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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

As novidades da SIC

 

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    A SIC já lançou os dados e está preparada para a nova temporada.

 

    Uma novela, dois regressos, um final e uma estreia absoluta é aquilo que pode esperar já este mês.

 

    Conheça as apostas da SIC:

 

 

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   O programa regressa para uma segunda temporada e traz também de volta Conceição Lino. A jornalista é a autora do formato que "testa a capacidade de intervenção dos portugueses na defesa do outro, a partir de situações ficcionadas". Recorde-se que a primeira temporada foi um sucesso.

 

 

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   Os bons resultados da "Atualidade Criminal", nas manhãs da estação, deram a Hernâni Carvalho um novo programa às 19H00. A atualidade criminal e outras questões vão ter espaço de antena num horário em que a SIC está cada vez mais longe da liderança.

 

 

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   Esta é a nova novela da SIC que vai substituir "Amor Maior". Protagonizada por Margarida Vila-Nova, Albano Jerónimo, Joana Solnado e Marco Delgado, "Paixão" conta a história de um homem determinado a lutar pela justiça e determinado a recuperar dez anos de vida. É uma novela de homens e mulheres que vão ao limite para conseguirem aquilo em que acreditam.

 

 

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    O "Vale Tudo" regressa também à estação de Carnaxide com algumas caras novas e numa versão já gravada.

   Cecília Henriques, Cleia Almeida, Salvador Martinha e Dânia Neto, juntam-se aos veteranos Rui Unas e César Mourão, os capitães de equipa.

   O "Cenário Inclinado" é a "prova rainha" do formato e João Manzarra mantém-se como apresentador.

 

   

   As manhãs da SIC também se vão alterar. "A Vida Nas Cartas" termina já a 8 de setembro. A solução encontrada para substituir o programa de tarot foi esticar o "Queridas Manhãs". O fomarto apresentado por Júlia Pinheiro e João Paulo Rodrigues passa a ter início às 09H00.

 

 

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Recordar o quê?

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   Vou escrever-vos um texto curtinho do alto da minha "ponte". Sim, esta sexta-feira estou de folga. E estou, mais uma vez, muito mal impressionado com a SIC. É que se a burrice pagasse imposto havia alguém por lá muito pobre.

 

    "Tudo Incluído" é um novo programa emitido aos sábados à noite. No ano em que o canal comemora os 25 anos de existência, revivem-se ali os formatos de sucesso da estação. Na estreia, a nostalgia envolveu-me ao recordar o mítico "Big Show SIC". Nos anos 90 era tudo mais genuíno. Vivia-se sem "medo do ridículo" e talvez fosse um Portugal menos de fachada. Sim, porque o Portugal de hoje não é assim tão diferente daquele que ali se viu.

 

   Mas estou a escrever para vos informar que o próximo programa não vai trazer imagens de um "Ponto De Encontro", de um "Ai Os Homens", de um "Chuva de Estrelas", de um "Não Se Esqueça Da Escova De Dentes" ou, quem sabe, de um "Perdoa-me". O próximo "Tudo Incluído" vai centra-se no antiquíssimo "Vale Tudo". Um formato que foi originalmente exibido em 2013/14 e que foi reposto em 2016.

 

   Preciso escrever mais alguma coisa? Acho que não!

 

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Valeu o esforço

   

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   O "Agarra a Música" estreou na SIC com a intenção de levantar os números da estação, no horário nobre de domingo. Gabriela Sobral, futura diretora de programas do canal, afirmou que esta é mesmo uma aposta para ganhar.

 

   Alguns programas depois, confirmo o que sempre achei desde início. Não chega!

 

   É divertido, interativo e diferente. Obviamente que tinha e tem tudo para subir os números do canal, mas não chega para ganhar. Em cinco emissões já exibidas, liderou apenas numa delas, mas não foi o programa mais visto daquele dia.

 

   Cláudia Vieira e João Paulo Rodrigues fazem uma boa dupla. Rui Unas e Luciana Abreu são os capitães das duas equipas em jogo em cada programa. O ator/apresentador está igual a si próprio, eu gosto. A atriz/cantora está melhor do que no "Vale Tudo", ainda assim, continua exagerada e a esforçar-se demasiado para ter piada.

 

   Mesmo com momentos musicais, que enriquecem o programa, e a aplicação para os smartphones, algo deixa a desejar neste "Agarra a Música". Uma das razões para isso é a de que o "star system" da SIC não está tão bem como o da TVI, por exemplo. Não há figuras que o grande público tenha mesmo interesse em ver.

 

   Além disso, o formato acaba por ser demasiado básico e pouco diferente de emissão para emissão. Não é possível haver o fator novidade em todas as emissões. É aquilo e aquilo mesmo.

 

   Foi um bom esforço, não posso negar, mas se a SIC quer ganhar tem de apostar em algo arrasador. É que a RTP e a TVI ainda não lançaram as suas grandes apostas.

 

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Domingo à noite

 

Os domingos à noite deixaram de ser os mesmos. A RTP apostou forte em The Voice Portugal. Dilvogou-o bem, escolheu um bom painel de jurados e os resultados apareceram. Só o futebol conseguiu mais público a um domingo à noite para o canal nos últimos anos.

 

 

Com estes resultados a estação do Estado finalmente foi a jogo. Pode dizer-se que apresenta o mesmo género de programa das privadas mas o que é certo é que o público reagiu bem e esta nova edição do talent-show, pelo menos pelos dois primeiro programas, merece.

 

Daqui para a frente, se o resultados se mantiverem, SIC e TVI vão ter muito em que pensar.

 

O canal de Carnaxide ainda não anunciou o que vai substituir Vale Tudo, que já deu o que tinha a dar. De emissão para emissão as audiências descem. Se a nova aposta for boa, pode ter a hipótese de voltar a vencer neste dia, algo que não acontece desdes os primeiros programa de Factor X.

 

É que a TVI, depois de A Tua Cara Não Me É Estranha: Kids, que também teve dificuldades frente à estreia da RTP, vai aventurar-se com o Rising Star. O formato que fez sucesso em Israel, nacionalidade do programa, é diferente daquilo que a estação de Queluz tem apresentado. Além disso, vais apostar numa nova dupla, Leonor Poeiras e Pedro Teixeira, e o programa vai ainda trazer a inovação de ser o público a escolher os concorrentes através do voto pelas redes sociais. Pode ser um grande sucesso ou, pelo contrário, colocar a TVI em maus lençóis.

 

Dependendo da aposta da SIC, parece-me que é a RTP quem vai ter mais a lucrar com a opção do quarto canal.

 

Enquanto a concorrência entre os canais generalistas se mantiver neste patamar, quem ganha é o espectador.

O que aí vem

Os canais generalistas portugueses já meteram as cartas na mesa quanto às principais apostas para o início de 2014.

 

 A RTP escolheu uma segunda série de A Voz de Portugal que, devido a mudanças de produtora, passa a denominar-se The Voice - Portugal. Fica em linha com as versões internacionais do concurso, embora prefira o nome da primeira série.

 

Depois de Factor X, não me parece que esta seja uma boa escolha. The Voice é igualmente um bom formato mas idêntico ao da SIC, ou seja, já existe um certo desgaste se bem que, comparativamente, e sobretudo na fase das galas, o programa da RTP 10 a 0 à concorrência, isto se tiver a mesma qualidade da anterior série.

 

Catarina Furtado volta a ser a escolhida para apresentar o programa que deve ocupar os sábados à noite. Os resultados não devem fugir muito dos de 2012, o que quer dizer que não vão permitir aproximarem-se do primeiro lugar no horário mas também não vão piorar os valores que a RTP já faz.

 

A SIC escolheu também um regresso. João Manzarra não vai descansar a imagem e vai regressar com o Vale Tudo. Foi um dos melhores e mais divertidos formatos de 2013 que, na época, conseguiu audiências satisfatórias frente à TVI. Algo que a SIC não conseguia desde o primeiro Peso Pesado.

 

Gosto deste regresso, embora seja necessário substituir alguns concorrentes e manter o César Mourão ou o Rui Unas, por exemplo. Não que fosse um grande chamariz de audiência mas, para meu gosto pessoal, gostava de ver Herman José no lote de concorrentes. Não é impossível mas será difícil que este aceite ou que SIC consiga pagar.

 

A TVI também aposta em regressos. Masterchef muda-se da RTP para o canal de Queluz e Manuel Luís Goucha vai ser o anfitrião e também jurado. Ainda não se sabe qual será o dia de exibição mas parece-me que terá sucesso.

 

A certeza para os domingos é A Tua Cara Não Me É Estranha com antigos concorrentes em dupla com crianças. Não é a ideia mais genial do mundo o que não quer dizer que não vá funcionar. Pelo contrário. Esta nova versão do concurso de imitações vai ser, sem dúvida alguma, o vencedor das noites dominicais.

 

Pelo menos o início de 2014 não vai trazer nada de novo. Ainda assim, o que aí vem não é assim tão mau.

É disto que o meu povo gosta

Nem o jogo entre Benfica e Sporting abalou a estreia de Big Brother VIP na TVI. A primeira gala rendeu ao canal uma média de 1 milhão 983 mil espectadores, atirando o concorrente Vale Tudo para a o 9º. lugar da tabela dos mais vistos com o pior resultado de sempre. Quase 5 em 10 pessoas que assistiam televisão àquela hora estavam a ver o reality-show.

 

Quanto ao programa em si, a primeira gala foi igual a tantas outras, não trouxe qualquer tipo de novidade. Mostrou foi uma versão do Big Brother bem ao estilo de Secret Story. Nem a música característica dos programas passados sobreviveu.

 

Contudo, a TVI deu um golpe de mestre. Separar a casa em duas, uma zona "rica" e uma zona "pobre", foi uma boa ideia e que trouxe o fator novidade. Relembro que, supostamente, a SIC estava tentada a adaptar Mundos Opuestos que é, nada mais nada menos, que aquilo que o canal 4 apresentou agora. Antecipou-se assim e estragou o planos da concorrência.

 

Os VIP escolhidos não o são mas foi sempre assim. Uns são conhecidos e outros "semi-conhecidos" que procuram relançar-se no mundo da fama.


Teresa Guilherme esteve igual a si mesma talvez, em certos momentos, demasiado brejeira.

 

Este Big Brother VIP vai dar um novo fôlego à TVI. Vai apagar o Vale Tudo da SIC e, nos primeiros dias, vai dificultar os excelentes resultados que Dancin´Days tem conseguido alcançar e ultrapassá-los. De resto, ao domingo está ganho, durante a semana o VIP´s vão ter mais dificuldades.

Valeu!

Finalmente a SIC acertou! Vale Tudo é o programa ideal para os domingos à noite. Juntaram-se algumas caras conhecidas a uns jogos divertidos e já está. Trata-se de entretenimento puro e que tem no cenário inclinado o seu expoente máximo (esta é também a estreia da produtora Shine Ibéria no mercado português, as mesma de O Formigueiro).

 

A verdade é que este novo formato ainda não conseguiu vencer qualquer um dos concorrentes, leia-se Secret Story e A Tua Cara não me é Estranha, mas é aquele que melhores resultados tem aos domingos, no canal de Carnaxide, nos últimos tempos. No último domingo alcançou mesmo o seu melhor resultado e não tem permitido que o programa de imitações da estação ao lado tenha os resultados de outrora.

 

Neste Vale Tudo há duas chamadas de atenção que são necessárias. A primeira delas vai para João Manzarra que, ainda preso ao teleponto, tem um programa que lhe serve que nem uma luva e onde está como um peixe na água. É, talvez, a sua melhor prestação como apresentador e, por isso, uma escolha mais do que acertada.

 

A outra chamada vai para Cesár Mourão. Foi difícil para a SIC perceber que estava ali um diamante em bruto e que, durante anos, se cingiu apenas às manhãs ainda nos tempos de Fátima Lopes. Finalmente tem um lugar importante no canal!

 

Não sei se alguma vez este programa será o mais visto aos domingos mas, pelo menos, trouxe novidade, alegria e ajudou a SIC a subir em dia de vitória certa da TVI.