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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos

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A RTP emitiu, no sábado (12/05), a final do "Festival Eurovisão da Canção" que foi seguida por uma média de 1 milhão e 548 mil espectadores.

 

   A transmissão do evento realizado, pela primeira vez em Portugal, rendeu ao canal público a melhor audiência desde 2008. Os 1 milhão e 548 mil espectadores traduzem-se em 16 % de rating e 36,4% de quota média de mercado. A emissão do certame liderou a noite de sábado do início ao fim. O minuto mais visto aconteceu já bem perto do final do espetáculo, altura em que o público estava próximo de saber se o vencedor seria Israel ou o Chipre. Às 23h39 a RTP1 era seguida por cerca de 1 milhão e 897 mil espectadores, o que corresponde a 19,6% de rating e 50,2% de share.

 

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   Para encontrar um resultado melhor que o deste ano, são precisos recuar 10 anos, altura em que Vânia Fernandes cantou "Senhora do Mar" e havia a esperança na melhor pontuação de sempre, o que acabou por não acontecer. Em 2008, 1 milhão e 716 mil portugueses viram a final de Belgrado.

 

   Já em 2017, ano em que Salvador Sobral venceu com a canção "Amar Pelos Dois", a final foi acompanhada por uma média de 1 milhão e 401 mil espectadores. Contudo, o momento mais visto já bem perto do final da emissão, registou uma média de 2 milhões e 372 mil espectadores.

 

   Subida generalizada de audiências na Europa

 

   Algumas televisões europeias já deram a conhecer as audiências da final de sábado.

 

   Espanha registou uma média de 7,2 milhões de telespectadores, mais 3,15 milhões de telespectadores do que em 2017.

 

   Itália registou o segundo melhor valor desde que regressou ao certame em 2011. Em média, 3, 430 milhões de espectadores acompanharam a transmissão.

 

   No Reino Unido, a emissão da BBC1 foi vista por uma média de 6,9 milhões de espectadores o que significa um aumento de público relativamente ao ano passado.

 

   Já em França, 5,15 milhões de pessoas acompanharam o Festival. Foi a maior audiência desde 2009.

 

   O Chipre, que ficou em segundo lugar com o tema "Fuego", chegou a registar 93,4% de share, o que significa que 9 em cada 10 pessoas que tinham a televisão ligada, assistiam ao "Festival Eurovisão da Canção".

 

Alguns dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

 

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Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

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   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

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