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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

08
Jun17

Desilusão

Tiago Lourenço

 

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   Estive uns dias fora do país (peneirento) e, por isso, não tive tempo suficiente para escrever. Antes de ir, vi que a SIC preparava o regresso do "Gosto Disto!" e um novo programa chamado "Tudo Incluído". Estou completamente desiludido, talvez por culpa minha. Culpa minha porque achei que a SIC se tinha mexido e ia trazer novidades.

 

   Em primeiro lugar, pensei que o "Gosto Disto!" ia ter novos episódios, um novo cenário virtual, novos vídeos e que marcaria o regresso de César Mourão à televisão. Mesmo assim era pouco para uns dos horários mais competitivos da televisão portuguesa. Às 19h00, o canal de Carnaxide obtinha péssimos resultados com a novela brasileira "Novo Mundo".

 

   Em segundo lugar, pensei que o "Tudo Incluído" fosse a grande aposta para os domingos a partir de setembro. Um programa, sempre com o mesmo cenário, mas que a cada semana revivesse os icónicos programas da estação a propósito da comemoração dos seus 25 anos. 

 

   E o que é que a SIC preparou?

 

   Para as 19H00 retirou uma novela inédita, com maus resultados, e colocou no ar a repetição do "Gosto Disto!". Resultado? Não só não subiu nas audiências como nesta quarta-feira (07/06), por exemplo, teve a CMTV e a TV Globo, dois canais pagos, bem perto. Inpensável!

 

   Já o "Tudo Incluído", que estreia já este sábado (10/06), não é mais do que uma junção de vídeos dos grandes êxitos da SIC apresentados por Andreia Rodrigues.

 

   É tudo muito "poucochinho" para um canal que pretende ser líder de audiências.

 

   Repito. A SIC não é culpada pela minha desilusão. Eu é que ainda penso que o canal é aquele a que me habituei quando ainda era um criança.

 

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30
Mai17

SIC altera programação a 5 de junho

Tiago Lourenço

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Os péssimos resultados de "Novo Mundo", às 19H00, terão sido a causa das mudanças na programação da SIC já a partir de segunda-feira.

 

 

   Com quatro portugueses no elenco, a novela brasileira "Novo Mundo", estreou em maio no horário de acesso ao prime-time. A trama não se conseguiu impor e colocou o canal de Carnaxide numa má posição. A audiência média dos cerca de 23 episódios exibidos não foi além dos 3,1% de rating e 10.1% de share. Bem longe do líder "Apanha Se Puderes", da TVI, e do "Preço Certo", da RTP1, vice-líder às 19H00.

 

   A SIC foi obrigada a mexer-se e o "Gosto Disto!" regressa já no dia 5 de junho. Apresentado por Andreia Rodrigues e César Mourão, o formato conta com a exibição de vídeos caseiros e alguns momentos de humor, protagonizados pelo ator e apresentador. O programa vai ocupar o horário deixado vago por "Novo Mundo" que é atirada para a madrugada.

 

   Ainda antes deste regresso, a reposição de "Laços de Sangue" é alargada em meia hora. Por sua vez, o "Juntos À Tarde" perde 30 minutos de exibição.

 

   Neste dia estreia ainda outra novela da TV Globo, às 23H30. "A Força Do Querer" é uma história de Glória Perez, autora de sucessos como "O Clone", "Explode Coração" e "Caminho das Índias".

 

   Com esta medida, a SIC passa a contar com mais de quatro horas de novelas no horário noturno, pelo menos até ao final de "A Lei Do Amor" que já entrou nos últimos episódios.

 

Lê também:

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Ficha Técnica com Mariana Marques: "Não pretendo regressar à televisão tão cedo"

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19
Mai17

Ficha Técnica com Pedro David: "Não escondo que vejo as novelas da TVI"

Tiago Lourenço

 

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   Na segunda parte do "Ficha Técnica", Pedro David conta como são os seus dias na TVI. O locutor revela de que forma consegue conciliar a sua profissão com a de DJ e esclarece a importância da locução para um canal de televisão.

 

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 Lê a primeira parte da entrevista clicando no logótipo do "Ficha Técnica":

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   ACQJFM.: Normalmente as intervenções de um "voice over" têm de ser curtas e concisas. No trabalho, o tempo é o seu maior inimigo?

 

   PD.: Sim, esta é daquelas profissões a que não podes chegar fora de horas e não te podes atrasar. Ou entras naquele minuto, naquele segundo, ou então já passou. Ou dizes o que tens para dizer, em 25 ou 50 segundos, ou então deixas a frase a meio.

 

 

   ACQJFM.: O facto de ser voz-off da TVI obriga-o a ser conhecedor ou, pelo menos, ler muita informação sobre a programação e o seu conteúdo. De que forma é que se prepara?

 

   PD.: Tenho o cuidado de tentar ver os episódios das novelas que a TVI transmite na véspera de estar de serviço. Assim, quando no dia seguinte entro ao serviço, é mais fácil localizar aquilo que o episódio do dia vai passar. Não escondo que “consumo” as novelas da TVI, já que elas fazem parte do meu material de trabalho.



   ACQJFM.: Que importância tem a locução para uma estação de televisão? Sente que é uma função que, ao longo dos anos, ganhou, perdeu ou manteve a sua relevância?

 

   PD.: Na minha opinião, sem querer “puxar a brasa à minha sardinha”, parece-me que este é um “pormenor” na emissão dos canais de televisão que está a ganhar cada vez mais espaço e importância. Se fizermos um “rewind”, a RTP há um tempo atrás não tinha locutores e hoje, não só tem, como intervêm em muitos momentos da emissão.

A SIC já há muito que tinha locutores no período de “prime-time” e agora já tem aos fins-de-semana, no período diurno.

A TVI há muitos anos que tem locutores, embora só no período do final da tarde até há uma da manhã. Penso que é uma mais valia para fazer a ligação entre a Estação e o espetador.

Apesar da imagem dos apresentadores, muitos deles estimados pela maioria do público, a verdade é que há aquela “voz” que todos os dias diz "boa noite" e está "ali sentado ao lado do espectador" para lhe lembrar o que pode ver a seguir e a convidar para não perder o episódio do dia seguinte. 

 

 

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   ACQJFM.: Além do seu cargo no canal de Queluz é também DJ. De que forma concilia as duas profissões?

 

   PD.: Sempre estive habituado a ter várias profissões ao mesmo tempo. Atualmente, conjugo apenas a TVI com o serviço de DJ. Por vezes troco a escala com os meus colegas Miguel Freitas, Ana Bernardino e Cláudia Macedo. Somos quatro locutores e entendemo-nos muito bem. Somos mais que colegas, somos amigos. Tentamos sempre ajudar-nos uns aos outros, de forma a que possamos estar bem com a empresa e também nas outras atividades que cada um tem.

Por vezes surgem alguns trabalhos mais difíceis de conjugar. Lembro-me de uma passagem de ano em que pedi ajuda aos meus colegas na TVI para estar livre da escala por 11 noites seguidas. Nesse período, estive ao serviço da TSF como jornalista. Depois descansei dois dias e voltei à escala da TVI. Quanto ao trabalho de DJ, marco as noites em discotecas sempre com a salvaguarda de qualquer alteração de última hora, visto que a Televisão e a Rádio são a minha prioridade.

 

 

   ACQJFM.: É a voz principal do canal português com maior audiência. É o ponto mais alto da sua carreira ou espera que o futuro lhe traga outros desafios?

 

   PD.: No dia em que eu achar que atingi o ponto alto da minha carreira, não terei mais vontade de me levantar da cama e ir trabalhar com gosto. Quero mais. Sei que tenho muito ainda para aprender. Adoro televisão e, apesar da idade ir avançando, desde que tomei consciência de que era este o caminho que queria seguir, não desisto de um dia realizar e apresentar um projeto de televisão.

Tenho formação na área, tenho carteira profissional e adorava fazer reportagem de guerra. Não desisto, porque gosto de aprender.

A minha primeira participação em televisão foi no "Big Show SIC", como apresentador de cidade e no júri estava Miguel Simões e Carlos Ribeiro, dois “Dinossauros “ da comunicação em Portugal e com quem tive o prazer de aprender e partilhar o estúdio, uns anos mais tarde. Passei pela Renascença onde também partilhei trabalhos com profissionais com alguns dos meus ídolos, como o António Sala, o Fernando Correia,  o Pedro Tojal, entre outros. Resumindo, espero chegar mais longe e espero cumprir todos os sonhos que tracei para mim.

 

 

   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?

 

   PD.: As redes sociais e a facilidade com que hoje se coloca uma imagem ou vídeo a circular na Internet, apagou um pouco o segredo dos bastidores da televisão. Na rádio esse efeito ainda é maior. O segredo e a curiosidade de saber como é a pessoa que está por trás daquela voz desapareceu com a evolução dos meios de comunicação. As rádios e as televisões tiveram de se adaptar à moda das redes sociais para criar uma aproximação com quem deixou de ouvir rádio ou ver TV.

No entanto, costumo dizer que os locutores de televisão são os "ilustres desconhecidos" da TV. Porquê? Porque todos os dias entramos na casa das pessoas, todos os dias lhes dizemos “boa noite” e convidamos para ficarem um pouco mais na nossa companhia, mas ninguém nos conhece a cara. Aliás, em qualquer um dos canais de TV em sinal aberto, nunca ninguém incluiu nas Galas de aniversário ou de Natal a presença dos locutores. Os tais que todos ouvem, mas que ninguém sabe quem são.

Desde que entrei para a TVI, em 2007, criei a minha frase : “Deixe-se ficar, vai ver que vai gostar!”. Por vezes, no dia a dia, acabo por dizer esta frase sem querer. Aconteceu-me há uns meses, numa caixa do supermercado, em que a funcionária olhava para um produto alimentar que eu levava e disse-me que já por várias vezes que esteve para comprar para ela, mas não sabia se ia gostar. Perante isto, disse-lhe de forma natural e sem querer: "tem de experimentar, vai ver que vai gostar !”. Quando acabei de dizer isto, a jovem olhou para mim e disse-me: “ Parecia que estava agora a ver a TVI”. Eu sorri, mas não disse mais nada. Percebi que o timbre de voz, juntamente com a frase que já é tão familiar dos espectadores, levou aquela jovem a reconhecer o tom da frase.

Não escondo orgulho, o que alguns preferem chamar vaidade.

Seja como for, tenho consciência de que o caminho que trilhei nunca conheceu o apelido “Cunha”. Estes episódios fazem-me sentir o efeito que tem a tal “caixa mágica”.

14
Mar17

"Apanha se Puderes" - audiência e primeira opinião

Tiago Lourenço

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Créditos: Revista TV Mais

 

O novo programa da TVI liderou, ontem, sobre o "Preço Certo" no horário das 19H00.

 

 

   Cristina Ferreira, tal como Júlio César, chegou, viu e venceu. Cerca de um milhão e 30 mil espetadores viram a estreia de "Apanha-me se Puderes", na TVI. Estes números correspondem a 10,6 % de audiência média e 25,9% de share.

 

   "O Preço Certo", habitual líder no acesso ao prime time, ficou-se pelo segundo lugar. Os  9,1 % de rating e os 22,2% de quota média de mercado, garantiram a vice-liderança com uma média de 879 mil espetadores.

 

   A SIC está arredada deste "campeonato". "Sassaricando - Haja Coração" não foi além do terceiro lugar no horário das 19h00. A novela brasileira registou uma média de 458 mil espetadores, fruto dos 4,7% de rating e dos 11,6% de share alcançados.

 

   A verdade é esta: se com o "Apanha se Puderes" a TVI não conseguir a liderança ou se não conseguir andar taco a taco com a RTP1, não consegue com mais nada.

 

   Está lá tudo! 

 

   Está a apresentadora mais em voga de Portugal, na atualidade, está Pedro Teixeira a fazer de menino bonito e está um bom jogo em si. Tem dinâmica, diversão, cultura geral e prémios. O pior mesmo é o nome. Não é agradável, nem sonante.

 

   Claro que esta vitória nas audiências se deve muito ao fator novidade. Não será assim sempre. "O Preço Certo" está cimentado no horário e não vai perder a liderança com facilidade, mas é este o caminho. Se não ganhar, Cristina Ferreira tem, pelo menos, de morder sempre os calcanhares a Fernando Mendes.

 

 

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11
Jan17

Vingança de nariz postiço

Tiago Lourenço

   

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   "Ouro Verde" estreou no domingo, na TVI. Segui todo o primeiro episódio com muita atenção, segui parte do segundo com alguma atenção e vi pouco ou nada do terceiro, com ainda menos atenção.

 

   Confesso, não sou grande admirador de novelas portuguesas. Não tenho nada contra, só não ligo. Apesar de não ter visto assim tanto desta nova produção, consegui tirar as minhas conclusões.

 

   É uma boa novela, com uma boa história e bem contada, pelo menos até agora. Tem um elenco português bastante bom e um elenco brasileiro igualmente competente, aliás, a grande maioria dos atores brasileiros já trabalhou na TV Globo o que, por si só, já é um sinal de qualidade.

 

   Como nem tudo o que luz é ouro, já dizia o ditado, há algumas coisas que me desagradam. Provavelmente é um problema meu, mas eu não consigo concentrar-me em mais nada a não ser no nariz postiço do Diogo Morgado. Por favor, não dava mesmo para se fazer algo melhor ou desistir da ideia?

 

   Por falar em Diogo Morgado, a sua contratação por parte da TVI foi uma jogada de mestre. Vi duas entrevistas do ator e, obviamente, vendeu bem o peixe. Elogiou tudo na novela, com especial enfoque na história.

 

   Realmente tenho de começar a acreditar em quem afirma que já se inventou tudo em televisão. É que "Ouro Verde", pelo menos a história principal, já foi feita por Diogo Morgado em 2007, na SIC.

 

   Em "Vingança", Diogo Morgado perdeu a família, foi para outro país, conheceu alguém rico de quem se tornou amigo. Esse amigo morreu e deixou-lhe a fortuna que foi usada para se vingar de quem lhe fez mal.

 

   E o que está o "hot Jesus" a fazer em 2016 na TVI? Exatamente o mesmo que em 2007!

 

   "Ouro Verde" está a correr bem. É o programa mais visto desde o dia em que estreou. Aproveitou a fragilidade de "Amor Maior", que não recuperou o público perdido com a exibição de "Coração D´Ouro", e chegou mesmo a vencer o jogo do Benfica emitido pela RTP1.

 

   Talvez esteja em estado de graça, ou não...

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27
Set16

Portugal fora dos Emmy

Tiago Lourenço

   

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   Nenhuma produção portuguesa foi nomeada, na segunda-feira, para os Emmy International 2016.

Grazi Massafera nomeada para o prémio de melhor atriz ("Verdades Secretas")

 

 

   Depois de "Meu Amor"e "Laços de Sangue" serem galardoadas, Portugal não conseguiu, este ano, ser nomeado para qualquer categoria naqueles que são considerados os "Óscares" da televisão mundial

 

  Na corrida podiam estar novelas como “Coração D’Ouro” e "Mar Salgado", da SIC, ou “A Única Mulher”, da TVI.

  

  Mais feliz está a brasileira TV Globo que conta com seis nomeações. "A Regra do Jogo" e " Verdades Secretas", ambas emitidas pela SIC, estão nomeadas na categoria de melhor novela. 

 

   A cerimónia de entrega dos prémios ocorre a 21 de novembro em Nova Iorque.

   

   Conhece a lista completa de nomeações:

   

   Melhor programa de Artes:
 
   Gabo – Colombia
   Gérard Depardieu: out of Frame – França
   Interrupt this Program (Resilient Cities) – Canadá
   NonFictionW_The Man who Shot Hiroshima – Japão

 

   Melhor ator:


   Dustin Hoffman em Roald Dahl’s Esio Trot – Reino Unido
   Alexandre Nero em A Regra do Jogo – Brasil
   Florian Stetter em Nackt Unter Wölfen (Naked Among Wolves) – Alemanha
   James Wen em Echoes of Time – Singapura

 

   Melhor atriz:


   Judi Dench em Roald Dahl’s Esio Trot – Reino Unido
   Jodi Sta. Maria em Pangako Sa’yo (The Promise) – Filipinas
   Grazi Massafera em Verdades Secretas– Brasil
   Christiane Paul em Unterm Radar (Under the Radar) – Alemanha

 

   Melhor programa de comédia:
   

   Dix Pour Cent (Call my Agent)  – França
   Hoff the Record – Reino Unido

   Puppet Nation ZA – África do Sul

   Zorra – Brasil

 

   Melhor documentário:

   KBS Documentary Gong Gam: Mom & Clarinet – Coreia do Sul
   Madres de Plaza de Mayo – La Historia (Mothers of Plaza de Mayo – The Story) – Argentina
   My Son the Jihadi – Reino Unido
   War of Lies Z – Alemanha

 

   Melhor drama:

   Series 19-2 – Canadá
   La Casa Del Mar – Argentina
   Deutschland 83 – Alemanha
   Waiting for Jasmin – Emirados Árabes Unidos

 

   Programa de Horário Nobre em Língua Estrangeira:

   Asombrosamente – EUA
   La Banda – EUA
   Francisco, El Jesuita – EUA
   Un Viaje con Fidel (A Trip with Fidel) – EUA

 

   "Entretenimento sem guião"

   Adotada – Brasil
   Allt För Sverige (The Great Swedish Adventure) – Suécia
   Gogglebox – Reino Unido
   I Can See Your Voice – Coreia do Sul

 

   Melhor telenovela:

   30 Vies – Samuel Pagé – Canadá
   Bridges of Love – Filipinas
   A Regra do Jogo – Brasil
   Verdades Secretas – Brasil

 

   Filme para televisão ou mini-série:

   Capital – Reino Unido
   Nackt unter Wölfen (Naked Among Wolves) – Alemanha
   Os Experientes (The Wise Ones) – Brasil
  Splash Splash Love – Coreia do Sul

 

   

   

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03
Jun15

O Globo da Globo

Tiago Lourenço

 

A cerimónia dos Globos de Ouro premiou, mais uma vez, os melhores de 2014 em várias áreas.

 

O espetáculo emitido pela SIC no final de maio teve um dos piores resultados dos últimos anos e não conseguiu vencer o Dança com as Estrelas da TVI.

 

 

Na gala deste ano, que me pareceu boa, não gostei do vencedor do prémio Mérito e Excelência. Depois de tantos anos a premiar figuras de relevo das artes e do espetáculo em Portugal, decidiram premiar a TV GLOBO pela sua presença e influência no nosso país através das novelas que foram transmitidas tanto na RTP como no canal de Carnaxide.

 

É inegável, já aqui o escrevi, a influência dos produtos da estação brasileira nos portugueses mas entregar-lhe um Globo de Ouro que pretende enaltecer os feitos dos que "são nossos" é descabido.

 

Não deixa também de ser irónico que este seja o ano em que as novelas brasileiras perderam o seu lugar na grelha da SIC, sobretudo com a estreia de Poderosas no horário da noite.

 

Qualquer menção honrosa tinha chegado e servido o propósito de assinalar o cinquentenário do canal brasileiro. Por mim, podiam ter entregue o Globo a Júlio Isidro.

01
Mai15

Novelas brasileiras - Especial II

Tiago Lourenço

 

Todos os canais generalistas portugueses já emitiram novelas brasileiras. Sejam da TV Globo, da TV Record ou da TV Bandeirantes.

 

Desde 1977, com estreia de Gabriela, passaram pela televisão portuguesa 165 novelas da Globo. Muitas delas foram emitidas pela SIC que alicerçou a sua liderança nas audiências nas produções brasileiras.

 

A programação do canal de Carnaxide, nos anos 90, assentou sobretudo neste produto de manhã à noite.

 

Desde que as audiências são medidas em Portugal, Rei do Gado, Torres de Babel, Suave Veneno e Terra Nostra foram as novelas mais vistas pelo público.

 

Mais tarde, a imposição de novelas portuguesas por parte da TVI fez com que o público tivesse perdido o interesse nas histórias do povo irmão.

 

Desde essa data, apenas alguns nomes conseguiram sucesso ou um sucesso relativo no terceiro canal. Chocolate com Pimenta, Senhora do Destino, Alma Gémea ou, mais recentemente, Páginas da Vida conseguiram um lugar nas preferências do público.

 

Mais uma vez, Gabriela veio mudar o rumo da televisão. O remake da história de Jorge Amado formou dupla com a versão portuguesa de Dancin´ Days na SIC e tornaram-se imbatíveis em 2013. De repente, os tempos de outrora regressaram e os portugueses passaram a utilizar expressões de novelas brasileiras no dia-a-dia.

 

Avenida Brasil chegou pouco depois e fez sucesso tal como no Brasil. Amor à Vida e Cheias de Charme foram também líderes nos seus horários.

 

E, tal como em terras de Vera Cruz, as produções brasileiras estão, novamente na mó de baixo. Babilónia, Alto Astral e Império, exibidas atualmente, perdem para a concorrência.

 

A estreia da segunda novela portuguesa no horário nobre e o contrato que assinou recentemente com a Globo fazem prever que, pelo menos na SIC, as novelas brasileiras vão deixar de ter a importância que tiveram até aqui.

 

Ao longo dos anos podemos perceber que existem ciclos e que o público se tornou mais exigente. Contudo, basta existir uma boa novela para o espetadores voltarem a seguir os "folhetins" do Brasil.

 

25
Abr15

Novelas brasileiras - Especial

Tiago Lourenço

Este é o primeiro artigo de uma série de artigos especiais que o A Caixa que já foi Mágica vai apresentar sobre as novelas brasileiras em Portugal a propósito do cinquentenário da TV GLOBO.

 

 

A TV Globo, do Brasil, comemora 50 anos em 2015. O sucesso que alcançou ajudou, por exemplo, a SIC a ser líder de audiências ao longo de vários anos, sobretudo na década de 90.

 

Desde a estreia de Gabriela na RTP, a primeira novela a ser transmitida no país, que os portugueses, ou uma grande parte deles, ficaram rendidos a este formato.

 

A influência das novelas brasileiras foi tão grande que (lembro-me de ler um estudo sobre esta assunto e não consegui voltar a encontra-lo) existem expressões e costumes que foram incutidos pela visualização das mesmas.

 

Nomes como Mulheres de Areia, A Indomada, Pedra Sobre Pedra, Malhação, Torre de Babel ou o Rei do Gado não são indiferentes aos que viveram os anos 90 tal como eu.

 

O Rei do Gado é, ainda hoje, a novela mais vista de sempre na televisão portuguesa, desde que se medem audiências, com uma média de mais de dois milhões de espetadores diários números que, atualmente, só um jogo de futebol consegue alcançar.

 

Esta novela, protagonizada por António Fagundes e Patrícia Pillar, está em exibição na canal GLOBO disponível apenas na plataforma NOS. É impressionante a força deste canal que está quase sempre na lista dos 10 mais vistos da televisão paga.

 

As suas novelas da noite, não poucas vezes, são os programas mais vistos no total diário. A novela, seja ela portuguesa ou brasileira, é o género televisivo preferido de uma grande parte dos portugueses que vê televisão.

 

Por mais que digam ou que queiram que não, as produções brasileiras continuam a ter impacto em Portugal e, mesmo que tenhamos evoluído, eles ainda fazem melhores novelas que nós.

28
Mar15

Regresso às origens

Tiago Lourenço

 

A Única Mulher, novela da TVI, conta com duas semanas de exibição. Estreou a um domingo, foi líder de audiências e tem-se aproximado da líder Mar Salgado vencendo-a, inclusive, no passado sábado

 

 

O quarto canal apostou forte e tinha de o fazer. Jardins Proibidos foi um erro e a nova novela tinha de conseguir subir os resultados do horário nobre. Inteligentemente apostou em Angola e na Kizomba. O país e o ritmo que estão na moda.

 

As gravações na antiga colónia não se cingiram apenas ao primeiro episódio, como de costume, mas a toda a novela e esse é o facto mais louvável.

 

A história centra-se nos temas habituais mas com o racismo e situações da Guerra Colonial como motor.

 

Tenho seguido estas duas primeiras semanas e tenho gostado do que tenho visto. Não sigo novelas portuguesas desde Laços de Sangue porque não tenho paciência para as "barrigas" que fazem para conseguirem emitir 300 episódios.

 

Contudo, A Única Mulher tem sido cativante talvez pelas, paisagens, pelo ritmo ou até mesmo por algumas boas interpretações.

 

Neste campo destaco Alexandra Lencastre e, surpreendentemente, Rita Pereira.Tecnicamente perdeu qualidade do primeiro para os restantes episódios o que já seria de esperar.

 

Esta aposta da TVI não é melhor que Mar Salgado da SIC mas é o regresso da estação às novelas que a ajudaram a tornar-se líder.

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Audiências - TOP 5

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