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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Júlia César

Fotografia: Global Imagens

 

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Quando o imperador romano, Júlio César, se dirigiu ao Senado para falar acerca da vitória sobre Fárnaces, Rei do Ponto, terá dito: "Cheguei, vi e venci". Júlia Pinheiro não terá utilizado as mesmas palavras, mas poderia tê-lo feito.

 

A missão de estrear um novo programa era espinhosa. Há vários anos que o canal de Carnaxide não vencia o horário da tarde, durante a semana, por mais apostas que fizesse. Fátima Lopes foi imbatível e deu à TVI um longo período de vitórias.

 

Era também difícil porque Júlia não teve um percurso feliz desde que regressou à SIC, depois de um grande período de glória na principal concorrente. Nem "Querida Júlia", nem "Queridas Manhãs", nem "Sabadabadão", nem "Splash Celibridades" conseguiram dar à apresentadora o sabor da vitória. Só a grande estreia de "Peso Pesado" deu alegrias à mãe de Rui Pêgo e à estação de Pinto Balsemão.

 

Agora, nos quatro dias em que foi emitido, "Júlia" liderou as audiências no três primeiros. Até se pode falar do efeito novidade, mas o certo é que os resultados obtidos são um feito.

 

No novo formato vemos a "velha" Júlia, quase que renascida da cinzas, num programa bem pensado, tendo em conta o horário e o público-alvo.

Também, finalmente, um programa do day-time da SIC tem um cenário bonito.

 

A ideia de trazer de volta a apresentadora à verdadeira ribalta foi de Daniel Oliveira. Desde que se tornou no diretor-geral de entretenimento da SIC, o também apresentador tem demonstrado ter uma estratégia muito bem delineada e boas ideias para tornar o canal novamente no preferido dos portugueses.

 

Júlia está mais serena e, com certeza, feliz com aquilo que alcançou na última semana. Só não se pode deixar deslumbrar. A vitória em três batalhas não significa que a guerra está ganha.

 

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