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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Doze pontos sem cautela

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   É o único assunto sobre o qual me falta escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". Filomena Cautela, escolhida para apresentar o espetáculo, foi uma das grandes vencedoras desta edição pelos elogios que têm tido relativamente ao seu trabalho.

 

   Nunca conseguiu reunir a preferência da grande maioria dos espectadores. Irreverente, jovem e com um estilo muito próprio, a que nem todos estão habituados, foi sempre encarada com desconfiança e mais aceite pelo público com uma faixa etária, diria eu, abaixo dos 35 anos. Os programas pelos quais deu a cara também não a deixaram ir muito mais longe nesse campo.

 

   A própria afirmou, em entrevista à N-TV, que esta foi a primeira vez em que se tornou consensual.

 

   Não há ninguém na televisão, atualmente, que demonstre mais empenho e amor por aquilo que faz, seja na "Eurovisão" ou no "5 Para a meia-noite". A genuinidade, a boa preparação e a alegria, aliadas ao respeito por qualquer que seja o seu convidado, tornam-na especial.

 

   Se é elogiada nos dias de hoje, merece-o! É percetível o trabalho e o esforço que faz para se tornar cada dia melhor.

 

   Não tenho dúvidas de que Filomena Cautela já conquistou o seu espaço no panorama televisivo português. Também não tenho dúvidas de que se tornará numa das grandes glórias da RTP, isto se a SIC ou a TVI não a aliciarem com algo mais interessante.

 

   A cara do "5 Para a meia-noite" é a prova de que o talento não é nada se não existir muito trabalho e humildade. Parabéns!

 

 

 

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Triste sina

 

A SIC quer dispensar cinco apresentadores, segundo notícia do jornal Correio da Manhã desta semana.

 

Ana Marques, Bárbara Guimarães, José Figueiras, Liliana Campos e Rita Ferro Rodrigues são as caras que a estação de Carnaxide quer dispensar já em 2016 ou manter a ligação através de recibos verdes. 

 

Um canal que contratou várias figuras nos últimos anos, que não viu os seus resultados subirem de forma alguma e que agora quer despedir apresentadores que estão na estação, alguns deles, desde o início não está a agir corretamente.

 

A SIC deve ser o canal com mais apresentadores, se a alguns assim lhes podemos chamar, que servem apenas por serem caras bonitas e que nunca vão passar disso. 

 

Quanto aos escolhidos, a minha opinião é esta:

 

Ana Marques - É uma boa comunicadora e a eterna cara do Bravo Bravíssimo. Esteve muito tempo afastada dos ecrãs e só regressou ao ativo com a chegada de Júlia Pinheiro à SIC. Continua a fazer sentido no canal mas mais direcionada para o Cabo. Na generalista, já teve o seu tempo. 

 

Bárbara Guimarães - É a rainha dos "flops". Não conseguiu nenhum sucesso, nos últimos anos, a não ser a primeira fase do Portugal tem Talento. Apresenta os programas de domingo que mais ninguém quer apresentar e o facto de perder sempre não tem só a haver consigo. É uma boa profissional e não me recordo de ter negado, pelo menos que se saiba, qualquer trabalho. É uma das cara de proa e não se percebe como pode estar nesta lista.

 

José Figueiras - Está no canal desde o início e, nos últimos anos, tem servido apenas como bombeiro. Foi afastado do Portugal em Festa para dar lugar a João Baião. Tem um programa na SIC Internacional e, por mais que lhe reconheça qualidades, é lá que deve estar mas com mais visibilidade.

 

Liliana Campos - É, da lista, o rosto mais dispensável. Também na estação desde os primórdios, nunca lhe foram dadas oportunidades dignas de registo. Não é má no que faz mas há melhores. Está, atualmente, no SIC Caras a apresentar o Passadeira Vermelha

 

Rita Ferro Rodrigues - É, dos cinco, aquela que menos concordo. Devia estar nas manhãs ao lado de João Paulo Rodrigues ou nas tardes juntamente com João Baião a substituir a "sem sal" da Andreia Rodrigues.Também tem dado o corpo às balas e sofreu, juntamente com José Figueiras, a injustiça de ser retirada do Portugal em Festa. A SIC percebeu que errou e que João Baião não seria o salvador da pátria. Não foi orgulhosa e voltou. Só faz aquilo e é uma pena.

 

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Leonor Poeiras em exclusivo: "Não era capaz de participar num reality-show"


Leonor Poeiras é o rosto do diário da noite de Secret Story na TVI. Foi no canal de Queluz de Baixo que iniciou a sua carreira na televisão. Começou pela informação mas rapidamente foi recrutada para o entretenimento. Apresentou programas como Fear Factor, Perdidos na Tribo, Vídeo Pop ou Quem Quer Ganha. A apresentadora de televisão faz uma pausa nos "segredos" para responder ao Pergunta na Caixa.


Leonor Poeiras - Foto retirada da página do Facebook oficial

 

 

ACM.: Ficou triste com o final do Vídeo Pop?


LP.: Fico sempre com nostalgia quando um programa termina. Mas o Vídeo Pop era um formato de Verão. Não fui apanhada desprevenida.

 


ACM.: As audiências são um assunto que a preocupa?


LP.: As audiências preocupam-me na medida em que quero chegar ao maior número de pessoas possível. É para o público que trabalho. É lógico que fico muito satisfeita quando o meu trabalho chega a mais pessoas.

 

ACM.: Tem projetos para quando terminar o Secret Story?


LP.: Não sou nada ansiosa, nem dá jeito ser em televisão. uma coisa de cada vez. Para já estou com o Secret Story em prime-time, até ao final do ano. É a este programa que me dedico actualmente a 100%.

 

ACM.: Era capaz de participar num programa como a Casa dos Segredos?


LP.: Não era capaz de participar num reality-show. Quando se fala em vida privada, fala-se precisamente em manter numa esfera pequena aquilo que de mais íntimo temos.

 

ACM.: A televisão ainda é a caixa mágica?


LP.: A televisão é a caixa mágica sim. Sou verdadeiramente apaixonada pelo que faço. Há quase 10 anos que acordo de manhã e fico feliz por saber que me esperam na TVI. Acredito que só os que têm este amor ao trabalho, de forma natural, é que vingam. É uma sorte fazer o que gosto e isso ser divertido e desafiante.
Se a motivação não for esta, a carreira será penosa e curta.

Sem a sombra da bananeira

Sílvia Alberto, apresentadora de televisão, é um daqueles casos para quem, apesar do sucesso, nunca existiu a sombra da bananeira. 

 

A eterna cara de Ídolos, na SIC, seguiu o seu caminho até se tornar, hoje, num dos rostos mais importantes da televisão portuguesa. 

 

Mesmo sendo uma figura de renome, Sílvia continuou os estudos e corrigiu um "problema" na sua fala. A apresentadora não sabia, ou melhor, não conseguia dizer a letra "L", claro que isso nunca foi impeditivo nada, mas é algo que nem sempre é agradável de se ouvir. 

 

Hoje em dia, esse problema já foi corrigido. Muitas pessoas, se estivessem no mesmo patamar de Sílvia, não quereriam saber desse pequeno grande pormenor. 

 

Por exemplo, Oceana Basílio, actriz na novela Rosa Fogo, também não consegue dizer a letra "L" e não corrigiu ainda essa falha.

 

Sílvia Alberto merece estar onde está mesmo sendo o rosto de alguns insucessos da RTP1, mas não por sua culpa.

A verdade é como o azeite

Fátima Lopes não percebe ou não quer perceber! Em declarações recentes a apresentadora não só espetou farpas a uma concorrência que já a esqueceu, como ainda referiu situações que não correspondem à verdade.

 

Em entrevista à revista LUX a apresentadora diz o seguinte: "Em um ano na TVI fiz mais especiais que em cinco na SIC".

 

Ora, Fátima Lopes perdeu um bela oportunidade de estar calada. Nos últimos anos no canal de Carnaxide a apresentadora fez: Uma Flor para a Madeira, Gala Camilo de Oliveira - 60 anos de Carreira, Natal Esperança, Parada SIC, participações em séries do canal, enfim, um sem número de presenças, além dos programas pelos quais dava a cara "todos os dias".

 

Fátima ainda não percebeu que aquilo que faz na TVI foi o que sempre fez na SIC. É uma figura importante no canal de Queluz como sempre foi para o canal de Carnaxide.

 

Frases como aquela que está na revista LUX são totalmente dispensáveis e ainda para mais não sendo elas verdade.

Dar tempo ao tempo

Conceição Lino protagonizou, em 2010, uma mudança difícil. A apresentadora, que começou a sua carreira na mesma altura em que a SIC nasceu, esteve sempre ligada à informação e foi a cara de alguns programas de bastante sucesso como Praça Pública ou Hora Extra

 

Com a saída de Fátima Lopes para a TVI, foi deixado vago um lugar que tinha de ser preenchido e a escolha recaiu sobre a jornalista. A decisão de deixar uma profissão, onde já não precisava de dar mais provas para mostrar o seu profissionalismo, não foi fácil, ainda para mais, mudando para o entretenimento, coisa que nunca tinha feito.  

 

Conceição aceitou e tornou-se na cara das tardes do canal de Carnaxide. Boa Tarde foi o nome escolhido para o talk-show. O programa prometia ser diferente, mas acabou por ser igual a todos os outros. A antiga jornalista teve muitas dificuldades, durante vários meses. 

 

O ADN de jornalista continuava-lhe no sangue e o ar sério e ligeiramente snob não era compatível com aquilo que é pedido para este tipo de programas. 

 

Os resultados começavam a ser demasiado maus e a SIC teve de fazer mudanças, principalmente a nível de estúdio e de conteúdos. 

 

Hoje, Conceição Lino é uma aposta ganha. É engraçada, é boa comunicadora e boa entrevistadora.

 

Este é um dos exemplos em que é necessário dar tempo às pessoas para darem o melhor de si. Conceição demorou a adaptar-se, mas hoje pode orgulhar-se de ser uma boa apresentadora de entretenimento.

Tudo o que é de mais...

Teresa Guilherme veio a público afirmar que ninguém a contactou para apresentar a Casa dos Segredos, embora não descarte a possibilidade de vir a fazê-lo.

 

A curiosidade sobre a incógnita de quem apresentará o reality-show é boa para aguçar o interesse dos jornais, revistas e do próprio público. O problema é que já começa a ser de mais e tudo o que é de mais enjoa. Já vieram inúmeros nomes à baila e nenhum deles foi confirmado pelos responsáveis da TVI

 

Se o canal de Queluz tem a vontade de manter a surpresa até ao fim é bom que a escolha seja mesmo uma surpresa, correndo o risco de deixar a ideia no público de que existiu fumo sem fogo. Uma surpresa que dura tanto tempo tem de valer realmente a pena. 

 

A SIC, por sua vez, soube que a escolha de Bárbara Guimarães para apresentar Peso Pesado não era grande surpresa e preferiu desvendar o mistério. Soube aguçar a curiosidade, colocou alguns nomes em cima da mesa e deu a informação ao público no momento certo.

 

Um canal colocou uma carta em cima da mesa, o outro escondeu, resta saber quem ganha o jogo.

QUEM NÃO TEM CÃO...

A SIC e a TVI já anunciaram as suas apostas para a nova temporada televisiva de 2011. As novidades são falsas novidades.

 

O canal de Carnaxide vai apostar, novamente, em Peso Pesado e a TVI, depois de uma pausa, volta a trazer para a antena Secret Story.

 

Por não haver nenhuma novidade de conteúdos, as televisões tiveram de encontrar outro chamariz. Um chamariz que tem uma cara, Júlia Pinheiro.

 

O rosto dos dois formatos não vai estar à frente de nenhum deles e, por isso, são necessárias novas caras.

 

Se no programa da TVI existem 5 nomes em cima da mesa, no da SIC já devem existir cerca de 7.

Vamos então aos nomes da TVI: Cristina Ferreira, Fátima Lopes, Manuel Luís Goucha, Leonor Poeiras e Teresa Guilherme.

 

Além de Leonor Poeiras, todos os nomes apresentados podem ser boas surpresas à frente do reality-show.

 

Mas quem parece estar melhor cotada, é a rainha deste género de programas, Teresa Guilherme. Era, com certeza, a decisão mais segura e mais inteligente a tomar. Teresa tem tudo aquilo que é preciso para este tipo de formatos e, mais que isso, tem experiência.

 

Quanto ao programa da SIC, os nomes são os seguintes: Rita Ferro Rodrigues, Nuno Graciano, Sofia Cerveira, Pedro Granger, Ana Marques, Rui Pêgo, Vanessa Oliveira e Bárbara Guimarães.

 

Apesar de dois dos três homens já terem afirmado que não vão estar em Peso Pesado, o único nome que parece estar arredado desta lista é o de Bárbara Guimarães, que já foi dada como certa no programa de talentos musicais a estrear em 2012.

 

No resto da lista, poucos se aproveitam para este importante cargo. Talvez o nome de Rita Ferro Rodrigues fosse o menos mau de todos os outros, mas também não deverá ter essa sorte.

 

Resta esperar pelas "surpresas" que aí vêm, porque uma boa escolha dos canais pode ajudar ao sucesso de qualquer um dos formatos.