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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"The Voice Portugal" sobe audiências da RTP mas perde para a concorrência

Fotografia: Facebook The Voice Portugal

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A sexta temporada do talent-show do canal público regressou, domingo, ao horário nobre da estação. Apesar de dobrar a audiência obtida pela RTP1 nos últimos meses, não conseguiu sobrepor-se à concorrência.

 

 

   Mickael Carreira, Marisa Liz, Aurea e Anselmo Ralph voltaram com novidades: um botão que permite bloquear a ação de outro mentor e um renovado cenário. Com uma média foi de cerca de 816 espectadores, o "The Voice Portugal" foi apenas o quinto programa mais visto do dia.

 

   Relativamente à edição de 2017, a deste ano perdeu mais de 250 mil espectadores.

 

   A chegada do programa da RTP1 fez com que o "Terra Nossa", da SIC, e o "Pesadelo na Cozinha", da TVI, obtivessem os piores valores desde que estrearam. O formato conduzido por César Mourão foi o segundo programa mais visto de domingo com cerca de 891 mil espectadores. Já Ljubomir Stanisic liderou a tabela sendo seguido por uma média de 1 milhão e 295 mil espectadores.

 

   Para já, o programa que promete dar uma nova vida aos restaurantes portugueses venceu nos três dias em que foi emitido.

 

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Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

 

   

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"Pesadelo na Cozinha" regressa na liderança

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A segunda temporada do programa de Ljubomir Stanisic estreou, este domingo, e liderou as audiências do dia.

 

   "Pesadelo na Cozinha" regressou às noites de domingo da TVI. Na emissão de estreia, a segunda temporada conseguiu ser o programa mais visto do dia.

 

   Em média, a primeira edição de 2018 foi seguida por 1 milhão e 408 mil os espectadores. Estes valores significam que o programa da estação de Queluz de Baixo registou 14,5% de audiência média e 32,1% de quota de mercado.

 

   Na SIC, também foi noite de regresso. César Mourão centrou o "Terra Nossa" na figura de Tony Carreira. O programa vice-liderou no horário nobre de domingo. O humorista garantiu uma média de 1 milhão e 145 mil espectadores, o que corresponde a 11,8% de audiência média e 24,5% de quota de mercado.

 

   No mesmo horário, com o concurso de Vasco Palmeirim, a RTP não foi além dos cerca de 400 mil espectadores. O "Joker" registou 4,1% de audiência média e 8,6% de share.

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Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

"Tiago, muda lá para a SIC"

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A nova grelha de programação da SIC foi apresentada, esta tarde, em Lisboa. Cristina Ferreira, a nova estrela da estação, surpreendeu os presentes no Teatro Capitólio com um vídeo de apresentação.

 

 

   O canal de Carnaxide lançou a sua nova grelha ao final da tarde desta segunda-feira. Além de todas as novidades, o momento mais esperado foi a aparição de Cristina Ferreira. Apesar de não estar presente pessoalmente, a apresentadora surgiu em vídeo a reforçar que a SIC é a sua casa. No final desse vídeo brincou, ao chamar o filho Tiago e pedindo-lhe para mudar de canal.

 

   Apesar de todas as atenções estarem viradas para antiga estrela da TVI, a estação anunciou as suas apostas para a nova temporada.

 

   Júlia Pinheiro vai apresentar um novo programa nas tardes. "Júlia", assim se chama o formato, chega em outubro e a apresentadora revelou que tem ""uma cadeira mágica, na qual todas as pessoas são extraordinárias.", disse.

 

  Diana Chaves também está confirmada como o rosto principal do "Casados à primeira vista". A "experiência social" tem estreia marcada para o final de setembro.

 

    O "Fama Show" tem nova apresentadora. Jani Gabriel está de regresso depois de ter sido a "Reportér V" no "The Voice Portugal".

 

   Quanto a novelas, "Alma e Coração" é a grande aposta do canal na ficção nacional. A história é protagonizada por Cláudia Vieira, Soraia Chaves e Afonso Pimentel. 

 

   Além de todas as novidades, a SIC relembrou a continuação da pareceria com a TV Globo e anunciou o regresso do remake de "Gabriela", em outubro. Além dessa ligação, o canal fez saber que mantém os direitos de transmissão da Liga Europa.

 

   Uma das maiores surpresas, ainda que só por uma vez, é o regresso do "Levanta-te e Ri". O programa foi a opção escolhida para comemorar o aniversário do canal e tem transmissão marcada para 7 de outubro.

 

   Na informação, "Vidas Suspensas", de Sofia Pinto Coelho e Ribeiro Cristóvão, regressa com nova temporada. Conceição Lino e Pedro Coelho também estão de volta com jornalismo de investigação.

 

   Por esclarecer ficou a data de estreia de Cristina Ferreira na SIC.

 

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"The Voice Portugal", "Terra Nossa" e "Pesadelo na Cozinha" regressam em setembro

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SIC e TVI anunciaram recentemente o regresso dos seus programas. Já a RTP, ainda não anunciou a data de estreia do talent-show. Os programas das privadas chegam no mesmo dia.

 

   Os bons resultados obtidos pelos três formatos fizeram com que os canais generalistas voltassem a apostar neles. O "Terra Nossa" fez boa figura na época do Mundial de Futebol de 2018 e, na SIC, decidiram abrir o leque a várias figuras conhecidas do país, ligadas a várias áreas. Sabe-se que César Mourão vai visitar as origens, por exemplo, de Tony Carreira. A estreia está marcada para domingo, dia 9 de setembro.

 

   A TVI decidiu apostar na mesma data que a concorrente privada para fazer regressar Ljubomir Stanisic. A segunda temporada de "Pesadelo Na Cozinha" promete continuar a ajudar os donos de restaurantes a melhorar os seus negócios.

 

   Por sua vez, a RTP1 ainda não fez saber a data de estreia da sexta edição do "The Voice Portugal". Ainda assim, a maior probabilidade é que Catarina Furtado e Vasco Palmeirim regressem a 23 de setembro, duas semanas depois das estreias da concorrência. O programa vai manter os mentores, mudando apenas o cenário e a "Repórter V". Mafalda Castro ocupa assim o lugar deixado vago por Jani Gabriel.

Novo cenário - Conta de Instagram do ex-concorrente Fausto Vasconcellos

 

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"Portugal X Espanha" é o programa mais visto desde 2016

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A estreia da seleção portuguesa no Mundial de futebol de 2018, frente à Espanha, foi acompanhado por uma média de 2,8 milhões de espectadores.

 

   A partida que colocou os dois países da Península Ibérica frente-a-frente rendeu à RTP1 uma audiência média de 28,9% e 68,2% de quota de mercado.

 

   O jogo emitido na sexta-feira (15/06), às 19H00, que acabou com um empate a três bolas entre as duas equipas foi o programa mais visto do ano e deu ao canal do Estado a liderança nas audiências nesse dia. Para se encontrar uma audiência superior é preciso recuar até dia 10 de julho de 2016, quando Portugal defrontou a França na final do "Euro 2016".

 

   Já em 2017, o programa mais visto foi "Portugal X Suíça", com 2,3 milhões de espectadores em média, num jogo a contar para a qualificação do Mundial que agora se joga. 

 

   A equipa das Quinas volta a entrar em campo na próxima quarta-feira para jogar com Marrocos. A partida tem início às 13H00 e é transmitida pela SIC.

 

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"Terra Nossa" sobe e ameaça Goucha

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Ao segundo episódio o programa da SIC subiu nas audiências e esteve na liderança das audiências durante vários momentos, na noite do passado domingo.

 

   O "Terra Nossa" conseguiu subir os resultados face à sua estreia. Na noite de ontem, o formato apresentado por César Mourão teve picos de liderança e terminou o dia em segundo lugar nas audiências. Os cerca de 1 milhão e 99 mil espectadores renderam à SIC uma quota de mercado de 22,7% e um rating de 11,3%.

 

   Apesar de ter perdido para a concorrência durante alguns períodos, o "Secret Story: O Reencontro" foi o programa mais visto de 3 de junho. Nos momentos iniciais em que teve a concorrência do "Terra Nossa", o spin-off da TVI registou 12,2% de audiência média e 24,4% quota de mercado. Querem estes valores dizer que Manuel Luís Goucha tinha fidelizados cerca de 1 milhão e 180 mil espectadores.

 

   Na RTP1, a estreia do filme "A Mãe é Que Sabe" não foi além dos cerca de 490 mil espectadores em média.

 

   O "Terra Nossa" está inserido na programação especial que a SIC preparou para acompanhar o "Mundial" de futebol de 2018. César Mourão percorreu várias localidades para conhecer as suas gentes e ouvir as suas histórias, com o objetivo de criar um espetáculo de stand-up comedy exclusivo em torno dos jogadores da seleção nacional.

 

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Doze pontos sem cautela

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   É o único assunto sobre o qual me falta escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". Filomena Cautela, escolhida para apresentar o espetáculo, foi uma das grandes vencedoras desta edição pelos elogios que têm tido relativamente ao seu trabalho.

 

   Nunca conseguiu reunir a preferência da grande maioria dos espectadores. Irreverente, jovem e com um estilo muito próprio, a que nem todos estão habituados, foi sempre encarada com desconfiança e mais aceite pelo público com uma faixa etária, diria eu, abaixo dos 35 anos. Os programas pelos quais deu a cara também não a deixaram ir muito mais longe nesse campo.

 

   A própria afirmou, em entrevista à N-TV, que esta foi a primeira vez em que se tornou consensual.

 

   Não há ninguém na televisão, atualmente, que demonstre mais empenho e amor por aquilo que faz, seja na "Eurovisão" ou no "5 Para a meia-noite". A genuinidade, a boa preparação e a alegria, aliadas ao respeito por qualquer que seja o seu convidado, tornam-na especial.

 

   Se é elogiada nos dias de hoje, merece-o! É percetível o trabalho e o esforço que faz para se tornar cada dia melhor.

 

   Não tenho dúvidas de que Filomena Cautela já conquistou o seu espaço no panorama televisivo português. Também não tenho dúvidas de que se tornará numa das grandes glórias da RTP, isto se a SIC ou a TVI não a aliciarem com algo mais interessante.

 

   A cara do "5 Para a meia-noite" é a prova de que o talento não é nada se não existir muito trabalho e humildade. Parabéns!

 

 

 

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"Globos de Ouro" registam pior audiência de sempre

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A gala transmitida, este domingo, pela SIC foi vista por uma média de  678 mil espectadores.

 

 

   A "XXIII Gala dos Globos de Ouro", apresentada pela primeira vez por César Mourão, não foi capaz de se impor perante a concorrência. A gala do ano, como o canal de Carnaxide a intitula, só conseguiu vencer nos seus últimos 30 minutos de exibição, já para lá da meia-noite, altura em que José Cid recebia o globo de Mérito e Excelência. Até lá, a TVI liderou no horário nobre, seguida pela RTP. A SIC ficou em terceiro.

 

   Em números, a iniciativa do terceiro canal e da revista Caras, não foi além dos 7% de audiência média e dos 19,7% de quota de mercado. Recorde-se que em 2016, os 8,6 % de rating e os 26,5% de share já tinham sido um dos piores valores da história da cerimónia.

 

    Apesar de ter tido a gala menos vista, o "Secret Story 7" liderou o horário com 10,7% de audiência e 23,4% de quota de mercado, o que corresponde a 1 milhão e 39 mil espectadores, em média.

 

   A final do "Got Talent Portugal" vice-liderou no horário nobre de domingo. O formato de talentos apresentado por Sílvia Alberto e Pedro Fernandes conseguiu conquistar 806 mil espectadores, o que significa 8,3% de audiência média e 20,1% de share.

 

   Já durante a tarde a liderança não escapou à RTP1 que teve na "Taça de Portugal" o formato mais visto de 20 de maio.

 

   A derrota do Sporting CP frente ao Desportivo das Aves registou 18,1% de audiência média e 50% de quota de mercado. O feito inédito do clube de Vila das Aves foi seguido por uma média de 1 milhão e 789 mil espectadores.

 

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Uma canção que não é brinquedo

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   Há dois assuntos sobre os quais ainda quero escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". O primeiro é uma espécie de defesa da música vencedora, a de Israel, e o segundo trata-se do merecido elogio à prestação de Filomena Cautela enquanto apresentadora do espetáculo. Por agora, fico-me pelo primeiro.

 

   O júri e a maioria do público vontante escolheu a canção "Toy", interpretada por Netta Barzilai, para vencer o certame. Por outro lado, há uma imensidão de outro público que a critica.

 

   Que me desculpem os críticos musicais, os cultos e os mal informados, que incluem muitas vezes os dois anteriores, mas a canção vencedora não se resume a uma gorda que imita uma galinha.

 

   Em 2015, a ONU afirmou que Israel era o país do Mundo que mais violava o Direito das Mulheres. Netta foi vítima de bullying durante a infância e a adolescência. Segundo o "Folha de São Paulo", a cantora chegou a perder trabalhos devido à sua forma física. Estudou música na banda da Marinha, enquanto cumpriu os dois anos de serviço militar obrigatório naquele país, e estuda ainda eletrónica na Escola de Música Contemporânea Rimon.

 

   Em "Toy", a cantora imita o cacarejar de uma galinha. Ridículo? Talvez sim, mas há uma razão válida. Esses sons representam a forma como Barzilai interpreta os insultos dos "cobardes" que praticam atos de bullying. A música que levou à final de Lisboa associou-se ao movimento #Metoo, criado para combater o assédio sexual. Na letra, a mulher de Israel afirma não ser "um brinquedo". Não é ela, nem é mulher nenhuma.

 

   Concordo que "Amar Pelos Dois" é uma música melhor e mais bonita, o que não quer dizer que "Toy" seja terrivelmente má. A música de Netta diverte-me e isso basta-me. Há espaço e ocasiões para tudo. Se a canção de Salvador Sobral tocar numa discoteca, por exemplo, não me vai soar bem a mim nem a niguém.

 

   A "baleia" e "asquerosa" como, infelizmente, alguns lhe chamam nas redes sociais, venceu com justiça o "Festival Eurovisão da Canção". Se é verdade que existiam a concurso melhores canções, também é verdade que muitas delas não tinham uma mensagem tão importante para passar. 

 

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"Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos"

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"Deixem a eurovisão portuguesa em paz!"

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Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

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   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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