos florestais de Pedrógão Grande e zonas envolventes. A esta transmissão, em simultâneo pelas três televisões, juntam-se também todas as rádios. O valor dos bilhetes vai inteiramente para aqueles que foram prejudicados pelo incêndio que deflagrou a 24 de junho.

 

   Felizmente, os canais generalistas portugueses juntaram-se para um bem maior. É a primeira vez que o fazem e merecem um aplauso por isso. Vão abdicar da suas programações para emitir um evento em simultâneo. Sabem que vão perder audiências, porque vão dividi-las, mas sabem também que é preciso ajudar.

 

   No outro dia assisiti a uma entrevista a Carminho. A fadista dizia que "somos rivais quando está tudo bem, quando está tudo mal somos parceiros", numa alusão à rivalidade no mundo artístico e focando-se neste evento. Esta é a frase que melhor define este gesto das televisões portuguesas, das rádios e dos artistas.

 

   Tenho ainda  de enaltecer a atitude da SIC na semana que passou. Na segunda e na sexta-feira, dedicou a programação das manhãs e das tardes à tragédia que assolou a zona centro do país.

 

   Durante dois dias, abdicou de ganhar dinheiro com as chamadas de valor acrescentado, para angariar dinheiro que será doado a quem precisa. Obviamente que houve uma exploração da tragédia para conseguir audiências.

 

   Neste caso não condeno. Que tenha tido conhecimento, mais nenhum canal teve a grandeza deste gesto, que correspondeu a uma generosa quantia monetária, mas que nem por isso gerou melhores audiências para a estação de Carnaxide. A SIC merece os parabéns por esta atitude.

 

   O concerto tem início pelas 21h00, no MEO Arena, e a receita obtida será entregue à União Das Misericórdias Portuguesas.

   O "Juntos Por Todos" é uma iniciativa civil, co-produzida pela Sons em Trânsito , Nação Valente, MEO Arena, Blueticket, RTP, SIC, TVI e artistas participantes. São eles: Agir, Amor Electro, Ana Moura, Aurea, Camané - Página oficial, Carlos do Carmo, Carminho, D.A.M.A, David Fonseca, Diogo Piçarra , Gisela João, Helder Moutinho Official , João Gil, Jorge Palma, Luisa Sobral, Luís Represas, Matias Damásio, Miguel Araújo, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Raquel Tavares, Rita Redshoes, Rui Veloso Oficial, Salvador Sobral e Sérgio Godinho. Os bilhetes já estão esgotados, mas o "bilhete solidário" pode ainda ser comprado.

 

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13
Mar16

Cada coisa no seu lugar

Tiago Lourenço

 

 

Chamem-me "quadrado" ou o que quiserem, mas a ideia da TVI de substituir os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito Presidente da República, por míni concertos, em direto no Jornal das 8 de domingo, não podia ser mais descabida.

 

 

Para que serve afinal um jornal? Que eu saiba, serve para dar notícias, sejam elas mais sérias ou mais ligeiras, a quem o lê, vê ou ouve.

 

Desde que Marcelo abandonou o comentário politico, que dava a liderança indiscutível ao informativo, o canal de Queluz de Baixo ficou com uma lacuna difícil de colmatar.

 

Chegou a exibir grandes reportagens, mas maioritariamente preferiram exibir estes míni concertos com bandas ou artistas. A música é cultura e de todas as coisas más em que hoje em dia um jornal televisivo se transforma, esta será a menos má.

 

Ainda assim, existe um barreira que não deveria ser ultrapassada. A do entretenimento e a do jornalismo. Existe um sem fim de programas em que podem ser mostrados estes míni concertos, que têm qualidade, embora não sejam emitidos no formato certo.

 

Contudo, o formato que se inicia na TVI generalista dá seguimento ao programa Estúdio 24, uma parceria entre a Rádio Comercial e o canal informativo da estação, e esse sim, mesmo parecendo contraditório com tudo aquilo que estou a escrever, é um bom programa, digno de ser acompanhado.

 

Justiça seja feita, não é só a TVI que faz este tipo de eventos, também a SIC e a RTP1, mais esporadicamente, têm destas ideias. Quanto a mim, cada coisa no seu lugar.

 

Esta necessidade de prolongar os telejornais porque dão audiências com custos relativamente reduzidos está a desvirtuar o formato.

 

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21
Set11

Quando a Ivete passar

Tiago Lourenço

A RTP1 transmitiu, na passada sexta-feira (16/09), um concerto de Ivete Sangalo  em Lisboa

 

Se só este facto parece não fazer qualquer sentido, imagine-se emitir um concerto de uma cantora brasileira em horário nobre. 

 

Sim, foi isso que aconteceu. Às 22:40H começava a ser emitido uma hora e cinquenta e dois minutos de música brasileira no canal público. 

 

Se existem programa ou eventos que não têm razão nenhuma para serem emitidos no canal público português, este é um desses casos. 

 

Não é admissível que seja emitido, em pleno horário nobre de um canal de serviço público, um concerto de uma cantora brasileira, que não tem qualquer ligação a Portugal, a não ser os fãs, mas então concertos de bandas americanas, francesas, italianas ou inglesas também seriam admissíveis e não o são. 

 

Este caso é ainda mais gritante uma vez que foram poucas as vezes que a RTP1, nos últimos tempos, transmitiu um concerto de um cantor português.

 

É certo que o canal do estado não se move, ou não se deve mover, por audiências, mas nem os bons resultados podem ser desculpa.

 

Para que se tenha uma noção, o resultado que o concerto de Ivete Sangalo obteve, num horário onde existe um maior número de público disponível, ficou abaixo de um programa que é emitido às 10:00H da manhã no mesmo canal.

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