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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a tv portuguesa

19
Jun17

"No comments"

Tiago Lourenço

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   Geralmente não me junto aos coros de críticas que se fazem ecoar por essas redes sociais fora. Desta vez, não posso ficar indiferente.

 

   Neste domingo, em Pedrogão Grande, Judite Sousa fez uma reportagem junto de um corpo de uma mulher que morreu a fugir das chamas"Está um corpo aqui ao meu lado, de uma senhora, que ainda não foi recolhido, apesar de os bombeiros se encontrarem muito perto deste local”. Foram estas as palavras utilizadas pela jornalista enquanto apontava para o corpo apenas coberto por um lençol branco.

 

   Judite cometeu o maior erro da sua carreira neste dia. Aquilo que fez não tem desculpa. Desrespeitou a dor daqueles que sofreram e sofrem com a tragédia, desrespeitou aquela mulher e desrespeitou o jornalismo. A situação é delicada ou não fosse o incêndio na zona de Leiria a maior tragédia dos últimos anos em Portugal.

 

   Esta situação é imperdoável para qualquer jornalista e para qualquer canal. Neste caso, existe uma agravante. Judite Sousa perdeu o único filho em 2014. Na altura, a mãe pediu respeito por si e por André Sousa Bessa aos colegas jornalistas. A dor que com certeza ainda sente deviam tê-la feito perceber que estava a ultrapassar todos os limites. Ultrapassaram-se todas as regras de bom senso e do aceitável.

 

   Esta segunda-feira, à N-TV, falou sobre a situação dizendo apenas: "no comments!". Sem comentários mesmo, Judite!

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"Ficha Técnica" com Tiago Brochado: "Lembro-me muitas vezes da morte do Fehér"

 

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Ficha Técnica com a "voz" da TVI: "Ganhei muito respeito pela minha voz"

 

 

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19
Abr16

Regresso de Conceição Lino dá liderança à SIC

Tiago Lourenço

A estreia de E Se Fosse Consigo? foi o terceiro programa mais visto desta segunda-feira.

 

 

O regresso de Conceição Lino aos ecrãs trouxe bons resultados à SIC. O formato que visa alertar o público sobre os vários tipos de discriminação presentes na sociedade foi seguido por cerca de 1 milhão e 160 mil espetadores, liderando do início ao fim.

 

 

O programa, que abordou o racismo, deixou o Jornal das 8, da TVI, em segundo lugar nas audiências. O Telejornal e o The Big Picture, da RTP1, ficaram-se pelo terceiro lugar no horário das 21h00. E Se Fosse Consigo? teve ainda grande destaque nas redes sociais.

 

Recorde-se que Conceição Lino estava afastada da televisão desde que deixou o vespertino Boa Tarde para se dedicar novamente ao jornalismo.

 

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10
Abr16

Love on Top - a estreia e os resultados

Tiago Lourenço

 

Neste sábado à noite foi tempo de estar em casa com os amigos. Entre comer "porcarias" e escolhermos um filme para assistir, demos uma vista de olhos pela estreia do Love on Top da TVI.

 

 

O novo "dating-show" do quarto canal junta seis mulheres e seis homens na mesma casa em busca do "amor". Sem estúdio, sem público e com Teresa Guilherme na apresentação, a gala de estreia mostrou alguns pontos positivos e outros negativos.

 

A apresentadora esteve pouco segura na condução do formato, ainda não se percebeu a 100% como será o desenrolar do programa e o facto de ter apenas galas ao sábado e Extras todos os dias depois da meia-noite vai-lhe retirar muita visibilidade. Parece-me que o maior interesse aqui é manter ativo o canal TVI Reality já que a grelha da generalista está novamente centrada nas novelas.

 

Quanto aos pontos positivos tenho a destacar a casa onde vão estar os concorrentes, a interatividade (aplicação online) e, à primeira vista, um muito bom casting, depois do péssimo que a Endemol fez para A Quinta.

 

Em suma, e dentro do género, não posso dizer que Love on Top seja um mau programa. Pelo contrário, é diferente, bem feito e inovador relativamente àquilo que se fez em Portugal até hoje.

 

A estreia rendeu a liderança no horário nobre a TVI. O reality-show ficou em segunda lugar nas audiências e levou a melhor sobre todas as novelas da SIC.

 

Love on Top não será um grande sucesso porque também não está pensado para isso.

 

Fará a sua missão de subir as audiências do canal Cabo que lhe é dedicado, fará a TVI subir no late-night e vai dar que falar nas redes sociais incutindo o interesse em descarregar a aplicação. 

 

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27
Mai13

Televisão na Internet

Tiago Lourenço


É o vídeo viral do momento na Internet e pertence a um dos programas menos vistos da televisão portuguesa. Com apenas 16 anos, Martim, protagoniza o vídeo que já deve contar com mais de um milhão de visualizações.






O momento resume-se ao seguinte: o jovem é um empreendedor que criou uma marca de roupa de sucesso e teve direito de antena no programa da RTP1, Prós e Contras.


Na sua intervenção Martim fala da Over It, a sua marca, e acaba por ser interrompido pela investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, Raquel Varela, fazendo as seguintes perguntas: " Tens ideia de onde são feitas as camisolas? Se são feitas na China com os trabalhadores a ganharem dois dólares por dia?". O jovem empresário esclareceu que todas as peças são fabricadas numa empresa nacional o que deu azo a uma nova pergunta da investigadora: "E quanto ganham esses trabalhadores? Maioritariamente nas empresas têxteis, os trabalhadores ganham o ordenado mínimo, o que não é suficiente para viver". Martim foi "curto e grosso" e respondeu que os trabalhadores que recebem o ordenado mínimo pelo menos não estão no desemprego.


Cerca de um minuto e meio bastou para este momento se tornar num sucesso.


O interessante é perceber-se que este momento foi seguido, pela televisão, em média, por pouco mais de 200 mil espectadores. O Prós e Contras não é um programa de massas, é um debate semanal, umas vezes mais interessantes que outras, e que ultimamente tem alcançado audiências bastante medíocres.


A Internet e as redes sociais têm destas coisas. A televisão até pode ser o "local" onde muitos acontecimentos são mostrados mas é na Internet que estes ganham verdadeira visibilidade.


Este é um caso flagrante disso. Já não há programa de televisão que não tenha página no Facebook e mesmo na televisão apela-se para que o público adira a essas mesmas páginas. Vivemos uma época de mudança.


As redes sociais utilizam muitos dos conteúdos da televisão, mas a televisão já não consegue viver sem ligação à Internet.


Assista ao vídeo:



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