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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

A CAIXA VAI MUDAR!

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Muito brevemente vão haver ventos de mudança

no "A Caixa que já foi Mágica".

Fique atento!

Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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   Nuno Carvalho é Engenheiro Informático na RTP. Está no canal do Estado desde 2003 e acumula a função de Presidente na Casa do Pessoal do canal, delegação do Porto.
 
   Esteve presente na final do "Festival da Canção 2018", em Guimarães, e garante que Portugal está preparado para receber o "Festival Eurovisão da Canção" já em maio deste ano. 
 
   Aos 38 anos, explica ao "Ficha Técnica" as dificuldades da sua profissão, a importância da "Casa do Pessoal" para os funcionários da RTP, a evolução que sentiu desde que está no canal e as exigências da engenharia informática numa estação de televisão.
 

Foto retirada do perfil de Facebook de Nuno Carvalho

 

 
    A Caixa que já foi Mágica.: Qual é o trabalho de um Engenheiro Informático numa televisão como a RTP?
 
   Nuno Carvalho.: A 'televisão' enquanto empresa possui especificidades inerentes à sua atividade. Além dos óbvios sistemas de áudio e vídeo, há um sem fim de sistemas auxiliares que se congregam para gerar o produto final - Televisão e Rádio entregue ao cliente em casa ou em qualquer lugar.
Ser Engenheiro Informático, neste contexto, é lidar com esta quantidade de sistemas diversos, de diferentes fabricantes, com diferentes funcionalidades mas que se interligam de uma forma automática e em tempo real.
 
 
   ACQJFM.: Está na RTP desde 2003. Em mais de 14 anos de trabalho na estação do Estado, quais foram as maiores mudanças que sentiu desde o início da sua colaboração?
 
   N.C.: Em 15 anos de RTP, para mim, a principal diferença foi a chegada do "Digital". 
Assisti e participei no salto tecnológico que foi a migração da área da informação para "digital". Desde 2005 que a RTP passou a dispor de um sistema totalmente informatizado para a produção de noticias. Desde a captura de imagens, a sua edição, sonorização, legendagem até à transmissão televisiva e arquivamento. É um sistema complexo que permitiu acabar com os meios analógicos e, até então, bastante tradicionais.
 
 
   ACQJFM.: O que é que entende por "Digital"?
 
   N.C.: O "digital" é a nova forma global de transmissão de conteúdos. Internet, redes móveis de alta velocidade, redes sociais ou smartphones vieram apresentar uma nova visão da "televisão", da imagem e da produção de conteúdos.  Considero que a RTP vai, no seu dia-a-dia, adaptando-se às novas realidades, mas sem nunca perder o seu cunho, a sua identidade.
 
Leia também:

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   ACQJFM.: O que é que o cativa, ou motiva, a ser Engenheiro Informático numa estação de televisão?
 
   N.C.: O que me motiva enquanto profissional é estar identificado com a marca/empresa/produto em que trabalho.  Sentir o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no exterior da organização é sinal de que estamos/estou a ser eficiente. O meu contributo é dar o meu melhor todos os dias para que a RTP continue a ser a marca globalmente conhecida, trazendo um reconhecimento acrescido ao que faço.
 
 
   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia?
 
   N.C.: Todas as áreas de negócio possuem as suas prioridades e complexidades, seja a industria robotizada, seja a industria farmacêutica ou química, e ninguém poderá dizer que é mais ou menos critica que outra.
Uma das maiores dificuldades da RTP é a noção do tempo. Dez segundos sem emissão de televisão ou rádio é inaceitável, por isso, somos muitas vezes confrontados com adversidades e temos um espaço temporal muito curto para agir.
Para isso, é necessário capacidade de lidar com o stress, que é um desafio que me alicia pois faz-me estar completamente focado na resolução e que me permite desenvolver uma capacidade analítica acima da média.
 

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   ACQJFM.: É Presidente "Casa do Pessoal da RTP", na delegação do Porto. Que importância tem a Instituição para os funcionários e ex-funcionários?
 
   N.C.: A Casa do Pessoal da RTP é quase tão antiga como a própria RTP. Nasceu e cresceu numa época em que a RTP era uma família, literalmente, onde vários membros da famílias trabalhavam no mesmo espaço. 
Com o propósito de promover o desporto, a cultura e o convívio, sentimos as dificuldades que considero transversais a este tipo de associações. Existe um desinteresse generalizado por parte das pessoas em fazer parte, em estar presente, em contribuir. Existe também falta de apoios que nos permitam ser mais ousados nos projetos que idealizamos e nas ofertas que conseguimos para os nossos sócios. 
Por outro lado, a redução do número de funcionários e o aparecimento de mais colaboradores externos em outsourcing, restringe o universo dos nossos sócios e o alcance dos nossos projetos.
Mas as dificuldades não nos impedem de continuar a lutar, procurar oferecer propostas mais vantajosas, mais adaptadas aos tempos modernos, tentando fidelizar sócios mais antigos, e trazer para a nossa "casa" os mais novos.
Um desafio que muito me apraz abraçar.
 

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   ACQJFM.: Esteve de alguma forma ligado à final do "Festival da Canção 2018". Acredita que o evento foi um teste positivo para a receção da Eurovisão, pela primeira vez, em Portugal?
 
   N.C.: O "Festival da Canção de 2018" foi uma aposta ganha da RTP!
O publico em geral andava nos últimos anos afastado do "Festival da Canção". Com a vitória do Salvador Sobral, o ano passado, e com o facto de este ano se realizar em Portugal, o "Festival da Eurovisão" trouxe de volta muito telespectadores. A RTP soube aproveitar muito bem este facto e oferecer um espetáculo televisivo de grande nível, de realização e produção.
Munindo-se dos parceiros certos, o produto final arquitectado pela RTP, foi uma demonstração inequívoca da nossa capacidade de abraçar projetos ambiciosos e conseguir na sua totalidade supera-los, pois foi isso que aconteceu.
A final do "Festival da Canção", em Guimarães, foi um excelente ensaio para aquilo que nos espera em Maio, no Altice Arena.
Foram testadas soluções, parceiros e formas de trabalho. Foram "treinadas" pessoas e equipas para trabalhar juntas, em busca de um objectivo ambicioso.
 
 
   ACQJFM.: Através do conhecimento que possa ter sobre o assunto, Portugal será capaz de produzir um espetáculo igual ou superior ao dos últimos anos?
 
   N.C.: Tendo estado presente na final em Guimarães, acredito que a máquina está pronta para dar um espetáculo enorme e conseguir superar tudo o que foi realizado até então. 
 
 
   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?
 
   N.C.: A televisão continuará sempre a ser caixa mágica! Poderá sair do móvel da sala e mudar-se para o computador, o smartphone ou dispositivos que ainda vão ser inventados. Poderá configurar-se com tecnologias que permitam mais interacção, poderá dotar-se de 3D, realidade aumentada ou hologramas, mas será sempre a "televisão". 
Independente da forma ou dos conteúdos, independentemente dos novos canais e dos novos 'players', a televisão tradicional continua a definir as normas, os caminhos e as tendências. 

 
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O mais lidos de 2016

   

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   O "A Caixa que já foi Mágica" despede-se de 2016 com votos de que 2017 seja melhor, ou ainda melhor!

 

   Neste "até já" , faço a contagem das 3 publicações mais lidas do ano. Conhece então o TOP 3:

 

1º. Lugar

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 2º. Lugar

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 3º. Lugar

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Novidades em setembro

  O "A Caixa que já foi Mágica" regressa em setembro. Depois da pausa para férias, o blog volta com uma nova imagem e novas rubricas.

 

  Fica a conhecer as novidades:

 

 

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  Geometricamente falando, Portugal é mais parecido com um retângulo, isso todos sabemos. O que não sabemos, muitos vezes, é aquilo que se passa fora dele. Algumas novidades da televisão internacional vão passar por aqui.

 

 

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  Quantas vezes, em conversa, não recordamos programas, novelas, séries ou personagens? No "Lembras-te disto?" vamos recordar tudo aquilo que tornou a televisão na "caixa mágica".

 

 

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  Já poucos lares em Portugal não têm televisão paga. No "Paga para ver" será colmatada uma falha do blog. Os canais por Cabo terão mais destaque.

 

 

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  Algumas das novidades da televisão portuguesa vão merecer destaque como a "Estreia do mês"Qualquer programa, novela, série ou filme terá lugar nesta rubrica.

 

  Além das novidades, as habituais crónicas e notícias são para manter. Também o Top 5 das audiências será atualizado diariamente na barra lateral do blog.

 

  Já sabes, em setembro, há mais na "caixa"!

 

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E a mais lida do ano foi...

 

..."Era Marcelo". Foi a crónica do blog mais lida do ano, destacada de todas as outras.

 

Obrigado a todos por contribuirem para o sucesso do blog.

 

Feliz 2016!

Óscares Blogs de TV 2013 - Nomeação

Descobri que existem os Óscares Blogs de TV que nomeiam o melhores entre várias categorias.

 

A Caixa que já foi Mágica recebeu uma nomeação para os melhores de 2013 na categoria de "Melhor Blog de Opinião".

 

 

 

As votações estão abertas até 31 de outubro. Para votar basta seguir o link, clicar na imagem e escolher a hipótese que prefere.

 

Gostava de contar com o seu voto. Desde já, muito obrigado!

Dois anos de "Caixa"

 

Deixei, por esquecimento, passar em vão o segundo aniversário do blog. O A Caixa que já foi Mágica celebra, esta quinta-feira, dois anos e dois meses de vida.

 

 

 

 

São dois anos de experiência de quem, como já expliquei, estudou jornalismo e não conseguiu entrar na profissão. O blog é, todos os dias, uma verdadeira escola. Um prazer que me tem proporcionado grandes alegrias: os destaques no Sapo, os 235 "gosto" na página de Facebook, as entrevistas a figuras públicas, as partilhas de alguns post´s por essas mesmas figuras públicas e tantas outras situações. São pequenos gestos para alguns mas grandes vitórias para mim.

 

É o reconhecimento de um trabalho que faço por gosto.

 

A quem lê, a quem visita, a quem gosta, a quem comenta, a quem segue, a quem partilha... Muito Obrigado!

1 ano de "Caixa"

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A Caixa que já foi Mágica comemora, neste 12 de julho, um ano. Em 2011, eu, o único autor do blog, estava desempregado e tinha terminado uma licenciatura em Comunicação e Jornalismo alguns meses antes.

 

 

 

Precisava escrever para não perder a prática e precisa mostrar o meu trabalho ao público. O tema "televisão" foi escolhido por ser um assunto pelo qual sempre tive interesse e, por isso, seria mais difícil desistir da ideia de manter blog. Um anos depois, este trabalho tornou-se em muito mais do que aquilo que alguma vez pude imaginar.

 

O blog integrou uma reportagem do Diário de Notícias, foi parceiro da novela da SIC, Rosa Fogo, recebeu um template personalizado da equipa do SAPO e fez várias entrevistas exclusivas a figuras públicas como Pedro Granger, Herman José ou João Baião. Um ano depois, contam-se 205 post´s, 120 amigos na página do Facebook e cerca de 91 mil visitas.

 

O trabalho, às vezes o esforço e muitas vezes o prazer compensaram e os resultados estão à vista. Pode ser pouco, mas saber que alguém lê e gosta daquilo que escrevemos é uma grande recompensa. A Caixa que já foi Mágica vai continuar, tentando sempre ser melhor.

 

A quem lê, a quem visita, a quem gosta, a quem comenta, a quem segue...Obrigado!

A Caixa que já foi Mágica no Diário de Notícias

O destaque deste domingo no jornal Diário de Notícias

Link da notícia no site do jornal: http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=2257081&seccao=Media