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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"The Voice Portugal", "Terra Nossa" e "Pesadelo na Cozinha" regressam em setembro

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SIC e TVI anunciaram recentemente o regresso dos seus programas. Já a RTP, ainda não anunciou a data de estreia do talent-show. Os programas das privadas chegam no mesmo dia.

 

   Os bons resultados obtidos pelos três formatos fizeram com que os canais generalistas voltassem a apostar neles. O "Terra Nossa" fez boa figura na época do Mundial de Futebol de 2018 e, na SIC, decidiram abrir o leque a várias figuras conhecidas do país, ligadas a várias áreas. Sabe-se que César Mourão vai visitar as origens, por exemplo, de Tony Carreira. A estreia está marcada para domingo, dia 9 de setembro.

 

   A TVI decidiu apostar na mesma data que a concorrente privada para fazer regressar Ljubomir Stanisic. A segunda temporada de "Pesadelo Na Cozinha" promete continuar a ajudar os donos de restaurantes a melhorar os seus negócios.

 

   Por sua vez, a RTP1 ainda não fez saber a data de estreia da sexta edição do "The Voice Portugal". Ainda assim, a maior probabilidade é que Catarina Furtado e Vasco Palmeirim regressem a 23 de setembro, duas semanas depois das estreias da concorrência. O programa vai manter os mentores, mudando apenas o cenário e a "Repórter V". Mafalda Castro ocupa assim o lugar deixado vago por Jani Gabriel.

Novo cenário - Conta de Instagram do ex-concorrente Fausto Vasconcellos

 

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Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

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   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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Quatro mulheres para apresentar a música europeia ao Mundo

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A RTP revelou, esta tarde, as quatro mulheres que vão apresentar o "Festival Eurovisão da Canção" deste ano.

 

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   A estação pública acabou, esta segunda-feira, com a especulação. Catarina Furtado, Sílvia Alberto, Filomena Cautela e Daniela Ruah vão apresentar a primeira edição, em solo português, do "Eurovision Song Contest". 

 

   A escolha da RTP é inédita, uma vez que nunca tinham sido nomeadas quatro mulheres para apresentar o certame.

 

   As escolhidas já se manifestaram nas suas páginas de Instagram. Conheça as reações e um resumo do percurso profissional de cada uma delas:

 

   Catarina Furtado

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   Catarina começou a sua carreira na televisão no programa "TOP +", da RTP1.

 

   Em 1992 mudou-se para a SIC, onde apresentou o "Chuva de Estrelas". No canal de Carnaxide foi ainda a cara de programas como "Caça ao Tesouro", "Pequenos e Terríveis" ou "Catarina.Com", o último formato que apresentou na estação privada. Ainda na SIC, foi protagonista da novela "Ganância".

 

   No regresso à RTP, em 2003, apresentou a primeira edição da "Operação Triunfo". Juntou ainda ao currículo programas como "Música no Ar", "Príncipes do Nada", "Dança Comigo" ou, mais recentemente, "The Voice Portugal".

 

   A apresentadora foi também escolhida para apresentar a edição do "Festival da Canção" de 2017.

 

   Sílvia Alberto

 

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    Sílvia também começou cedo nas lides televisivas. Estreou-se, também ela, na RTP em o "Clube Disney". Mudou-se, depois, para a RTP2 onde assumiu o "Clube da Europa".

 

   Em 2004 teve o seu primeiro grande desafio na SIC. Ao lado de Pedro Granger, apresentou o "Ídolos".

 

   Em 2006 regressou à RTP para substituir Catarina Furtado no "Dança Comigo". Seguiu-se o "Aqui Há Talento", "Operação Triunfo", "Olha Quem Dança" e "Masterchef".

 

   Este ano tem a seu cargo o "Got Talent Portugal", o "Sociedade Recreativa" e "Os Extraordinários".

 

   Filomena Cautela

 

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    Filomena começou a carreira de atriz no teatro. Em 2002, os "Morangos com Açucar" lançam-na para as luzes da ribalta. Seguiram-se "Ana e os Sete", "Mundo Meu" e "Inspetor Max".

 

   Em 2005 venceu o casting para apresentadora da MTV Portugal e em 2007 fez a novela "Vingança", na SIC.

 

   Já em 2009 tornou-se apresentadora do "5 para a Meia-Noite", na RTP2, e passou ainda pelo canal Globo Portugal.

 

   Atualmente, é o rosto do formato semanal do programa que lhe abriu as portas na televisão pública.

 

   Daniela Ruah 

 

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   Daniela é a única figura internacional no quarteto. Estreou-se na televisão pelas mãos da TVI, em "Jardins Proibidos". O bom desempenho fê-la voltar, mais tarde, em "Querida Mãe", "Filha do Mar", "Dei-te Quase Tudo" e "Tu e Eu".

 

   Em 2007 apresentou o formato "Cinebox", na TVI 24, e venceu o "Dança Comigo".

 

   Em 2009 conseguiu o papel que lhe acabou por mudar a vida. Participou na série norte-americana "NCIS" e vestiu a pele de Kensy Blye, no spin-off "NCIS: Los Angeles". A revista "Esquire" chegou a nomeá-la como uma das 100 mulheres mais bonitas do Mundo.

 

 

    As três apresentadoras da RTP e a atriz internacional sobem ao palco do Altice Arena a 8 e 10 de maio, nas duas primeiras semi-finais, e a dia 12 do mesmo mês, na grande final do concurso.

 

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"The Voice Portugal" despede-se atrás da concorrência

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A final do talent-show da RTP1 não conseguiu, este sábado, vencer as novelas da concorrência.

 

   A derradeira gala do "The Voice Portugal", que sagrou Tomás Adrião como vencedor, despediu-se do público atrás das concorrência. O formato do canal público só conseguiu liderar as audiências já muito perto da sua reta final.

 

   Em média, o programa registou 7,3% de audiência e 18,8% de share. Estes valores correspondem a cerca de 709 mil espectadores.

 

   Recorde-se que, em 2016, a vitória de Fernando Daniel a dia 25 de dezembro registou uma média de cerca de 856 mil espectadores.

 

   Catarina Furtado e Vasco Palmeirim anunciaram que o "The Voice Portugal" regressa em 2018.

 

 

Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Último cartuchos

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   RTP1, SIC e TVI lançaram os últimos cartuchos de 2017 no que toca ao entretenimento. 

 

   Aqui pode ler a opinião sobre os novos programas das generalistas.

 

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   A RTP1 apostou, recentemente, no programa "Cosido à Mão". Apresentado por Sónia Araújo, o formato é uma competição entre costureiros amadores que transformam ou criam roupas ao longo de cada programa. O obejtivo é eleger o melhor costureiro amador de Portugal.

 

   As primeiras emissões não me deixaram surpreendido, nem desiludido. É uma clara inspiração no "Project Runway", que já teve uma versão portuguesa no canal do Estado, embora no versão bem mais minimalista. É, portanto, pior.

 

   Contudo, não deixa de estar bem feito. À primeira vista os concorrentes parecem-me bons para a televisão, mas nem tanto para a costura. Sónia Araújo esteve bem, tornando-se de novo num rosto capaz de dar "descanso" (ambas estão no ativo) a Catarina Furtado e Sílvia Alberto.

 

   Os jurados, Paulo Battista e Susana Agostinho, são a escolha certa para o papel. Interventivos, expressivos e com conhecimento de causa.

 

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   D´Improviso chegou, viu e venceu. Num formato original da SIC e da produtora Shine Iberia, o programa apresentado por César Mourão centra-se no humor de improviso. 

 

   É, também ele, uma inspiração naquilo que o humorista já faz na manhãs da Rádio Comercial, nos espetáculos ao vivo dos "Commedia à lá Carte" e também no "Vale Tudo". 

 

   O formato é leve e bem disposto, só não sei se terá a vitalidade e o necessário para se aguentar muito tempo no ar com bons resultados. É bom, mas falta qualquer coisa. Percebi isso na primeira emissão. Começou muito bem, com o momento em que Bento Rodrigues esteve presente. Depois, foi sempre a descer em qualidade e em graça.

 

   Ainda assim, valeu o esforço. 

 

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   "Nunca Digas Nunca" é mais um formato original, mas que de original tem muito pouco. Escolhido para as tardes de sábado da TVI, o programa é apresentado pela dupla Pedro Teixeira e Ana Sofia Martins. O canal de Queluz refresca, assim, a antena com dois rostos jovens e capazes.

 

   O programa em si, não trás nada de novo. É uma mistura de "Agora É Que Conta", que Fátima Lopes apresentou na sua chegada à TVI, e o "Cante Se Puder", que César Mourão assumiu juntamente com Andreia Rodrigues na SIC.

 

   Tem um belíssimo cenário, tem ritmo e fez com que a TVI abdicasse das repetições aos sábados. 

 

   Dá para o gasto, até venceu as audiências na primeira edição. Contudo, não me parece que tenha grande longevidade. Basta a SIC apostar em bons filmes e a RTP ter um "Aqui Portugal" mais interessante para o caso mudar de figura.

 

 

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   O "Masterchef Júnior" regressou à TVI sem grandes novidades e logo a perder para a SIC.

 

   Sinceramente, não sou apreciador desta versão infantil. Sendo mais papista que o Papa, faz-me confusão ver miúdos a mexer em utensílios de cozinha, como facas, quando sempre me lembro de ouvir em criança para não mexer nelas. Mas esta é apenas uma opinião muito pessoal.

 

   A versão portuguesa do programa de cozinha é boa. Sempre foi. Manuel Luís Goucha, como jurado, dá um brilho especial ao formato.

 

   Provavelmente, a TVI já abusou do "Masterchef". Fez a versão "famosos", que em termos de audiência não correu assim tão bem, fez várias versões com anónimos e duas versões com crianças. O programa demonstra desgaste e é preciso saber parar. A versão "Júnior" deve ter vindo clarificar isso mesmo.

 

   Em suma, "já se inventou tudo em televisão". Nestes casos em específico, existe uma qualidade superior ao habitual o que não deixa de ser um bom sinal.

 

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Final inteligente

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Salvador Sobral com Luísa Sobral - foto: Revista TV MAIS

 

   A RTP1 emitiu, no passado domingo, a final do "Festival da Canção 2017". 

 

   Numa transmissão em direto do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, foi um espétaculo extremamente inteligente e muito bem doseado.

 

   As escolhas para a apresentação, o cenário, o local, os convidados e a forma como inseriram as comemorações dos 60 anos da estação pública fizeram desta final, o melhor evento do ano na televisão portuguesa até agora.

 

   O público escolheu a canção dos "Viva La Diva". Contudo, a soma dos votos dos telespetadores com a votação do júri, ditou que a representante de Portugal no "Festival Eurovisão da Canção" fosse a música de Salvador Sobral, "Amar pelos dois".

 

   Ganhou a mais bonita letra do concurso. A única música capaz de atrair as rádios portuguesas e, talvez, a única capaz de se perpetuar. Não aprecio o estilo do interprete, mas não invalida a justiça da vitória.

 

   Não é, de todo, a canção mais "festivaleira" do concurso, mas está a destacar-se. Depois de conhecido o vencedor, as casas de apostas colocam Portugal na 8ª. posição nas preferências para a vitória  do certame internacional.

 

   Não posso deixar de destacar a excelente prestação de Catarina Furtado, de Sílvia Alberto e do extraordinário momento proporcionado pelo discurso de Júlio Isidro.

 

   O "Festival da Canção" foi acompanhado por uma média de 684 mil espetadores. A final foi o 10º. programa mais visto do dia, liderando apenas na última parte da emissão.

 

   Assim vale a pena. Parabéns RTP!

 

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Lembras-te disto?

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   Foi o primeiro programa de imitações a ter sucesso em Portugal. Surgiu na SIC, a 1 de outubro de 1993 e tornou-se no primeiro formato do canal de Carnaxide a liderar as audiências.

 

   "Chuva de Estrelas". Lembras-te disto?

 

 

   O programa de imitações era uma adaptação do holandês "The Sound Mix Show", estreado em 1985. Em Portugal, foi uma das grandes apostas da recém-nascida SIC para superar a RTP1 nas audiências e uma forma de fazer frente ao "Festival da Canção". Conseguiu!

 

   Apresentado por Catarina Furtado de 1993 a 1994, o "Chuva de Estrelas" foi um enorme sucesso. A fórmula era simples: os concorrentes tinham de fazer a melhor imitação possível dos seus ídolos da música. Na final, era escolhida a melhor que, mais tarde, representava o país na final internacional.

 

 

   A "namoradinha de Portugal", como ficou conhecida Catarina Furtado, deu lugar a José Nuno Martins na apresentação que manteve o lugar apenas durante um ano. Bárbara Guimarães estreou-se então no entretenimento e ficou à frente do formato de 1997 a 1999.

 

 

   Vários participantes fazem ainda hoje parte do panorama musical português. Sara Tavares e João Pedro Pais são os nomes mais sonantes. A primeira imitou Whitney Houston e venceu a edição de estreia do programa, em 1993, e o cantor ficou em segundo lugar, em 1994/1995, com uma imitação dos Delfins.

 

 

   Inês Santos impressionou em 1994 quando rapou o cabelo para imitar Sinead O' Connor, acabando por vencer nesse ano. Carlos Bruno, em 1998, imitou os REM e venceu a final europeia.

 

 

   Pelo júri passaram nomes como Simone de Oliveira, Paco Bandeira, Lena D'Água, Rita Guerra, Rita Ribeiro ou Miguel Ângelo. 

 

   A última edição do "Chuva de Estrelas" foi para o ar em 2000. 

 

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The Voice Portugal estreia-se na liderança

A terceira edição do The Voice Portugal arrancou ontem, na RTP1, e liderou no horário nobre frente às privadas.

 

 

Nem A Quinta, da TVI, nem Peso Pesado Teen, da SIC, conseguiram fazer frente à estreia do talent-show do canal público.

 

Apesar de ter iniciado a emissão com uma baixa audiência, devido à despedida de Marcelo Rebelo de Sousa no Jornal das 8, o The Voice Portugal conseguiu recuperar e liderar toda a restante emissão.

 

1 milhão e 170 mil espetadores seguiram o formato apresentado por Catarina Furtado e Vasco Palmeirim.

 

A Quinta, da TVI, não convenceu e marcou um dos piores resultados dos programas de domingo do canal. 1 milhão e 55 mil espetadores acompanharam o reality-show que só liderou quando o formato da RTP terminou.

 

Em terceiro lugar na noite ficou Peso Pesado Teen com uma média de 758 mil espetadores apesar de, na reta final, ter liderado à vez com o programa da TVI

 

O dia foi ganho pelo Jornal das 8, seguido do jogo da Seleção portuguesa de futebol frente à Sérvia.

 

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Outra vez arroz?

 

 

Já elogiei neste blog o programa The Voice Portugal da RTP. Já falei dos bons resultados que está a conseguir para o canal do Estado. Elogio a escolha do júri e a entrada de Vasco Palmeirim para a apresentação com Catarina Furtado.

 

 

 

Pensei bem e há algo que, no meio de tanta coisa boa, não me está a agradar. Já não é o primeiro nem o segundo concorrente que participa neste concurso que já teve sucesso noutros programas do género.

 

Na última emissão foi a vez de Rui Drumond, participante da primeira Operação Triunfo, voltar aos palcos da RTP. Por lá também já passaram Carlos Costa, de Ídolos 3, Mariana Bandhold, da Família Superstar e Factor X, e algumas outras caras não tão conhecidas mas que também já tentaram a sorte sobretudo em talent-shows da SIC.

 

Sou apologista de que todos merecemos uma segunda oportunidade mas, neste caso, não sei se me mantenho fiel aos meus ideais. Todos estes de quem falei já tiveram a sua oportunidade, já chegaram longe num concurso do género e já fazem da sua vida, à exceção de Mariana, a música.

 

Não estarão estas pessoas a tirar o lugar a outros talentos que nunca tiveram uma oportunidade? Estão! Embora a culpa não seja deles. As produções deste tipo de programas apregoam que andam à procura de novas vozes e, depois, levam algumas que já conhecemos.

 

Gostei de ouvir todos eles mas, como seguidor deste género de programas, já sei do que são capazes, ou seja, a mim, como a muitas outras pessoas, já não vão surpreender.

 

Além disso a concorrência passa a ser desleal. Estes concorrentes já adquiriram conhecimentos suficientes sobre o que é apetecível em televisão. Um caso flagrante disso mesmo é a vitória de Berg no Factor X da SIC.

 

Não estou, contudo, a insinuar que estas pessoas não possam estar lá. Estou antes a mostrar algum ressabiamento por saber que já tentei, sei que mereço, dizem-me que mereço e nunca tive uma hipótese.

 

Acredito que como eu existem por aí muitas vozes, muito melhores do que a minha, que já tentaram a sorte e nunca tiveram uma oportunidade de chegar a uma fase de escolha já em televisão.

 

Ter alguma desgraça na família ou na própria vida ajudava mas isso é outro assunto...

O que aí vem

Os canais generalistas portugueses já meteram as cartas na mesa quanto às principais apostas para o início de 2014.

 

 A RTP escolheu uma segunda série de A Voz de Portugal que, devido a mudanças de produtora, passa a denominar-se The Voice - Portugal. Fica em linha com as versões internacionais do concurso, embora prefira o nome da primeira série.

 

Depois de Factor X, não me parece que esta seja uma boa escolha. The Voice é igualmente um bom formato mas idêntico ao da SIC, ou seja, já existe um certo desgaste se bem que, comparativamente, e sobretudo na fase das galas, o programa da RTP 10 a 0 à concorrência, isto se tiver a mesma qualidade da anterior série.

 

Catarina Furtado volta a ser a escolhida para apresentar o programa que deve ocupar os sábados à noite. Os resultados não devem fugir muito dos de 2012, o que quer dizer que não vão permitir aproximarem-se do primeiro lugar no horário mas também não vão piorar os valores que a RTP já faz.

 

A SIC escolheu também um regresso. João Manzarra não vai descansar a imagem e vai regressar com o Vale Tudo. Foi um dos melhores e mais divertidos formatos de 2013 que, na época, conseguiu audiências satisfatórias frente à TVI. Algo que a SIC não conseguia desde o primeiro Peso Pesado.

 

Gosto deste regresso, embora seja necessário substituir alguns concorrentes e manter o César Mourão ou o Rui Unas, por exemplo. Não que fosse um grande chamariz de audiência mas, para meu gosto pessoal, gostava de ver Herman José no lote de concorrentes. Não é impossível mas será difícil que este aceite ou que SIC consiga pagar.

 

A TVI também aposta em regressos. Masterchef muda-se da RTP para o canal de Queluz e Manuel Luís Goucha vai ser o anfitrião e também jurado. Ainda não se sabe qual será o dia de exibição mas parece-me que terá sucesso.

 

A certeza para os domingos é A Tua Cara Não Me É Estranha com antigos concorrentes em dupla com crianças. Não é a ideia mais genial do mundo o que não quer dizer que não vá funcionar. Pelo contrário. Esta nova versão do concurso de imitações vai ser, sem dúvida alguma, o vencedor das noites dominicais.

 

Pelo menos o início de 2014 não vai trazer nada de novo. Ainda assim, o que aí vem não é assim tão mau.