Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Ficha Técnica com Mariana Marques: "Não pretendo regressar à televisão tão cedo"

   

facebook.jpg

 

 

coverFB_fichatecnica_V1.png

 

 

   Mariana Marques foi uma mulher numa profissão dominada por homens. Aos 25 anos foi repórter de imagem na TVI e na CMTV. 

 

   A jovem de Marco de Canaveses fez da televisão a sua vida durante mais de três anos. Além dos dois canais de televisão, onde fez apenas trabalhos para a informação, passou ainda pelo Porto 24 e pelo Jornal de Notícias.

 

   Recentemente abandonou a profissão e mudou-se para Barcelona. Ao "Ficha Técnica", conta como vive uma mulher numa profissão na qual os homens estão em maioria. Fala ainda das dificuldades de um Repórter de imagem, da precariedade e revela que não pretende regressar à televisão se as condições se mantiverem como estão.

 

 

Mariana Marques

 

 

   A Caixa que já foi Mágica.: Porque é que deixou a televisão?

 

   Mariana Marques.: Deixei a televisão por causa da precariedade e da instabilidade relativamente ao futuro.

 

   ACQJFM.: Regressar à televisão faz parte dos seus planos?

 

   M.M.: Não, não pretendo regressar tão cedo. As condições teriam de mudar muito, algo que não me parece possível.

 

   ACQJFM.: Qual é o seu percurso profissional?

 

   M.M.: Comecei a estagiar no Jornal de Noticias. Depois fui para o Porto24 fazer reportagens sobre várias temáticas inerentes à cidade. Mudei-me para a CMTV até que recebi uma proposta da TVI, onde estive um ano e quatro meses. Agora estou em Barcelona.

 

   ACQJFM.: Além de, obviamente, captar imagem, o que é que faz um Repórter de imagem? 

 

   M.M.: A principal função do Repórter de imagem é contar a história ao telespetador através daquilo que filma. Para isso, quando está no terreno tem de criar uma sequencia mental da montagem final da reportagem. Ou seja, quando está no terreno tem de saber como vai contar a história. Todos os planos tem de estar relacionados para fazerem sentido a quem está a ver em casa.

 

   ACQJFM.: A ideia de que esta é uma profissão mais masculina é errada?

 

   M.M.: Nao é errada. Há poucas mulheres em Portugal a fazer jornalismo televisivo como repórter de imagem. Penso que se podem contar pelos dedos de uma mão. Ouvi sempre muitos comentários relacionados com isso: "muito bem, uma menina a fazer trabalho de homem" ou "isso é muito pesado para uma menina", coisas deste género

 

   ACQJFM.: Como é que uma mulher vive neste meio profissional? Alguma vez foi discriminada, profissionalmente, por ser mulher?

 

   M.M.: Sinto que unca fui discriminada. Sempre consegui fazer o meu trabalho.

 

   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades na sua profissão?

 

   M.M.: Sentia principalmente a nível físico. Uma mulher tem mais dificuldades de agilidade e mobilidade. Mas penso que tem um olhar mais sensível e criterioso, o que compensa.

 

   ACQJFM.: Ao longo dos anos as profissões da área têm sofrido alterações. Um profissional já não faz só uma coisa, exige-se polivalência. No seu caso, de que forma é que essa polivalência está patente?

 

   M.M.: Eu filmava e editava reportagem. Apenas isso. E é bom, gosto de ser eu a montar as minhas peças

 

    ACQJFM.: A crise nos meios de comunicação social afetou a sua profissão? De que forma?

 

   M.M.: Sim, afetou imenso. Recibos verdes, horas a mais por dia, trabalhar noites, madrugadas, por aí...

 

   ACQJFM.: Qual foi o momento mais difícil pelo qual passou no seu percurso profissional?

 

   M.M.: Momentos difíceis são todos os que se relacionem com mortes de pessoas. É sempre difícil para o jornalista.

 

   ACQJFM.: Profissionalmente, qual é o seu maior desejo?

 

   M.M.: Uma carreira internacional

 

   ACQJFM.: A televisão ainda é a caixa mágica?

 

   M.M.: Para trabalhar penso que não, já atrai poucas pessoas. Sobretudo os jovens que procuram melhores condições de vida, algo que o jornalismo não dá.

 

postsimples_fichatecnica_V2.png

Ficha Técnica com a "voz" da TVI: "Ganhei muito respeito pela minha voz"

postsimples_fichatecnica_V2.png

Ficha Técnica com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

  

facebook.jpg

 

Exclusivo: Eládio Clímaco desmente críticas a Pedro Granger

Eládio Clímaco deu uma grande entrevista, na semana passada, à revista Notícias TV, onde fez duras críticas a Pedro Granger como apresentador do Festival da Canção, dizendo que este "é um erro de casting". Entretanto, o ator garantiu que essa afirmação é falsa, depois de ter conversado com o eterno apresentador dos Jogos sem Fronteiras que, por sua vez, desmente agora o que foi escrito ao A Caixa que já foi Mágica.

 

Eládio Clímaco desmentiu, em poucas mas esclarecedoras palavras, aquilo que supostamente afirmou à Notícias TV: "Só podia falar bem do Pedro! A reprodução da entrevista é que vai para o sensacionalismo, como sempre...", disse o apresentador que já anunciou a reforma.

 

Por sua vez, o editor da publicação garantiu que tudo o que foi escrito é verdade: " A jornalista tem a gravação da entrevista e tudo foi reproduzido como Eládio Clímaco disse" acrescentado que "A Notícias TV, que pertence a dois jornais sérios, Diário de Notícias e Jornal de Notícias, não deturpa o que os seus entrevistados dizem", afirmou um dos responsáveis pela revista.

 

Recorde-se que Eládio Clímaco falou de vários temas, entre eles o Festival da Canção deste ano. Na entrevista o apresentador elogiou a postura de Sílvia Alberto e fez críticas a Pedro Granger: "Ultimamente tenho visto a Sílvia Alberto apresentar bem" e acrescenta "O Pedro é um miúdo que acho que tem valor para muitas coisas mas, talvez, não seja a pessoa certa para ser apresentador do festival".

 

Mas vai mais longe, afirmando que o ator foi uma má escolha da RTP: "Ele é um erro de casting. Não podia apresentar aquilo. Não podia ainda. Teríamos de lhe dar mais tempo", concluiu Eládio.

 

Também Pedro Granger admitiu ter conversado com o antigo locutor do festival e que este lhe desmentiu o que foi escrito pela Notícias TV.

 

Duas versões da mesma história a poucos dias do apresentador de O Elo Mais Fraco se estrear como comentador do Festival Eurovisão da Canção.