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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Os Globos da SIC

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     A Gala dos "Globos de Ouro" de 2017 foi para o ar este domingo, na SIC.

 

    Cada vez mais, os "Globos de Ouro" são os globos da SIC. As músicas nomeadas passam em novelas do canal. As atrizes e atores nomeados e vencedores trabalham, na sua maioria, para o canal de Carnaxide. Isso é cada vez mais evidente sobretudo no prémio "Revelação" que, aliás, está a gerar polémica. Não é que aqueles que foram nomeados e que tenham recebido um Globo não o mereçam. A questão aqui é que pode existir uma certa descredibilização dos prémios em si.

 

   A verdade também é que vencer um "Globo de Ouro" não é assim tão importante. Por exemplo, a SIC devia mencionar, na promoção das suas novelas, que determinada atriz ou determinado ator são detentores daquele prémio, tal como se faz com os "Óscares". 

 

   Claro que isto não retira importância a esta entrega de prémios, já que é uma das únicas vezes em que se fala de Teatro em televisão, de Cinema português ou até de outras modalidades do Desporto que não sejam o futebol.

   

   Este ano, a cerimónia foi apresentada por João Manzarra, o que deu um toque mais descontraído e divertido ao evento. Manzarra subiu de forma e esteve bem.

   

   A gala não proporcionou extraordinários momentos de interesse e foi menos interessante ainda quando Fernando Santos, Selecionador nacional de futebol, recebeu dois prémios na mesma noite, sendo que um deles é o de "Mérito e Excelência". Mais uma vez, não que não o mereça, mas porque existem tantas figuras que o mereciam e nem mencionados foram.

 

   O melhor momento da noite foi aquele em que Rodrigo Guedes de Carvalho falou sobre violência doméstica. Bárbara Guimarães, que está envolvida num processo judicial do género com o ex-marido Manuel Maria Carrilho, estava ao seu lado e emocionou-se.

 

   Os "Globos de Ouro" passaram a ser, sobretudo, o momento em que as figuras públicas exibem os seus fatos e vestidos emprestados. Prova disso é que, já há vários anos, o especial sobre a "passadeira vermelha", exibido anteriormente, tem mais audiência do que a própria gala.

 

   Este ano, a cerimónia subiu nas audiências em relação a 2016. Foi o quarto programa mais visto de domingo, com cerca de 954 mil espetadores em média.

 

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Conhece o substituto de Bárbara Guimarães nos "Globos de Ouro"

   

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Bárbara Guimarães

 

   A SIC decidiu afastar Bárbara Guimarães da apresentação da gala dos "Globos de Ouro" deste ano. 11 anos depois, o canal de Carnaxide abdica  da apresentadora que está envolvida num processo judicial contra o ex-marido, Manuel Maria Carrilho.

 

   Júlia Pinheiro encarregou-se de anunciar, esta tarde, na página de Facebook da SIC, que João Manzarra é o apresentador daquela que é intitulada como a "gala do ano".

 

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Lembras-te disto?

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   Foi o primeiro programa de imitações a ter sucesso em Portugal. Surgiu na SIC, a 1 de outubro de 1993 e tornou-se no primeiro formato do canal de Carnaxide a liderar as audiências.

 

   "Chuva de Estrelas". Lembras-te disto?

 

 

   O programa de imitações era uma adaptação do holandês "The Sound Mix Show", estreado em 1985. Em Portugal, foi uma das grandes apostas da recém-nascida SIC para superar a RTP1 nas audiências e uma forma de fazer frente ao "Festival da Canção". Conseguiu!

 

   Apresentado por Catarina Furtado de 1993 a 1994, o "Chuva de Estrelas" foi um enorme sucesso. A fórmula era simples: os concorrentes tinham de fazer a melhor imitação possível dos seus ídolos da música. Na final, era escolhida a melhor que, mais tarde, representava o país na final internacional.

 

 

   A "namoradinha de Portugal", como ficou conhecida Catarina Furtado, deu lugar a José Nuno Martins na apresentação que manteve o lugar apenas durante um ano. Bárbara Guimarães estreou-se então no entretenimento e ficou à frente do formato de 1997 a 1999.

 

 

   Vários participantes fazem ainda hoje parte do panorama musical português. Sara Tavares e João Pedro Pais são os nomes mais sonantes. A primeira imitou Whitney Houston e venceu a edição de estreia do programa, em 1993, e o cantor ficou em segundo lugar, em 1994/1995, com uma imitação dos Delfins.

 

 

   Inês Santos impressionou em 1994 quando rapou o cabelo para imitar Sinead O' Connor, acabando por vencer nesse ano. Carlos Bruno, em 1998, imitou os REM e venceu a final europeia.

 

 

   Pelo júri passaram nomes como Simone de Oliveira, Paco Bandeira, Lena D'Água, Rita Guerra, Rita Ribeiro ou Miguel Ângelo. 

 

   A última edição do "Chuva de Estrelas" foi para o ar em 2000. 

 

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Triste sina

 

A SIC quer dispensar cinco apresentadores, segundo notícia do jornal Correio da Manhã desta semana.

 

Ana Marques, Bárbara Guimarães, José Figueiras, Liliana Campos e Rita Ferro Rodrigues são as caras que a estação de Carnaxide quer dispensar já em 2016 ou manter a ligação através de recibos verdes. 

 

Um canal que contratou várias figuras nos últimos anos, que não viu os seus resultados subirem de forma alguma e que agora quer despedir apresentadores que estão na estação, alguns deles, desde o início não está a agir corretamente.

 

A SIC deve ser o canal com mais apresentadores, se a alguns assim lhes podemos chamar, que servem apenas por serem caras bonitas e que nunca vão passar disso. 

 

Quanto aos escolhidos, a minha opinião é esta:

 

Ana Marques - É uma boa comunicadora e a eterna cara do Bravo Bravíssimo. Esteve muito tempo afastada dos ecrãs e só regressou ao ativo com a chegada de Júlia Pinheiro à SIC. Continua a fazer sentido no canal mas mais direcionada para o Cabo. Na generalista, já teve o seu tempo. 

 

Bárbara Guimarães - É a rainha dos "flops". Não conseguiu nenhum sucesso, nos últimos anos, a não ser a primeira fase do Portugal tem Talento. Apresenta os programas de domingo que mais ninguém quer apresentar e o facto de perder sempre não tem só a haver consigo. É uma boa profissional e não me recordo de ter negado, pelo menos que se saiba, qualquer trabalho. É uma das cara de proa e não se percebe como pode estar nesta lista.

 

José Figueiras - Está no canal desde o início e, nos últimos anos, tem servido apenas como bombeiro. Foi afastado do Portugal em Festa para dar lugar a João Baião. Tem um programa na SIC Internacional e, por mais que lhe reconheça qualidades, é lá que deve estar mas com mais visibilidade.

 

Liliana Campos - É, da lista, o rosto mais dispensável. Também na estação desde os primórdios, nunca lhe foram dadas oportunidades dignas de registo. Não é má no que faz mas há melhores. Está, atualmente, no SIC Caras a apresentar o Passadeira Vermelha

 

Rita Ferro Rodrigues - É, dos cinco, aquela que menos concordo. Devia estar nas manhãs ao lado de João Paulo Rodrigues ou nas tardes juntamente com João Baião a substituir a "sem sal" da Andreia Rodrigues.Também tem dado o corpo às balas e sofreu, juntamente com José Figueiras, a injustiça de ser retirada do Portugal em Festa. A SIC percebeu que errou e que João Baião não seria o salvador da pátria. Não foi orgulhosa e voltou. Só faz aquilo e é uma pena.

 

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Danças

SIC e TVI já escolheram os seus programas de entretenimento para os domingos à noite do início do próximo ano. O canal de Carnaxide aposta na segunda edição de Achas que sabes dançar? e o canal de Queluz de Baixo escolheu uma nova edição de Dança com as estrelas.

 

São ambas duas apostas se não fossem concorrer diretamente.

 

Mais uma vez vamos ter programas do mesmo género em competição o que não é bom nem para os canais nem para o público. Veja-se o caso de Factor X, da SIC, que perde constantemente para o The Voice Kids, da RTP, mas nenhum deles consegue derrubar o Secret Story 5, da TVI, que tem registado os piores resultados de todas as edições.

 

Cristina Ferreira regressa assim ao horário nobre e Diana Chaves estreia-se sozinha na condução do formato. A atriz terá de trabalhar muito para conseguir aguentar um direto de cerca de três horas mas recorde-se que a sua prestação em Salva-se quem puder foi bastante positiva.

 

A SIC mostra assim que tem vontade de trazer jovialidade e frescura ao canal deixando de lado, e bem, caras como Bárbara Guimarães ou João Manzarra que apresentou a primeira edição e onde teve uma das suas piores prestações.

 

Por seu turno, fala-se em Portugal tem talento para a RTP, formato que estreou no canal público e que mais tarde foi repescado pela SIC.

 

Para já, a TVI leva vantagem. Dança com as estrelas já deu provas de ser um formato capaz de alcançar bons resultados, tem famosos e Cristina Ferreira.

 

Contudo, a concorrência também não se está a mexer mal.

Oportunidade desperdiçada

A SIC tinha tudo para voltar a vencer os domingos à noite. Tinha!

 

Só precisava de acertar no programa já que a TVI, com o Rising Star, tem as audiências mais baixas dos últimos anos e a RTP, apesar do bons resultados do The Voice Portugal, não consegue uma margem tão larga de espectadores para conseguir vencer.

 

Bastava então ao canal de Carnaxide escolher o formato certo e os domingos, que há anos lhe andam a fugir, apenas o Factor X conseguiu vencer nas primeira emissões, e a vitória estava no papo.

 

Escolheu um reality-show fraquinho. Já que era para descer o nível, ao menos que isso tivesse valido a pena. É verdade que O Poder do Amor subiu os resultados do antecedente Vale Tudo mas, mesmo com a concorrência a entregar os domingos de bandeja, as audiências não chegam para vencer. A Fremantle, produtora do programa, até contratou duas figuras polémicas, Gisela Serrano e Cátia Palhinha, mas não é suficiente.

 

O programa apresentado por Bárbara Guimarães é uma espécie de Peso Pesado mas com casais. Provas, jogos, apostas, intrigas, discussões e testemunhos. Só que tudo aquilo parece ser uma programa de segunda categoria além de soar demasiado a falso e manipulado. Os mais atentos podem constatar, por exemplo, que grande parte do estúdio é feito de retalhos do Peso Pesado, do Splash Celebridadese do Cante se Puder.

 

Bárbara Guimarães merecia mais que isto.

 

A SIC seguiu um caminho que não é o seu, tal como a TVI. Daqui podemos retirar uma lição: a primeira não consegue fazer bons reality-shows e a segunda não sabe fazer bons talent-shows.

 

Se as estações trocassem de programas seriam melhor conseguidos. Sim, porque bom nenhum deles é.

Programa X

Tenho uma confissão a fazer! Antes da estreia nunca acreditei que fosse possível o Factor X da SIC vencer o Secret Story 4 da TVI.

 

Enganei-me redondamente! Três programas depois, a "caça" aos cantores levou sempre a melhor sobre a concorrência.

 

Estes resultados são o fruto de vários fatores.

 

O primeiro é muito simples. A TVI quis que Belmonte fosse a concorrência direta de Sol de Inverno e, por isso, relegou os diários do seu reality-show para segundo plano. Claro que, com esta medida, muito do público não conhece os concorrentes e muito menos cria uma ligação com qualquer um deles. Ver o programa aos domingos é o mesmo do que ver um episódio de uma novela uma vez por semana.

 

Contudo, o fator mais importante é que a SIC sempre soube que Factor X não é um programa barato. Esperou e não poupou. É visível um grande investimento e isso faz com que este seja o melhor programa do género alguma vez feito pelo canal e, muito provavelmente, em Portugal.

 

Até agora não existem falhas. O painel de jurados é muito bom. São aquilo que têm de ser quando o devem ser. Destaco Sónia Tavares que tem sido uma das grandes protagonistas deste talent-show.

 

O encadeamento das imagens cativa e os concorrentes são, na maioria, bem escolhidos por boas ou más razões. Tudo está na medida certa.

 

Após três programas exibidos a qualidade podia ter decaído mas aconteceu exactamente o contrário. O Factor X do último domingo foi o melhor de todos. Emocionou, divertiu e surpreendeu. Não se pode pedir mais.

 

João Manzarra, apresentador do formato, faz aquilo que se pretende: explica o concurso em curtos pivots e está nos com as famílias e/ou amigos dos concorrentes a ter as mesma reações que nós temos em casa. Isso ajuda a que o público se identifique ainda mais com o programa.

 

Em relação a Bárbara Guimarães, que faz dupla com o antigo apresentador de Vale Tudo, acho mal que ainda não tenha aparecido, mesmo gostando da ideia de que ela não apareça. Sim, não concordo com a sua presença no formato mas sobre Bárbara vou escrever um texto e vai ser o próximo (pode ler o novo texto clicando neste link)!

Diário de um candidato (Factor X)

Parti de Torres Vedras com destino ao Teatro Camões, em Lisboa, e com o objectivo de participar no segundo dia de casting do novo programa de música da SIC, Factor X.

 

Cheguei ao Parque das Nações com o relógio a marcar pouco mais de 3h00. Junto ao local das audições estavam já cerca de 20 pessoas, acompanhantes e candidatos, a formar fila para a manhã que tardava em chegar. No teatro estava ainda a produção com os últimos candidatos do dia anterior. Já na fila de espera, juntamente com dois amigos que me acompanharam e a quem muito agradeço, lutávamos, eu, eles e os restantes, contra o tédio e o sono. Conversávamos, riamos e o relógio, teimoso, não andava.

 

Finalmente o Sol começou a espreitar por detrás da ponte Vasco da Gama e proporcionou-nos um bonito espetáculo que não foi mais do que o seu nascer. Às 7H00, hora marcada para o início da abertura das portas, nada se passava, apenas mais candidatos a chegar a conta gotas.

 

Algum tempo mais tarde, a produção preparou o evento colocando bandeiras com o logótipo do programa e fontes de água em vários pontos do local. As primeiras imagens foram captadas por volta das 9H00 com entrevistas a alguns candidatos, entrevistas essas em que também participei mas mais tarde.

 

Provavelmente o único animador de programas conhecido pelo público, "Betão", "pegou" então  nas dezenas de pessoas que lá estavam e deu-se iníco à filmagem das típicas imagens dos concorrentes a gritarem o nome do programa, a baterem palmas ou a acenarem com os braços no ar. Quando o calor já se fazia sentir chegou João Manzarra que, com Bárbara Guimarães, forma a dupla de apresentadores. Simpático, alegre mas com ar cansado, Manzarra gravou alguns textos junto aos concorrentes.

 

O relógio já passava das 11H00 quando o primeiro grupo de candidatos foi chamado e eu fazia parte dele. Tirámos uma foto junto de um "X" gigante e fomos encaminhados para as mesas do check-in. Fizemos a inscrição e foram-nos colocados os números de candidatos.

 

Subimos ao terceiro andar do Teatro Camões, onde já estavam os nossos acompanhantes, e aí esperámos, mais uma vez. O sono e o cansaço faziam-se sentir mais do que nunca mas os nervos e a ansiedade não deixavam espaço para o esmorecimento. Na sala afinavam-se as vozes, treinavam-se as músicas e davam-se os últimos retoques na imagem.

 

Fomos então chamados por volta das 12h00. Seguimos com um dos membros da produção da Fremantle, simpáticos e acessíveis, passámos por corredores, escadas e portas até que chegámos a mais um local de espera.

 

Chamados um a um, chegou então a derradeira etapa. Bati a uma porta branca e entrei numa sala pequena onde estavam duas pessoas, um homem e uma mulher. Entreguei a minha pen drive onde tinha os instrumentais das músicas, respondi a quatro ou cinco perguntas e cantei. Controlar os nervos não foi fácil naquela situação. Eram quatro paredes que minuto a minuto pareciam mais pequenas e a isso juntava-se o olhar incógnito mas stressante daquelas duas pessoas que estavam a escassos metros de mim. Cantadas duas músicas, sensivelmente até ao refrão inclusive, ouvi um simples mas agradável: "muito bem Tiago!". Informaram-me depois que tenho de esperar duas semanas para saber se passo à fase seguinte.

 

Nas conversas de corredor ouvi que só quem não servia mesmo recebia a informação de que não valia a pena esperar por um contacto mas também me apercebi de que alguns candidatos seguiam para entrevistas e para outras salas.

 

Saí da capital já depois das 14H00, de rastos, porque a ansiedade e o trabalho não me deram grandes horas de sono nos dias anteriores.

 

Regressei a casa numa completa incógnita mas com a esperança de poder vir a ser contactado.

Novidades ou falta delas



SIC e TVI já decidiram os novos programas que vão fazer parte das suas grelhas, sobretudo aos domingos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda este mês o canal da Carnaxide lança a dupla de Gosto Disto!, César Mourão e Andreia Rodrigues, para novas aventuras em Cante...Se Puder!, no original, Killer Karaoke. O programa vai colocar desconhecidos a cantar enquanto têm de ultrapassar por vários obstáculos.

 

Na TVI, Cristina Ferreira apresenta, pela primeira vez, um formato a solo em Dança com as Estrelas. Um formato com famosos e que não é muito diferente de Dança Comigo da RTP1.

 

A aposta da SIC não é má, o programa é novidade, divertido, uma boa opção para o verão mas não me parece que chegue para vencer o concorrente.

 

Em setembro o canal de Queluz de Baixo faz regressar Secret Story para a quarta edição. Na TVI sabem que é a única hipótese fiável para combater a ficção da concorrência. Concorrência essa que aposta numa dupla pouco provável, Bárbara Guimarães e João Manzarra, para comandar a versão portuguesa de X-Factor. Um concurso, também ele, uma versão, desta feita, de Ídolos.

 

Mais uma vez não existem grande dúvidas. A Casa dos Segredos não vai dar hipótese, isto porque os formatos de busca de talentos precisam de mais tempo de descanso. Era preciso outro tipo de programa para a SIC conseguir vencer ou sequer aproximar-se da TVI

 

São estas as novidades que aí vêm, ou melhor, a falta delas.

Mexer não chega

Toca a Mexer é a desilusão que já tinha previsto. Duas semanas depois da estreia, os resultados ficaram longe dos da gala de Secret Story 3 ao domingo à noite e é mais que certo que tal cenário não mude até ao final do ano.

 

O programa é mau! Paulo Futre é, cada vez mais, uma figura dispensável na televisão portuguesa. Neste programa da SIC o ex-futebolista não dá uma para a caixa, interrompe vezes de mais Bárbara Guimarães e o que diz não acrescenta nada de realmente importante. Miguel Abreu é desconhecido do grande público e, confesso, pelo menos como jurado, era assim que deveria continuar. O canal só acertou na escolha de Diana Chaves. É simpática, bonita e pertinente.Em suma, o júri escolhido só conseguiu piorar o que já de si não é bom.

 

Os concorrentes não podiam ser melhores, nem piores. Aquilo que fazem no domingo é muito pouco. Praticamente limitam-se a abanar o corpo e o tempo em que o fazem é tão curto que quase nem valia a pena o esforço.

 

Bárbara Guimarães, a apresentadora, faz o que pode e a mais não é obrigada. Está bem no seu papel e é melhor quando se solta. Assim, consegue ser uma das melhores comunicadoras da televisão.

 

No fundo, as previsões já anteviam que Toca a Mexer não ía ser um bom programa. Não se esperava era que fosse tão mau. Ficará, com certeza, pela primeira edição. Se a SIC tivesse pensado melhor, agora tinha uma palavra a dizer aos domingos à noite já que, durante a semana, Secret Story 3 não consegue vencer as novelas da concorrência.

 

Com esta escolha resta ao canal de Carnaxide esperar que o ano acabe e continuar a perder...por muitos!