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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Elas, o Mundo e a dança

   

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   Dois amigos questionaram-me se eu já tinha assistido ao "Danças do Mundo", da RTP1. Eu disse que não. Por falta de tempo, por falta de curiosidade e porque já tinha lido alguns comentários menos agradáveis sobre o programa. Eles disseram-me que fiz uma má opção porque "aquilo é mesmo bom e muito bem feito".

 

   Obviamente que não podia deixar de colmatar esta falha e perceber se os meus amigos estavam certos ou se os tais comentários nas redes sociais, que falavam de "umas férias pagas às apresentadores pela RTP", eram ou não verdade.

 

   A realidade é que o formato, produzido pela Endemol, é mesmo muito bom.

 

   Mostrar as danças típicas de cada nação é mostrar cultura. Mostrar costumes e imagens de outros países é serviço público e se, para tornar tudo mais interessante, se tiver de recorrer a cinco mulheres bonitas, como é o caso, qual é o problema?

 

   O "Danças do Mundo" é bem feito, é cativante, é dinâmico e tem uma excelente fotografia. 

 

   Destaco a prestação de Sónia Araújo. Está um passo à frente das restantes apresentadoras por ter formação e um talento natural para dançar. Está como um peixe na água e isso reflete-se na sua prestação como apresentadora.

 

   O formato de dança passa aos sábados à noite na estação pública. Tem a final marcada para maio, na qual as apresentadoras vão competir entre si, mostrando aquilo que aprenderam ao longo das dez emissões do programa.

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Enquanto não souberem

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Viva La Diva

 

   O "Festival Da Canção" regressou este domingo para a primeira semi-final. Estava envolto em esperança depois das promessas de renovação por parte de quem o idealizou.

 

   Afinal, não foi nada disso. Não percebi onde está a inovação e a renovação. É que não chega trazer sangue novo para o festival se depois as músicas ainda cheiram a naftalina.

 

   Enquanto não souberem o que é o "Festival Eurovisão da Canção" não vamos sair deste buraco. E será que não sabem ou será que não querem saber?

 

   Em oito músicas, houve uma capaz de ser uma boa representante no certame internacional. Justamente a número oito e a justa vencedora desta primeira semi-final.

 

   Numa rápida incursão por todas as músicas tenho a dizer o seguinte: a primeira foi um falhanço incrível; na segunda não consegui perceber o que as meninas cantavam; na terceira tinham a boa voz de Fernando Daniel, deram-lhe uma música fraquinha e ainda por cima com instrumental altíssimo; Deolinda Kinzimba cantou a quarta música e não souberam utilizar o seu potencial; a canção número cinco foi um bocejo; a número seis foi uma boa tentativa e a canção número sete é bonita mas não serve.

 

   Em suma, o regresso do "Festival da Canção" foi uma montanha que pariu um rato. Já agora, falta ainda deixar uma nota negativa para Sónia Araújo e José Carlos Malato na apresentação.

 

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Agora a praça

 

 

Na época em que a Praça da Alegria passou dos estúdios do Porto para Lisboa e mudou de apresentadores critiquei a RTP. Desvirtuaram um formato com anos de emissões e atiraram Jorge Gabriel e Sónia Araújo para os sábado à tarde.

 

 

 

Os resultados não só não subiram como ainda desceram e o programa das manhãs perdeu qualidade. Mais tarde, a saída de João Baião para a SIC motivou o canal público a criar o Agora Nós. Um bom programa, com um belo cenário e que manteve Tânia Ribas de Oliveira.

 

Com a nomeação da nova administração da RTP, a Praça da Alegria vai regressar já em setembro com os apresentadores que o fizeram durante anos e em direto do Porto.

 

Esta decisão parece-me, sobretudo, um bater de pé da nova direção querendo mostrar que vai fazer o que bem lhe apetecer, custe o que custar.

 

No meio de tudo isto, espero que não coloquem Tânia Ribas de Oliveira na prateleira. É uma das melhores apresentadoras da atualidade e merece um lugar de destaque.

 

Não sou contra nem a favor a esta reviravolta mas o regresso da "Praça" é apenas e só uma espécie de vingança de Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, que fazia parte da equipa do Norte antes do seu novo cargo.

 

 

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Trocas e baldrocas

Esta foi uma semana cheia de novidades. A maior delas, e que acarreta outras duas, é a ida de João Baião para a SIC. Esta possibilidade já corre na imprensa há algum tempo mas a revista Notícias TV, que não costuma falhar, deu como certo o regresso do apresentador ao seu antigo canal já em abril.

 

Entretanto, na gala de aniversário da RTP, Baião disse qualquer coisa como: "já me encontraram substituto mas eu ainda aqui estou". Uma frase que não é a de quem está de saída.

 

Tornando-se essa possibilidade numa certeza, é uma boa jogada do canal de Carnaxide. A SIC não tem apresentadores suficientes para assegurar duplas no daytime. Foram buscar João Paulo Rodrigues por isso mesmo. Existe José Figueiras que, embora seja bom comunicador, já pouco cativa e João Manzarra não serve para estes horários.

 

João Baião é uma figura popular em todo o sentido da palavra. Popular porque se tornou um ícone desde o saudoso Big Show SIC e popular porque agrada ao público mais velho. Se for para as tardes do canal, vai bem. É necessário refrescar e alegrar um horário e Conceição Lino, com o Boa Tarde, não está a dar conta do recado.

 

Por sua vez, a RTP, fica com dois problema em mãos. Perde um dos seus principais rostos e fica com a Praça da Alegria sem um membro da dupla. A opção é, segundo consta, recrutar Jorge Gabriel para formar par com Tânia Ribas de Oliveira. Não me parece o mais correto. Que Jorge regresse mas com Sónia Araújo que estavam lá bem. Só que Jorge Gabriel está no lugar de José Carlos Malato que deixou de vez a condução do Portugal no Coração.

 

Por isso, também a Notícias TV, avança que Herman José é uma hipótese. O humorista também já afirmou que, se for essa a vontade da direção, que o fará. Quanto a mim, é uma boa ideia. Herman é um grande humorista mas também um grande conversador. É, muito provavelmente, um dos melhores a fazer talk-show em Portugal e seria também uma lufada de ar fresco no canal público que precisa de terminar com o enfadonho Portugal no Coração.

 

Ainda assim, Herman não pode ir sozinho. Que leve consigo, aí sim, Tânia Ribas de Oliveira que já demonstrou ter uma grande cumplicidade com o humorista sempre que este é convidado num dos seus programas.

 

Tudo isto são "ses". Tudo isto são trocas e baldrocas de uma televisão portuguesa que não tem figuras masculinas suficientes enquanto tem "criado" apresentadoras a rodos.

 

A ver vamos como serão os próximos meses.

Mal agradecida

Jorge Gabriel tem razões para não estar contente com a RTP. Sem que nada o fizesse prever, a direção do canal retira o apresentador da Praça da Alegria e coloca-o a fazer uma "perninha" de quatro horas nas tardes de sábado. Passa assim a ter menos cerca de 11 horas semanais de antena.

 

Confesso que não só fã do estilo mas Jorge Gabriel não merecia isto. Esteve sempre lá quando o canal precisou: mudou-se para o Porto quando lhe propuseram o programa da manhã, apresentou concursos de cultural geral em Lisboa ao mesmo tempo que vivia no Norte e foi sempre um bom profissional. Não sou fã, mas Jorge é um bom apresentador de televisão.

 

Na mesma situação está Sónia Araújo. Obviamente que também não merecia este futuro na RTP. O percurso da apresentadora não foi fácil. Ao longo dos anos teve dois colegas que não lhe permitiram ser parte de uma dupla, apenas coadjuvante. Manuel Luís Goucha chegou a admitir que nunca a deixou brilhar e Jorge Gabriel "apaga-a" constantemente, apesar de o fazer menos atualmente. Sorrateiramente Sónia impôs-se sem nunca se queixar. Já foi tarde, mas em 2009 conseguiu mesmo que o canal lhe desse, e bem, um programa em horário nobre.

 

Os dois vão apresentar Aqui Portugal, um programa em direto e feito no estúdios do Porto. É pouco para quem deu o que pôde ou ate mais a um canal que agora foi mal agradecido com os dois.

 

Houvesse dinheiro de outros canais e, pelo menos Jorge Gabriel, fazia as malas e mudava-se. Há mesmo informações de que a TVI está interessada, falta-lhe o mais importante nesta altura.

A caminho da privatização

Nas últimas semanas de 2012 têm vindo a público várias informações sobre mudanças na grelha de programação da RTP1.

 

Comecemos pelo TOP + e Cinco Sentidos, emitidos nas tarde de fim-de-semana. Terminaram! Se relativamente a este último concordo com o final, com o programa de música não concordo tanto. Feitas várias reformulações e adaptado à realidade atual poderia continuar em antena.

 

Ainda assim, é durante a semana que se verificam as maiores mudanças. A Praça da Alegria deixa de ser transmitida do Porto e passa para Lisboa. Sónia Araújo e Jorge Gabriel saem e entra João Baião e Tânia Ribas de Oliveira.

 

Ao Portugal no Coração deverá regressar José Carlos Malato e um rosto feminino que espero que não seja uma das piores profissionais da televisão, Marta Leite Castro. Os antigos apresentadores da Praça da Alegria são transferidos para as tardes de fim-de-semana, num formato em direto e transmitido dos estúdios do Porto.

 

Não sou contra a esta dança de cadeiras mas retirar a Praça da Alegria ao Porto é um golpe baixo. Fazer esta mudança com o único programa que conseguia levar outros convidados que não nomes da capital ou redondezas é tornar a RTP um canal menos pluralista e mais parecido com todos os outros.

 

Já que estamos numa de "parecido com os outros", acabaram-se os concursos de cultura geral à noite. Para o seu lugar vai ficção portuguesa e, já em Janeiro, estreia uma série relacionada com o ZOO de Lisboa chamada Sinais da Vida.

 

Já agora, não gostaria de estar a escrever sobre a RTP sem mostrar grande desagrado relativamente ao fim do Sociedade Civil, da RTP2, apresentado por Fernanda Freitas. O programa mais premiado de toda a estação pública, o grande e verdadeiro serviço público do segundo canal, termina de forma abrupta sem qualquer tipo de explicação.

 

Será tudo isto o caminho para a privatização? Parece-me que sim!

Ordenados das estrelas

Os apresentadores mais conhecidos da RTP1 foram notícia nos jornais, não há muito tempo, devido aos ordenados que auferem. Catarina Furtado foi uma das caras mais comentadas e mais criticadas nas redes sociais. 

 

Para que se tenha uma ideia a eterna "namoradinha de Portugal" recebe, por mês, 30 mil euros. Seguem-se José Carlos Malato e Fernando Mendes com 20 mil euros por mês, Jorge Gabriel com 18 mil, João Baião e Sílvia Alberto com 15 mil, Sónia Araújo com 14 mil e Tânia Ribas de Oliveira com 10 mil euros por mês. 

 

Claro que nos tempos que correm este tipo de salários choca muita gente, ainda para mais, sendo este dinheiro pago pelos contribuintes portugueses. 

 

O que também é verdade é que todas estas pessoas têm valor e, se a RTP as quer nos seus canais, tem de pagar por isso.

 

Existe um valor de mercado para os apresentadores. Se o canal público não o pagasse, estas "estrelas" mudariam de canal e a estação pública ficaria desfalcada de caras conhecidas e queridas do grande público. Há, no entanto, uma situação que dá que pensar. 

 

Enquanto Fernando Mendes, Sónia Araújo, Jorge Gabriel, João Baião e Tânia Ribas de Oliveira surgem diariamente no ecrã, existem outros que aparecem de vez em quando. 

 

Quanto tempo esteve Catarina Furtado fora de antena e de forma regular? Algum tempo e, nesse período, a apresentadora auferia os seus 30 mil euros mensais.

 

Ter bons apresentadores e pagar por eles é aceitável. Ter contratos de exclusividade que obrigam a pagar um valor mesmo que não se trabalhe, deixa de o ser.

Curtas e Boas

 

  • Júlia Pinheiro falou da estreia de Secret Story e, obviamente, puxou a brasa à sua sardinha. A apresentadora deu os parabéns à concorrência pelos resultados, mas logo a seguir criticou-os: "Tenho de dar os parabéns à concorrência pelos resultados, que são simpáticos, mas não são avassaladores" e continua dizendo, "Fiz melhor do que eles na estreia. Na minha altura tínhamos Ídolos na SIC, que já estava a fazer muito bem...Desta vez não havia nada na concorrência, nesta caso na SIC, e o resultado da TVI foi um bocadinho mais baixo", disse Júlia Pinheiro. A apresentadora até pode ter razão em relação aos resultados, mas tudo o resto não é bem assim. Primeiro, a edição que apresentou do reality-show, era uma novidade logo, desperta maior curiosidade. desperta maior curiosidade. Depois, a última edição de Ídolos não fazia resultados assim tão bons. Mas Júlia tem razão ao dizer que a concorrência não tinha nada. É  verdade, a SIC não fez nada de especial para que os resultados da TVI não fossem tão bons.

 

  • Jorge Gabriel está cada vez mais arrogante. Em poucos minutos de Praça da Alegria, na RTP, dá para perceber isso. A arrogância e o tom altivo com que trata muitos dos convidados fica-lhe tão mal. E será que Jorge Gabriel apresenta o programa da manhã sozinho? Parece que sim. Sónia Araújo não tem tido sorte com os parceiros de apresentação. Sempre que tenta dizer alguma coisa, cortam-lhe as palavras e é pena!