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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Fim do aumento do volume na publicidade televisiva

 

 

 

A partir desta quarta-feira, 1 de junho, as televisões passam a regular o volume da publicidade.

 

 

 

 

 

Quantas vezes baixou o som da sua televisão quando o programa a que esteve a assistir foi para intervalo ou terminou? Descanse, isso vai acabar ou, pelo menos, melhorar.

 

A partir de hoje, as televisões têm de regular a diferença sonora entre programas e a publicidade. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) divulgou , em comunicado, que em fevereiro deste ano foi aprovada uma diretiva sobre os “parâmetros técnicos de avaliação da variação do volume sonoro na difusão de publicidade nas emissões televisivas”.

 

O motivo desta decisão deveu-se a um estudo realizado por uma empresa de consultores em engenharia acústica e controlo de ruído, a pedido da ERC, que concluiu que “a inconsistência dos níveis sonoros revela-se como uma das mais frequentes causas de incómodo apontadas pelos espectadores de televisão”.

 

O incumprimento das novas regras equivale a uma contra-ordenação considerada grave, com as coimas a variarem entre os 20 mil e os 150 mil euros.

 

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Liga dos Milhões

 

A RTP comprou os direitos de transmissão da Liga do Campeões para os próximos três anos (2015-2018), ao que tudo indica, por 15 milhões de euros. Esta compra levou à destituição da administração do canal público.

 

 

A administração defende-se com o facto de não ter incorrido em custos extraordinários para a aquisição do direitos de transmissão e relembra ainda que esta aquisição está prevista no contrato de concessão da RTP.

 

A ERC, Entidade Reguladora da Comunicação, deu razão à administração da estação.

 

Quanto a mim tudo isto não passa de "politiquices" e, se não tiverem mesmo havido custos extraordinários para esta compra e se isso não colocar em causa a qualidade da restante grelha, o Governo errou.

 

Contudo, no meio de tudo isto, o que mais me chateia é o facto de se investirem milhões numa competição onde as equipas portuguesas estão presentes durante pouco tempo, salvo raras excepções. Enquanto que nenhum canal aberto, seja ele público ou privado, adquiriu os direitos de transmissão de competições portuguesas como o Campeonato nacional de futebol ou a Taça de Portugal.

 

É verdade que os jogos da Liga do Campeões têm audiências que nenhum outro programa no nosso país consegue. Ainda assim, parece-me mais lógico para uma estação de serviço público transmitir jogos de uma liga do país do que de uma liga internacional onde os três grandes, como já referi, raramente fazem carreira.

 

Além do SL Benfica, do FC Porto ou do Sporting CP, apenas os jogos do Real Madrid, onde joga Cristiano Ronaldo, ou os jogos do Chelsea, onde treina José Mourinho, conseguem audiências dignas de registo.

 

Pode parecer patriotismo a mais mas preferia que a RTP tivesse gasto 15 milhões de euros na Liga Portuguesa do que na Liga do Campeões.

"Abre olhos"

 

Depois de uma pausa regresso ao ativo aqui no blog. Confesso que durante estes dias não tenho visto muita televisão até porque estamos em "época baixa" e não há nada de realmente novo que me prenda a atenção.

 

Debruço-me, então, sobre o Verão Total da RTP1. Este ano, como em tantos outros, o programa passou por Santa Cruz - Torres Vedras e, por ser a minha terra natal, despertou-me a atenção.

 

 

Desde logo fiquei surpreendido e ao mesmo tempo desagradado com a escolha de um dos apresentadores ou uma amostra disso. Pêpê Rapazote, ator e protagonista de Bem-Vindos a Beirais, assumiu o papel de anfitrião.

 

Com tantos apresentadores e repórteres nos quadros era mesmo necessário utilizar um ator? Estão todos de férias? Se estão, não deviam estar. Conto assim muito por alto umas dez pessoas que costumam fazer talk-shows e outra tantas que assumem lugares na apresentação de programas.

 

Pêpê Rapazote fez o que pôde e fez também aquilo que não podia fazer. Durante uma intervenção, aliciou os espetadores a telefonar para um passatempo e incentivou o público a comprar droga com esse dinheiro. Ora isto é uma tremenda estupidez e estou a ser simpático.

 

Mais uma vez digo que a RTP é um canal de serviço público mas mesmo que esta situação tivesse acontecido na SIC ou na TVI continuaria a ser intolerável.

 

Não vou ser mais papista que o Papa. Foi um ato isolado, um devaneio de alguém que não devia estar ali. Não me parece, portanto, que a RTP deva ser multada pela ERC porque esta situação já foi suficientemente má e deve ter servido de lição.

 

Não é apresentador quem quer. É apresentador quem pode, quem tem talento e que trabalhou para isso. A RTP tem gente que chega e sobra para apresentar programas e alguns que merecem mais destaque ou até uma hipótese para mostrar trabalho.

 

Espero que tenha aprendido!

Entidade desregulada

 

 

É certo e sabido que o Secret Story da TVI é polémico e ninguém o esconde. É também do conhecimento de alguns que este e outros reality-shows são os que geram um maior número de queixas por parte do público a uma entidade, a ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

 

 

 

Confesso que não vi em direto a primeira emissão do Desafio Final 2 mas a curiosidade sobre tudo o que se escreveu nas redes sociais aguçou-me a curiosidade. Foi uma verdadeira rebaldaria! Discussões, arrufos de namorados, arrufos de ex namorados, asneiras e até a Teresa Guilherme lhe saiu um nome menos apropriado.

 

Eu digo asneiras, digo, mas isso não faz com que me apeteça ouvi-las na televisão ou com tanta frequência. Neste caso, a TVI tem de ter mais cuidado e Teresa não deve repetir a graçola, só lhe fica mal.

 

Claro que esta emissão em particular gerou inúmeras queixas, com razão, só não argumentem que existem crianças a ver porque essas já deviam estar na cama ou, pelo menos, a ver outro programa mais digno.

 

E onde está a ERC nestes casos?

 

Pois, pelos vistos ainda está na 2ª. edição do programa que remonta ao ano de 2011. A ERC está ainda preocupada com supostas cenas de sexo entre Cátia, Carlos e Cleide.

 

Neste caso, ao invés de uma multa que podia chegar aos 37.500 euros, a TVI foi apenas repreendida. Ou seja, a entidade que regula este tipo de situações está com cerca de três anos de atraso em relação a tudo o que se passa na televisão. Pelo menos, só esta terça-feira chegou este parecer ao órgãos de comunicação social. Se estivessem em cima do acontecimento, provavelmente as televisões teriam mais cuidado com os conteúdos que transmitem.

 

Uma coisa também é certa. Só vê a Casa dos Segredos quem quer!