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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"O Livro da Selva" dá maior pico de audiência no Natal

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O filme da Disney deu o maior pico de audiência à SIC, no dia 25 de dezembro, tendo sido também o mais elevado do dia. A estação de Carnaxide foi a escolhida pelos portugueses no Natal deste ano.

 

 

   A história de Mogli, que passou no final de tarde de Natal, foi o segundo programa mais visto do dia, apenas atrás da novela "A Herdeira". Às 19H53 cerca de um milhão e meio de espectadores acompanhavam "O Livro da Selva".

 

   O primeiro lugar das audiências, no dia 25 de dezembro, ficou a cargo da história da TVI, o "Jornal das 8" ficou no terceiro lugar, seguido do "Sozinho em Casa 2" e o top ficou completo com "Jornal da Noite", da SIC.

 

   O canal de Pinto Balsemão liderou o dia com 25,5% de quota de mercado. A TVI registou 19,1% e a RTP 1 não foi além dos 9,8% de audiência média.

 

 

Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Raríssimo

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   A informação da TVI está mais viva do que nunca. Prova disso são as investigações que deram origem a duas reportagens que estão a dar que falar no país. Uma delas já gerou demissões e debates no Parlamento.

 

   A reportagem dá conta da utilização dos fundos da associação “Raríssimas”, por parte da Presidente, para a compra de vestidos de alta costura, um carro de gama alta, compras no supermercado, entre outros bens.

 

   Paula Brito e Costa, tal como o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, desmentiram as notícias, mas já se demitiram.

 

   Durante esta semana, o canal de Queluz está a emitir “O Segredo dos Deuses”. A investigação mostra uma rede de adoções ilegais de crianças portuguesas, por parte de bispos da IURD - Igreja Universal do Reino de Deus. 

 

   A televisão demonstra, neste caso através da TVI, o seu poder. Demonstra para aquilo que também serve. Só é pena é que estes trabalhos sejam cada vez mais raríssimos, sobretudo por falta de investimento.

 

   O “Jornal das 8” venceu as audiências em mais de 300 dias neste ano. Uma marca que, segundo o canal, não era atingida há 17 anos.

   

   Para que se tenha uma ideia mais clara, o “Jornal da Noite” da SIC venceu apenas 25 vezes e o "Telejornal" da RTP 1 venceu 16 vezes. Na terça-feira, 12 de dezembro, “O Segredo dos Deuses” registou uma audiência média 16,5% de rating e 32,7% de quota média de mercado. Este valor corresponde a um milhão e 602 mil espetadores.

 

   Claro que estes resultados se devem, também, ao facto de a estação ter encontrado a excelente alavanca que é o “Apanha Se Puderes”. O que, ainda assim, não tira mérito à informação.

 

   Continuo a preferir a informação da SIC, mas não posso deixar de elogiar este caminho da informação da TVI. Tornou-se melhor do que era. Menos sensacionalista, embora continue com alguns momentos de interesse mais questionáveis. Criou uma marca diferente daquela que tinha. Uma marca de maior confiança para o público naquilo que é noticiado.

 

   Os números não enganam. Os portugueses preferem a informação do quarto canal. A TVI merece um aplauso por isso.

 

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César Mourão dá liderança à SIC

 

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"D´Improviso" estreou, este domingo, no horário nobre da SIC. O programa apresentado por César Mourão liderou perante a concorrência do "The Voice Portugal", da RTP1, e do "Masterchef Júnior", da TVI.

 

 

   Os domingos da SIC foram entregues a César Mourão e os resultados não poderiam ter sido melhores. Depois de amargar na terceira posição nas audiências de horário nobre de domingo, com a exibição de "Vale Tudo", o canal de Carnaxide terminou com o jejum.

 

   "D´Improviso" conquistou uma média de 1 milhão e 202 mil espetadores. Estes números correspondem a 12,4 % de rating e 24,8% de quota média de mercado.

 

   Na TVI, o regresso de "Masterchef Júnior" não foi além da quarta posição entre os programas mais vistos do dia, baixando os valores deixados pelos "Especiais" do "Apanha Se Puderes". Em média, cerca de 1 milhão espetadores acompanharam as aventuras dos novos pequenos cozinheiros. Em termos de audiências, este resultado equivale a 10,4% de rating e 21,7% de quota média de mercado.

 

   O "The Voice Portugal", da  RTP1, passou a ser a terceira opção na noite de domingo. Os "Tira-Teimas" registaram 9,1% de audiência média e 19,7% de share, ou seja, cerca de 880 mil espetadores viram o talent-show da estação do Estado.

 

   Ainda assim, o "Jornal das 8", da TVI, foi o programa mais visto de domingo, dia 19 de novembro.

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Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Inclui Vosdal.

Pior a emenda

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   A SIC estreou a novela brasileira "Novo Mundo" em abril. No horário das 19H00, a estação de Carnaxide já era apenas a terceira estação preferida nas audiências.

 

   Com a chegada da história de época ficou ainda pior. Protagonizada por Isabelle Drummond e Chay Suede, "Novo Mundo" atirou a SIC para resultados miseráveis, abaixo até da audiência do programa das manhãs.

 

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   A solução encontrada foi colocar a produção da Globo para lá das 00H00 e fazer regressar o "Gosto Disto!", apresentado por Andreia Rodrigues e César Mourão. A repetição foi um desastre ainda maior. Chegou a perder para o último episódio de "A Escrava Isaura", da CMTV, e até mesmo a novela que antes ocupava o horário chegou a ter mais público.

 

 

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   A aposta ainda mais errada deu lugar, a semana passada, à reposição de "A Família Mata", que conta com Rita Blanco e José Pedro Gomes no elenco. Pouco ou nada mudou. A SIC continua em terceiro num horário importantíssimo. Cristina Ferreira e a TVI estão a léguas de distância e "O Preço Certo", da RTP1, também está longe.

 

   Ou na SIC andam a testar produtos para saber no que apostar em setembro ou então estão sem saber o que fazer. Não é com repetições que se sobem os resultados às 19H00. O "Jornal da Noite", por exemplo, já se recente nas audiências com estes péssimos antecedentes. A estação de Carnaxide tem de se mexer bem e depressa ou corre o risco de precisar de anos para recuperar a dignidade neste horário.

 

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Salvador dá minuto mais visto do dia à RTP

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A semi-final do Festival Eurovisão da Canção registou, ontem na RTP1, uma média de 946 mil espetadores.

 

   

   Salvador Sobral subiu ao palco do Kiev, na Ucrânia, para interpretar o tema "Amar Pelos Dois". Esse momento valeu à RTP1 o minuto mais visto do dia. Ás 20H46, no momento é que o português cantou, o canal do Estado registou uma média de 12,4% de rating e 28,2% de quota de mercado.

 

   A primeira semi-final rendeu à estação pública uma média de 9,8% de rating e 22,7% de share, tornando-se no 6º. programa mais visto de terça-feira. 

 

   Na mesma faixa horária, o "Jornal das 8" e "Ouro Verde", da TVI, foram vice líderes. Já os programa das SIC, "Jornal da Noite", "Amor Maior" e "Espelho D´Água" ficaram-se pela terceira posição.

 

   Também ontem o site da RTP registou o maior número de visitas desde o "Euro 2016".

 

   Salvador Sobral sobe novamente ao palco da Eurovisão no próximo sábado para representar Portugal.

 

Artigos relacionados:

Salvador a caminho da vitória - "13 Reasons Why"

Milagre de 13 de maio

 Dados de audiência Total Dia (Live+VOSDAL) para 09 de maio de 2017. Os números apresentados são da responsabilidade da GfK/CAEM.

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Vale Tudo?

 

E Se Fosse Consigo? estreou na passada semana, liderou no seu horário e nesta segunda-feira repetiu o feito, subindo os resultados da primeira emissão.

 

O formato marca o regresso de Conceição Lino à antena da SIC e "testa a capacidade de intervenção dos portugueses na defesa do outro, a partir de situações ficcionadas", palavras retiradas do site.

 

Um programa que utiliza "apanhados" para provocar situações e reações, não pode ser considerado jornalismo. Além disso, não consigo perceber como é que Conceição Lino aborda as pessoas que não reagem às situações, "apontando-lhes o dedo" com perguntas como: "porque é que não reagiu?", "não se sentiu incomodado/a?".

 

Acredito na boa fé da jornalista em querer chamar a atenção sobre, por exemplo, a discriminação de pessoas gordas ou negras. Ainda assim, os mais críticos dirão que este programa não é mais do que uma busca desenfreada por audiências.

 

E Se Fosse Consigo? é um murro no estômago numa sociedade preconceituosa e discriminatória como a nossa. Não lhe retiro esse valor, mas vale tudo para atingir esse fim? Não, não vale.

 

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Cada coisa no seu lugar

 

 

Chamem-me "quadrado" ou o que quiserem, mas a ideia da TVI de substituir os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito Presidente da República, por míni concertos, em direto no Jornal das 8 de domingo, não podia ser mais descabida.

 

 

Para que serve afinal um jornal? Que eu saiba, serve para dar notícias, sejam elas mais sérias ou mais ligeiras, a quem o lê, vê ou ouve.

 

Desde que Marcelo abandonou o comentário politico, que dava a liderança indiscutível ao informativo, o canal de Queluz de Baixo ficou com uma lacuna difícil de colmatar.

 

Chegou a exibir grandes reportagens, mas maioritariamente preferiram exibir estes míni concertos com bandas ou artistas. A música é cultura e de todas as coisas más em que hoje em dia um jornal televisivo se transforma, esta será a menos má.

 

Ainda assim, existe um barreira que não deveria ser ultrapassada. A do entretenimento e a do jornalismo. Existe um sem fim de programas em que podem ser mostrados estes míni concertos, que têm qualidade, embora não sejam emitidos no formato certo.

 

Contudo, o formato que se inicia na TVI generalista dá seguimento ao programa Estúdio 24, uma parceria entre a Rádio Comercial e o canal informativo da estação, e esse sim, mesmo parecendo contraditório com tudo aquilo que estou a escrever, é um bom programa, digno de ser acompanhado.

 

Justiça seja feita, não é só a TVI que faz este tipo de eventos, também a SIC e a RTP1, mais esporadicamente, têm destas ideias. Quanto a mim, cada coisa no seu lugar.

 

Esta necessidade de prolongar os telejornais porque dão audiências com custos relativamente reduzidos está a desvirtuar o formato.

 

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Notícias em segunda mão

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É sabido que julho e agosto são, preferencialmente, os meses de férias dos portugueses e, por isso, o país está em "banho-maria". Graças a esse facto, o número de notícias diminui consideravelmente.

 

Se virmos os jornais televisivos portugueses podemos perceber isso. As reportagens que são emitidas à tarde, são emitidas também à noite e as da noite são emitidas na tarde do dia seguinte.

 

O problema é que não são apenas umas ou duas, aliás são bem mais que isso. As televisões portuguesas habituaram-se a esticar os seus telejornais. Se isso é difícil de o fazer em "época alta" de informação, imagine-se fazê-lo em pleno verão. Mas nem por isso os diretores de programas os encurtam.

 

Porquê? Porque, apesar de tudo, um telejornal é um produto bem mais barato do que muitos programas de entretenimento ou ficção que possam serem colocados no ar.

 

Trinta minutos chegavam para que qualquer jornal, seja da RTP, SIC ou TVI, informa-se de tudo o que se passa no país ou no mundo. Ao contrário disso, enche-se os informativos com reportagens fúteis ou repetidas, por vezes, mais do que uma vez.

 

Como hoje em dia a "crise" serve de desculpa para tudo, deve ser essa a resposta dos diretores informativos.

RTP reclama, TVI renuncia e SIC apoia

A dois de maio, no Jornal das 8 da TVI, José Alberto Carvalho apresentou as audiências do mês anterior.

 

Mostrar resultados audiométricos ou informar que se é líder pode ser presunção, mas cada um é livre de o fazer.

 

O que não me parece correto é que se continuem a apresentar resultados captados pela Marktest, empresa que deixou de o fazer oficialmente no final de fevereiro, dando lugar à GFK que iniciou funções em março deste ano.

 

Apreciando bem, o que foi noticiado pela TVI, não tem qualquer valor, já que foram apenas apresentados os resultados da empresa que já não está no ativo.

 

Foram divulgados ao público números que não valem para outros canais e anunciantes.

 

Como se tudo isso não bastasse, há ainda outra situação a apontar. Durante meses a fio a Marktest publicou audiências que davam a vitória, em quase todos os dias, aos serviços informativos da RTP1. O Telejornal era, quase sempre, o noticiário mais visto e o Jornal da Tarde, pelo menos durante os dias úteis, era também líder.

 

Com a entrada da GFK, as posições alteraram-se e, de primeiro, a informação do canal público caiu para o último lugar.

 

A RTP reclamou, a TVI renunciou e a SIC apoiou a GFK. Agora, cerca de dois meses depois, o quarto canal dá a conhecer as audiências da Marktest que colocam a sua informação em primeiro e a do canal do estado em último, atrás da estação de Carnaxide.

 

Sem mais nem menos, os resultados, que eram criticados por serem demasiado diferentes dos anteriores, passaram, agora, a ser demasiado idênticos, pelo menos neste caso. Um situação que causa alguma, senão muita, estranheza.

 

A tenda está montada e o público preparado para o espetáculo. Resta saber quem é que vai fazer figura de palhaço no circo em que toda esta situação se tornou.

A falta que um "V" faz

A SIC cometeu, esta sexta-feira, um erro que se espalhou como um vírus nas redes sociais. 

 

No Jornal da Noite podia ler-se no rodapé o nome do antigo líder da CGTP, Carvalho da Silva, sem a letra "v", o que originou um palavrão. 

 

Esta é uma situação flagrante e que dá que falar porque o nome de uma pessoa deu lugar a um palavrão, caso contrário passaria impune. 

 

Há males que vêm por bens e este é um desses casos. Todos os dias e em todos os canais existem erros e não só de escrita, mas também de conteúdo, em rodapés ou oráculos.

 

É bom que situações como esta ajudem a que exista maior cuidado por parte de quem faz este trabalho. Parecendo que não, estes são locais onde grande parte do público procura informação.