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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Doze pontos sem cautela

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   É o único assunto sobre o qual me falta escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". Filomena Cautela, escolhida para apresentar o espetáculo, foi uma das grandes vencedoras desta edição pelos elogios que têm tido relativamente ao seu trabalho.

 

   Nunca conseguiu reunir a preferência da grande maioria dos espectadores. Irreverente, jovem e com um estilo muito próprio, a que nem todos estão habituados, foi sempre encarada com desconfiança e mais aceite pelo público com uma faixa etária, diria eu, abaixo dos 35 anos. Os programas pelos quais deu a cara também não a deixaram ir muito mais longe nesse campo.

 

   A própria afirmou, em entrevista à N-TV, que esta foi a primeira vez em que se tornou consensual.

 

   Não há ninguém na televisão, atualmente, que demonstre mais empenho e amor por aquilo que faz, seja na "Eurovisão" ou no "5 Para a meia-noite". A genuinidade, a boa preparação e a alegria, aliadas ao respeito por qualquer que seja o seu convidado, tornam-na especial.

 

   Se é elogiada nos dias de hoje, merece-o! É percetível o trabalho e o esforço que faz para se tornar cada dia melhor.

 

   Não tenho dúvidas de que Filomena Cautela já conquistou o seu espaço no panorama televisivo português. Também não tenho dúvidas de que se tornará numa das grandes glórias da RTP, isto se a SIC ou a TVI não a aliciarem com algo mais interessante.

 

   A cara do "5 Para a meia-noite" é a prova de que o talento não é nada se não existir muito trabalho e humildade. Parabéns!

 

 

 

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Uma canção que não é brinquedo

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   Há dois assuntos sobre os quais ainda quero escrever acerca do "Festival Eurovisão da Canção 2018". O primeiro é uma espécie de defesa da música vencedora, a de Israel, e o segundo trata-se do merecido elogio à prestação de Filomena Cautela enquanto apresentadora do espetáculo. Por agora, fico-me pelo primeiro.

 

   O júri e a maioria do público vontante escolheu a canção "Toy", interpretada por Netta Barzilai, para vencer o certame. Por outro lado, há uma imensidão de outro público que a critica.

 

   Que me desculpem os críticos musicais, os cultos e os mal informados, que incluem muitas vezes os dois anteriores, mas a canção vencedora não se resume a uma gorda que imita uma galinha.

 

   Em 2015, a ONU afirmou que Israel era o país do Mundo que mais violava o Direito das Mulheres. Netta foi vítima de bullying durante a infância e a adolescência. Segundo o "Folha de São Paulo", a cantora chegou a perder trabalhos devido à sua forma física. Estudou música na banda da Marinha, enquanto cumpriu os dois anos de serviço militar obrigatório naquele país, e estuda ainda eletrónica na Escola de Música Contemporânea Rimon.

 

   Em "Toy", a cantora imita o cacarejar de uma galinha. Ridículo? Talvez sim, mas há uma razão válida. Esses sons representam a forma como Barzilai interpreta os insultos dos "cobardes" que praticam atos de bullying. A música que levou à final de Lisboa associou-se ao movimento #Metoo, criado para combater o assédio sexual. Na letra, a mulher de Israel afirma não ser "um brinquedo". Não é ela, nem é mulher nenhuma.

 

   Concordo que "Amar Pelos Dois" é uma música melhor e mais bonita, o que não quer dizer que "Toy" seja terrivelmente má. A música de Netta diverte-me e isso basta-me. Há espaço e ocasiões para tudo. Se a canção de Salvador Sobral tocar numa discoteca, por exemplo, não me vai soar bem a mim nem a niguém.

 

   A "baleia" e "asquerosa" como, infelizmente, alguns lhe chamam nas redes sociais, venceu com justiça o "Festival Eurovisão da Canção". Se é verdade que existiam a concurso melhores canções, também é verdade que muitas delas não tinham uma mensagem tão importante para passar. 

 

Leia também:

"Final da Eurovisão é a mais vista dos últimos 10 anos"

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"Deixem a eurovisão portuguesa em paz!"

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Noite cor-de-rosa

Créditos: NiT

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   À terceira foi de vez. Depois de duas semifinais polémicas, a final do "Festival da Canção 2018" correu extremamente bem.

 

   É preciso recuar vários anos para se encontrar um programa televisivo em Portugal com um cenário e palco da dimensão da que pudemos ver este domingo. A apresentação de Pedro Fernandes e Filomena Cautela foi seguríssima. Ela já a caminhar para se tornar numa "senhora apresentadora" e ele com a piada ou alfinetada certa, no momento certo. Trouxeram frescura e jovialidade.

 

   O momento alto foi, sem dúvida, o da fantástica e merecida homenagem a Simone de Oliveira. Já a homenagem ao grupo Doce foi inesperada, mas bem vinda, e muito bem conseguida por parte das cantoras e de Moullinex.

 

   O Festival só não correu melhor porque a maioria das músicas a concurso eram um grande bocejo a que nem o mais interessado conseguia estar atento.

 

   Quanto aos resultados, Janeiro, com "Sem Título", foi o grande derrotado da noite ficando em 4º. lugar. Uma das vencedoras da noite foi Catarina Miranda. Sem nenhum tipo de favoritismo, chegou à final quase sem se dar por ela e "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada" só não ganhou porque o voto do público é soberano em caso de empate.

 

   Cláudia Pascoal e Isaura venceram merecidamente o concurso, confirmando o favoritismo à vitória após a desistência de Diogo Piçarra. "O Jardim" é uma digna vencedora. Além da bonita mensagem, a de uma neta que se despede da avó que morreu, há ainda a acrescentar a boa melodia e o ritmo contemporâneo. Ainda assim, a cantora que não venceu a última edição do "The Voice Portugal", tem de se conter. Cada vez que cantou a música emocionou-se no final e o mesmo vai acontecer na "Eurovisão" se não se treinar. Já foram tantas vezes que podemos vir a ser acusados de estar a "fazer número".

 

   Quanto a possibilidades no Festival Internacional, ainda é cedo, mas as Casas de Apostas que nos davam a vitória em 2017 não animaram muito com a escolha portuguesa. Ainda sem se conhecer a eleita, Portugal estava abaixo das 20 primeiras posições e aí se mantém. 

 

   Vamos representados pela canção daqueles que ficam encarregues das vivendas enquanto os donos vão de férias: "Agora que não estás, rego eu o teu jardim". É uma brincadeira. "O Jardim" é um boa escolha.

 

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Saiba tudo sobre o "Festival da Canção 2018"

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   Acabaram-se os segredos. A RTP já deu a conhecer tudo sobre o "Festival de Canção 2018". Descubra os cantores, compositores, apresentadores e jurados.

 

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   Jorge Gabriel e José Carlos Malato apresentam a 1ª. semi-final, no dia 18 de fevereiro, nos estúdios da RTP.

   Nesse dia sobem ao palco os seguintes cantores:

 

   Catarina Miranda - "Para Sorrir Não Preciso de Nada" (Júlio Resende) 
   Joana Espadim - "Zero a Zero" (Benjamim) 
   Rita Dias - "Com Gosto Amigo" (Rita Dias) 
   Janeiro - "(sem título)" (Janeiro) 
   José Cid & Gonçalo Tavares - "O Som da Guitarra É a Alma de Um Povo" (José Cid) 
   Beatriz Pessoa - "Eu Te Amo" (Mallu Magalhães) 
   Anabela - "Para Te Dar Abrigo" (Fernando Tordo) 
   Bruno Vasconcelos - "Austrália" (Nuno Rafael) 
   Rui David - "Sem Medo" (Jorge Palma) 
   Peu Madureira - "Só Por Ela" (Diogo Clemente) 
   JP Simoões - "Alvoroço" (JP Simões) 
   Joana Barra Vaz - "Anda Estragar-me os Planos" (Francisca Cortesão) 
   Maria Amaral - "A Mesma Canção" (Paulo Praça) 
 
 

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   A segunda semi-final é apresentada por Tânia Ribas de Oliveira e Sónia Araújo, a 25 de fevereiro. As músicas, os autores e os intérpretes são os seguintes:
 
   Tamin - "Sobre Nós" (Capicua) 
   Dora Fidalgo - "Arco-Íris" (Miguel Ângelo) 
   Peter Serrado - "Sunset" (Peter Serrado) 
   Minni & Rhayra - "Patati Patata" (Paulo Flores) 
   David Pessoa - "Amor Veloz" (Francisco Rebelo) 
   Maria Inês Paris - "Bandeira Azul" (Tito Paris) 
   Daniela Onis - "Para Lá Do Rio" (Daniela Onis) 
   Diogo Piçarra - "Canção do Fim" (Diogo Piçarra) 
   Lili - "O Voo das Cegonhas" (Armando Teixeira) 
   Rita Ruivo - "Anda Daí" (João Afonso) 
   Cláudia Pascoal - "O Jardim" (Isaura) 
   Sequin - "All Over Again" (Bruno Cardoso) 
   Susana Travassos - "A Mensageira" (Aline Frazão) 
 

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   Júlio Isidro será, novamente, o presidente do júri. Para o acompanhar estarão também presentes Carlão, Sara Tavares, Luísa Sobral, Ana Bacalhau, António Avelar Pinho, Tó Zé Brito, Ana Markl e Mário Lopes.
 
   A Grande final está marcada para dia 4 de março e vai reunir 14 canções selecionadas ao longo das duas semi-finais. Filomena Cautela e Pedro Fernandes vão estar em direto do Pavilhão Multiusos de Guimarães. 
 

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Quatro mulheres para apresentar a música europeia ao Mundo

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A RTP revelou, esta tarde, as quatro mulheres que vão apresentar o "Festival Eurovisão da Canção" deste ano.

 

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   A estação pública acabou, esta segunda-feira, com a especulação. Catarina Furtado, Sílvia Alberto, Filomena Cautela e Daniela Ruah vão apresentar a primeira edição, em solo português, do "Eurovision Song Contest". 

 

   A escolha da RTP é inédita, uma vez que nunca tinham sido nomeadas quatro mulheres para apresentar o certame.

 

   As escolhidas já se manifestaram nas suas páginas de Instagram. Conheça as reações e um resumo do percurso profissional de cada uma delas:

 

   Catarina Furtado

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   Catarina começou a sua carreira na televisão no programa "TOP +", da RTP1.

 

   Em 1992 mudou-se para a SIC, onde apresentou o "Chuva de Estrelas". No canal de Carnaxide foi ainda a cara de programas como "Caça ao Tesouro", "Pequenos e Terríveis" ou "Catarina.Com", o último formato que apresentou na estação privada. Ainda na SIC, foi protagonista da novela "Ganância".

 

   No regresso à RTP, em 2003, apresentou a primeira edição da "Operação Triunfo". Juntou ainda ao currículo programas como "Música no Ar", "Príncipes do Nada", "Dança Comigo" ou, mais recentemente, "The Voice Portugal".

 

   A apresentadora foi também escolhida para apresentar a edição do "Festival da Canção" de 2017.

 

   Sílvia Alberto

 

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    Sílvia também começou cedo nas lides televisivas. Estreou-se, também ela, na RTP em o "Clube Disney". Mudou-se, depois, para a RTP2 onde assumiu o "Clube da Europa".

 

   Em 2004 teve o seu primeiro grande desafio na SIC. Ao lado de Pedro Granger, apresentou o "Ídolos".

 

   Em 2006 regressou à RTP para substituir Catarina Furtado no "Dança Comigo". Seguiu-se o "Aqui Há Talento", "Operação Triunfo", "Olha Quem Dança" e "Masterchef".

 

   Este ano tem a seu cargo o "Got Talent Portugal", o "Sociedade Recreativa" e "Os Extraordinários".

 

   Filomena Cautela

 

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    Filomena começou a carreira de atriz no teatro. Em 2002, os "Morangos com Açucar" lançam-na para as luzes da ribalta. Seguiram-se "Ana e os Sete", "Mundo Meu" e "Inspetor Max".

 

   Em 2005 venceu o casting para apresentadora da MTV Portugal e em 2007 fez a novela "Vingança", na SIC.

 

   Já em 2009 tornou-se apresentadora do "5 para a Meia-Noite", na RTP2, e passou ainda pelo canal Globo Portugal.

 

   Atualmente, é o rosto do formato semanal do programa que lhe abriu as portas na televisão pública.

 

   Daniela Ruah 

 

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   Daniela é a única figura internacional no quarteto. Estreou-se na televisão pelas mãos da TVI, em "Jardins Proibidos". O bom desempenho fê-la voltar, mais tarde, em "Querida Mãe", "Filha do Mar", "Dei-te Quase Tudo" e "Tu e Eu".

 

   Em 2007 apresentou o formato "Cinebox", na TVI 24, e venceu o "Dança Comigo".

 

   Em 2009 conseguiu o papel que lhe acabou por mudar a vida. Participou na série norte-americana "NCIS" e vestiu a pele de Kensy Blye, no spin-off "NCIS: Los Angeles". A revista "Esquire" chegou a nomeá-la como uma das 100 mulheres mais bonitas do Mundo.

 

 

    As três apresentadoras da RTP e a atriz internacional sobem ao palco do Altice Arena a 8 e 10 de maio, nas duas primeiras semi-finais, e a dia 12 do mesmo mês, na grande final do concurso.

 

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Saiba o que lhe reserva a televisão no final do ano

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As principais televisões deram a conhecer aquilo que vão transmitir na última noite de 2017. Apenas a RTP 1 vai estar em direto, SIC e TVI apostam em programas gravados.

 

 

   De uma forma ou de outra, o teatro e a representação vão reinar nos três canais generalistas na passagem de ano. A estação pública inicia a noite com a comédia "Noivo Por Acaso", protagonizada por Fernando Mendes. Às 23H00, Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves vão estar em direto do Terreiro do Paço, em Lisboa, para um especial do programa "5 Para a Meia-Noite".

 

   Também a SIC vai apostar em teatro. Desta feita, João Baião entra em cena com "Volta ao Mundo em 80 Minutos", de Filipe Lá Féria. Na plateia vão estar várias figuras bem conhecidas do universo do canal de Carnaxide, num especial de fim de ano.

 

   Por sua vez, a TVI aposta em "A Tua Cara Não Me É Estranha". Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira vestem-se de gala para receber vários convidados numa noite repleta de imitações. 

 

   Pedro Teixeira, Rita Pereira, Sofia Ribeiro, Mónica Jardim, Isabel Silva, Maria Sampaio, David Antunes, Sérgio Rossi, Darko, Melânia Gomes, Mico da Câmara Pereira, Toy e FF são os nomes que vão subir ao palco do programa.

 

   Ana Malhoa, Virgul, Nélson Freitas e os Calema também vão atuar, embora sem imitações.

 

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