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A caixa que já foi mágica

Um blog de opinião sobre a televisão portuguesa

ZUM-ZUM

 

São precisos recuar muitos anos para chegar a um programa da SIC, não estreado, que tenha criado tanto "zum-zum" na comunicação social como o Shark Tank.

 

 

 

 

Este reality-show, de sucesso internacional, consiste na venda de parte de negócios de candidatos a empresários dispostos a investir o seu próprio dinheiro nesses mesmos projetos.

 

João Rafael Koehler, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) e também presidente da direção do Portugal Fashion, o empresário Mário Ferreira, presidente executivo da Douro Azul, Miguel Ribeiro Ferreira, especialista em gestão de empresas e fundador das empresas Bebágua e Acquajet (em Espanha) e atual chairman da Fonte Viva, Susana Sequeira, publicitária e fundadora da agência de publicidade MSTF Partners e Tim Vieira, empresário luso-descendente com negócios no sector dos media são os cinco "tubarões" portugueses.

 

As notícias relativas ao programa estão espalhadas por toda a imprensa quer seja na especialidade ou não. É que o Shark Tank, se fizer aquilo que promete, é realmente um empurrão para a economia do candidatos e até do país. E, diga-se, em tempo de crise é o que se precisa.

 

Com estreia apontada para fevereiro de 2015 não se sabe ainda o dia de exibição mas tudo indica que será ao sábado.

 

A tinta que Shark Tank tem feito correr é digna de registo e indica que a SIC tem um programa que pode liderar as audiências. Se isso não acontecer será um fracasso.

 

A versão americana é fantástica, não só porque os empresários são divertidos e mordazes mas também porque os candidatos são interessantes para o bem ou para o mal. Já a versão canadiana, mesmo tendo dois "tubarões" da versão americana, não é tão boa sobretudo porque a qualidade das ideias e dos candidatos é inferior.

 

O mesmo pode acontecer em Portugal. Não querendo desvalorizar, é um país pequeno e os portugueses não têm a mesma dose de loucura que têm os americanos.

 

É, também por isso, que o casting dos concorrentes tem de ser primoroso. Caso contrário, arrisca-se a ser uma versão "foleira" de um grande formato e a montanha acabará por parir um rato.