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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Dez recordações no Dia Mundial da Televisão

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No dia 21 de novembro comemora-se o "Dia Mundial da Televisão". A televisão, enquanto objeto, está morrer aos poucos e os canais tentam, com muito custo, reinventar-se nos dias de hoje, dominados pela Internet.

 

Quando escolhi o nome para o "A Caixa que já foi Mágica", pensei nos tempos em que tudo aquilo que passava naquele ecrã era mágico. Sobretudo nos anos 90, e claro nos anos anteriores, a televisão tinha magia porque o efeito novidade era verdadeiro e nós, enquanto espetadores, não fazíamos ideia de como tudo era feito.

 

Em 2018, já foi tudo inventado. O que existem são várias nuances para algo que já foi criado. Além disso, a mística do "como é que fazem aquilo?" deixou de existir porque a informação é mais difundida, sobretudo nas redes sociais, e os próprios canais têm programas que mostram os "bastidores" de quase todos os seus produtos.

 

Nasci em 1989 e tenho na memória um sem número de momentos em que a televisão marcou a minha vida. 

 

Hoje escolho e relembro alguns dos programas que mais me marcaram nas mais variadas categorias.

Série

"Médico de Família"

Fotografia.: Gerardo Santos - Global Imagens

A série estreou na SIC em 1998. Fernando Luís, Rita Blanco, Francisco Garcia, Maria João Abreu, Henrique Mendes e Sara Norte protagonizaram a produção da Endemol, baseada num original espanhol. Seguida por uma média de cerca de dois milhões de espectadores, a história centrava-se na vida de um médico, viúvo, que tinha a seu cargo três filhos, um sobrinho e o pai. "Médico de Família" foi a série mais vista de sempre em Portugal.

 

Novela

"A Indomada"

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A qualidade crescente das novelas portuguesas é inegável. Ainda assim, não é fácil fazer esquecer a qualidade das tramas brasileiras da gigante TV Globo, emitidas pela RTP1 e pela SIC.

Adquirida pelo canal de Carnaxide em 1997, "A Indomada" foi uma das histórias de maior sucesso em Portugal. Poucos são aqueles que viveram naquele ano e que não se lembram da figura de "Cadeirudo", que atacava as mulheres em noite de lua cheia. No final, o segredo da personagem misteriosa foi revelado e soube-se que, afinal, a figura desajeitada era uma mulher.

A personagem principal era Eulália (Adriana Esteves) que se apaixona por Zé Leandro (Carlos Alberto Riccelli), mas os dois sofrem com a perseguição da família da jovem que não aceita a relação. Pedro Afonso (Cláudio Marzo), irmão de Eulália, ameaça Zé Leandro de morte. O rapaz é obrigado a fugir, mas promete voltar um dia. Eulália passa a viver em segredo e sempre a fugir do rancor do irmão e das maldades da cunhada Altiva (Eva Wilma).

 

Reality-show

"Big Brother"

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Apesar de recordar programas como "Survivor" (TVI) ou "Masterplan" (SIC), é impossível esquecer aquele foi o primeiro reality-show realizado em Portugal.

"Big Brother" trouxe Teresa Guilherme de novo à ribalta e deu a conhecer Zé Maria, o jovem de Barrancos que apaixonou os portugueses. Na SIC, o formato foi rejeitado e a TVI aproveitou a oportunidade. Foi o início do fim da liderança nas audiências para o a estação de Pinto Balsemão. A primeira edição do programa foi para o ar em 2000.

 

Talent-Show

Operação Triunfo

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É um género de programa que me agrada especialmente e são muitos os formatos que caberiam nesta categoria. Contudo, a primeira "Operação Triunfo" marcou-me, de alguma forma, mais do que qualquer outro formato.

Também adaptado de uma ideia espanhola, o concurso descobriu novos talentos na música. A primeira edição foi apresentada por Catarina Furtado, em 2003.

Ainda hoje guardo alguns cd´s que eram lançados, semanalmente, com as músicas cantadas em cada gala.

 

Talk-Show

"Herman SIC"

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A minha admiração por Herman José começou aqui, no "Herman SIC". O melhor humorista português protagonizou a maior transferência de sempre na televisão portuguesa, quando trocou a RTP pela SIC, em 1999. O programa contava com vários momentos de humor, música e entrevistas. Foi, durante muitos anos, o maior palco da televisão portuguesa, onde eram recebidas grandes figuras internacionais como Sting, Anastasia ou Elton John. 

 

Concurso

"Quem Quer Ser Milionário?"

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Muitos programas cabiam nesta categoria, mas o "Quem Quer Ser Milionário?" merece ser recordado. Foi um dos mais bem sucedidos formatos de perguntas de cultura geral em Portugal e em todo o Mundo. Vários foram os apresentadores do concurso, mas Carlos Cruz foi o primeiro.

A edição inaugural foi emitida em 2000, na RTP1.

 

Humor

"Não Há Pai"

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Também aqui as escolhas podiam ser várias: desde "Malucos do Riso", "A Loja do Camilo" ou "Levanta-te e Ri", mas "Não Há Pai!" merece ser recordado. Foi um dos últimos formatos de ficção emitidos em direto e com público ao vivo. A sitcom foi também o último trabalho de Camacho Costa, que faleceu em 2003, e que marcou também o final da série de humor. 

Estreada em 2002, na SIC, os seus episódios giravam em torno da família Boavida.

 

Desenho Animados

"Dragon Ball"

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Foi um dos maiores sucesso dos anos 90 e, ainda hoje, a série japonesa é recordada e seguida por milhões de fãs. Portugal não foi exceção. Emitida originalmente pela SIC, as dobragens em português deram um cunho muito característico ao anime. A história de Son Goku começou a ser contada na língua de Camões em 1995.

 

Informação

"Grande Reportagem SIC/VISÃO"

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Em tempos, a "Grande Reportagem" teve honras de horário nobre de domingo na SIC. Naquela época, os trabalhos jornalísticos era emitidos após o "Jornal da Noite" e chegaram a conseguir extraordinárias audiências, talvez impensáveis nos dias de hoje.

Em 2007, o canal exibiu o trabalho de Pedro Coelho, intitulado de "Rosa Brava". A reportagem focava-se numa menina de 16 anos, natural da Serra da Estrela, que foi obrigada pelos pais a deixar a escola aos 14 anos. Rosa teve de ir pastar o gado da família.

Lembro-me de esta história me ter marcado ao ponto de me impulsionar a estudar jornalismo.

 

Internacional

"Jogos Sem Fronteiras"

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Ainda hoje faz parte do imaginário de muitos portugueses. "Jogos Sem Fronteiras" relembra, automaticamente, Eládio Clímaco, também ligado aos comentários do "Festival Eurovisão da Canção".

O formato eurovisivo juntava equipas de países europeus que participavam em várias provas de força, perícia e rapidez.

Um regresso à RTP chegou a ser pensado recentemente, mas acabou por não avançar.

Portugal participou pela última vez em 1998 e iniciou as suas participações em 1981.

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