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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Doze pontos sem cautela

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   É o único assunto sobre o qual me falta escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". Filomena Cautela, escolhida para apresentar o espetáculo, foi uma das grandes vencedoras desta edição pelos elogios que têm tido relativamente ao seu trabalho.

 

   Nunca conseguiu reunir a preferência da grande maioria dos espectadores. Irreverente, jovem e com um estilo muito próprio, a que nem todos estão habituados, foi sempre encarada com desconfiança e mais aceite pelo público com uma faixa etária, diria eu, abaixo dos 35 anos. Os programas pelos quais deu a cara também não a deixaram ir muito mais longe nesse campo.

 

   A própria afirmou, em entrevista à N-TV, que esta foi a primeira vez em que se tornou consensual.

 

   Não há ninguém na televisão, atualmente, que demonstre mais empenho e amor por aquilo que faz, seja na "Eurovisão" ou no "5 Para a meia-noite". A genuinidade, a boa preparação e a alegria, aliadas ao respeito por qualquer que seja o seu convidado, tornam-na especial.

 

   Se é elogiada nos dias de hoje, merece-o! É percetível o trabalho e o esforço que faz para se tornar cada dia melhor.

 

   Não tenho dúvidas de que Filomena Cautela já conquistou o seu espaço no panorama televisivo português. Também não tenho dúvidas de que se tornará numa das grandes glórias da RTP, isto se a SIC ou a TVI não a aliciarem com algo mais interessante.

 

   A cara do "5 Para a meia-noite" é a prova de que o talento não é nada se não existir muito trabalho e humildade. Parabéns!

 

 

 

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Uma canção que não é brinquedo

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   Há dois assuntos sobre os quais ainda quero escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". O primeiro é uma espécie de defesa da música vencedora, a de Israel, e o segundo trata-se do merecido elogio à prestação de Filomena Cautela enquanto apresentadora do espetáculo. Por agora, fico-me pelo primeiro.

 

   O júri e a maioria do público vontante escolheu a canção "Toy", interpretada por Netta Barzilai, para vencer o certame. Por outro lado, há uma imensidão de outro público que a critica.

 

   Que me desculpem os críticos musicais, os cultos e os mal informados, que incluem muitas vezes os dois anteriores, mas a canção vencedora não se resume a uma gorda que imita uma galinha.

 

   Em 2015, a ONU afirmou que Israel era o país do Mundo que mais violava o Direito das Mulheres. Netta foi vítima de bullying durante a infância e a adolescência. Segundo o "Folha de São Paulo", a cantora chegou a perder trabalhos devido à sua forma física. Estudou música na banda da Marinha, enquanto cumpriu os dois anos de serviço militar obrigatório naquele país, e estuda ainda eletrónica na Escola de Música Contemporânea Rimon.

 

   Em "Toy", a cantora imita o cacarejar de uma galinha. Ridículo? Talvez sim, mas há uma razão válida. Esses sons representam a forma como Barzilai interpreta os insultos dos "cobardes" que praticam atos de bullying. A música que levou à final de Lisboa associou-se ao movimento #Metoo, criado para combater o assédio sexual. Na letra, a mulher de Israel afirma não ser "um brinquedo". Não é ela, nem é mulher nenhuma.

 

   Concordo que "Amar Pelos Dois" é uma música melhor e mais bonita, o que não quer dizer que "Toy" seja terrivelmente má. A música de Netta diverte-me e isso basta-me. Há espaço e ocasiões para tudo. Se a canção de Salvador Sobral tocar numa discoteca, por exemplo, não me vai soar bem a mim nem a niguém.

 

   A "baleia" e "asquerosa" como, infelizmente, alguns lhe chamam nas redes sociais, venceu com justiça o "Festival Eurovisão da Canção". Se é verdade que existiam a concurso melhores canções, também é verdade que muitas delas não tinham uma mensagem tão importante para passar. 

 

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"Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos"

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"Deixem a eurovisão portuguesa em paz!"

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Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos

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A RTP emitiu, no sábado (12/05), a final do "Festival Eurovisão da Canção" que foi seguida por uma média de 1 milhão e 548 mil espectadores.

 

   A transmissão do evento realizado, pela primeira vez em Portugal, rendeu ao canal público a melhor audiência desde 2008. Os 1 milhão e 548 mil espectadores traduzem-se em 16 % de rating e 36,4% de quota média de mercado. A emissão do certame liderou a noite de sábado do início ao fim. O minuto mais visto aconteceu já bem perto do final do espetáculo, altura em que o público estava próximo de saber se o vencedor seria Israel ou o Chipre. Às 23h39 a RTP1 era seguida por cerca de 1 milhão e 897 mil espectadores, o que corresponde a 19,6% de rating e 50,2% de share.

 

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   Para encontrar um resultado melhor que o deste ano, são precisos recuar 10 anos, altura em que Vânia Fernandes cantou "Senhora do Mar" e havia a esperança na melhor pontuação de sempre, o que acabou por não acontecer. Em 2008, 1 milhão e 716 mil portugueses viram a final de Belgrado.

 

   Já em 2017, ano em que Salvador Sobral venceu com a canção "Amar Pelos Dois", a final foi acompanhada por uma média de 1 milhão e 401 mil espectadores. Contudo, o momento mais visto já bem perto do final da emissão, registou uma média de 2 milhões e 372 mil espectadores.

 

   Subida generalizada de audiências na Europa

 

   Algumas televisões europeias já deram a conhecer as audiências da final de sábado.

 

   Espanha registou uma média de 7,2 milhões de telespectadores, mais 3,15 milhões de telespectadores do que em 2017.

 

   Itália registou o segundo melhor valor desde que regressou ao certame em 2011. Em média, 3, 430 milhões de espectadores acompanharam a transmissão.

 

   No Reino Unido, a emissão da BBC1 foi vista por uma média de 6,9 milhões de espectadores o que significa um aumento de público relativamente ao ano passado.

 

   Já em França, 5,15 milhões de pessoas acompanharam o Festival. Foi a maior audiência desde 2009.

 

   O Chipre, que ficou em segundo lugar com o tema "Fuego", chegou a registar 93,4% de share, o que significa que 9 em cada 10 pessoas que tinham a televisão ligada, assistiam ao "Festival Eurovisão da Canção".

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

 

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Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

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   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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   Nuno Carvalho é Engenheiro Informático na RTP. Está no canal do Estado desde 2003 e acumula a função de Presidente na Casa do Pessoal do canal, delegação do Porto.
 
   Esteve presente na final do "Festival da Canção 2018", em Guimarães, e garante que Portugal está preparado para receber o "Festival Eurovisão da Canção" já em maio deste ano. 
 
   Aos 38 anos, explica ao "Ficha Técnica" as dificuldades da sua profissão, a importância da "Casa do Pessoal" para os funcionários da RTP, a evolução que sentiu desde que está no canal e as exigências da engenharia informática numa estação de televisão.
 

Foto retirada do perfil de Facebook de Nuno Carvalho

 

 
    A Caixa que já foi Mágica.: Qual é o trabalho de um Engenheiro Informático numa televisão como a RTP?
 
   Nuno Carvalho.: A 'televisão' enquanto empresa possui especificidades inerentes à sua atividade. Além dos óbvios sistemas de áudio e vídeo, há um sem fim de sistemas auxiliares que se congregam para gerar o produto final - Televisão e Rádio entregue ao cliente em casa ou em qualquer lugar.
Ser Engenheiro Informático, neste contexto, é lidar com esta quantidade de sistemas diversos, de diferentes fabricantes, com diferentes funcionalidades mas que se interligam de uma forma automática e em tempo real.
 
 
   ACQJFM.: Está na RTP desde 2003. Em mais de 14 anos de trabalho na estação do Estado, quais foram as maiores mudanças que sentiu desde o início da sua colaboração?
 
   N.C.: Em 15 anos de RTP, para mim, a principal diferença foi a chegada do "Digital". 
Assisti e participei no salto tecnológico que foi a migração da área da informação para "digital". Desde 2005 que a RTP passou a dispor de um sistema totalmente informatizado para a produção de noticias. Desde a captura de imagens, a sua edição, sonorização, legendagem até à transmissão televisiva e arquivamento. É um sistema complexo que permitiu acabar com os meios analógicos e, até então, bastante tradicionais.
 
 
   ACQJFM.: O que é que entende por "Digital"?
 
   N.C.: O "digital" é a nova forma global de transmissão de conteúdos. Internet, redes móveis de alta velocidade, redes sociais ou smartphones vieram apresentar uma nova visão da "televisão", da imagem e da produção de conteúdos.  Considero que a RTP vai, no seu dia-a-dia, adaptando-se às novas realidades, mas sem nunca perder o seu cunho, a sua identidade.
 
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   ACQJFM.: O que é que o cativa, ou motiva, a ser Engenheiro Informático numa estação de televisão?
 
   N.C.: O que me motiva enquanto profissional é estar identificado com a marca/empresa/produto em que trabalho.  Sentir o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no exterior da organização é sinal de que estamos/estou a ser eficiente. O meu contributo é dar o meu melhor todos os dias para que a RTP continue a ser a marca globalmente conhecida, trazendo um reconhecimento acrescido ao que faço.
 
 
   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia?
 
   N.C.: Todas as áreas de negócio possuem as suas prioridades e complexidades, seja a industria robotizada, seja a industria farmacêutica ou química, e ninguém poderá dizer que é mais ou menos critica que outra.
Uma das maiores dificuldades da RTP é a noção do tempo. Dez segundos sem emissão de televisão ou rádio é inaceitável, por isso, somos muitas vezes confrontados com adversidades e temos um espaço temporal muito curto para agir.
Para isso, é necessário capacidade de lidar com o stress, que é um desafio que me alicia pois faz-me estar completamente focado na resolução e que me permite desenvolver uma capacidade analítica acima da média.
 

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   ACQJFM.: É Presidente "Casa do Pessoal da RTP", na delegação do Porto. Que importância tem a Instituição para os funcionários e ex-funcionários?
 
   N.C.: A Casa do Pessoal da RTP é quase tão antiga como a própria RTP. Nasceu e cresceu numa época em que a RTP era uma família, literalmente, onde vários membros da famílias trabalhavam no mesmo espaço. 
Com o propósito de promover o desporto, a cultura e o convívio, sentimos as dificuldades que considero transversais a este tipo de associações. Existe um desinteresse generalizado por parte das pessoas em fazer parte, em estar presente, em contribuir. Existe também falta de apoios que nos permitam ser mais ousados nos projetos que idealizamos e nas ofertas que conseguimos para os nossos sócios. 
Por outro lado, a redução do número de funcionários e o aparecimento de mais colaboradores externos em outsourcing, restringe o universo dos nossos sócios e o alcance dos nossos projetos.
Mas as dificuldades não nos impedem de continuar a lutar, procurar oferecer propostas mais vantajosas, mais adaptadas aos tempos modernos, tentando fidelizar sócios mais antigos, e trazer para a nossa "casa" os mais novos.
Um desafio que muito me apraz abraçar.
 

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   ACQJFM.: Esteve de alguma forma ligado à final do "Festival da Canção 2018". Acredita que o evento foi um teste positivo para a receção da Eurovisão, pela primeira vez, em Portugal?
 
   N.C.: O "Festival da Canção de 2018" foi uma aposta ganha da RTP!
O publico em geral andava nos últimos anos afastado do "Festival da Canção". Com a vitória do Salvador Sobral, o ano passado, e com o facto de este ano se realizar em Portugal, o "Festival da Eurovisão" trouxe de volta muito telespectadores. A RTP soube aproveitar muito bem este facto e oferecer um espetáculo televisivo de grande nível, de realização e produção.
Munindo-se dos parceiros certos, o produto final arquitectado pela RTP, foi uma demonstração inequívoca da nossa capacidade de abraçar projetos ambiciosos e conseguir na sua totalidade supera-los, pois foi isso que aconteceu.
A final do "Festival da Canção", em Guimarães, foi um excelente ensaio para aquilo que nos espera em Maio, no Altice Arena.
Foram testadas soluções, parceiros e formas de trabalho. Foram "treinadas" pessoas e equipas para trabalhar juntas, em busca de um objectivo ambicioso.
 
 
   ACQJFM.: Através do conhecimento que possa ter sobre o assunto, Portugal será capaz de produzir um espetáculo igual ou superior ao dos últimos anos?
 
   N.C.: Tendo estado presente na final em Guimarães, acredito que a máquina está pronta para dar um espetáculo enorme e conseguir superar tudo o que foi realizado até então. 
 
 
   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?
 
   N.C.: A televisão continuará sempre a ser caixa mágica! Poderá sair do móvel da sala e mudar-se para o computador, o smartphone ou dispositivos que ainda vão ser inventados. Poderá configurar-se com tecnologias que permitam mais interacção, poderá dotar-se de 3D, realidade aumentada ou hologramas, mas será sempre a "televisão". 
Independente da forma ou dos conteúdos, independentemente dos novos canais e dos novos 'players', a televisão tradicional continua a definir as normas, os caminhos e as tendências. 

 
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Já conhece a concorrência de "O Jardim"?

 

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   O Festival Eurovisão da Canção de 2018 está a pouco mais de um mês de ser realizar, pela primeira vez, em Portugal. A 1ª. semi-final está marcada para dia 8 de maio, a 2ª. acontece a 10 de maio e a grande final realiza-se a dia 12 do mesmo mês.

 

   Entretanto, já foram apresentadas as 43 canções que vão estar a concurso na 63ª. edição do certame. Cláudia Pascoal e Isaura representam Portugal com "O Jardim" e serão as oitavas candidatas a entrar em palco na grande final. Mas quem é a concorrência das portuguesas? Conheça ou oiça de novo as canções de 2018:

 

   1ª. semi-final.:

 

Azerbaijão

 

Islândia

 

Albânia

 

Bélgica

República Checa

Lituânia

 

Israel

 

Bielorrússia

 

Estónia

 

Bulgária

 

Macedónia

 

Croácia

 

Áustria

 

Grécia

 

Finlândia

 

Arménia

 

Suíça

 

Irlanda

 

Chipre

 

   2ª. semi-final.:

Noruega

 

Roménia

 

Sérvia

 

São Marino

 

 

Dinamarca

 

Rússia

 

Moldávia

 

Holanda

 

Austrália

 

Geórgia

 

Polónia

 

Malta

 

Hungria

 

Letónia

 

Suécia

 

Montenegro

 

Eslovénia

 

Ucrânia

   

   Final (Apurados diretamente).:

Alemanha

 

Espanha

 

França

 

Itália

 

Reino Unido

 

   Segundo as casas de aposta, Israel é a grande favorita à vitória do Festival Eurovisão da Canção de 2018. Portugal está, neste momento, na 17ª. posição. 

Portugal

 

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Noite cor-de-rosa

Créditos: NiT

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   À terceira foi de vez. Depois de duas semifinais polémicas, a final do "Festival da Canção 2018" correu extremamente bem.

 

   É preciso recuar vários anos para se encontrar um programa televisivo em Portugal com um cenário e palco da dimensão da que pudemos ver este domingo. A apresentação de Pedro Fernandes e Filomena Cautela foi seguríssima. Ela já a caminhar para se tornar numa "senhora apresentadora" e ele com a piada ou alfinetada certa, no momento certo. Trouxeram frescura e jovialidade.

 

   O momento alto foi, sem dúvida, o da fantástica e merecida homenagem a Simone de Oliveira. Já a homenagem ao grupo Doce foi inesperada, mas bem vinda, e muito bem conseguida por parte das cantoras e de Moullinex.

 

   O Festival só não correu melhor porque a maioria das músicas a concurso eram um grande bocejo a que nem o mais interessado conseguia estar atento.

 

   Quanto aos resultados, Janeiro, com "Sem Título", foi o grande derrotado da noite ficando em 4º. lugar. Uma das vencedoras da noite foi Catarina Miranda. Sem nenhum tipo de favoritismo, chegou à final quase sem se dar por ela e "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada" só não ganhou porque o voto do público é soberano em caso de empate.

 

   Cláudia Pascoal e Isaura venceram merecidamente o concurso, confirmando o favoritismo à vitória após a desistência de Diogo Piçarra. "O Jardim" é uma digna vencedora. Além da bonita mensagem, a de uma neta que se despede da avó que morreu, há ainda a acrescentar a boa melodia e o ritmo contemporâneo. Ainda assim, a cantora que não venceu a última edição do "The Voice Portugal", tem de se conter. Cada vez que cantou a música emocionou-se no final e o mesmo vai acontecer na "Eurovisão" se não se treinar. Já foram tantas vezes que podemos vir a ser acusados de estar a "fazer número".

 

   Quanto a possibilidades no Festival Internacional, ainda é cedo, mas as Casas de Apostas que nos davam a vitória em 2017 não animaram muito com a escolha portuguesa. Ainda sem se conhecer a eleita, Portugal estava abaixo das 20 primeiras posições e aí se mantém. 

 

   Vamos representados pela canção daqueles que ficam encarregues das vivendas enquanto os donos vão de férias: "Agora que não estás, rego eu o teu jardim". É uma brincadeira. "O Jardim" é um boa escolha.

 

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Festival dos Segredos

 

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    A "Casa dos Segredos" estreou recentemente e, nem por sombras, conseguiu ser tão polémica como está a ser o "Festival da Canção 2018". O objectivo de um é o que o outro menos deseja.

 

   Entre acusações de plágio, falhas técnicas, falhas nas votações, intrigas e mexericos entre jurados ou participantes, há de tudo no certame da RTP.

 

   Isto leva-me, mais uma vez, ao assunto do momento. As redes sociais, com a ajuda dos vários órgãos de Comunicação Social que não têm nenhum interesse no "Festival" a não ser que este lhes consiga dar cliques e dinheiro, conseguiram fazer uma "vítima".

 

   Diogo Piçarra foi acusado de plágio pela sua "Canção do Fim". Defendeu-se, erradamente, afirmando que "a simplicidade tem destas coisas, e as melodias na música não são ilimitadas". Acrescentou também que desconhecia a música "Abre Os Meus Olhos", uma vez que nasceu "em 1990" e a canção data de 1979.

Diogo, eu nasci em 1989 e conheço a "Desfolhada", de 1969, de trás para a frente.

 

   A RTP nunca se pronunciou sobre o assunto, até ao momento em que o cantor fez saber que dava por terminada a sua participação. Até maio, iria ser achincalhado, gozado e, muito provavelmente, perder os "direitos de autor" da música. Sim, há uma grande diferença entre plágio e a perda de autoria.

 

   A estação do Estado fez muito mal. Ou defendia imediatamente o cantor ou o desqualificava. Esperar que Piçarra se chegasse à frente é incompreensível e desonesto.

 

   O artista fez o que devia e o que podia fazer. 

 

   Com tudo isto, as favas contadas deixaram de o ser. Cláudia PascoalJaneiro e Peu Madureira estão na corrida à vitória. Vitória essa que pertencia, com uma certeza absoluta, a Diogo Piçarra. Qualquer um deles será um digno vencedor, mas será sempre uma vitória às custas de uma desistência. Nenhum deles merecia tal rótulo e essa aura só passará, caso a vencedora consiga um boa posição no "Festival Eurovisão da Canção". Um lugar razoável seriam os primeiros 15 lugares e um bom resultado seria situar-se entre os 10 primeiros. 

 

   A crueldade das redes sociais e a sede de visualizações/cliques/leitores por parte da imprensa, canais de televisão e rádios tornaram o "Festival da Canção" num circo dos horrores, capaz de prejudicar a imagem de uma televisão, de um certame com anos de história e dos seus intervenientes. 

 

   O seu a seu dono. Deixem as polémicas para o "Secret Story". É para isso que ele serve.

 

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Olho para tudo e não vejo nada

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   Talvez o título deste artigo seja demasiado extremista, mas o "Festival da Canção 2018" está envolto em demasiadas polémicas, precisamente no ano em que não eram necessárias. Oiço muitos comentários, mas vejo muito pouco de positivo até agora.

 

   A segunda semifinal, emitida este domingo, foi bem melhor que a primeira. É inegável o facto de que existiram melhores canções e também melhores intérpretes. Isso não faz com que me esqueça da terrível falha na apresentação da primeira música, onde foram claros os problemas de som e o impasse das câmaras e da organização em saber se travavam ou não a atuação. 

 

   Quanto às músicas, deixemo-nos de tretas, há três capazes de nos fazerem orgulhar na Eurovisão, capazes de se perpetuar no tempo e capazes de despertar o interesse das rádios portuguesas, tal como escrevi sobre "Amar Pelos Dois": "Canção do Fim""O Jardim" e "Sem Título". Tenho preferência clara pelas duas primeiras. Foram as únicas que me fizeram sentir algo além do prazer de as ouvir. 

 

   A música de Diogo Piçarra é um dos temas do momento nas redes sociais. No domingo era a mais bestial para a maioria, conseguindo a unanimidade entre público e júri. Menos de 24 horas depois, é a "besta" ao ser acusada de plágio relativamente a uma canção da Igreja Universal do Reino de Deus.

 

   Não há grande volta a dar. A melodia e a entoação das palavras é igual. A partir daqui, fica ao critério de cada um. Não acredito que o músico tenha copiado um cântico da IURD, sobretudo numa época em que as redes sociais estão atentas, não perdoam, e em que a Instituição atravessa um período extremamente difícil devido às acusações das adoções ilegais. Esperava uma justificação melhor por parte do cantor do que aquela que deu na sua página de Facebook. Só a aceita e entende quem estiver predisposto a isso.

 

   Aquela que era e é a candidata à vitória do "Festiva da Canção" tem agora uma missão espinhosa pela frente. A polémica vai retirar-lhe brilho e o primeiro lugar não terá o mesmo "sabor".

 

  Uma das três canções mencionadas será a justa vencedora, na noite em que na RTP1 tem de afastar todas as polémicas e defender a canção eleita com unhas e dentes. Infelizmente, a visibilidade que o "Festival" voltou a conseguir é um pau de dois bicos. 

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Que Festival foi esse?

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   Desculpem-me o título. Sou natural de Torres Vedras e o Carnaval ainda não me deixou completamente a cabeça. É por isso que adaptei a letra de um sucesso brasileiro do momento, "Que tiro foi esse?", para intitular este artigo sobre o "Festival da Canção". É que, num "tiro", a RTP matou toda a esperança num festival melhor, após a vitória de Salvador Sobral no ano anterior.

 

   A noite de ontem resume-se assim: 13 músicas em que a maioria delas é péssima, um erro na votação que colocou uma música na final em vez de outra e, pelo menos, uma acusação de plágio de uma das canções. Não consigo imaginar cenário pior.

 

   Esperava mais, muito mais. Gostei da música da Anabela, do Janeiro e percebo o entusiasmo com a canção do Peu Madureira. Além disso, pouco ou nada se aproveita. Razoáveis músicas com péssimos interpretes e bons interpretes com péssimas músicas. Um estilo "mais Salvador" predominou na passada noite de domingo e não me parece uma opção inteligente se queremos fazer boa figura no "Festival Eurovisão da Canção".

 

   Quanto às minhas favoritas da noite, creio que "Sem Título" de Janeiro, no estilo e forma de estar do cantor, serão injustiçadas por uma clara comparação a Salvador Sobral. Não posso deixar de comentar a atitude do artista. Comer uma banana enquanto se é entrevistado não é ser-se diferente, é ser-se mal educado. 

 

 

   A música de Anabela, "Para Te Dar Abrigo", até pode não ser maravilhosa mas é bem interpretada e animada.

 

 

   Já "Só Por Ela", vencedora da noite e cantada por Peu Madureira, é uma boa balada com um toque de fado e uma séria candidata à vitória na final. Ainda assim, também é possível compará-la a "Amar Pelos Dois".

 

   No ano passado, na noite em que Portugal venceu o "Festival Eurovisão da Canção", disse a uma amiga que 2018 seria o ano de Diogo Piçarra, ainda sem saber da sua participação. Depois da primeira semifinal, e sem ouvir a sua música, acredito que só não será o eleito à vitória se o júri assim não o entender. Já que me refiro ao júri, muitíssimo bem escolhido por sinal, não posso deixar de criticar Júlio Isidro e To Zé Brito por fazerem saber que preferem a música de Peu Madureira a todas as outras. 

 

   Destaco ainda a prestação de Inês Lopes Gonçalves, na "Green Room". Sóbria, muito bem preparada e com um humor inteligente, conseguiu ser a surpresa da noite pela positiva. Só que neste domingo não se concorria ao "Festival da Apresentação". 

 

   A RTP errou forte e feio em quase tudo. Não pode voltar a fazê-lo! A segunda semifinal e a final precisam de ser irrepreensíveis porque já não há mais espaço para falhas.

 

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