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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"Juntos Por Todos"

   

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   Esta terça-feira (27/06), a RTP1, a SIC e a TVI emitem um concerto de homenagem às vítimas dos fogos florestais de Pedrógão Grande e zonas envolventes. A esta transmissão, em simultâneo pelas três televisões, juntam-se também todas as rádios. O valor dos bilhetes vai inteiramente para aqueles que foram prejudicados pelo incêndio que deflagrou a 24 de junho.

 

   Felizmente, os canais generalistas portugueses juntaram-se para um bem maior. É a primeira vez que o fazem e merecem um aplauso por isso. Vão abdicar da suas programações para emitir um evento em simultâneo. Sabem que vão perder audiências, porque vão dividi-las, mas sabem também que é preciso ajudar.

 

   No outro dia assisiti a uma entrevista a Carminho. A fadista dizia que "somos rivais quando está tudo bem, quando está tudo mal somos parceiros", numa alusão à rivalidade no mundo artístico e focando-se neste evento. Esta é a frase que melhor define este gesto das televisões portuguesas, das rádios e dos artistas.

 

   Tenho ainda  de enaltecer a atitude da SIC na semana que passou. Na segunda e na sexta-feira, dedicou a programação das manhãs e das tardes à tragédia que assolou a zona centro do país.

 

   Durante dois dias, abdicou de ganhar dinheiro com as chamadas de valor acrescentado, para angariar dinheiro que será doado a quem precisa. Obviamente que houve uma exploração da tragédia para conseguir audiências.

 

   Neste caso não condeno. Que tenha tido conhecimento, mais nenhum canal teve a grandeza deste gesto, que correspondeu a uma generosa quantia monetária, mas que nem por isso gerou melhores audiências para a estação de Carnaxide. A SIC merece os parabéns por esta atitude.

 

   O concerto tem início pelas 21h00, no MEO Arena, e a receita obtida será entregue à União Das Misericórdias Portuguesas.

   O "Juntos Por Todos" é uma iniciativa civil, co-produzida pela Sons em Trânsito , Nação Valente, MEO Arena, Blueticket, RTP, SIC, TVI e artistas participantes. São eles: Agir, Amor Electro, Ana Moura, Aurea, Camané - Página oficial, Carlos do Carmo, Carminho, D.A.M.A, David Fonseca, Diogo Piçarra , Gisela João, Helder Moutinho Official , João Gil, Jorge Palma, Luisa Sobral, Luís Represas, Matias Damásio, Miguel Araújo, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Raquel Tavares, Rita Redshoes, Rui Veloso Oficial, Salvador Sobral e Sérgio Godinho. Os bilhetes já estão esgotados, mas o "bilhete solidário" pode ainda ser comprado.

 

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Ficha Técnica com Pedro David: "Não escondo que vejo as novelas da TVI"

 

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   Na segunda parte do "Ficha Técnica", Pedro David conta como são os seus dias na TVI. O locutor revela de que forma consegue conciliar a sua profissão com a de DJ e esclarece a importância da locução para um canal de televisão.

 

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 Lê a primeira parte da entrevista clicando no logótipo do "Ficha Técnica":

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   ACQJFM.: Normalmente as intervenções de um "voice over" têm de ser curtas e concisas. No trabalho, o tempo é o seu maior inimigo?

 

   PD.: Sim, esta é daquelas profissões a que não podes chegar fora de horas e não te podes atrasar. Ou entras naquele minuto, naquele segundo, ou então já passou. Ou dizes o que tens para dizer, em 25 ou 50 segundos, ou então deixas a frase a meio.

 

 

   ACQJFM.: O facto de ser voz-off da TVI obriga-o a ser conhecedor ou, pelo menos, ler muita informação sobre a programação e o seu conteúdo. De que forma é que se prepara?

 

   PD.: Tenho o cuidado de tentar ver os episódios das novelas que a TVI transmite na véspera de estar de serviço. Assim, quando no dia seguinte entro ao serviço, é mais fácil localizar aquilo que o episódio do dia vai passar. Não escondo que “consumo” as novelas da TVI, já que elas fazem parte do meu material de trabalho.



   ACQJFM.: Que importância tem a locução para uma estação de televisão? Sente que é uma função que, ao longo dos anos, ganhou, perdeu ou manteve a sua relevância?

 

   PD.: Na minha opinião, sem querer “puxar a brasa à minha sardinha”, parece-me que este é um “pormenor” na emissão dos canais de televisão que está a ganhar cada vez mais espaço e importância. Se fizermos um “rewind”, a RTP há um tempo atrás não tinha locutores e hoje, não só tem, como intervêm em muitos momentos da emissão.

A SIC já há muito que tinha locutores no período de “prime-time” e agora já tem aos fins-de-semana, no período diurno.

A TVI há muitos anos que tem locutores, embora só no período do final da tarde até há uma da manhã. Penso que é uma mais valia para fazer a ligação entre a Estação e o espetador.

Apesar da imagem dos apresentadores, muitos deles estimados pela maioria do público, a verdade é que há aquela “voz” que todos os dias diz "boa noite" e está "ali sentado ao lado do espectador" para lhe lembrar o que pode ver a seguir e a convidar para não perder o episódio do dia seguinte. 

 

 

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   ACQJFM.: Além do seu cargo no canal de Queluz é também DJ. De que forma concilia as duas profissões?

 

   PD.: Sempre estive habituado a ter várias profissões ao mesmo tempo. Atualmente, conjugo apenas a TVI com o serviço de DJ. Por vezes troco a escala com os meus colegas Miguel Freitas, Ana Bernardino e Cláudia Macedo. Somos quatro locutores e entendemo-nos muito bem. Somos mais que colegas, somos amigos. Tentamos sempre ajudar-nos uns aos outros, de forma a que possamos estar bem com a empresa e também nas outras atividades que cada um tem.

Por vezes surgem alguns trabalhos mais difíceis de conjugar. Lembro-me de uma passagem de ano em que pedi ajuda aos meus colegas na TVI para estar livre da escala por 11 noites seguidas. Nesse período, estive ao serviço da TSF como jornalista. Depois descansei dois dias e voltei à escala da TVI. Quanto ao trabalho de DJ, marco as noites em discotecas sempre com a salvaguarda de qualquer alteração de última hora, visto que a Televisão e a Rádio são a minha prioridade.

 

 

   ACQJFM.: É a voz principal do canal português com maior audiência. É o ponto mais alto da sua carreira ou espera que o futuro lhe traga outros desafios?

 

   PD.: No dia em que eu achar que atingi o ponto alto da minha carreira, não terei mais vontade de me levantar da cama e ir trabalhar com gosto. Quero mais. Sei que tenho muito ainda para aprender. Adoro televisão e, apesar da idade ir avançando, desde que tomei consciência de que era este o caminho que queria seguir, não desisto de um dia realizar e apresentar um projeto de televisão.

Tenho formação na área, tenho carteira profissional e adorava fazer reportagem de guerra. Não desisto, porque gosto de aprender.

A minha primeira participação em televisão foi no "Big Show SIC", como apresentador de cidade e no júri estava Miguel Simões e Carlos Ribeiro, dois “Dinossauros “ da comunicação em Portugal e com quem tive o prazer de aprender e partilhar o estúdio, uns anos mais tarde. Passei pela Renascença onde também partilhei trabalhos com profissionais com alguns dos meus ídolos, como o António Sala, o Fernando Correia,  o Pedro Tojal, entre outros. Resumindo, espero chegar mais longe e espero cumprir todos os sonhos que tracei para mim.

 

 

   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?

 

   PD.: As redes sociais e a facilidade com que hoje se coloca uma imagem ou vídeo a circular na Internet, apagou um pouco o segredo dos bastidores da televisão. Na rádio esse efeito ainda é maior. O segredo e a curiosidade de saber como é a pessoa que está por trás daquela voz desapareceu com a evolução dos meios de comunicação. As rádios e as televisões tiveram de se adaptar à moda das redes sociais para criar uma aproximação com quem deixou de ouvir rádio ou ver TV.

No entanto, costumo dizer que os locutores de televisão são os "ilustres desconhecidos" da TV. Porquê? Porque todos os dias entramos na casa das pessoas, todos os dias lhes dizemos “boa noite” e convidamos para ficarem um pouco mais na nossa companhia, mas ninguém nos conhece a cara. Aliás, em qualquer um dos canais de TV em sinal aberto, nunca ninguém incluiu nas Galas de aniversário ou de Natal a presença dos locutores. Os tais que todos ouvem, mas que ninguém sabe quem são.

Desde que entrei para a TVI, em 2007, criei a minha frase : “Deixe-se ficar, vai ver que vai gostar!”. Por vezes, no dia a dia, acabo por dizer esta frase sem querer. Aconteceu-me há uns meses, numa caixa do supermercado, em que a funcionária olhava para um produto alimentar que eu levava e disse-me que já por várias vezes que esteve para comprar para ela, mas não sabia se ia gostar. Perante isto, disse-lhe de forma natural e sem querer: "tem de experimentar, vai ver que vai gostar !”. Quando acabei de dizer isto, a jovem olhou para mim e disse-me: “ Parecia que estava agora a ver a TVI”. Eu sorri, mas não disse mais nada. Percebi que o timbre de voz, juntamente com a frase que já é tão familiar dos espectadores, levou aquela jovem a reconhecer o tom da frase.

Não escondo orgulho, o que alguns preferem chamar vaidade.

Seja como for, tenho consciência de que o caminho que trilhei nunca conheceu o apelido “Cunha”. Estes episódios fazem-me sentir o efeito que tem a tal “caixa mágica”.

Ficha Técnica com Pedro David: "Ganhei muito respeito pela minha voz"

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   Pedro David é um dos quatro locutores da TVI. Muito provavelmente, a grande maioria de nós conhecerá a sua voz, mas poucos saberão quem é.

 

    Está no canal de Queluz de Baixo desde 2007, embora tenha iniciado a carreira na Rádio. Jornalista de formação, começou na Nacional FM seguindo-se a Rádio Renascença. Já no Grupo Media Capital, juntou ao currículo a Rádio Nostalgia, a Mix Fm, o Rádio Clube Português, a M80, a Cidade Fm, a Romântica Fm e a Best Rock. Antes de se mudar para a televisão, trabalhou para a Rádio Comercial.

 

   Além da sua função no canal que lidera as audiências em Portugal, Pedro é também DJ.

 

   Em entrevista ao "Ficha Técnica", revela o seu percurso profissional, fala das exigências do seu trabalho e confessa um dos seus grandes desejos profissionais.

 

   A entrevista está dividida em duas partes. Podes ler a segunda parte já amanhã.

 

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   A Caixa que já foi Mágica.: Trabalhava na rádio e depois mudou-se para a TVI. Como surgiu o convite? 

 

   Pedro David.: Eu trabalhava na Rádio Comercial quando fiquei a saber da existência de duas vagas para Locutores na TVI. Embora o Grupo fosse o mesmo, as empresas eram diferentes e por isso tive que me candidatar como qualquer outra pessoa.

Em junho de 2007 recebi um telefonema no qual me informaram que tinha sido escolhido para uma das duas vagas. Mantive-me na Rádio como Jornalista e iniciei, em paralelo, a função de Locutor em julho do mesmo ano.

Foi um período alucinante. Em agosto inaugurei uma Croissanteria no Entroncamento. A par de tudo isto, estava ainda a dar formação de “Dicção de Rádio” nas instalações da ARIC (Associação de Rádios de inspiração Cristã), em Fátima. Estava ainda a gravar um projecto piloto de 13 programas para a RTP e tinha a agenda cheia como DJ.

Foi um ritmo alucinante de trabalho que mantive até 2009.  

 

   

   ACQJFM.: Quais são as suas principais tarefas?

 

   PD.: Na TVI, a principal função é a da criação de textos e a respetiva locução nos genéricos dos programas e telenovelas. Tenho de deixar o espetador “colado” à TV enquanto não entra a publicidade. É como quem deixa um convite por voz para que  se continue do outro lado e na nossa companhia. Depois, no decorrer dos programas, criamos as frases (tickers) que passam em rodapé, informando o que vai ser transmitido a seguir.

 

   

   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades na sua profissão?

   

   PD.: Para mim, a maior dificuldade é criar um texto sempre mais apelativo e que desperte a curiosidade do espectador em relação ao último que fiz. O tempo é curto e a imaginação tem que funcionar.

Depois é ter segurança no que vamos dizer e da forma como passamos a mensagem. Não pode parecer ruído para quem nos ouve, mas sim uma voz amiga e familiar que todos os dias entra pela casa das pessoas, sem pedir autorização.

 

   

   ACQJFM.: Qual foi a situação mais complicada pela qual passou? E a mais caricata?

 

   PD.: O trabalho que fazemos é em direto. Houve um dia em que preparei o texto poucos minutos antes de ir para o ar e, no momento de mandar imprimir para ir para estúdio, a impressora encravou. Conclusão, fui para estúdio só com o texto em mente, mas o cansaço é uma arma inimiga da perfeição.

Quando a luz “ON AIR” acendeu, a minha memória apagou-se e daí para frente, os 45 segundos que tinha para falar, transformaram-se em 45 minutos. Parecia que nunca mais acabava o "off" e eu esqueci-me dos nomes dos programas que iam dar ao serão e até do programa que estava a terminar.

Então ficou qualquer coisa como isto: “Boa noite, este programa terminou, já a seguir a TVI preparou outro programa no género e mais tarde veja mais programas que a TVI preparou para esta noite da semana ( nem o dia me lembrava). Tenha uma boa noite com a programação da TVI “.

 

 

 

 Lê também:

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 "Ficha Técnica" com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

 

 

   ACQJFM.: A sua voz é muito característica. Sente que teve sorte e, por isso, chegou ao lugar onde está ou a sorte trabalha-se?

   

   PD.: Quando comecei na Rádio, a 20 de Fevereiro de 1990, falava pelo nariz e a cantar. Tinha a mania que era locutor e apenas tinha conhecimento daquilo que ouvia na antiga Radio Press, hoje TSF. Ouvia muito essa rádio e imitava o José Coimbra. Os anos e a insistência em ouvir o que fazia mostraram-me o que realmente era inaudível e o que estava errado. Tentei e aprendi a ser mais natural e foi aí que percebi que tinha algum potencial na voz. A partir dessa altura, pesquisei, ouvi, treinei e, acima de tudo, ganhei muito respeito pela minha voz.

 

 

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   ACQJFM.: Sendo a voz a sua principal ferramenta de trabalho, que cuidados tem?

 

   PD.: Confesso que não tenho muitos, mas há algumas coisas que evito fazer. Por exemplo, alterações bruscas de temperatura, beber água muito gelada, apanhar correntes de ar e comer alimentos muito quentes. À margem disto, não fumo e só bebo bebidas alcoólicas ocasionalmente por uma questão social.

 

 

   ACQJFM.: Como é que trabalha e treina as cordas vocais? É um trabalho idêntico ao de um cantor, por exemplo, ou algo mais específico?

 

   PD.: Tenho uma preocupação rotineira. Antes de iniciar um "off" ou um trabalho vocal, aqueço os 13 músculos da boca que interferem com o desempenho da dicção e das cordas vocais. Faço dois exercícios fundamentais durante dois a três minutos antes de falar para o "AR". São exercícios que ensino aos alunos das minhas formações. São truques que eles fazem e o resultado é imediato e notório.  

 

 

 

 

Lê a segunda parte da entrevista clicando no logótipo do "Ficha Técnica":

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Fernando Daniel em exclusivo: "Gostava de ser o primeiro português a sair de um concurso para o mundo!"

   

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   Fernando Daniel é o concorrente do "The Voice Portugal", da RTP1, de quem mais se fala atualmente.

 

   O jovem de 20 anos tem a participação mais vista da 4ª. edição no canal do programa no Youtube. O El Mundo, jornal espanhol, escreveu um artigo sobre a sua atuação, James Arthur, vencedor do "X Factor" inglês, quis segui-lo no Instagram e até num programa de uma rádio de Los Angeles, do Estados Unidos da América, foi comentada a sua participação.

 

   O concorrente falou, em exclusivo, ao "A Caixa que já foi Mágica":

 

   ACQJFM.: Bastaram cerca de três segundos para dois mentores pressionarem o botão.  O que é que se sente quando se viram as cadeiras?

 


   Fernando Daniel.: É um despertar de uma grande emoção. Não se consegue explicar bem, só mesmo sentindo. É inexplicável!

 

 

   ACQJFM.: Porquê a escolha de Mickael Carreira para mentor? Era uma opção que já tinhas em mente?

 


   F.D.: Não. Antes de entrar disse que escolheria aquele/a que vibrasse mais comigo e notei isso na Mariza e no Mickael. O Mickael acabou por conseguir ir ao encontro daquilo que eu queria ouvir.

 

 

   ACQJFM.: Existem diferenças entre o Fernando que participou no Factor X e o Fernando que participa no The Voice Portugal? 

 


   F.D.: Sim. Existe um Fernando mais maduro, mais forte e mais centrado no seu sonho.

 

 

   ACQJFM.: O James Arthur quis seguir-te no Instagram e numa página de fãs e o El Mundo desfez-se em elogios num artigo. Esperavas causar tanto impacto? O que é que isso significa para ti?

 


    F.D.: É uma grande emoção. Fiquei muito orgulhoso de mim. O artigo que o El Mundo escreveu vai ao encontro daquilo que eu quero um dia.

 

 

 ACQJFM.:Quais são as tuas maiores inspirações na música atualmente? 

 


   F.D.: Tenho vários artistas em quem me inspiro. James Arthur, James Bay, James Morrison, Shawn Mendes, John Mayer, Diogo Piçarra ou Bryan Adams, são alguns deles.

 

 

   ACQJFM.: Seja qual for o resultado da tua participação no The Voice, o que é que pretendes fazer na música depois do final do programa?

 


   F.D.: Depois do programa quero iniciar uma carreira na música. Uma carreira a sério. Quero gravar um álbum, lançar um single, fazer uma digressão pelo país e fora dele, se fosse possível. Quero ser um artista completo.

 

 

   ACQJFM.: Portugal é o limite?

 


   F.D.: Temos um grande país para explorar e muitas pessoas a quem chegar, mas tenciono mostrar ao Mundo o que quero. Gostava de ser o primeiro português a "sair" de um concurso musical para o Mundo!

 

 


   Vê ou revê a atuação de Fernando Daniel:

 

 

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Cada coisa no seu lugar

 

 

Chamem-me "quadrado" ou o que quiserem, mas a ideia da TVI de substituir os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito Presidente da República, por míni concertos, em direto no Jornal das 8 de domingo, não podia ser mais descabida.

 

 

Para que serve afinal um jornal? Que eu saiba, serve para dar notícias, sejam elas mais sérias ou mais ligeiras, a quem o lê, vê ou ouve.

 

Desde que Marcelo abandonou o comentário politico, que dava a liderança indiscutível ao informativo, o canal de Queluz de Baixo ficou com uma lacuna difícil de colmatar.

 

Chegou a exibir grandes reportagens, mas maioritariamente preferiram exibir estes míni concertos com bandas ou artistas. A música é cultura e de todas as coisas más em que hoje em dia um jornal televisivo se transforma, esta será a menos má.

 

Ainda assim, existe um barreira que não deveria ser ultrapassada. A do entretenimento e a do jornalismo. Existe um sem fim de programas em que podem ser mostrados estes míni concertos, que têm qualidade, embora não sejam emitidos no formato certo.

 

Contudo, o formato que se inicia na TVI generalista dá seguimento ao programa Estúdio 24, uma parceria entre a Rádio Comercial e o canal informativo da estação, e esse sim, mesmo parecendo contraditório com tudo aquilo que estou a escrever, é um bom programa, digno de ser acompanhado.

 

Justiça seja feita, não é só a TVI que faz este tipo de eventos, também a SIC e a RTP1, mais esporadicamente, têm destas ideias. Quanto a mim, cada coisa no seu lugar.

 

Esta necessidade de prolongar os telejornais porque dão audiências com custos relativamente reduzidos está a desvirtuar o formato.

 

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Rádio na televisão

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Na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Rádio, a SIC Caras passou a emitir o programa Café da Manhã, da RFM.

 

Quando li a notícia desta parceira pensei: "olha aqui está uma boa ideia.", não conhecendo ainda os moldes em que seria feita a transmissão televisiva do formato apresentado por André Henriques, Joana Cruz e Mariana Alvim

 

 

Sei que o programa tem de estar focado na rádio, é para isso que ele serve, mas pensei que tivesse uma ligação maior à televisão.

 

Enganei-me! O Café da Manhã, na SIC Caras, não passa de uma câmara de televisão estática a filmar o que se passa no estúdio da RFM. Pelo meio surge a Rita Andrade a fazer uma espécie de ponte entre o canal e a rádio o que, por si só, não torna a parceria melhor. 

 

Já aqui o referi, acredito que seja difícil deixar de centrar um programa específico e líder de um horário nas rádios e torná-lo num programa de televisão. Só não precisava de ser uma emissão tão literal e vazia. 

 

Ninguém vê algo que está feito apenas para ser ouvido.

 

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O menino da rádio

A RTP apostou em Vasco Palmeirim e fez bem. O animador das manhãs da Rádio Comercial já tinha dado mostras de ser um bom comunicador, também em televisão, nos programas do Canal Q.

 

O canal público pegou nele e colocou-o como jurado no programa Feitos ao Bife. A estreia foi boa, o programa é que era bastante fraco.

 

 

As coisas correram tão bem que, com a saída de Catarina Furtado da apresentação da primeira série, foi escolhido para dar a cara pela segunda edição. O programa melhorou e os resultados subiram.

 

Com o fim do péssimo Feitos ao Bife, a RTP voltou a pegar em Vasco Palmeirim para o Sabe ou Não Sabe. Um programa feito na rua onde são colocadas perguntas de cultura geral. Podia ser melhor! Mostrar mais das cidades portuguesas e ter melhores perguntas, por exemplo.

 

De qualquer das forma, a escolha foi certeira e, mais uma vez, os resultados subiram. A RTP gostou tanto que encomendou programas até fevereiro de 2014. Palmeirim soube aproveitar as oportunidades e tornou-se rapidamente num valor seguro em televisão.

 

Para a RTP melhor não podia ser. É adorado por muito do público jovem e é esse público que foge do canal do Estado como o diabo da cruz. Basta saber segurá-lo, dar-lhe bons programas e ele faz o resto. É uma agradável surpresa que, se está muito bem na rádio, não está nada pior na televisão.

 

A continuar assim, corre o sério risco de ser um fruto apetecido para outros canais.

João Moleira em exclusivo: "Acordo todos os dias às 3 da manhã. Isso não é fácil."



João Moleira é o rosto das manhãs informativas da SIC e SIC Notícias há vários anos. Está no canal de informação desde o início, depois de ter iniciado a carreira na rádio e na impressa escrita. Foi ainda professor na Universidade Independente durante dois anos. Ao Perguntas na Caixa responde sobre a sua vida enquanto jornalista e o seu trabalho como pivô na Edição da Manhã.

 


ACM.: Começou por fazer rádio, atualmente faz televisão. Tem preferência por alguma das duas?


JM.: Hoje sinto-me mais confortável a fazer televisão, mas continuo a gostar muito de rádio, embora não faça há 15 anos. São meios diferentes, mas com pontos em comum. Por exemplo, uma passagem pela rádio facilita na integração na televisão, porque a informação no momento, o directo, a pressão das horas, a comunicação oral, são os aspectos determinantes.


ACM.: Ser pivô é o trabalho que mais lhe agrada em televisão?

 

JM.: Não sei dizer se é o que mais gosto, mas é aquele que me foi destinado desde que aqui cheguei. É um trabalho que abrange várias áreas do jornalismo e faz-nos inteirar das mais variadas matérias e géneros. É um trabalho completo, agora não é mais nobre por isso. Há outras funções no jornalismo que são tão ou mais importantes e que gostaria de desempenhar.

 

ACM.: Está na SIC Notícias desde o início do canal. Há muitas mudanças 11 anos depois?


JM.: São quase 12 anos. Naturalmente que há mudanças. Mal seria se ao fim de tanto tempo as coisas não evoluíssem. Estamos naturalmente mais maduros, mais experientes e isso nota-se no canal. Haverá sempre aspectos a melhorar, mas continuamos a cumprir o objectivo de informar bem os portugueses.

 

ACM.: Quais as dificuldades de apresentar um informativo de madrugada?


JM.: Acordo todos os dias às 3 da manhã. Isso não é fácil. De qualquer forma, uma vez levantado, esquece-se a hora e começa-se a trabalhar. Um programa a esta hora tem o aliciante de ser o primeiro contato do espectador com a televisão naquele dia e há que criar impacto, empatia, simpatia, além de deixar informados quem nos vê.

 

Como se prepara a Edição da Manhã?


JM.: Começo a preparar na véspera em casa, principalmente se já sei quem vão ser os meus convidados na manhã seguinte. Depois, de madrugada, leio todos os jornais, vejo o que se passa nas agências, escrevo os textos que vou ler e tento estar atento a tudo o que se vai passando, mesmo quando a edição já está no ar.

 

ACM.: Recentemente a TVI 24 venceu, pela primeira vez, a SIC Notícias. Mérito da concorrência ou demérito da SIC?


JM.: Foi a escolha da maioria dos espectadores nesse dia, em particular. E os espectadores são sempre soberanos. Não sei o dia em que isso aconteceu, nem com que acontecimento, mas a verdade é que nos dias seguintes as audiências voltaram ao "normal".


ACM.: Preocupa-se com as audiências?


JM.: Naturalmente que consulto as audiências, mas não podem ser uma obsessão. Isso condicionaria o nosso trabalho. São um referencial importante, apenas isso.


A televisão ainda é a “caixa mágica”?


JM.: Terá perdido a importância de outros tempos, com o aparecimento de novas formas de comunicação, mas continua a ser a "caixa mágica". Pelo menos muita gente ainda a vê assim.