Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"Portugal X Espanha" é o programa mais visto desde 2016

GettyImages-9755315581_770x433_acf_cropped.jpg

facebooknovo.jpg

 

A estreia da seleção portuguesa no Mundial de futebol de 2018, frente à Espanha, foi acompanhado por uma média de 2,8 milhões de espectadores.

 

   A partida que colocou os dois países da Península Ibérica frente-a-frente rendeu à RTP1 uma audiência média de 28,9% e 68,2% de quota de mercado.

 

   O jogo emitido na sexta-feira (15/06), às 19H00, que acabou com um empate a três bolas entre as duas equipas foi o programa mais visto do ano e deu ao canal do Estado a liderança nas audiências nesse dia. Para se encontrar uma audiência superior é preciso recuar até dia 10 de julho de 2016, quando Portugal defrontou a França na final do "Euro 2016".

 

   Já em 2017, o programa mais visto foi "Portugal X Suíça", com 2,3 milhões de espectadores em média, num jogo a contar para a qualificação do Mundial que agora se joga. 

 

   A equipa das Quinas volta a entrar em campo na próxima quarta-feira para jogar com Marrocos. A partida tem início às 13H00 e é transmitida pela SIC.

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

facebooknovo.jpg

 

Vale Tudo

1024.jpg

facebooknovo.jpg

 

   A SIC anunciou, durante a semana passada, que ia ter no "Alta Definição" Ljubomir Stanisic. Logo depois, a TVI anúnciou que na noite anterior à exibição da entrevista da concorrência, iria exibir um programa especial do "Conta-me Como És" também com o Chef de cozinha.

 

   A isto chama-se contraprogramação! O canal de Queluz de Baixo quis anular a ida de uma das suas recentes estrelas à sua maior concorrente e dar visibilidade ao programa de Fátima Lopes criado para fazer frente ao formato de Daniel Oliveira.

 

   O resultado não foi relevante, mas conseguiu parte da sua intenção. Na noite de sexta-feira, o "Conta-me Como És" conseguiu uma média de 1 milhão e 222 mil espectadores, não alterando os números habitualmente registados pela novela "A Herdeira". Já no sábado, o "Alta Definição " baixou os valores das semanas anteriores e viu o concorrente aproximar-se. O programa da SIC registou 661 200 espectadores, em média, enquanto o da TVI conseguiu cerca de 604 700 espectadores, com a entrevista a Alexandra Lencastre.

 

   Qualquer canal, desde que seja privado, tem uma maior liberdade para fazer aquilo que quiser com a sua grelha de programação e jogar os trunfos necessários para obter a liderança nas audiências.

 

   Contudo, esta não deixa de ser uma situação de "jogo sujo" e, para qualquer espectador mais desatento, fica a ideia de que foi a SIC a ir atrás da TVI.

 

   Obviamente que este não é caso único e que todas as estações, de uma forma ou de outra, já o fizeram. O que aqui se tratou foi de uma "jogada" menos bonita.

 

   Quanto aos formatos, o "Alta Definição" é melhor, sobretudo na edição e no conteúdo da entrevista. Não se trata de chamar o "Conta-me Como Foi" de imitação, porque o formato da SIC também não é inédito, mas Daniel Oliveira é melhor entrevistador que Fátima Lopes, assim como Fátima Lopes é melhor apresentadora de televisão do que Daniel Oliveira. 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

facebooknovo.jpg

 

"Terra Nossa" sobe e ameaça Goucha

mw-1240.jpg

facebooknovo.jpg

 

Ao segundo episódio o programa da SIC subiu nas audiências e esteve na liderança das audiências durante vários momentos, na noite do passado domingo.

 

   O "Terra Nossa" conseguiu subir os resultados face à sua estreia. Na noite de ontem, o formato apresentado por César Mourão teve picos de liderança e terminou o dia em segundo lugar nas audiências. Os cerca de 1 milhão e 99 mil espectadores renderam à SIC uma quota de mercado de 22,7% e um rating de 11,3%.

 

   Apesar de ter perdido para a concorrência durante alguns períodos, o "Secret Story: O Reencontro" foi o programa mais visto de 3 de junho. Nos momentos iniciais em que teve a concorrência do "Terra Nossa", o spin-off da TVI registou 12,2% de audiência média e 24,4% quota de mercado. Querem estes valores dizer que Manuel Luís Goucha tinha fidelizados cerca de 1 milhão e 180 mil espectadores.

 

   Na RTP1, a estreia do filme "A Mãe é Que Sabe" não foi além dos cerca de 490 mil espectadores em média.

 

   O "Terra Nossa" está inserido na programação especial que a SIC preparou para acompanhar o "Mundial" de futebol de 2018. César Mourão percorreu várias localidades para conhecer as suas gentes e ouvir as suas histórias, com o objetivo de criar um espetáculo de stand-up comedy exclusivo em torno dos jogadores da seleção nacional.

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

facebooknovo.jpg

 

"Secret Story" despede-se na liderança das audiências

Foto: Inês Gomes Lourenço

facebooknovo.jpg

 

A derradeira gala que deu por terminada a sétima edição do reality-show da TVI foi acompanha, este domingo, por mais de um milhão e 460 mil espectadores.

 

 

   Tiago foi o escolhido pelos portugueses para vencer a primeira "Casa dos Segredos" apresentada por Manuel Luís Goucha. A grande final do formato conseguiu 15,1% de audiência média e 33,3% de quota de mercado, tornando-se no programa mais visto do dia.

 

   Ao todo, uma média de um milhão e 465 mil espectadores assistiram ao programa da TVI. 

 

   A edição deste ano conseguiu mais de cerca de 290 mil espectadores que a final de 2016, apresentada por Teresa Guilherme na passagem de ano.

 

   Na SIC, a estreia de "Terra Nossa" vice-liderou ao início da noite. A emissão do programa apresentado por César Mourão foi seguido por uma média de 975 mil espectadores. Este valor corresponde a 10,1 % de audiência média e 20,4% de quota de mercado.

 

   O "Secret Story" regressa, já esta terça-feira, com o subtítulo "Reencontro" que dá o mote ao regresso de várias caras conhecidas do formato à casa mais vigiada do país.

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

facebooknovo.jpg

 

"Globos de Ouro" registam pior audiência de sempre

vip-pt-31976-noticia-melhores-das-melhores-o-top-1

 

facebooknovo.jpg

 

A gala transmitida, este domingo, pela SIC foi vista por uma média de  678 mil espectadores.

 

 

   A "XXIII Gala dos Globos de Ouro", apresentada pela primeira vez por César Mourão, não foi capaz de se impor perante a concorrência. A gala do ano, como o canal de Carnaxide a intitula, só conseguiu vencer nos seus últimos 30 minutos de exibição, já para lá da meia-noite, altura em que José Cid recebia o globo de Mérito e Excelência. Até lá, a TVI liderou no horário nobre, seguida pela RTP. A SIC ficou em terceiro.

 

   Em números, a iniciativa do terceiro canal e da revista Caras, não foi além dos 7% de audiência média e dos 19,7% de quota de mercado. Recorde-se que em 2016, os 8,6 % de rating e os 26,5% de share já tinham sido um dos piores valores da história da cerimónia.

 

    Apesar de ter tido a gala menos vista, o "Secret Story 7" liderou o horário com 10,7% de audiência e 23,4% de quota de mercado, o que corresponde a 1 milhão e 39 mil espectadores, em média.

 

   A final do "Got Talent Portugal" vice-liderou no horário nobre de domingo. O formato de talentos apresentado por Sílvia Alberto e Pedro Fernandes conseguiu conquistar 806 mil espectadores, o que significa 8,3% de audiência média e 20,1% de share.

 

   Já durante a tarde a liderança não escapou à RTP1 que teve na "Taça de Portugal" o formato mais visto de 20 de maio.

 

   A derrota do Sporting CP frente ao Desportivo das Aves registou 18,1% de audiência média e 50% de quota de mercado. O feito inédito do clube de Vila das Aves foi seguido por uma média de 1 milhão e 789 mil espectadores.

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

facebooknovo.jpg

 

 

 

Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos

eight_col_Netta.jpg

facebooknovo.jpg

 

A RTP emitiu, no sábado (12/05), a final do "Festival Eurovisão da Canção" que foi seguida por uma média de 1 milhão e 548 mil espectadores.

 

   A transmissão do evento realizado, pela primeira vez em Portugal, rendeu ao canal público a melhor audiência desde 2008. Os 1 milhão e 548 mil espectadores traduzem-se em 16 % de rating e 36,4% de quota média de mercado. A emissão do certame liderou a noite de sábado do início ao fim. O minuto mais visto aconteceu já bem perto do final do espetáculo, altura em que o público estava próximo de saber se o vencedor seria Israel ou o Chipre. Às 23h39 a RTP1 era seguida por cerca de 1 milhão e 897 mil espectadores, o que corresponde a 19,6% de rating e 50,2% de share.

 

ESC-2018-final-rtp1.png

 

   Para encontrar um resultado melhor que o deste ano, são precisos recuar 10 anos, altura em que Vânia Fernandes cantou "Senhora do Mar" e havia a esperança na melhor pontuação de sempre, o que acabou por não acontecer. Em 2008, 1 milhão e 716 mil portugueses viram a final de Belgrado.

 

   Já em 2017, ano em que Salvador Sobral venceu com a canção "Amar Pelos Dois", a final foi acompanhada por uma média de 1 milhão e 401 mil espectadores. Contudo, o momento mais visto já bem perto do final da emissão, registou uma média de 2 milhões e 372 mil espectadores.

 

   Subida generalizada de audiências na Europa

 

   Algumas televisões europeias já deram a conhecer as audiências da final de sábado.

 

   Espanha registou uma média de 7,2 milhões de telespectadores, mais 3,15 milhões de telespectadores do que em 2017.

 

   Itália registou o segundo melhor valor desde que regressou ao certame em 2011. Em média, 3, 430 milhões de espectadores acompanharam a transmissão.

 

   No Reino Unido, a emissão da BBC1 foi vista por uma média de 6,9 milhões de espectadores o que significa um aumento de público relativamente ao ano passado.

 

   Já em França, 5,15 milhões de pessoas acompanharam o Festival. Foi a maior audiência desde 2009.

 

   O Chipre, que ficou em segundo lugar com o tema "Fuego", chegou a registar 93,4% de share, o que significa que 9 em cada 10 pessoas que tinham a televisão ligada, assistiam ao "Festival Eurovisão da Canção".

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

 

facebooknovo.jpg

 

Quando o melhor da SIC continua a vir da Globo

20171022193515405948i.jpg

facebooknovo.jpg

 

   Durante anos a SIC alicerçou a sua programação em produtos oriundos da TV Globo. Graças às novelas vindas do Brasil, conseguiu tornar-se no canal português mais visto e garantir audiências que seriam impensáveis nos dias de hoje. 

 

   Os tempos mudaram e o canal de Carnaxide optou, e bem, por procurar um caminho diferente. Apostou na produção nacional e fez o seu caminho até obter qualidade suficiente para conseguir liderar.

 

   Ao longo dos anos as novelas brasileiras foram perdendo espaço na grelha de programação da SIC, mesmo que num passado recente, por exemplo, "Avenida Brasil" ou "Amor à Vida" tenham conseguido liderar sobre a forte concorrência da TVI. Além do espaço que perderam, foram muitas vezes desprezadas. Hoje em dia, só há uma produção da Globo no ar, sendo ela emitida já bem perto da meia-noite.

 

   É verdade que até a gigante cadeia de televisão brasileira sofre as suas crises, mas "O Outro Lado do Paraíso" é o maior sucesso dos últimos anos cá e lá.

 

   A base da história é uma vingança, fio condutor já utilizado em inúmeras produções, a diferença é a forma cuidada e extraordinariamente bem conseguida de como foi introduzida. Aliado a isso, junta-se ainda a forma exemplar e cativante de como se desenrolam todos os núcleos da novela. 

 

   "O Outro Lado do Paraíso" é, durante a semana, o único programa da SIC capaz de vencer a concorrência de forma sistemática  e é ainda o programa que melhor quota de mercado garante para a estação.

 

   Todos os bons resultados conseguidos por uma produção brasileira são mérito próprio. Há muito tempo que a estreia de uma história vinda do país irmão chega sem poupa nem circunstância, com fraca promoção e em horário tardio.

 

   Não tenho dúvidas de que a vingança protagonizada por Clara (Bianca Bin) é a melhor novela a passar em Portugal atualmente. A SIC deve seguir o seu caminho, só não deve renegar aquilo que ainda lhe dá alegrias.

 

facebooknovo.jpg

 

A Goucha o que é de Goucha

manuel-luis-goucha.jpg

 

facebooknovo.jpg

 

   A 7ª. edição do "Secret Story" não é um sucesso. Vence aos domingos, com uma cada vez mais uma curta distância para concorrência, vence no dia das "Nomeações", não muito longe de "Espelho D´Água" e, esporadicamente, lidera nos especiais emitidos ao longo do dia.

 

   Basicamente, o programa vence nos horários onde a TVI já vencia e os melhores resultados surgem nos momentos em que Manuel Luís Goucha está presente. A atravessar uma das melhores fases da sua carreira, o apresentador é, por si só, um captador de audiências.

 

   O "Secret Story" está gasto. A TVI e a Endemol, rainhas e senhoras do formato reality-show, estagnaram. Parece que já tudo foi inventado. Ambas esforçaram-se por fazer mais, mas nem sempre mais é sinónimo de melhor.

 

   É por estas razões que Goucha merece uma vénia. Com uma carreira de anos, sólida e já sem ter de provar nada a ninguém a não ser a si mesmo, aceitou o desafio de apresentar, pela primeira vez, um reality-show. Podia ter sido o principio do fim. Não foi. A graça certa no momento certo, a abordagem certa em momentos mais sensíveis e a classe que lhe é característica imprimiram às galas do "Secret Story" uma nova vida.

 

   A Goucha o que é de Goucha. Se a "Casa dos Segredos" tem algum sucesso, esse sucesso deve-se maioritariamente a ele.

 

facebooknovo.jpg

 

 

 

Estreia de "Got Talent" rouba espectadores a Goucha e a Manzarra

Créditos.: Fremantle Portugal

 

facebooknovo.jpg

 

O "Got Talent Portugal" estreou este domingo, na RTP1, e conseguiu uma média de 900 mil espectadores. Já o "Secret Story 7" e o "Divertidamente" registaram os seus piores resultados desde a estreia.

 

 

   Embora não se tenha conseguido impor, o programa de talentos apresentado por Sílvia Alberto e Pedro Fernandes retirou espectadores à concorrência na noite de domingo. Com 9,3% de rating e 18,8% de quota de mercado, o "Got Talent Portugal" foi o quinto programa mais visto do dia.

 

   Apesar de ter perdido cerca de 100 mil espectadores de uma semana para outra, a gala de expulsão do "Secret Story 7", da TVI, manteve-se na liderança ao registar uma audiência média de 11,6 % e 25,5% de quota de mercado. Manuel Luís Goucha teve o seu pior resultado à frente do reality-show, arrecadando cerca de 1 milhão e 124 mil espectadores.

 

   Na SIC também não houve razões para sorrir. Ainda que tenha conseguido a vice-liderança nas audiências do horário nobre, o "Divertidamente" perdeu cerca de 150 mil espectadores face à estreia. O programa de João Manzarra garantiu uma média de 982 mil espectadores, o correspondente a 10,1% de rating e 20,2% de share.

 

   O "Jornal das 8" voltou a ser o formato mais visto no domingo.

 

Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

facebooknovo.jpg

Nostalgia em série

Imagem.: RTP

 

facebooknovo.jpg

 

   A RTP1 já estreou "1986". A série de Nuno Markl ajudou-me a recordar inúmeras situações.

 

   Mesmo tendo nascido em dezembro de 1989, a verdade é que nos primeiros anos de 1990 as coisas não mudaram assim tanto. A história do jovem Tiago retrata fielmente o ambiente, as roupas, as cores, os padrões, a música ou os objetos. Assim como mostra, de uma forma esclarecedora, aquilo de que só me lembro de ouvir falar, como a tensão política entre Mário Soares e Freitas do Amaral, e a história dos comunistas que "comiam crianças ao pequeno almoço".

 

   Na cozinha do Tiago, o nome devia estar na moda, estavam os tradicionais frascos de vidro com tampa e flores cor-de-laranja. Foi o pormenor que mais me chamou a atenção e que me levou a recuar uns 20 anos. A minha mãe tinha esses frascos e uma iogurteira da mesma coleção, provavelmente a Bimby da época. Nunca me lembro de ter comido nenhum iogurte que ali tivesse sido feito, mas o meu irmão também tem um robot de cozinha que pouco ou nada usa, por isso, deve ser defeito de família.

 

   A RTP, que várias vezes se afasta do seu propósito, acertou em cheio. "1986" é serviço público em pleno horário nobre. A nostalgia que a série traz a quem viveu esses anos, alia-se à forma descontraída como conta a história do Portugal recente a quem não a viveu.

 

   Infelizmente, as audiências não corresponderam à qualidade. A dificuldade em "combater" as enraizadas novelas da concorrência deram ao formato um resultado desanimador: 2,6% de rating e 5,6% de quota de mercado, o que corresponde a uma média de 254 mil espectadores.

 

   Nuno Markl, o autor, a Hop, a produtora, e todos aqueles que fizeram parte deste projeto estão de parabéns, independentemente dos resultados que obtiverem.

 

   Que não se pense que a RTP só vive do passado e que esta série é a prova disso. Trata-se exatamente do contrário. Não há nada mais na moda do que recordar aquilo que já se viveu.

 

programaçaoRTP.jpg

facebooknovo.jpg