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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"Paixão" VS "A Herdeira"

   

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   A SIC e TVI lançaram as suas principais apostas na área da ficção. Nas audiências, nestas primeiras semanas, "A Herdeira" não deu hipótese a "Paixão".

 

   A novela do canal de Queluz é líder incontestável de audiências, relegando a trama da estação de Carnaxide para um segundo plano bem longínquo.

 

   A verdade é que o fio condutor da história da TVI é bem mais denso e muito menos banal. É verdade também que já tudo, ou quase tudo, foi feito em televisão. O que existe é a possibilidade de alterar ou contar de outra forma. Foi o que fez Maria João Mira, a autora. Há quanto tempo a comunidade cigana não era retratada na ficção portuguesa?

 

   Claro que a ideia não é nova. "Explode Coração, emitida pela SIC, foi uma dos maiores sucessos de todos os tempos em Portugal. A novela da TV Globo contava a história de Dara, uma cigana, que se apaixonou por um homem que não pertencia à sua etnia.

 

   Aliado a esta "falsa" novidade, está um primeiro episódio explosivo, embora com algumas falhas. Destaque ainda para aquele que é um dos melhores genéricos realizados em Portugal nos últimos anos.

 

 

 

   Do outro lado temos "Paixão", com um banalíssimo fio condutor: um homem, injustamente preso, regressa anos depois com sede de vingança e encontra o amor da sua vida com outro homem. Mais tarde, descobre também que tem uma filha dessa mulher que ainda ama. Pelo contrário, ela odeia-o por achar que ele matou o seu pai.

 

   Ao contrário da novela da TVI, o primeiro episódio foi bem mais fraco. O momento mais empolgante foi, talvez, o pai da protagonista a cair de uma varanda e todo o drama que se fez à volta dessa situação. Contrastando, e muito, com uma cena de tiroteio numa festa, no México, em "A Herdeira".

 

   As contas são fáceis de fazer. No confronto direto, "A Herdeira" venceu sempre "Paixão". A trama da TVI conta, habitualmente, com mais de cerca de 200 a 300 mil espetadores que a novela da SIC.

 

   Daqui para a frente, muito dificilmente haverá uma inversão de resultados. Resta ao terceiro canal acertar na mouche na substituta e sobretudo esperar que a estação de Queluz de Baixo falhe na próxima escolha.

 

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As novidades da SIC

 

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    A SIC já lançou os dados e está preparada para a nova temporada.

 

    Uma novela, dois regressos, um final e uma estreia absoluta é aquilo que pode esperar já este mês.

 

    Conheça as apostas da SIC:

 

 

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   O programa regressa para uma segunda temporada e traz também de volta Conceição Lino. A jornalista é a autora do formato que "testa a capacidade de intervenção dos portugueses na defesa do outro, a partir de situações ficcionadas". Recorde-se que a primeira temporada foi um sucesso.

 

 

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   Os bons resultados da "Atualidade Criminal", nas manhãs da estação, deram a Hernâni Carvalho um novo programa às 19H00. A atualidade criminal e outras questões vão ter espaço de antena num horário em que a SIC está cada vez mais longe da liderança.

 

 

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   Esta é a nova novela da SIC que vai substituir "Amor Maior". Protagonizada por Margarida Vila-Nova, Albano Jerónimo, Joana Solnado e Marco Delgado, "Paixão" conta a história de um homem determinado a lutar pela justiça e determinado a recuperar dez anos de vida. É uma novela de homens e mulheres que vão ao limite para conseguirem aquilo em que acreditam.

 

 

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    O "Vale Tudo" regressa também à estação de Carnaxide com algumas caras novas e numa versão já gravada.

   Cecília Henriques, Cleia Almeida, Salvador Martinha e Dânia Neto, juntam-se aos veteranos Rui Unas e César Mourão, os capitães de equipa.

   O "Cenário Inclinado" é a "prova rainha" do formato e João Manzarra mantém-se como apresentador.

 

   

   As manhãs da SIC também se vão alterar. "A Vida Nas Cartas" termina já a 8 de setembro. A solução encontrada para substituir o programa de tarot foi esticar o "Queridas Manhãs". O fomarto apresentado por Júlia Pinheiro e João Paulo Rodrigues passa a ter início às 09H00.

 

 

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Desilusão

 

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   Estive uns dias fora do país (peneirento) e, por isso, não tive tempo suficiente para escrever. Antes de ir, vi que a SIC preparava o regresso do "Gosto Disto!" e um novo programa chamado "Tudo Incluído". Estou completamente desiludido, talvez por culpa minha. Culpa minha porque achei que a SIC se tinha mexido e ia trazer novidades.

 

   Em primeiro lugar, pensei que o "Gosto Disto!" ia ter novos episódios, um novo cenário virtual, novos vídeos e que marcaria o regresso de César Mourão à televisão. Mesmo assim era pouco para uns dos horários mais competitivos da televisão portuguesa. Às 19h00, o canal de Carnaxide obtinha péssimos resultados com a novela brasileira "Novo Mundo".

 

   Em segundo lugar, pensei que o "Tudo Incluído" fosse a grande aposta para os domingos a partir de setembro. Um programa, sempre com o mesmo cenário, mas que a cada semana revivesse os icónicos programas da estação a propósito da comemoração dos seus 25 anos. 

 

   E o que é que a SIC preparou?

 

   Para as 19H00 retirou uma novela inédita, com maus resultados, e colocou no ar a repetição do "Gosto Disto!". Resultado? Não só não subiu nas audiências como nesta quarta-feira (07/06), por exemplo, teve a CMTV e a TV Globo, dois canais pagos, bem perto. Inpensável!

 

   Já o "Tudo Incluído", que estreia já este sábado (10/06), não é mais do que uma junção de vídeos dos grandes êxitos da SIC apresentados por Andreia Rodrigues.

 

   É tudo muito "poucochinho" para um canal que pretende ser líder de audiências.

 

   Repito. A SIC não é culpada pela minha desilusão. Eu é que ainda penso que o canal é aquele a que me habituei quando ainda era um criança.

 

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SIC altera programação a 5 de junho

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Os péssimos resultados de "Novo Mundo", às 19H00, terão sido a causa das mudanças na programação da SIC já a partir de segunda-feira.

 

 

   Com quatro portugueses no elenco, a novela brasileira "Novo Mundo", estreou em maio no horário de acesso ao prime-time. A trama não se conseguiu impor e colocou o canal de Carnaxide numa má posição. A audiência média dos cerca de 23 episódios exibidos não foi além dos 3,1% de rating e 10.1% de share. Bem longe do líder "Apanha Se Puderes", da TVI, e do "Preço Certo", da RTP1, vice-líder às 19H00.

 

   A SIC foi obrigada a mexer-se e o "Gosto Disto!" regressa já no dia 5 de junho. Apresentado por Andreia Rodrigues e César Mourão, o formato conta com a exibição de vídeos caseiros e alguns momentos de humor, protagonizados pelo ator e apresentador. O programa vai ocupar o horário deixado vago por "Novo Mundo" que é atirada para a madrugada.

 

   Ainda antes deste regresso, a reposição de "Laços de Sangue" é alargada em meia hora. Por sua vez, o "Juntos À Tarde" perde 30 minutos de exibição.

 

   Neste dia estreia ainda outra novela da TV Globo, às 23H30. "A Força Do Querer" é uma história de Glória Perez, autora de sucessos como "O Clone", "Explode Coração" e "Caminho das Índias".

 

   Com esta medida, a SIC passa a contar com mais de quatro horas de novelas no horário noturno, pelo menos até ao final de "A Lei Do Amor" que já entrou nos últimos episódios.

 

Lê também:

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Ficha Técnica com Mariana Marques: "Não pretendo regressar à televisão tão cedo"

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Ficha Técnica com Pedro David: "Não escondo que vejo as novelas da TVI"

 

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   Na segunda parte do "Ficha Técnica", Pedro David conta como são os seus dias na TVI. O locutor revela de que forma consegue conciliar a sua profissão com a de DJ e esclarece a importância da locução para um canal de televisão.

 

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 Lê a primeira parte da entrevista clicando no logótipo do "Ficha Técnica":

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   ACQJFM.: Normalmente as intervenções de um "voice over" têm de ser curtas e concisas. No trabalho, o tempo é o seu maior inimigo?

 

   PD.: Sim, esta é daquelas profissões a que não podes chegar fora de horas e não te podes atrasar. Ou entras naquele minuto, naquele segundo, ou então já passou. Ou dizes o que tens para dizer, em 25 ou 50 segundos, ou então deixas a frase a meio.

 

 

   ACQJFM.: O facto de ser voz-off da TVI obriga-o a ser conhecedor ou, pelo menos, ler muita informação sobre a programação e o seu conteúdo. De que forma é que se prepara?

 

   PD.: Tenho o cuidado de tentar ver os episódios das novelas que a TVI transmite na véspera de estar de serviço. Assim, quando no dia seguinte entro ao serviço, é mais fácil localizar aquilo que o episódio do dia vai passar. Não escondo que “consumo” as novelas da TVI, já que elas fazem parte do meu material de trabalho.



   ACQJFM.: Que importância tem a locução para uma estação de televisão? Sente que é uma função que, ao longo dos anos, ganhou, perdeu ou manteve a sua relevância?

 

   PD.: Na minha opinião, sem querer “puxar a brasa à minha sardinha”, parece-me que este é um “pormenor” na emissão dos canais de televisão que está a ganhar cada vez mais espaço e importância. Se fizermos um “rewind”, a RTP há um tempo atrás não tinha locutores e hoje, não só tem, como intervêm em muitos momentos da emissão.

A SIC já há muito que tinha locutores no período de “prime-time” e agora já tem aos fins-de-semana, no período diurno.

A TVI há muitos anos que tem locutores, embora só no período do final da tarde até há uma da manhã. Penso que é uma mais valia para fazer a ligação entre a Estação e o espetador.

Apesar da imagem dos apresentadores, muitos deles estimados pela maioria do público, a verdade é que há aquela “voz” que todos os dias diz "boa noite" e está "ali sentado ao lado do espectador" para lhe lembrar o que pode ver a seguir e a convidar para não perder o episódio do dia seguinte. 

 

 

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   ACQJFM.: Além do seu cargo no canal de Queluz é também DJ. De que forma concilia as duas profissões?

 

   PD.: Sempre estive habituado a ter várias profissões ao mesmo tempo. Atualmente, conjugo apenas a TVI com o serviço de DJ. Por vezes troco a escala com os meus colegas Miguel Freitas, Ana Bernardino e Cláudia Macedo. Somos quatro locutores e entendemo-nos muito bem. Somos mais que colegas, somos amigos. Tentamos sempre ajudar-nos uns aos outros, de forma a que possamos estar bem com a empresa e também nas outras atividades que cada um tem.

Por vezes surgem alguns trabalhos mais difíceis de conjugar. Lembro-me de uma passagem de ano em que pedi ajuda aos meus colegas na TVI para estar livre da escala por 11 noites seguidas. Nesse período, estive ao serviço da TSF como jornalista. Depois descansei dois dias e voltei à escala da TVI. Quanto ao trabalho de DJ, marco as noites em discotecas sempre com a salvaguarda de qualquer alteração de última hora, visto que a Televisão e a Rádio são a minha prioridade.

 

 

   ACQJFM.: É a voz principal do canal português com maior audiência. É o ponto mais alto da sua carreira ou espera que o futuro lhe traga outros desafios?

 

   PD.: No dia em que eu achar que atingi o ponto alto da minha carreira, não terei mais vontade de me levantar da cama e ir trabalhar com gosto. Quero mais. Sei que tenho muito ainda para aprender. Adoro televisão e, apesar da idade ir avançando, desde que tomei consciência de que era este o caminho que queria seguir, não desisto de um dia realizar e apresentar um projeto de televisão.

Tenho formação na área, tenho carteira profissional e adorava fazer reportagem de guerra. Não desisto, porque gosto de aprender.

A minha primeira participação em televisão foi no "Big Show SIC", como apresentador de cidade e no júri estava Miguel Simões e Carlos Ribeiro, dois “Dinossauros “ da comunicação em Portugal e com quem tive o prazer de aprender e partilhar o estúdio, uns anos mais tarde. Passei pela Renascença onde também partilhei trabalhos com profissionais com alguns dos meus ídolos, como o António Sala, o Fernando Correia,  o Pedro Tojal, entre outros. Resumindo, espero chegar mais longe e espero cumprir todos os sonhos que tracei para mim.

 

 

   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?

 

   PD.: As redes sociais e a facilidade com que hoje se coloca uma imagem ou vídeo a circular na Internet, apagou um pouco o segredo dos bastidores da televisão. Na rádio esse efeito ainda é maior. O segredo e a curiosidade de saber como é a pessoa que está por trás daquela voz desapareceu com a evolução dos meios de comunicação. As rádios e as televisões tiveram de se adaptar à moda das redes sociais para criar uma aproximação com quem deixou de ouvir rádio ou ver TV.

No entanto, costumo dizer que os locutores de televisão são os "ilustres desconhecidos" da TV. Porquê? Porque todos os dias entramos na casa das pessoas, todos os dias lhes dizemos “boa noite” e convidamos para ficarem um pouco mais na nossa companhia, mas ninguém nos conhece a cara. Aliás, em qualquer um dos canais de TV em sinal aberto, nunca ninguém incluiu nas Galas de aniversário ou de Natal a presença dos locutores. Os tais que todos ouvem, mas que ninguém sabe quem são.

Desde que entrei para a TVI, em 2007, criei a minha frase : “Deixe-se ficar, vai ver que vai gostar!”. Por vezes, no dia a dia, acabo por dizer esta frase sem querer. Aconteceu-me há uns meses, numa caixa do supermercado, em que a funcionária olhava para um produto alimentar que eu levava e disse-me que já por várias vezes que esteve para comprar para ela, mas não sabia se ia gostar. Perante isto, disse-lhe de forma natural e sem querer: "tem de experimentar, vai ver que vai gostar !”. Quando acabei de dizer isto, a jovem olhou para mim e disse-me: “ Parecia que estava agora a ver a TVI”. Eu sorri, mas não disse mais nada. Percebi que o timbre de voz, juntamente com a frase que já é tão familiar dos espectadores, levou aquela jovem a reconhecer o tom da frase.

Não escondo orgulho, o que alguns preferem chamar vaidade.

Seja como for, tenho consciência de que o caminho que trilhei nunca conheceu o apelido “Cunha”. Estes episódios fazem-me sentir o efeito que tem a tal “caixa mágica”.

"Apanha se Puderes" - audiência e primeira opinião

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Créditos: Revista TV Mais

 

O novo programa da TVI liderou, ontem, sobre o "Preço Certo" no horário das 19H00.

 

 

   Cristina Ferreira, tal como Júlio César, chegou, viu e venceu. Cerca de um milhão e 30 mil espetadores viram a estreia de "Apanha-me se Puderes", na TVI. Estes números correspondem a 10,6 % de audiência média e 25,9% de share.

 

   "O Preço Certo", habitual líder no acesso ao prime time, ficou-se pelo segundo lugar. Os  9,1 % de rating e os 22,2% de quota média de mercado, garantiram a vice-liderança com uma média de 879 mil espetadores.

 

   A SIC está arredada deste "campeonato". "Sassaricando - Haja Coração" não foi além do terceiro lugar no horário das 19h00. A novela brasileira registou uma média de 458 mil espetadores, fruto dos 4,7% de rating e dos 11,6% de share alcançados.

 

   A verdade é esta: se com o "Apanha se Puderes" a TVI não conseguir a liderança ou se não conseguir andar taco a taco com a RTP1, não consegue com mais nada.

 

   Está lá tudo! 

 

   Está a apresentadora mais em voga de Portugal, na atualidade, está Pedro Teixeira a fazer de menino bonito e está um bom jogo em si. Tem dinâmica, diversão, cultura geral e prémios. O pior mesmo é o nome. Não é agradável, nem sonante.

 

   Claro que esta vitória nas audiências se deve muito ao fator novidade. Não será assim sempre. "O Preço Certo" está cimentado no horário e não vai perder a liderança com facilidade, mas é este o caminho. Se não ganhar, Cristina Ferreira tem, pelo menos, de morder sempre os calcanhares a Fernando Mendes.

 

 

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Vingança de nariz postiço

   

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   "Ouro Verde" estreou no domingo, na TVI. Segui todo o primeiro episódio com muita atenção, segui parte do segundo com alguma atenção e vi pouco ou nada do terceiro, com ainda menos atenção.

 

   Confesso, não sou grande admirador de novelas portuguesas. Não tenho nada contra, só não ligo. Apesar de não ter visto assim tanto desta nova produção, consegui tirar as minhas conclusões.

 

   É uma boa novela, com uma boa história e bem contada, pelo menos até agora. Tem um elenco português bastante bom e um elenco brasileiro igualmente competente, aliás, a grande maioria dos atores brasileiros já trabalhou na TV Globo o que, por si só, já é um sinal de qualidade.

 

   Como nem tudo o que luz é ouro, já dizia o ditado, há algumas coisas que me desagradam. Provavelmente é um problema meu, mas eu não consigo concentrar-me em mais nada a não ser no nariz postiço do Diogo Morgado. Por favor, não dava mesmo para se fazer algo melhor ou desistir da ideia?

 

   Por falar em Diogo Morgado, a sua contratação por parte da TVI foi uma jogada de mestre. Vi duas entrevistas do ator e, obviamente, vendeu bem o peixe. Elogiou tudo na novela, com especial enfoque na história.

 

   Realmente tenho de começar a acreditar em quem afirma que já se inventou tudo em televisão. É que "Ouro Verde", pelo menos a história principal, já foi feita por Diogo Morgado em 2007, na SIC.

 

   Em "Vingança", Diogo Morgado perdeu a família, foi para outro país, conheceu alguém rico de quem se tornou amigo. Esse amigo morreu e deixou-lhe a fortuna que foi usada para se vingar de quem lhe fez mal.

 

   E o que está o "hot Jesus" a fazer em 2016 na TVI? Exatamente o mesmo que em 2007!

 

   "Ouro Verde" está a correr bem. É o programa mais visto desde o dia em que estreou. Aproveitou a fragilidade de "Amor Maior", que não recuperou o público perdido com a exibição de "Coração D´Ouro", e chegou mesmo a vencer o jogo do Benfica emitido pela RTP1.

 

   Talvez esteja em estado de graça, ou não...

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Portugal fora dos Emmy

   

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   Nenhuma produção portuguesa foi nomeada, na segunda-feira, para os Emmy International 2016.

Grazi Massafera nomeada para o prémio de melhor atriz ("Verdades Secretas")

 

 

   Depois de "Meu Amor"e "Laços de Sangue" serem galardoadas, Portugal não conseguiu, este ano, ser nomeado para qualquer categoria naqueles que são considerados os "Óscares" da televisão mundial

 

  Na corrida podiam estar novelas como “Coração D’Ouro” e "Mar Salgado", da SIC, ou “A Única Mulher”, da TVI.

  

  Mais feliz está a brasileira TV Globo que conta com seis nomeações. "A Regra do Jogo" e " Verdades Secretas", ambas emitidas pela SIC, estão nomeadas na categoria de melhor novela. 

 

   A cerimónia de entrega dos prémios ocorre a 21 de novembro em Nova Iorque.

   

   Conhece a lista completa de nomeações:

   

   Melhor programa de Artes:
 
   Gabo – Colombia
   Gérard Depardieu: out of Frame – França
   Interrupt this Program (Resilient Cities) – Canadá
   NonFictionW_The Man who Shot Hiroshima – Japão

 

   Melhor ator:


   Dustin Hoffman em Roald Dahl’s Esio Trot – Reino Unido
   Alexandre Nero em A Regra do Jogo – Brasil
   Florian Stetter em Nackt Unter Wölfen (Naked Among Wolves) – Alemanha
   James Wen em Echoes of Time – Singapura

 

   Melhor atriz:


   Judi Dench em Roald Dahl’s Esio Trot – Reino Unido
   Jodi Sta. Maria em Pangako Sa’yo (The Promise) – Filipinas
   Grazi Massafera em Verdades Secretas– Brasil
   Christiane Paul em Unterm Radar (Under the Radar) – Alemanha

 

   Melhor programa de comédia:
   

   Dix Pour Cent (Call my Agent)  – França
   Hoff the Record – Reino Unido

   Puppet Nation ZA – África do Sul

   Zorra – Brasil

 

   Melhor documentário:

   KBS Documentary Gong Gam: Mom & Clarinet – Coreia do Sul
   Madres de Plaza de Mayo – La Historia (Mothers of Plaza de Mayo – The Story) – Argentina
   My Son the Jihadi – Reino Unido
   War of Lies Z – Alemanha

 

   Melhor drama:

   Series 19-2 – Canadá
   La Casa Del Mar – Argentina
   Deutschland 83 – Alemanha
   Waiting for Jasmin – Emirados Árabes Unidos

 

   Programa de Horário Nobre em Língua Estrangeira:

   Asombrosamente – EUA
   La Banda – EUA
   Francisco, El Jesuita – EUA
   Un Viaje con Fidel (A Trip with Fidel) – EUA

 

   "Entretenimento sem guião"

   Adotada – Brasil
   Allt För Sverige (The Great Swedish Adventure) – Suécia
   Gogglebox – Reino Unido
   I Can See Your Voice – Coreia do Sul

 

   Melhor telenovela:

   30 Vies – Samuel Pagé – Canadá
   Bridges of Love – Filipinas
   A Regra do Jogo – Brasil
   Verdades Secretas – Brasil

 

   Filme para televisão ou mini-série:

   Capital – Reino Unido
   Nackt unter Wölfen (Naked Among Wolves) – Alemanha
   Os Experientes (The Wise Ones) – Brasil
  Splash Splash Love – Coreia do Sul

 

   

   

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O Globo da Globo

 

A cerimónia dos Globos de Ouro premiou, mais uma vez, os melhores de 2014 em várias áreas.

 

O espetáculo emitido pela SIC no final de maio teve um dos piores resultados dos últimos anos e não conseguiu vencer o Dança com as Estrelas da TVI.

 

 

Na gala deste ano, que me pareceu boa, não gostei do vencedor do prémio Mérito e Excelência. Depois de tantos anos a premiar figuras de relevo das artes e do espetáculo em Portugal, decidiram premiar a TV GLOBO pela sua presença e influência no nosso país através das novelas que foram transmitidas tanto na RTP como no canal de Carnaxide.

 

É inegável, já aqui o escrevi, a influência dos produtos da estação brasileira nos portugueses mas entregar-lhe um Globo de Ouro que pretende enaltecer os feitos dos que "são nossos" é descabido.

 

Não deixa também de ser irónico que este seja o ano em que as novelas brasileiras perderam o seu lugar na grelha da SIC, sobretudo com a estreia de Poderosas no horário da noite.

 

Qualquer menção honrosa tinha chegado e servido o propósito de assinalar o cinquentenário do canal brasileiro. Por mim, podiam ter entregue o Globo a Júlio Isidro.

Novelas brasileiras - Especial II

 

Todos os canais generalistas portugueses já emitiram novelas brasileiras. Sejam da TV Globo, da TV Record ou da TV Bandeirantes.

 

Desde 1977, com estreia de Gabriela, passaram pela televisão portuguesa 165 novelas da Globo. Muitas delas foram emitidas pela SIC que alicerçou a sua liderança nas audiências nas produções brasileiras.

 

A programação do canal de Carnaxide, nos anos 90, assentou sobretudo neste produto de manhã à noite.

 

Desde que as audiências são medidas em Portugal, Rei do Gado, Torres de Babel, Suave Veneno e Terra Nostra foram as novelas mais vistas pelo público.

 

Mais tarde, a imposição de novelas portuguesas por parte da TVI fez com que o público tivesse perdido o interesse nas histórias do povo irmão.

 

Desde essa data, apenas alguns nomes conseguiram sucesso ou um sucesso relativo no terceiro canal. Chocolate com Pimenta, Senhora do Destino, Alma Gémea ou, mais recentemente, Páginas da Vida conseguiram um lugar nas preferências do público.

 

Mais uma vez, Gabriela veio mudar o rumo da televisão. O remake da história de Jorge Amado formou dupla com a versão portuguesa de Dancin´ Days na SIC e tornaram-se imbatíveis em 2013. De repente, os tempos de outrora regressaram e os portugueses passaram a utilizar expressões de novelas brasileiras no dia-a-dia.

 

Avenida Brasil chegou pouco depois e fez sucesso tal como no Brasil. Amor à Vida e Cheias de Charme foram também líderes nos seus horários.

 

E, tal como em terras de Vera Cruz, as produções brasileiras estão, novamente na mó de baixo. Babilónia, Alto Astral e Império, exibidas atualmente, perdem para a concorrência.

 

A estreia da segunda novela portuguesa no horário nobre e o contrato que assinou recentemente com a Globo fazem prever que, pelo menos na SIC, as novelas brasileiras vão deixar de ter a importância que tiveram até aqui.

 

Ao longo dos anos podemos perceber que existem ciclos e que o público se tornou mais exigente. Contudo, basta existir uma boa novela para o espetadores voltarem a seguir os "folhetins" do Brasil.