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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

Deixem a Eurovisão portuguesa em paz!

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   Escrevi este texto ao mesmo tempo em que estava a assistir à segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2018. 

   Não quero fazer deste um artigo de "bota abaixo" e muito menos escrever um texto daquilo que a RTP não fez ou devia ter feito. Quero antes fazer um elogio àquilo que foi capaz de construir.

   Com duas semifinais vistas, há duas conclusões que posso tirar: 

   A vitória de Salvador Sobral, em 2017, fez com que os países, sobretudo os do sul da Europa, apostassem em músicas na sua língua materna e que outros apostassem em canções com um teor menos "festivaleiro". Ou seja, alterou-se o paradigma daquilo que todos achávamos poder ser uma música vencedora. 

   Por outro lado, a exclusão dos painéis que permitiam a exibição de vídeos ao longo das atuações foi uma aposta ganha da RTP. A utilização de jogos de luz centrou a atenção na canção e muito menos naquilo que acontece em torno dela. 

   O canal português conseguiu, com o orçamento mais baixo dos últimos 10 anos, criar uma "Eurovisão" diferente. Essa diferença tornou-a numa das melhores edições da história recente.

   Não posso deixar ainda de comentar a prestação de Catarina Furtado, numa altura em que é alvo de duras críticas nas redes sociais e na imprensa pelo seu inglês. 

   Chocava-me se a apresentadora não soubesse utilizar bem o português. Não me choca nada se a sua pronúncia em inglês não é perfeita. 

   Catarina é uma das mais experientes apresentadoras portuguesas. Pautou a sua carreira pelo profissionalismo, aliado à sua elegância. Dedicou e dedica ainda parte do seu tempo e da sua vida a ajudar os outros como Embaixadora da Boa Vontade, nas Nações Unidas. Merece, por tudo isso, estar onde está. 

   Somos tão extraordinários a fazer bem, como aqui pudemos constatar, como somos tão exímios a criticar e a "botar abaixo" aquilo que outros fazem para elevar o nome de Portugal no Mundo.

   Parabéns RTP!

 

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Ficha Técnica com Nuno Carvalho.: "Acredito que a RTP está preparada para dar um espetáculo enorme na Eurovisão"

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   Nuno Carvalho é Engenheiro Informático na RTP. Está no canal do Estado desde 2003 e acumula a função de Presidente na Casa do Pessoal do canal, delegação do Porto.
 
   Esteve presente na final do "Festival da Canção 2018", em Guimarães, e garante que Portugal está preparado para receber o "Festival Eurovisão da Canção" já em maio deste ano. 
 
   Aos 38 anos, explica ao "Ficha Técnica" as dificuldades da sua profissão, a importância da "Casa do Pessoal" para os funcionários da RTP, a evolução que sentiu desde que está no canal e as exigências da engenharia informática numa estação de televisão.
 

Foto retirada do perfil de Facebook de Nuno Carvalho

 

 
    A Caixa que já foi Mágica.: Qual é o trabalho de um Engenheiro Informático numa televisão como a RTP?
 
   Nuno Carvalho.: A 'televisão' enquanto empresa possui especificidades inerentes à sua atividade. Além dos óbvios sistemas de áudio e vídeo, há um sem fim de sistemas auxiliares que se congregam para gerar o produto final - Televisão e Rádio entregue ao cliente em casa ou em qualquer lugar.
Ser Engenheiro Informático, neste contexto, é lidar com esta quantidade de sistemas diversos, de diferentes fabricantes, com diferentes funcionalidades mas que se interligam de uma forma automática e em tempo real.
 
 
   ACQJFM.: Está na RTP desde 2003. Em mais de 14 anos de trabalho na estação do Estado, quais foram as maiores mudanças que sentiu desde o início da sua colaboração?
 
   N.C.: Em 15 anos de RTP, para mim, a principal diferença foi a chegada do "Digital". 
Assisti e participei no salto tecnológico que foi a migração da área da informação para "digital". Desde 2005 que a RTP passou a dispor de um sistema totalmente informatizado para a produção de noticias. Desde a captura de imagens, a sua edição, sonorização, legendagem até à transmissão televisiva e arquivamento. É um sistema complexo que permitiu acabar com os meios analógicos e, até então, bastante tradicionais.
 
 
   ACQJFM.: O que é que entende por "Digital"?
 
   N.C.: O "digital" é a nova forma global de transmissão de conteúdos. Internet, redes móveis de alta velocidade, redes sociais ou smartphones vieram apresentar uma nova visão da "televisão", da imagem e da produção de conteúdos.  Considero que a RTP vai, no seu dia-a-dia, adaptando-se às novas realidades, mas sem nunca perder o seu cunho, a sua identidade.
 
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   ACQJFM.: O que é que o cativa, ou motiva, a ser Engenheiro Informático numa estação de televisão?
 
   N.C.: O que me motiva enquanto profissional é estar identificado com a marca/empresa/produto em que trabalho.  Sentir o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no exterior da organização é sinal de que estamos/estou a ser eficiente. O meu contributo é dar o meu melhor todos os dias para que a RTP continue a ser a marca globalmente conhecida, trazendo um reconhecimento acrescido ao que faço.
 
 
   ACQJFM.: Quais são as maiores dificuldades que enfrenta no dia-a-dia?
 
   N.C.: Todas as áreas de negócio possuem as suas prioridades e complexidades, seja a industria robotizada, seja a industria farmacêutica ou química, e ninguém poderá dizer que é mais ou menos critica que outra.
Uma das maiores dificuldades da RTP é a noção do tempo. Dez segundos sem emissão de televisão ou rádio é inaceitável, por isso, somos muitas vezes confrontados com adversidades e temos um espaço temporal muito curto para agir.
Para isso, é necessário capacidade de lidar com o stress, que é um desafio que me alicia pois faz-me estar completamente focado na resolução e que me permite desenvolver uma capacidade analítica acima da média.
 

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   ACQJFM.: É Presidente "Casa do Pessoal da RTP", na delegação do Porto. Que importância tem a Instituição para os funcionários e ex-funcionários?
 
   N.C.: A Casa do Pessoal da RTP é quase tão antiga como a própria RTP. Nasceu e cresceu numa época em que a RTP era uma família, literalmente, onde vários membros da famílias trabalhavam no mesmo espaço. 
Com o propósito de promover o desporto, a cultura e o convívio, sentimos as dificuldades que considero transversais a este tipo de associações. Existe um desinteresse generalizado por parte das pessoas em fazer parte, em estar presente, em contribuir. Existe também falta de apoios que nos permitam ser mais ousados nos projetos que idealizamos e nas ofertas que conseguimos para os nossos sócios. 
Por outro lado, a redução do número de funcionários e o aparecimento de mais colaboradores externos em outsourcing, restringe o universo dos nossos sócios e o alcance dos nossos projetos.
Mas as dificuldades não nos impedem de continuar a lutar, procurar oferecer propostas mais vantajosas, mais adaptadas aos tempos modernos, tentando fidelizar sócios mais antigos, e trazer para a nossa "casa" os mais novos.
Um desafio que muito me apraz abraçar.
 

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   ACQJFM.: Esteve de alguma forma ligado à final do "Festival da Canção 2018". Acredita que o evento foi um teste positivo para a receção da Eurovisão, pela primeira vez, em Portugal?
 
   N.C.: O "Festival da Canção de 2018" foi uma aposta ganha da RTP!
O publico em geral andava nos últimos anos afastado do "Festival da Canção". Com a vitória do Salvador Sobral, o ano passado, e com o facto de este ano se realizar em Portugal, o "Festival da Eurovisão" trouxe de volta muito telespectadores. A RTP soube aproveitar muito bem este facto e oferecer um espetáculo televisivo de grande nível, de realização e produção.
Munindo-se dos parceiros certos, o produto final arquitectado pela RTP, foi uma demonstração inequívoca da nossa capacidade de abraçar projetos ambiciosos e conseguir na sua totalidade supera-los, pois foi isso que aconteceu.
A final do "Festival da Canção", em Guimarães, foi um excelente ensaio para aquilo que nos espera em Maio, no Altice Arena.
Foram testadas soluções, parceiros e formas de trabalho. Foram "treinadas" pessoas e equipas para trabalhar juntas, em busca de um objectivo ambicioso.
 
 
   ACQJFM.: Através do conhecimento que possa ter sobre o assunto, Portugal será capaz de produzir um espetáculo igual ou superior ao dos últimos anos?
 
   N.C.: Tendo estado presente na final em Guimarães, acredito que a máquina está pronta para dar um espetáculo enorme e conseguir superar tudo o que foi realizado até então. 
 
 
   ACQJFM.: A televisão ainda é a "caixa mágica"?
 
   N.C.: A televisão continuará sempre a ser caixa mágica! Poderá sair do móvel da sala e mudar-se para o computador, o smartphone ou dispositivos que ainda vão ser inventados. Poderá configurar-se com tecnologias que permitam mais interacção, poderá dotar-se de 3D, realidade aumentada ou hologramas, mas será sempre a "televisão". 
Independente da forma ou dos conteúdos, independentemente dos novos canais e dos novos 'players', a televisão tradicional continua a definir as normas, os caminhos e as tendências. 

 
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Já conhece a concorrência de "O Jardim"?

 

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   O Festival Eurovisão da Canção de 2018 está a pouco mais de um mês de ser realizar, pela primeira vez, em Portugal. A 1ª. semi-final está marcada para dia 8 de maio, a 2ª. acontece a 10 de maio e a grande final realiza-se a dia 12 do mesmo mês.

 

   Entretanto, já foram apresentadas as 43 canções que vão estar a concurso na 63ª. edição do certame. Cláudia Pascoal e Isaura representam Portugal com "O Jardim" e serão as oitavas candidatas a entrar em palco na grande final. Mas quem é a concorrência das portuguesas? Conheça ou oiça de novo as canções de 2018:

 

   1ª. semi-final.:

 

Azerbaijão

 

Islândia

 

Albânia

 

Bélgica

República Checa

Lituânia

 

Israel

 

Bielorrússia

 

Estónia

 

Bulgária

 

Macedónia

 

Croácia

 

Áustria

 

Grécia

 

Finlândia

 

Arménia

 

Suíça

 

Irlanda

 

Chipre

 

   2ª. semi-final.:

Noruega

 

Roménia

 

Sérvia

 

São Marino

 

 

Dinamarca

 

Rússia

 

Moldávia

 

Holanda

 

Austrália

 

Geórgia

 

Polónia

 

Malta

 

Hungria

 

Letónia

 

Suécia

 

Montenegro

 

Eslovénia

 

Ucrânia

   

   Final (Apurados diretamente).:

Alemanha

 

Espanha

 

França

 

Itália

 

Reino Unido

 

   Segundo as casas de aposta, Israel é a grande favorita à vitória do Festival Eurovisão da Canção de 2018. Portugal está, neste momento, na 17ª. posição. 

Portugal

 

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Noite cor-de-rosa

Créditos: NiT

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   À terceira foi de vez. Depois de duas semifinais polémicas, a final do "Festival da Canção 2018" correu extremamente bem.

 

   É preciso recuar vários anos para se encontrar um programa televisivo em Portugal com um cenário e palco da dimensão da que pudemos ver este domingo. A apresentação de Pedro Fernandes e Filomena Cautela foi seguríssima. Ela já a caminhar para se tornar numa "senhora apresentadora" e ele com a piada ou alfinetada certa, no momento certo. Trouxeram frescura e jovialidade.

 

   O momento alto foi, sem dúvida, o da fantástica e merecida homenagem a Simone de Oliveira. Já a homenagem ao grupo Doce foi inesperada, mas bem vinda, e muito bem conseguida por parte das cantoras e de Moullinex.

 

   O Festival só não correu melhor porque a maioria das músicas a concurso eram um grande bocejo a que nem o mais interessado conseguia estar atento.

 

   Quanto aos resultados, Janeiro, com "Sem Título", foi o grande derrotado da noite ficando em 4º. lugar. Uma das vencedoras da noite foi Catarina Miranda. Sem nenhum tipo de favoritismo, chegou à final quase sem se dar por ela e "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada" só não ganhou porque o voto do público é soberano em caso de empate.

 

   Cláudia Pascoal e Isaura venceram merecidamente o concurso, confirmando o favoritismo à vitória após a desistência de Diogo Piçarra. "O Jardim" é uma digna vencedora. Além da bonita mensagem, a de uma neta que se despede da avó que morreu, há ainda a acrescentar a boa melodia e o ritmo contemporâneo. Ainda assim, a cantora que não venceu a última edição do "The Voice Portugal", tem de se conter. Cada vez que cantou a música emocionou-se no final e o mesmo vai acontecer na "Eurovisão" se não se treinar. Já foram tantas vezes que podemos vir a ser acusados de estar a "fazer número".

 

   Quanto a possibilidades no Festival Internacional, ainda é cedo, mas as Casas de Apostas que nos davam a vitória em 2017 não animaram muito com a escolha portuguesa. Ainda sem se conhecer a eleita, Portugal estava abaixo das 20 primeiras posições e aí se mantém. 

 

   Vamos representados pela canção daqueles que ficam encarregues das vivendas enquanto os donos vão de férias: "Agora que não estás, rego eu o teu jardim". É uma brincadeira. "O Jardim" é um boa escolha.

 

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Festival dos Segredos

 

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    A "Casa dos Segredos" estreou recentemente e, nem por sombras, conseguiu ser tão polémica como está a ser o "Festival da Canção 2018". O objectivo de um é o que o outro menos deseja.

 

   Entre acusações de plágio, falhas técnicas, falhas nas votações, intrigas e mexericos entre jurados ou participantes, há de tudo no certame da RTP.

 

   Isto leva-me, mais uma vez, ao assunto do momento. As redes sociais, com a ajuda dos vários órgãos de Comunicação Social que não têm nenhum interesse no "Festival" a não ser que este lhes consiga dar cliques e dinheiro, conseguiram fazer uma "vítima".

 

   Diogo Piçarra foi acusado de plágio pela sua "Canção do Fim". Defendeu-se, erradamente, afirmando que "a simplicidade tem destas coisas, e as melodias na música não são ilimitadas". Acrescentou também que desconhecia a música "Abre Os Meus Olhos", uma vez que nasceu "em 1990" e a canção data de 1979.

Diogo, eu nasci em 1989 e conheço a "Desfolhada", de 1969, de trás para a frente.

 

   A RTP nunca se pronunciou sobre o assunto, até ao momento em que o cantor fez saber que dava por terminada a sua participação. Até maio, iria ser achincalhado, gozado e, muito provavelmente, perder os "direitos de autor" da música. Sim, há uma grande diferença entre plágio e a perda de autoria.

 

   A estação do Estado fez muito mal. Ou defendia imediatamente o cantor ou o desqualificava. Esperar que Piçarra se chegasse à frente é incompreensível e desonesto.

 

   O artista fez o que devia e o que podia fazer. 

 

   Com tudo isto, as favas contadas deixaram de o ser. Cláudia PascoalJaneiro e Peu Madureira estão na corrida à vitória. Vitória essa que pertencia, com uma certeza absoluta, a Diogo Piçarra. Qualquer um deles será um digno vencedor, mas será sempre uma vitória às custas de uma desistência. Nenhum deles merecia tal rótulo e essa aura só passará, caso a vencedora consiga um boa posição no "Festival Eurovisão da Canção". Um lugar razoável seriam os primeiros 15 lugares e um bom resultado seria situar-se entre os 10 primeiros. 

 

   A crueldade das redes sociais e a sede de visualizações/cliques/leitores por parte da imprensa, canais de televisão e rádios tornaram o "Festival da Canção" num circo dos horrores, capaz de prejudicar a imagem de uma televisão, de um certame com anos de história e dos seus intervenientes. 

 

   O seu a seu dono. Deixem as polémicas para o "Secret Story". É para isso que ele serve.

 

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Olho para tudo e não vejo nada

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   Talvez o título deste artigo seja demasiado extremista, mas o "Festival da Canção 2018" está envolto em demasiadas polémicas, precisamente no ano em que não eram necessárias. Oiço muitos comentários, mas vejo muito pouco de positivo até agora.

 

   A segunda semifinal, emitida este domingo, foi bem melhor que a primeira. É inegável o facto de que existiram melhores canções e também melhores intérpretes. Isso não faz com que me esqueça da terrível falha na apresentação da primeira música, onde foram claros os problemas de som e o impasse das câmaras e da organização em saber se travavam ou não a atuação. 

 

   Quanto às músicas, deixemo-nos de tretas, há três capazes de nos fazerem orgulhar na Eurovisão, capazes de se perpetuar no tempo e capazes de despertar o interesse das rádios portuguesas, tal como escrevi sobre "Amar Pelos Dois": "Canção do Fim""O Jardim" e "Sem Título". Tenho preferência clara pelas duas primeiras. Foram as únicas que me fizeram sentir algo além do prazer de as ouvir. 

 

   A música de Diogo Piçarra é um dos temas do momento nas redes sociais. No domingo era a mais bestial para a maioria, conseguindo a unanimidade entre público e júri. Menos de 24 horas depois, é a "besta" ao ser acusada de plágio relativamente a uma canção da Igreja Universal do Reino de Deus.

 

   Não há grande volta a dar. A melodia e a entoação das palavras é igual. A partir daqui, fica ao critério de cada um. Não acredito que o músico tenha copiado um cântico da IURD, sobretudo numa época em que as redes sociais estão atentas, não perdoam, e em que a Instituição atravessa um período extremamente difícil devido às acusações das adoções ilegais. Esperava uma justificação melhor por parte do cantor do que aquela que deu na sua página de Facebook. Só a aceita e entende quem estiver predisposto a isso.

 

   Aquela que era e é a candidata à vitória do "Festiva da Canção" tem agora uma missão espinhosa pela frente. A polémica vai retirar-lhe brilho e o primeiro lugar não terá o mesmo "sabor".

 

  Uma das três canções mencionadas será a justa vencedora, na noite em que na RTP1 tem de afastar todas as polémicas e defender a canção eleita com unhas e dentes. Infelizmente, a visibilidade que o "Festival" voltou a conseguir é um pau de dois bicos. 

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Saiba tudo sobre o "Festival da Canção 2018"

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   Acabaram-se os segredos. A RTP já deu a conhecer tudo sobre o "Festival de Canção 2018". Descubra os cantores, compositores, apresentadores e jurados.

 

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   Jorge Gabriel e José Carlos Malato apresentam a 1ª. semi-final, no dia 18 de fevereiro, nos estúdios da RTP.

   Nesse dia sobem ao palco os seguintes cantores:

 

   Catarina Miranda - "Para Sorrir Não Preciso de Nada" (Júlio Resende) 
   Joana Espadim - "Zero a Zero" (Benjamim) 
   Rita Dias - "Com Gosto Amigo" (Rita Dias) 
   Janeiro - "(sem título)" (Janeiro) 
   José Cid & Gonçalo Tavares - "O Som da Guitarra É a Alma de Um Povo" (José Cid) 
   Beatriz Pessoa - "Eu Te Amo" (Mallu Magalhães) 
   Anabela - "Para Te Dar Abrigo" (Fernando Tordo) 
   Bruno Vasconcelos - "Austrália" (Nuno Rafael) 
   Rui David - "Sem Medo" (Jorge Palma) 
   Peu Madureira - "Só Por Ela" (Diogo Clemente) 
   JP Simoões - "Alvoroço" (JP Simões) 
   Joana Barra Vaz - "Anda Estragar-me os Planos" (Francisca Cortesão) 
   Maria Amaral - "A Mesma Canção" (Paulo Praça) 
 
 

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   A segunda semi-final é apresentada por Tânia Ribas de Oliveira e Sónia Araújo, a 25 de fevereiro. As músicas, os autores e os intérpretes são os seguintes:
 
   Tamin - "Sobre Nós" (Capicua) 
   Dora Fidalgo - "Arco-Íris" (Miguel Ângelo) 
   Peter Serrado - "Sunset" (Peter Serrado) 
   Minni & Rhayra - "Patati Patata" (Paulo Flores) 
   David Pessoa - "Amor Veloz" (Francisco Rebelo) 
   Maria Inês Paris - "Bandeira Azul" (Tito Paris) 
   Daniela Onis - "Para Lá Do Rio" (Daniela Onis) 
   Diogo Piçarra - "Canção do Fim" (Diogo Piçarra) 
   Lili - "O Voo das Cegonhas" (Armando Teixeira) 
   Rita Ruivo - "Anda Daí" (João Afonso) 
   Cláudia Pascoal - "O Jardim" (Isaura) 
   Sequin - "All Over Again" (Bruno Cardoso) 
   Susana Travassos - "A Mensageira" (Aline Frazão) 
 

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   Júlio Isidro será, novamente, o presidente do júri. Para o acompanhar estarão também presentes Carlão, Sara Tavares, Luísa Sobral, Ana Bacalhau, António Avelar Pinho, Tó Zé Brito, Ana Markl e Mário Lopes.
 
   A Grande final está marcada para dia 4 de março e vai reunir 14 canções selecionadas ao longo das duas semi-finais. Filomena Cautela e Pedro Fernandes vão estar em direto do Pavilhão Multiusos de Guimarães. 
 

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"The Voice Portugal" despede-se atrás da concorrência

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A final do talent-show da RTP1 não conseguiu, este sábado, vencer as novelas da concorrência.

 

   A derradeira gala do "The Voice Portugal", que sagrou Tomás Adrião como vencedor, despediu-se do público atrás das concorrência. O formato do canal público só conseguiu liderar as audiências já muito perto da sua reta final.

 

   Em média, o programa registou 7,3% de audiência e 18,8% de share. Estes valores correspondem a cerca de 709 mil espectadores.

 

   Recorde-se que, em 2016, a vitória de Fernando Daniel a dia 25 de dezembro registou uma média de cerca de 856 mil espectadores.

 

   Catarina Furtado e Vasco Palmeirim anunciaram que o "The Voice Portugal" regressa em 2018.

 

 

Os dados apresentados são provisórios, da responsabilidade da CAEM/GfK e podem sofrer alterações. Incluem Vosdal.

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Taça de Portugal lidera e Ljubomir bate recorde

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A final da Taça de Portugal liderou as audiências deste domingo e o "Pesadelo na Cozinha" teve a sua emissão mais vista.

 

 

   O jogo entre o SL Benfica e o Vitória de Guimarães, na final da Taça de Portugal de futebol, registou uma audiência de 18,8% e 47,1% de quota média de mercado.

 

   A partida, mesmo emitida durante a tarde, não deu hipótese à concorrência e foi o programa mais visto de domingo ao garantir uma média de 1 milhão e 821 mil espetadores. 

 

   Por sua vez, o "Pesadelo na Cozinha" marcou o seu melhor resultado desde a estreia. Com 17,2% de rating e 35,8% de quota de mercado, o programa da TVI registou uma média de 1 milhão e 670 mil espetadores.

 

   No mesmo horário, a final do "Got Talent Portugal" conseguiu um dos melhores resultados da temporada, mas não foi além dos 945,400 espetadores em média.

 

   Bem longe esteve o "Just Duet" da SIC. O talent-show ainda não se conseguiu impor nas audiências e ficou-se pelos 424,500 espetadores em média.

 

   A RTP1 garantiu a liderança nas audiências de domingo, seguida da TVI e só depois da SIC.

 

 

Dados de audiência Total Dia (Live+VOSDAL) para 28 de maio de 2017. Os números apresentados são da responsabilidade da GfK/CAEM.

 

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Salvador "faz batota" e já é favorito à vitória

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Portugal subiu, esta sexta-feira, ao primeiro lugar nas preferências dos apostadores para vencer o Festival Eurovisão da Canção.

 

 

   No site eurovisionworld.com, que faz a média de várias casas de apostas, Portugal estava desde 6 maio no segundo lugar do pódio para vencer o Festival deste ano. Esta sexta-feira, destronou a Itália do primeiro lugar, canção que ocupava esse posto desde 18 de fevereiro deste ano.

 

   Também o Google, através do Google News Lab, mediu as pesquisas, no seu motor de busca, para analisar as hipóteses de cada país na corrida à vitória no certame musical. A canção portuguesa "Amar Pelos Dois", tornou-se na participação mais pesquisada, deixando a Austrália em segundo lugar por larga margem.

 

   A imprensa portuguesa e internacional estão a lançar cada vez mais notícias acerca da participação de Salvador Sobral no Festival. Numa crónica sobre a primeira semi-final, o jornal "The Telegraph", afirma que Portugal seria um justo vencedor, apesar de fazer "batota". Pode ler-se: "Mandar uma canção artística e muito bem-feita à Eurovisão é, do ponto de vista técnico, fazer batota", afirmou a jornalista da publicação britânica.

 

   Por cá, o Sport Lisboa e Benfica, que pode vencer o campeonato português de futebol também no sábado, surpreendeu ao apelar ao voto em Salvador Sobral, nas redes sociais.

 

 

   Portugal sobe ao palco este sábado, 13 de maio, e é a 11ª. canção a apresentar-se num total de 25.

 

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