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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Último cartuchos

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   RTP1, SIC e TVI lançaram os últimos cartuchos de 2017 no que toca ao entretenimento. 

 

   Aqui pode ler a opinião sobre os novos programas das generalistas.

 

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   A RTP1 apostou, recentemente, no programa "Cosido à Mão". Apresentado por Sónia Araújo, o formato é uma competição entre costureiros amadores que transformam ou criam roupas ao longo de cada programa. O obejtivo é eleger o melhor costureiro amador de Portugal.

 

   As primeiras emissões não me deixaram surpreendido, nem desiludido. É uma clara inspiração no "Project Runway", que já teve uma versão portuguesa no canal do Estado, embora no versão bem mais minimalista. É, portanto, pior.

 

   Contudo, não deixa de estar bem feito. À primeira vista os concorrentes parecem-me bons para a televisão, mas nem tanto para a costura. Sónia Araújo esteve bem, tornando-se de novo num rosto capaz de dar "descanso" (ambas estão no ativo) a Catarina Furtado e Sílvia Alberto.

 

   Os jurados, Paulo Battista e Susana Agostinho, são a escolha certa para o papel. Interventivos, expressivos e com conhecimento de causa.

 

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   D´Improviso chegou, viu e venceu. Num formato original da SIC e da produtora Shine Iberia, o programa apresentado por César Mourão centra-se no humor de improviso. 

 

   É, também ele, uma inspiração naquilo que o humorista já faz na manhãs da Rádio Comercial, nos espetáculos ao vivo dos "Commedia à lá Carte" e também no "Vale Tudo". 

 

   O formato é leve e bem disposto, só não sei se terá a vitalidade e o necessário para se aguentar muito tempo no ar com bons resultados. É bom, mas falta qualquer coisa. Percebi isso na primeira emissão. Começou muito bem, com o momento em que Bento Rodrigues esteve presente. Depois, foi sempre a descer em qualidade e em graça.

 

   Ainda assim, valeu o esforço. 

 

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   "Nunca Digas Nunca" é mais um formato original, mas que de original tem muito pouco. Escolhido para as tardes de sábado da TVI, o programa é apresentado pela dupla Pedro Teixeira e Ana Sofia Martins. O canal de Queluz refresca, assim, a antena com dois rostos jovens e capazes.

 

   O programa em si, não trás nada de novo. É uma mistura de "Agora É Que Conta", que Fátima Lopes apresentou na sua chegada à TVI, e o "Cante Se Puder", que César Mourão assumiu juntamente com Andreia Rodrigues na SIC.

 

   Tem um belíssimo cenário, tem ritmo e fez com que a TVI abdicasse das repetições aos sábados. 

 

   Dá para o gasto, até venceu as audiências na primeira edição. Contudo, não me parece que tenha grande longevidade. Basta a SIC apostar em bons filmes e a RTP ter um "Aqui Portugal" mais interessante para o caso mudar de figura.

 

 

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   O "Masterchef Júnior" regressou à TVI sem grandes novidades e logo a perder para a SIC.

 

   Sinceramente, não sou apreciador desta versão infantil. Sendo mais papista que o Papa, faz-me confusão ver miúdos a mexer em utensílios de cozinha, como facas, quando sempre me lembro de ouvir em criança para não mexer nelas. Mas esta é apenas uma opinião muito pessoal.

 

   A versão portuguesa do programa de cozinha é boa. Sempre foi. Manuel Luís Goucha, como jurado, dá um brilho especial ao formato.

 

   Provavelmente, a TVI já abusou do "Masterchef". Fez a versão "famosos", que em termos de audiência não correu assim tão bem, fez várias versões com anónimos e duas versões com crianças. O programa demonstra desgaste e é preciso saber parar. A versão "Júnior" deve ter vindo clarificar isso mesmo.

 

   Em suma, "já se inventou tudo em televisão". Nestes casos em específico, existe uma qualidade superior ao habitual o que não deixa de ser um bom sinal.

 

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