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A caixa que já foi mágica

Blog de opinião sobre a televisão portuguesa

"Just Duet - O Dueto Perfeito" é a nova aposta da SIC

 

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JUSTDUET_logo

 

    A SIC já avançou com as promoções de inscrição do novo programa de música.

 

    "Just Duet - O Dueto Perfeito" consiste em juntar concorrentes e grandes nomes da música nacional em duetos. 

 

   Os candidatos devem ser maiores de 16 anos e podem inscrever-se por SMS (68327) ou por email (vídeo para duetos@sic.pt).

 

   João Manzarra é o apresentador escolhido para o formato que está a cargo da produtora Fremantlemedia, detentora de programas como "Ídolos" ou "Factor X".

 

   A data de estreia ainda não conhecida.

 

   As televisões estão a apostar forte em formatos musicais em 2017. A TVI está a preparar o regresso da "Operação Triunfo" e a RTP1 já anunciou o regresso do "The Voice Portugal" e a estreia de "À Capella".

 

 

 

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Fora da Caixa - Ídolos 6 é a edição menos vista

 

 

O programa Ídolos, da SIC, terminou no final de agosto com a pior média de espetadores de todas as edições. A . temporada não conseguiu superar as anteriores ficando muito abaixo nas audiências. 

 

A última gala foi, também ela, uma desilusão ficando a menos de metade do número de espetadores da estreia de Pequeno Gigantes, na TVI. 

 

A final sagrou João Couto como vencedor e trouxe à televisão portuguesa Conchita Wurst, vencedora do Festival Eurovisão da Canção de 2014.

 

João Couto vencedor da 6ª. edição

 

 

Foi obviamente um erro fazer regressar um formato desgastado sobretudo porque também a concorrência apostou, recentemente, em formatos do género.

 

Nem o facto de ter sido uma das melhores edições a nível de produção bastou para que o Ídolos 6 fosse uma desgraça em audiências.

 

A regressar, que seja daqui a uns bons anos.

 

Música orelhuda

 

Deixei passar algum tempo para poder avaliar o caso mais sonante do programa Ídolos, da SIC.

 

Nesta sexta edição, os ditos "cromos" têm direito a animações enquanto cantam ou pensam que cantam. No entanto, houve um caso que deu e que ainda está a dar que falar.

 

Um jovem, de orelhas grandes, foi ridicularizado pela produção do programa que fez uma animação na qual as orelhas do concorrente cresciam enquanto atuava. Animação essa, tal como todas as outras, bem foleira por sinal e que nada acrescenta ao formato.

 

É obvio que a FremantleMedia, produtora do Ídolos, abusou nesta caso e tornou a participação deste jovem, que era má já por si, em algo ainda pior e mais constrangedor. Houve um abuso da imagem de um concorrente que lhe pode causar danos na vida pessoal, sobretudo na escola, onde os jovens podem ser bastante cruéis.

 

A SIC pediu desculpa, os jornais e as redes sociais tornaram este jovem num "mártir" e gerou-se um burburinho em volta do assunto completamente desnecessário.

 

Alguém o mandou ir lá? O Rapaz não sabia ao que ia? Nenhum amigo ou familiar lhe disse que ele não canta absolutamente nada? Todas estas perguntas fazem-me perder a "pena" relativamente ao caso.

 

Para bem ou para o mal, teve o seu minuto de fama e na SIC perceberam que existem limites.

 

Quanto ao concorrente, há-de aprender a viver com a sua fisionomia só não pode afirmar que não o avisaram porque quando me candidatei ao programa assinei um documento onde aceitava que a produção fizesse aquilo que lhes apetece-se com as imagens.

Outra vez arroz?

 

 

Já elogiei neste blog o programa The Voice Portugal da RTP. Já falei dos bons resultados que está a conseguir para o canal do Estado. Elogio a escolha do júri e a entrada de Vasco Palmeirim para a apresentação com Catarina Furtado.

 

 

 

Pensei bem e há algo que, no meio de tanta coisa boa, não me está a agradar. Já não é o primeiro nem o segundo concorrente que participa neste concurso que já teve sucesso noutros programas do género.

 

Na última emissão foi a vez de Rui Drumond, participante da primeira Operação Triunfo, voltar aos palcos da RTP. Por lá também já passaram Carlos Costa, de Ídolos 3, Mariana Bandhold, da Família Superstar e Factor X, e algumas outras caras não tão conhecidas mas que também já tentaram a sorte sobretudo em talent-shows da SIC.

 

Sou apologista de que todos merecemos uma segunda oportunidade mas, neste caso, não sei se me mantenho fiel aos meus ideais. Todos estes de quem falei já tiveram a sua oportunidade, já chegaram longe num concurso do género e já fazem da sua vida, à exceção de Mariana, a música.

 

Não estarão estas pessoas a tirar o lugar a outros talentos que nunca tiveram uma oportunidade? Estão! Embora a culpa não seja deles. As produções deste tipo de programas apregoam que andam à procura de novas vozes e, depois, levam algumas que já conhecemos.

 

Gostei de ouvir todos eles mas, como seguidor deste género de programas, já sei do que são capazes, ou seja, a mim, como a muitas outras pessoas, já não vão surpreender.

 

Além disso a concorrência passa a ser desleal. Estes concorrentes já adquiriram conhecimentos suficientes sobre o que é apetecível em televisão. Um caso flagrante disso mesmo é a vitória de Berg no Factor X da SIC.

 

Não estou, contudo, a insinuar que estas pessoas não possam estar lá. Estou antes a mostrar algum ressabiamento por saber que já tentei, sei que mereço, dizem-me que mereço e nunca tive uma hipótese.

 

Acredito que como eu existem por aí muitas vozes, muito melhores do que a minha, que já tentaram a sorte e nunca tiveram uma oportunidade de chegar a uma fase de escolha já em televisão.

 

Ter alguma desgraça na família ou na própria vida ajudava mas isso é outro assunto...

Novidades ou falta delas



SIC e TVI já decidiram os novos programas que vão fazer parte das suas grelhas, sobretudo aos domingos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda este mês o canal da Carnaxide lança a dupla de Gosto Disto!, César Mourão e Andreia Rodrigues, para novas aventuras em Cante...Se Puder!, no original, Killer Karaoke. O programa vai colocar desconhecidos a cantar enquanto têm de ultrapassar por vários obstáculos.

 

Na TVI, Cristina Ferreira apresenta, pela primeira vez, um formato a solo em Dança com as Estrelas. Um formato com famosos e que não é muito diferente de Dança Comigo da RTP1.

 

A aposta da SIC não é má, o programa é novidade, divertido, uma boa opção para o verão mas não me parece que chegue para vencer o concorrente.

 

Em setembro o canal de Queluz de Baixo faz regressar Secret Story para a quarta edição. Na TVI sabem que é a única hipótese fiável para combater a ficção da concorrência. Concorrência essa que aposta numa dupla pouco provável, Bárbara Guimarães e João Manzarra, para comandar a versão portuguesa de X-Factor. Um concurso, também ele, uma versão, desta feita, de Ídolos.

 

Mais uma vez não existem grande dúvidas. A Casa dos Segredos não vai dar hipótese, isto porque os formatos de busca de talentos precisam de mais tempo de descanso. Era preciso outro tipo de programa para a SIC conseguir vencer ou sequer aproximar-se da TVI

 

São estas as novidades que aí vêm, ou melhor, a falta delas.

Pedro Boucherie Mendes em exclusivo: "Há cada vez mais canais, mais programas e mais gente a ver. Onde é que está a crise?"


Pedro Boucherie Mendes é o director dos canais temáticos do universo SIC. Em 2009 tornou-se conhecido do grande público pela participação como jurado no programa Ídolos. Ao currículo acrescenta a direção da revista FHM, a sub-direção da revista Maxmen, a direção de programas da Rádio Marginal e edição no Independente. A tudo isto juntam-se ainda os vários livros que escreveu. Atualmente, em conjunto com a direção de programas, tem um espaço na Antena 3 intitulado “Pedro e Inês”. Sem meias palavras responde ao Perguntas na Caixa.

 

 

 

ACM.:Os canais de Cabo têm vindo a ganhar cada vez mais público. Sendo director de programas de alguns deles, acredita que o futuro da televisão passa por aí?

PBM.:Não. O futuro da televisão está ligado à tecnologia e à circunstância de as gerações mais novas estarem a crescer sem afinidades com grelhas de programação. Isto é, eles vêem o que querem, como querem e onde querem. Os canais de Cabo serão mais uma forma que eles e toda a gente têm de consumir televisão.


ACM.:Está contente com os resultados audiométricos da SIC MULHER, SIC RADICAL e SIC K?


PBM.:Nunca estou contente, na medida em que queremos sempre mais. É uma resposta óbvia e, por isso, verdadeira.

ACM.:O sistema de medição de audiências da GFK é melhor do que o da Marktest?


PBM.:O outro esta ultrapassadíssimo porque nem sequer media muitos lares, quanto mais medir bem ou mal. Este está a ser afinado, mas não há sistemas perfeitos.

ACM.:As televisões generalistas têm, a médio/longo prazo, os dias contados?

 

PBM.:Pelo contrário. O seu orçamento, a sua força, o seu impacte, a sua notoriedade e a sua importância social, farão com que sejam cada vez mais importantes. As pessoas precisam e precisarão sempre de referências.

ACM.:A crise na televisão deve-se, sobretudo, à crise económica ou ao “boom” da Internet?

 

PBM.:Não há crise na televisão. Aliás a pergunta denota um raciocínio enviesado e míope de quem vê crise em tudo. Há cada vez mais canais, mais programas e mais gente a ver. Onde é que está a crise?

 

ACM.:A falta de dinheiro dos canais obriga-o a pensar melhor nas apostas que faz?

PBM.:Há sempre falta de dinheiro e sempre mais concorrência. Tudo isso e muito mais obriga a estejamos sempre atentos ao que andamos a fazer

ACM.:A segunda série do Programa do Aleixo é uma importante aposta da SIC RADICAL? O programa vai para o ar depois da meia-noite. Porquê a escolha deste horário tardio?


PBM.:O horário não é, infelizmente, tardio. Os portugueses vêem imensa televisão a essa hora. O programa repete noutros horários, além de que o público da série vai sobretudo vê-la nas gravações e quando pingar para a Internet. A RADICAL aposta e paga este tipo de programas também porque pretende que o canal continue associado ao pioneirismo e ao risco.

ACM.: “10% de talento e 90% de suor e lágrimas” foi a sua fórmula para chegar à direcção de programas dos canais por cabo do universo SIC?


PBM.:Não. Fui convidado e aceite.

ACM.:A televisão ainda é a “caixa mágica”?


PBM.:O que é que você acha?

Mexe-te melhor!

A SIC já escolheu o formato que vai fazer frente à terceira edição de Secret Story, na TVI. É uma boa escolha, sobretudo para a concorrência. O reality-show encontrado pelo canal de Carnaxide é uma mistura entre Peso Pesado e Dança Comigo.

 

É verdade! Toca a Mexer foi o nome selecionado para a versão portuguesa do americano Dance Your Ass Off. Basicamente, o programa mostra uma dúzia de concorrentes que, de semana para semana, tentam perder peso e, ao mesmo tempo, competem na pista de dança ensaiando coreografias para apresentar em cada gala. Ganha o concorrente que tiver perdido mais peso e que tenha alcançado boas pontuações nas suas atuações.

 

Júlia Pinheiro já fez saber que não tem disponibilidade para fazer dois programas ao mesmo tempo: o da manhã e este. Portanto, os nomes mais falados para ocupar o cargo de apresentador são: Bárbara Guimarães, Diana Chaves ou a dupla de Ídolos, João Manzarra e Cláudia Vieira.

 

Com estas informações apenas, ou muito me engano, ou este Toca a Mexer está condenado ao fracasso. A SIC precisava de algo diferente ou bem mais polémico para combater a Casa dos Segredos.

 

Já devia ter percebido isso com a segunda edição de Peso Pesado que foi torcidada pelo reality-show da TVI. Este programa vem na altura errada por isso,  está longe de ser o que a estação precisa em setembro.

 

Depois, está em causa a escolha do apresentador/a. Júlia Pinheiro poderia ser a única cara do canal a conseguir "puxar" este programa para resultados razoáveis, mas ou está a fazer bluff ou não o vai mesmo apresentá-lo. Bárbara Guimarães, já se viu, não consegue fazer com que os programas tenham boas audiências, Diana Chaves tem pouca experiência no ramo e o par do Ídolos está desgastado.

 

Com esta escolha, ganha a TVI que, assim, tem as portas do sucesso ainda mais abertas. Para bem da SIC é bom que esta previsão esteja errada, mas tudo aponta para o contrário. A ver vamos!

Manzarra desilude?

Na edição da última semana de Abril de uma conhecida revista de televisão, TVGUIA, o chefe de redação e um comentador, escreveram sobre João Manzarra.

 

O primeiro, Paulo Abreu, afirma que o apresentador, na sua terceira edição de Ídolos, "raramente faz a diferença". Acrescenta ainda que Manzarra precisa de trabalhar no "duro e inovar", para conseguir conseguir ser uma apresentador à "séria" como "Goucha, Malato ou Jorge Gabriel".

 

Já o comentador de televisão e antigo repórter de entretenimento da SIC, Carlos Dias da Silva, diz que espera mais do que "aquele ar de contentinho que tem quase sempre(...) é preciso evoluir, senão...".

 

O jovem abandonou a SIC Radical e tornou-se no mais promissor apresentador de televisão da atualidade, o pior é que muitos quiseram colocá-lo num pedestal e aumentar o seu valor como se não tivesse ainda um longo caminho pela frente. João não pode ser, sequer, comparado a Manuel Luís Goucha, José Carlos Malato ou a Jorge Gabriel.

 

A idade que tem não lhe permite, ainda, ter um registo diferente daquele que coloca em prática e, é por isso, que os desafios que lhe são entregues são sempre, ou quase sempre, programas mais leves e divertidos.

 

Como pode Manzarra evoluir se o que se pede, em Ídolos, por exemplo, é o registo que sempre teve? Este mesmo registo não deixa lugar a grandes inovações ou mudanças de atitude.

 

Uma das tarefas mais difíceis que o apresentador teve, e que provavelmente poucos se aperceberam, foi a segunda edição de Chamar a Música, anteriormente apresentada pelo inigualável Herman José. Fazer esquecer o "grande artista" era difícil e ele fê-lo melhor que ninguém.

 

Quando João Manzarra tiver outro desafio que não o estilo de formatos que tem apresentado, aí sim, terá de evoluir; quando começarem as galas em direto do programa de música do canal de Carnaxide, aí sim, terá de mostrar que trabalhou para melhorar.

 

Enquanto isso, não passa de uma promessa da apresentação e só desilude quem acreditou que este fosse já um grande apresentador.

 

Post corrigido às 17H41 - 28/04/2012

Curtas e Boas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A primeira série de A Tua Cara não me é Estranha terminou este domingo e arrasou o recém-estreado Ídolos da SIC. O último programa obteve mais de metade da audiência do talent-show do canal de Carnaxide. Para a semana estreia a segunda temporada do formato da TVI e as expetativas são altas. Resta à SIC esperar que duas edições seguidas do programa apresentado por Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira acabe por cansar os espectadores. Se acontecer, ainda vai demorar.

 

 

 

 

 

 

A SIC continua a poupar. Depois de repor Perfeito Coração, com cerca de um ano de distância da exibição original, chega agora a vez de Podia Acabar o Mundo. A 9 de Abril regressa a história, fraca, protagonizada por Diogo Morgado, Joana Seixas e Cláudia Vieira. E Cláudia, com esta re-estreia, surge em quatro frentes: Ídolos, Rosa Fogo, Podia Acabar o Mundo e Ilha dos Amores. O que deverá levar a um grande desgaste da imagem da atriz. Quanto à novela, que será exibida após o Primeiro Jornal, foi originalmente exibida em 2008/2009 e foi um fracasso de audiências. Ainda assim, conta com um momento histórico na ficção nacional: o beijo e relação gay protagonizados por Diana Chaves e Ana Guiomar.

Pau de dois bicos

Foi apresentado, esta quinta-feira, o novo júri da 5ª. edição de Ídolos

 

O programa da SIC contará com o já habitual Manuel Moura dos Santos e a ele juntam-se Bárbara Guimarães, Pedro Abrunhosa e Tony Carreira. 

 

Três dos quatro membros são até previsíveis tendo em conta o painel de jurados que o programa teve noutras edições. 

 

Tony Carreira é, de facto, a surpresa maior. A sua presença num programa do género tem algo que se lhe diga. Goste-se ou não, ele é o cantor português com maior sucesso da atulidade. Mesmo que sejam muitos aqueles que o criticam, o certo é que alguma qualidade tem de existir, caso contrário todo o seu sucesso seria efémero e está provado que não é. 

 

Mas a sua presença em Ídolos é um "pau de dois bicos". Se por um lado Tony tem uma carreira na música que fala por si, também é verdade que o estilo de música que canta não tem nada a ver com o que é pedido no talent-show. A SIC quis apostar no cantor lembrando-se que poderia ser um chamariz de público, mas esse chamariz, esse sim, será efémero. 

 

O público que segue o Ídolos, não é, de todo, o público que segue Tony Carreira. Já o público que o segue, segue-o pelas canções que canta e não pelas lindas palavras que pode vir a dizer no programa. 

 

Ou seja, no início a curiosidade dos fãs até pode ser alguma, mas será passageira. Já os que sempre seguiram o concurso podem vir a afastar-se, já que me parece que são poucos aqueles que apreciam o trabalho de Tony.

 

 Ainda assim, foi uma boa jogada do canal de Carnaxide. Pelo menos o fator curiosidade já está no ar e isso é importante para Ídolos que, além do júri, não traz nada de novo.